Fonte - site guia do bebê (uol) publicada em 16/06/2010
Dra. Ellen Paiva
As influências alimentares na glicemia materna e na saúde do bebê
Muita coisa tem mudado em nossa avaliação médica e nutricional das gestantes. Mas um tema especialmente novo foi revelado através de um grande estudo que os americanos chamaram de HAPO, uma sigla que significa hiperglicemia materna e resultados adversos da gestação.
Esse estudo examinou mais de 23.000 gestantes e seus bebês e chegou à conclusão de que pequenas variações no açúcar do sangue das mães influenciavam a adiposidade do corpo do bebê e a sua produção de insulina. Esses resultados passarão a ter um grande peso em nossa avaliação médica e nutricional das gestantes, principalmente porque se basearam em gestantes normais, ou seja, gestantes que não apresentavam diabetes gestacional.
Mudanças que deixam a gestante vulnerável ao diabetes
Durante os nove meses, a gestante passa a conviver com um enorme volume hormonal proveniente da sua placenta, que, se por um lado, garante a manutenção da gestação, por outro, altera consistentemente seu metabolismo, deixando-a propensa a apresentar amplas oscilações da glicemia ou de açúcar no sangue. Até aqui, tudo bem, pois a maioria das gestantes tolera bem tais mudanças e consegue manter seus níveis de açúcar dentro do normal e, portanto, livre do diabetes gestacional.
Quando a gestante, já exposta aos fatores hormonais que facilitam a ocorrência das elevações da glicose, apresenta outros fatores de risco, concomitantemente, ela estará mais vulnerável à ocorrência do diabetes. Dentre estes, podemos citar os riscos adicionais das mulheres que engravidam já com sobrepeso ou obesidade, das fumantes, daquelas com antecedentes pessoais de partos complicados e com antecedentes familiares de diabetes, das portadoras da Síndrome dos Ovários Policísticos e, finalmente, das gestantes que ganham peso excessivo durante a gestação.
Aproximadamente 7% de todas as gestações são afetadas pelo diabetes gestacional, resultando em mais de 200.000 casos anuais nos Estados Unidos. No Brasil, as estimativas não são diferentes. O Projeto Diretrizes de 2006, organizado pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, definiu estimativas de prevalência da doença em torno de 2,4 a 7,2%.
A questão básica e que implica no aumento do risco materno fetal pode ser explicada pelo efeito das elevações variáveis da glicemia da gestante. Esse relativo aumento do açúcar no sangue da gestante atravessa a placenta e alcança o bebê, causando nele uma elevação semelhante da glicemia, induzindo uma maior produção de insulina e todas as conseqüências deletérias do excesso desse hormônio.
Complicações materno fetais induzidas pela hiperglicemia materna
As complicações fetais que pensávamos ocorrer apenas no diabetes gestacional, hoje, sabemos que podem ocorrer nas gestações livres do diabetes, mas sujeitas a maiores oscilações glicêmicas, anteriormente consideradas inofensivas.
Nas gestantes com diabetes, a intensidade dessa alteração pode levar à ocorrência dos fetos macrossômicos, os grandes bebês nascidos de gestantes diabéticas, que ocorrem em até 52% dos casos de diabetes gestacional mal controlados.
Além da macrossomia, esses bebês têm maiores riscos de malformações fetais, que ocorrem em cerca de 8% dos casos, alterações metabólicas, como as arriscadas baixas da glicose e do cálcio ao nascer, parto prematuro, desenvolvimento de obesidade e diabetes na adolescência, até o óbito fetal, que ocorre em cerca de 14% dos casos com mal controle.
Para as gestantes, o risco é o desenvolvimento da pré-eclampsia e eclampsia - a hipertensão da gravidez - que pode levar a quadros graves de convulsões e morte materna e o quase certo desenvolvimento de diabetes definitivo ao longo da vida dessas mulheres.
Nas gestantes não diabéticas, mas com maiores elevações glicêmicas, os pesquisadores constataram o nascimento de bebês com mais gordura corporal e maior produção de insulina.
O que aprendemos com o estudo HAPO foi que pequenas elevações glicêmicas maternas, muito menores do que aquelas anteriormente estipuladas como perigosas, podem atravessar a barreira placentária e alcançar o feto, estimulando nele uma excessiva produção de insulina.
Esse hormônio acelera os mecanismos de estocagem de energia sob a forma de gordura, propiciando o nascimento de bebês com muito mais gordura corporal e com um mecanismo acionado para que possam continuar lidando dessa mesma forma com os nutrientes que chegam até eles, ou seja, estocando mais do que queimando, com uma grande chance de serem obesos ou até diabéticos no futuro.
Prevenção e tratamento do diabetes gestacional
O objetivo da orientação nutricional da gestante de risco, principalmente aquelas que estão ganhando muito peso ou aquelas com glicose sanguínea em níveis limítrofes, é propiciar uma alimentação adequada para ela e seu bebê, permitindo a nutrição de ambos e o desenvolvimento adequado deste, sem as arriscadas oscilações glicêmicas e o ganho de peso excessivo de ambos.
A orientação nutricional da gestante começa pelo cálculo das calorias a serem consumidas diariamente e as necessidades calóricas variam de acordo com a idade, o peso pré-gestacional, o nível de atividade física e o estado nutricional.
A maioria das mulheres na idade adulta necessita ingerir uma média de 1800 calorias/dia para manter o peso, mesmo sem estarem grávidas. Durante a gestação, esta média se mantém no primeiro trimestre.
Já sabemos que a gestante não precisa comer por dois porque isso pode levar a um ganho excessivo de peso, assim como não deve tentar perder peso durante a gestação, pois pode ficar desnutrida, comprometendo o desenvolvimento fetal.
Durante o segundo e o terceiro trimestres de gestação, o gasto calórico da mulher aumenta, em média, 300 calorias/dia e sua alimentação deve permitir um ganho de peso de 10-12kg até o término da gestação nas mulheres com peso pré-gestacional normal, 12-14kg naquelas abaixo do peso ideal e no máximo 9kg naquelas com sobrepeso ou obesas.
Uma dieta bem balanceada
A dieta da gestante diabética deve ser balanceada, ou seja, deve conter cerca de 40 a 50% de carboidratos, 25-30% de proteínas e 25-30% de gordura, muito semelhante às que se destinam às gestantes "normais". O valor calórico não deve ser muito restrito, não se admitindo valores menores do que 1200calorias ao dia.
Um método simplificado seria adotar os seguintes critérios:
Gestante com peso normal 30 calorias/kg de peso/dia
Gestante com obesidade ou sobrepeso 25 calorias/kg de peso/dia
Gestante com baixo peso 35 calorias/kg de peso/dia
A gestante diabética deve se alimentar cerca de seis vezes ao dia, sendo três refeições básicas e três lanches. O último lanche deve ser feito antes de dormir para se evitar hipoglicemias noturnas com alterações metabólicas que também arriscam a gestação.
O grande tabu para as pessoas com diabetes, de uma maneira geral, e para as gestantes com diabetes, em especial, é o consumo de carboidratos. A regra básica é não abolir esse nutriente, pois inevitavelmente a gestante terá uma dieta rica em proteína e gordura, o que não é saudável.
Todas as refeições devem conter uma porção de carboidratos, de preferência os carboidratos complexos como pães, arroz, cereais, batata, mandioca, milho; de preferência integrais, uma vez que o conteúdo em fibras desses alimentos auxilia com que eles tenham uma absorção mais lenta e fisiológica, proporcionando uma saciedade mais longa e a melhora do trânsito intestinal.
Os carboidratos chamados de simples (açúcar) devem ser evitados ou utilizados com parcimônia, uma vez que causam absorção intestinal rápida do açúcar e com isso levam à oscilações agudas e amplas na glicemia materno fetal, o que não é bom nem para a mãe, nem para o bebê.
Além dos carboidratos, a gestante deve ingerir frutas, verduras, legumes, carnes magras e laticínios. A ingestão de frutas deve atender às recomendações de 3 a 4 porções de frutas diariamente e a de os laticínios, de 2 a 3 porções. Esses últimos garantem o aporte de cálcio necessário à formação do esqueleto do bebê, sem sacrificar a reserva esquelética da mãe.
Além da dieta, a gestante diabética, que não alcançar os valores glicêmicos normais, deve receber medicamentos como a metformina ou insulina. Deve ainda fazer controles glicêmicos em casa, tanto antes como duas horas após as refeições básicas, utilizando aparelhos de medição da glicemia e fitas reagentes apropriadas.
Após o parto, as recomendações continuam...
Após o parto a glicemia da gestante com diabetes gestacional volta ao normal, desaparecendo qualquer vestígio da doença. Entretanto, essas gestantes devem ser monitoradas durante os anos que se seguem, assim como seus filhos, pois essa calmaria é apenas aparente.
Cerca de 45% dessas pacientes tornam-se definitivamente diabéticas nos próximos 10-12 anos. Mais uma cilada que caracteriza essa doença, aparentemente tão inofensiva, mas verdadeiramente devastadora.
Há ainda no estudo muitas evidências de que o tamanho do bebê ao nascer está associado à maior adiposidade na vida futura dessas crianças, com obesidade e alterações em seus pâncreas que conferem a eles um maior risco de diabetes.
A mensagem promissora é de que a maioria dos estudos, que avaliam a evolução das crianças fruto de gestações complicadas com diabetes gestacional e suas mães, revelam que o tratamento adequado dessas gestações se associa a uma menor taxa de ganho de peso das gestantes, assim como de complicações hipertensivas na gestação.
Para os bebês, temos alcançado uma menor taxa de complicações perinatais como macrossomia, morte neonatal, lesões ortopédicas de braços e clavículas, baixa aguda e perigosa do açúcar no sangue do bebê, logo em suas primeiras horas de vida. Enfim, temos conseguido driblar as complicações materno fetais do diabetes, resta-nos, agora, entender melhor e evitar as alterações glicêmicas mais sutis nas mães e em seus bebês, para que possamos dar mais um passo no acompanhamento pré-natal das gestantes.
Um blog informativo que se preocupa com assuntos voltados para saúde e bem-estar físico das futuras mamães, das mamães primeira e de muitas viagens durante a gestação e no pós parto.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Definições Importantes!!!
Fonte- site Quero Viver Bem
Matéria publicada em out/2009
Texto revisado por Paulo Daher
Qual a diferença entre atividade física, exercício físico e atividade desportiva?
Atividade Física
É qualquer movimento corporal realizado ao longo do dia, que resulte em um determinado gasto de energia. Exemplo: subir um lance de escadas.
Exercício físico
É uma atividade física que envolve a realização de movimentos repetitivos e intencionais, de determinados grupos musculares. Exemplo: caminhar em uma esteira ergométrica por 30 minutos. Os exercícios físicos podem ser aeróbicos e anaeróbicos.
Exercícios físicos aeróbicos
São movimentos repetitivos, que utilizam os grandes grupos musculares. Este tipo de exercício gera um estresse aos sistemas cardiovascular e respiratório. Tal fato acarreta o aparecimento de respostas adaptativas positivas do corpo, ao longo de várias semanas. Exemplos: caminhar, correr, dançar, nadar, pedalar ou praticar artes marciais, como o boxe ou o judô.
Exercícios físicos anaeróbicos
São também chamados de exercícios resistidos ou de musculação. Em contraste com os exercícios aeróbicos, os exercícios anaeróbicos envolvem curtos impulsos de esforço, seguidos por períodos de descanso, resultando no desenvolvimento de força e hipertrofia muscular (aumento da massa dos músculos). Exemplos: musculação (levantamento de pesos), flexões, abdominais e agachamentos.
Atividade esportiva ou competitiva
É aquela atividade física que visa superar limites pessoais. ou vencer adversários. Exemplo: competir em uma prova de corrida de 100 metros rasos. Refere-se à prática de esportes em geral.
Esportes radicais
Esportes radicais, esportes de ação ou de aventura podem ser considerados como aqueles que oferecem mais riscos do que os esportes em geral, tornando-os, assim, mais emocionantes aos praticantes. É característica desses esportes exigirem maior esforço físico ou maior controle emocional. Os seus participantes envolvem-se em situações extremas de limite físico ou psicológico. Exemplos de esportes radicais: escalada, rafting, paraquedismo, snow board, vôo livre, bungee jump, entre outros.
Matéria publicada em out/2009
Texto revisado por Paulo Daher
Qual a diferença entre atividade física, exercício físico e atividade desportiva?
Atividade Física
É qualquer movimento corporal realizado ao longo do dia, que resulte em um determinado gasto de energia. Exemplo: subir um lance de escadas.
Exercício físico
É uma atividade física que envolve a realização de movimentos repetitivos e intencionais, de determinados grupos musculares. Exemplo: caminhar em uma esteira ergométrica por 30 minutos. Os exercícios físicos podem ser aeróbicos e anaeróbicos.
Exercícios físicos aeróbicos
São movimentos repetitivos, que utilizam os grandes grupos musculares. Este tipo de exercício gera um estresse aos sistemas cardiovascular e respiratório. Tal fato acarreta o aparecimento de respostas adaptativas positivas do corpo, ao longo de várias semanas. Exemplos: caminhar, correr, dançar, nadar, pedalar ou praticar artes marciais, como o boxe ou o judô.
Exercícios físicos anaeróbicos
São também chamados de exercícios resistidos ou de musculação. Em contraste com os exercícios aeróbicos, os exercícios anaeróbicos envolvem curtos impulsos de esforço, seguidos por períodos de descanso, resultando no desenvolvimento de força e hipertrofia muscular (aumento da massa dos músculos). Exemplos: musculação (levantamento de pesos), flexões, abdominais e agachamentos.
Atividade esportiva ou competitiva
É aquela atividade física que visa superar limites pessoais. ou vencer adversários. Exemplo: competir em uma prova de corrida de 100 metros rasos. Refere-se à prática de esportes em geral.
Esportes radicais
Esportes radicais, esportes de ação ou de aventura podem ser considerados como aqueles que oferecem mais riscos do que os esportes em geral, tornando-os, assim, mais emocionantes aos praticantes. É característica desses esportes exigirem maior esforço físico ou maior controle emocional. Os seus participantes envolvem-se em situações extremas de limite físico ou psicológico. Exemplos de esportes radicais: escalada, rafting, paraquedismo, snow board, vôo livre, bungee jump, entre outros.
Exercícios Físicos X Melhor Idade - Lembrar nunca é demais
Fonte - site Quero Viver Bem
Matéria publicada em 27/04/2010
Texto revisado por Clarice Aristides
Quais são os benefícios?
O aumento da proporção de idosos é um fenômeno mundial. Segundo estimativas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil em 2030 terá a sexta maior população de idosos no mundo - cerca de 30 milhões de pessoas.
Estima-se que a maioria dos idosos apresenta algum grau de limitação para realizar as suas atividades cotidianas, 40% deles referem dificuldade em pelo menos uma das atividades diárias e mais de 70% são sedentários.
Benefícios dos exercícios físicos na melhor idade:
- Os exercícios físicos, em geral, previnem e melhoram as doenças que são as principais causas de morte entre os idosos.
-Melhoram a autoestima, ansiedade, sintomas depressivos e qualidade de vida.
-Melhoram a qualidade do sono.
-Evitam o isolamento social.
-Melhoram a pressão arterial.
-Melhoram os distúrbios metabólicos, diminuindo os níveis de colesterol e açúcar no sangue, melhorando o controle do diabetes.
-Reduzem o risco de doenças cardiovasculares, como o infarto do miocárdio (ataque cardíaco) e o acidente vascular cerebral (derrame cerebral).
-Melhoram a flexibilidade, força muscular, coordenação motora e equilíbrio, desta forma, ajudam a evitar as quedas, uma importante causa de morte entre os idosos.
-Exercícios de impacto e força, como a musculação, ajudam a fixar o cálcio nos ossos, ajudando a prevenir e tratar a osteoporose.
-Também tem sido observada uma potencial diminuição do risco de câncer de intestino, mama, próstata e reto.
- Melhoram a imunidade e o risco de infecções.
Matéria publicada em 27/04/2010
Texto revisado por Clarice Aristides
Quais são os benefícios?
O aumento da proporção de idosos é um fenômeno mundial. Segundo estimativas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil em 2030 terá a sexta maior população de idosos no mundo - cerca de 30 milhões de pessoas.
Estima-se que a maioria dos idosos apresenta algum grau de limitação para realizar as suas atividades cotidianas, 40% deles referem dificuldade em pelo menos uma das atividades diárias e mais de 70% são sedentários.
Benefícios dos exercícios físicos na melhor idade:
- Os exercícios físicos, em geral, previnem e melhoram as doenças que são as principais causas de morte entre os idosos.
-Melhoram a autoestima, ansiedade, sintomas depressivos e qualidade de vida.
-Melhoram a qualidade do sono.
-Evitam o isolamento social.
-Melhoram a pressão arterial.
-Melhoram os distúrbios metabólicos, diminuindo os níveis de colesterol e açúcar no sangue, melhorando o controle do diabetes.
-Reduzem o risco de doenças cardiovasculares, como o infarto do miocárdio (ataque cardíaco) e o acidente vascular cerebral (derrame cerebral).
-Melhoram a flexibilidade, força muscular, coordenação motora e equilíbrio, desta forma, ajudam a evitar as quedas, uma importante causa de morte entre os idosos.
-Exercícios de impacto e força, como a musculação, ajudam a fixar o cálcio nos ossos, ajudando a prevenir e tratar a osteoporose.
-Também tem sido observada uma potencial diminuição do risco de câncer de intestino, mama, próstata e reto.
- Melhoram a imunidade e o risco de infecções.
Você sabe o que é a Síndrome da Fragilidade?
Fonte - Sociedade Brasileira de Clínica Médica - Regional São Paulo
Matéria publicada em 22/02/2010O
Texto revisado por Clarice Aristides
Envelhecimento é um processo que pode começar antes dos 60 anos, idade definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como início da terceira idade, alerta o Dr. Abrão José Cury Jr., diretor da Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Clínica Médica.
Diante disso, foi criado o conceito Síndrome da Fragilidade, que consiste na soma de mudanças físicas e psicológicas que comprometem a qualidade de vida e predispõem a pessoa a desenvolver doenças.
São indicadores da Síndrome da Fragilidade: dificuldades de recuperação após doença, redução do desejo sexual, osteoporose acelerada (perda de massa óssea), redução da força muscular, susceptibilidade a doenças, refluxo gástrico, prisão de ventre, redução da absorção de alimentos e medicamentos, infecções respiratórias, diabetes e doenças cardíacas. Em geral, esses problemas estão associados à incontinência urinária (eliminação involuntária de urina), desnutrição, quedas, imobilidade, uso de vários medicamentos e depressão.
As pessoas não devem aceitar as mudanças físicas como inevitáveis e normais, é preciso se preocupar com a qualidade de vida e, principalmente, é preciso cuidar da saúde antes que as doenças se instalem. Um dos passos importantes é a avaliação nutricional e a prescrição de uma dieta que considere a realidade e as características do paciente. Cardápio individualizado, dividido em várias refeições, rico em fibras, adequado às condições de mastigação, com suplementos e com líquidos são medidas que contribuem para a boa saúde.
Outro aspecto importante é a avaliação do médico, que deve considerar a idade do paciente, comprometimento da audição e da visão, doenças pré-existentes,depressão, hospitalização nos últimos meses, capacidade de compreensão, problemas na tireóide, condições para desenvolver atividades diárias, como vestir, comer, higienizar e andar.
A Medicina está capacitada para corrigir de forma eficaz o mais simples dos problemas, mesmo que aparentemente sem importância, mas que pode comprometer a qualidade de vida do idoso e acelerar o surgimento de doenças. Cabe ao médico dar atenção e apoio ao paciente, buscando manter sua capacidade funcional, bem como condições emocionais e sociais estáveis.
Matéria publicada em 22/02/2010O
Texto revisado por Clarice Aristides
Envelhecimento é um processo que pode começar antes dos 60 anos, idade definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como início da terceira idade, alerta o Dr. Abrão José Cury Jr., diretor da Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Clínica Médica.
Diante disso, foi criado o conceito Síndrome da Fragilidade, que consiste na soma de mudanças físicas e psicológicas que comprometem a qualidade de vida e predispõem a pessoa a desenvolver doenças.
São indicadores da Síndrome da Fragilidade: dificuldades de recuperação após doença, redução do desejo sexual, osteoporose acelerada (perda de massa óssea), redução da força muscular, susceptibilidade a doenças, refluxo gástrico, prisão de ventre, redução da absorção de alimentos e medicamentos, infecções respiratórias, diabetes e doenças cardíacas. Em geral, esses problemas estão associados à incontinência urinária (eliminação involuntária de urina), desnutrição, quedas, imobilidade, uso de vários medicamentos e depressão.
As pessoas não devem aceitar as mudanças físicas como inevitáveis e normais, é preciso se preocupar com a qualidade de vida e, principalmente, é preciso cuidar da saúde antes que as doenças se instalem. Um dos passos importantes é a avaliação nutricional e a prescrição de uma dieta que considere a realidade e as características do paciente. Cardápio individualizado, dividido em várias refeições, rico em fibras, adequado às condições de mastigação, com suplementos e com líquidos são medidas que contribuem para a boa saúde.
Outro aspecto importante é a avaliação do médico, que deve considerar a idade do paciente, comprometimento da audição e da visão, doenças pré-existentes,depressão, hospitalização nos últimos meses, capacidade de compreensão, problemas na tireóide, condições para desenvolver atividades diárias, como vestir, comer, higienizar e andar.
A Medicina está capacitada para corrigir de forma eficaz o mais simples dos problemas, mesmo que aparentemente sem importância, mas que pode comprometer a qualidade de vida do idoso e acelerar o surgimento de doenças. Cabe ao médico dar atenção e apoio ao paciente, buscando manter sua capacidade funcional, bem como condições emocionais e sociais estáveis.
terça-feira, 1 de junho de 2010
Nutrientes do mal
Fonte - site Dieta Já (uol)
Ação na memória
Onde encontrar:
Gorduras saturadas e Trans
Impedem que os hormônios que dão a sensação de saciedade sejam reconhecidos pelo cérebro. Margarina, manteiga e óleos. Tente cozinhar alimentos com azeite ou óleo de girassol.
Cafeína
Em excesso, tende a sobrestimular os nervos, criando assim um aumento de energia que pode desencadear irritabilidade. Cafés, chás.
Álcool
Além de reter líquidos e conter calorias vazias, a substância prejudica a formação de novas células cerebrais. Cerveja, vodca , uísque, entre outros.
Açúcar refinado
Eleva a produção de insulina e desencadeia outras reações químicas que agridem as células cerebrais. Biscoitos, doces, balas, refrigerantes tradicionais, sucos industrializados, doces caseiros e bolos.
Glúten
A substância que dá liga à massa e ajuda no crescimento do pão, produz morfina, desacelerando as atividades cerebrais. Massas e farinhas.
Ação na memória
Onde encontrar:
Gorduras saturadas e Trans
Impedem que os hormônios que dão a sensação de saciedade sejam reconhecidos pelo cérebro. Margarina, manteiga e óleos. Tente cozinhar alimentos com azeite ou óleo de girassol.
Cafeína
Em excesso, tende a sobrestimular os nervos, criando assim um aumento de energia que pode desencadear irritabilidade. Cafés, chás.
Álcool
Além de reter líquidos e conter calorias vazias, a substância prejudica a formação de novas células cerebrais. Cerveja, vodca , uísque, entre outros.
Açúcar refinado
Eleva a produção de insulina e desencadeia outras reações químicas que agridem as células cerebrais. Biscoitos, doces, balas, refrigerantes tradicionais, sucos industrializados, doces caseiros e bolos.
Glúten
A substância que dá liga à massa e ajuda no crescimento do pão, produz morfina, desacelerando as atividades cerebrais. Massas e farinhas.
Nutrientes do bem
Fonte - site Dieta Já (uol)
Ação na memória
Onde encontrar:
Vitaminas do complexo B
Melhoram a conexão entre os neurônios: Aveia, arroz integral, carnes, peixes,leite e derivados, soja, leguminosas,oleaginosas e sementes.
Colina
Participa da formação de novos neurônios. É precursora da acetilcolina (neurotransmissor importante para a memória):principalmente no ovo, encontrada também no salmão,soja, fígado, gérmen de trigo e leguminosas (feijões).
Ácido fólico
Favorece a conexão entre os neurônios.Vegetais de folha verde-escuras (espinafre, couve, rúcula, agrião), brócolis, alcachofra e beterraba.
Ômega-3
Melhora o perfil das membranas dos neurônios, potencializando a troca de informações. Protege também os neurônios contra os radicais livres: Peixes de águas frias (salmão, sardinha, anchova, atum, arenque e cavala) e linhaça.
Flavonoides
Combatem a ação negativa dos radicais livres: Mirtilo, ameixa preta, amora, açaí, framboesa, morango, cereja, abacate e uvas vermelhas.
Fisetina
Induz o amadurecimento de células do sistema nervoso e estimula mecanismos que melhoram a memória: Maçã, tomate, cebola, pêssego, uva e kiwi.
Ação na memória
Onde encontrar:
Vitaminas do complexo B
Melhoram a conexão entre os neurônios: Aveia, arroz integral, carnes, peixes,leite e derivados, soja, leguminosas,oleaginosas e sementes.
Colina
Participa da formação de novos neurônios. É precursora da acetilcolina (neurotransmissor importante para a memória):principalmente no ovo, encontrada também no salmão,soja, fígado, gérmen de trigo e leguminosas (feijões).
Ácido fólico
Favorece a conexão entre os neurônios.Vegetais de folha verde-escuras (espinafre, couve, rúcula, agrião), brócolis, alcachofra e beterraba.
Ômega-3
Melhora o perfil das membranas dos neurônios, potencializando a troca de informações. Protege também os neurônios contra os radicais livres: Peixes de águas frias (salmão, sardinha, anchova, atum, arenque e cavala) e linhaça.
Flavonoides
Combatem a ação negativa dos radicais livres: Mirtilo, ameixa preta, amora, açaí, framboesa, morango, cereja, abacate e uvas vermelhas.
Fisetina
Induz o amadurecimento de células do sistema nervoso e estimula mecanismos que melhoram a memória: Maçã, tomate, cebola, pêssego, uva e kiwi.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
O poder para equilibrar o bebê fisicamente e emocionalmente está em suas mãos, através da Shantala
Por: Redação Sempre Materna
Ilustração/Foto: Izabella F. G. Carneiro/Brom Luz & Som
Publicado em: 26/02/2010
Toque de amor
Olho no olho. A concentração é essencial na prática da Shantala. Música de fundo, carinho e pensamentos positivos atraem boas energias e transformam simples toques em profundas manifestações de amor e afeto para seu filho.
Com origens indianas, a Shantala foi descoberta pelo obstetra francês Frédérick Leboyer, em uma de suas viagens para a simples cidade de Calcutá, onde encontrou uma mulher sentada no chão massageando seu bebê. A curiosidade de Leboyer foi o estopim para que essa técnica fosse divulgada e seus tantos benefícios descobertos e praticados atualmente.
É difícil imaginar, mas, por mais relaxados e inocentes, os bebês possuem pontos de tensões que devem ser aliviados e massageados. “Nos primeiros meses, os recém-nascidos sentem muita dor, pois seu organismo ainda está se adaptando a nova vida e esta técnica ajuda a tranqüilizá-los”, explica Renata Silva, especialista em terapias corporais e psico-energéticas, principalmente em Shantala.
Ainda segundo a terapeuta, mais do que abrandar os efeitos naturais do parto, a Shantala ajuda na recuperação de traumas do nascimento, carência afetiva, problemas neurológicos entre outros que possam prejudicar no desenvolvimento da criança.
Ideal para RNs (recém nascidos) a partir de um mês, fase que o cordão umbilical já se cicatrizou e tanto o pequeno quanto a mamãe estão mais recuperados do parto, essa técnica além de ter a função de regular todo o organismo do bebê, é grande transmissora e reguladora dos canais de energia. Os leves e objetivos toques proporcionam estabilidade para o funcionamento do corpo e equilíbrio emocional da criança. O baixinho se sente acolhido e amado pelos pais que lhe aplicam a terapia.
O momento certo para praticar a Shantala é quando o bebê está calmo, relaxado e livre de dores e ansiedades. Por esse motivo, o período da manhã é o mais propício.
As massagens contribuem também para o alívio das cólicas dos bebês, pois ativam todo o organismo da criança através da estimulação, inclusive o intestino grosso, o que faz com que bebê evacue com mais facilidade.
Entre tantos benefícios essa terapia ativa o sistema imunológico, previne contra gripes, diarréias, vômitos, viroses, melhora o sistema respiratório, acalma, relaxa, proporciona sono mais tranqüilo, melhora a digestão e circulação, contribui para o ganho de peso e ainda colabora na ativação do sistema neurológico. “Os estímulos causados pelos toques melhoram a comunicação entre o cérebro e o corpo, assim regula e equilibra todo o ser”, explica Renata.
A intimidade e o vínculo com seu filho podem ser fortificados com esses momentos de dedicação. De acordo com a terapeuta, o ideal é fazer a shantala uma vez ao dia, porém se feito mais vezes não causará problemas. É importante lembrar que bebês com febre e irritação não devem ser massageados.
MÃOS À OBRA
Além dos materiais necessários - óleo vegetal, toalha de banho e músicas suaves - é imprescindível que haja muito amor e carinho dos pais ao bebê. Todas as atenções e pensamentos positivos devem estar centrados nos movimentos realizados no pequeno.
Durante o tempo da aplicação cada detalhe deve ser percebido e aproveitado da melhor maneira possível. “Por ser uma técnica natural, farta de carinho, é prazerosa e não precisa de preocupações, simplesmente deixe acontecer”, alerta Renata, que ainda completa, “A energia que flui sobre o bebê, a mamãe e o papai, são indescritíveis, fortalece a harmonia e o verdadeiro encontro de ambos”.



Ilustração/Foto: Izabella F. G. Carneiro/Brom Luz & Som
Publicado em: 26/02/2010
Toque de amor
Olho no olho. A concentração é essencial na prática da Shantala. Música de fundo, carinho e pensamentos positivos atraem boas energias e transformam simples toques em profundas manifestações de amor e afeto para seu filho.
Com origens indianas, a Shantala foi descoberta pelo obstetra francês Frédérick Leboyer, em uma de suas viagens para a simples cidade de Calcutá, onde encontrou uma mulher sentada no chão massageando seu bebê. A curiosidade de Leboyer foi o estopim para que essa técnica fosse divulgada e seus tantos benefícios descobertos e praticados atualmente.
É difícil imaginar, mas, por mais relaxados e inocentes, os bebês possuem pontos de tensões que devem ser aliviados e massageados. “Nos primeiros meses, os recém-nascidos sentem muita dor, pois seu organismo ainda está se adaptando a nova vida e esta técnica ajuda a tranqüilizá-los”, explica Renata Silva, especialista em terapias corporais e psico-energéticas, principalmente em Shantala.
Ainda segundo a terapeuta, mais do que abrandar os efeitos naturais do parto, a Shantala ajuda na recuperação de traumas do nascimento, carência afetiva, problemas neurológicos entre outros que possam prejudicar no desenvolvimento da criança.
Ideal para RNs (recém nascidos) a partir de um mês, fase que o cordão umbilical já se cicatrizou e tanto o pequeno quanto a mamãe estão mais recuperados do parto, essa técnica além de ter a função de regular todo o organismo do bebê, é grande transmissora e reguladora dos canais de energia. Os leves e objetivos toques proporcionam estabilidade para o funcionamento do corpo e equilíbrio emocional da criança. O baixinho se sente acolhido e amado pelos pais que lhe aplicam a terapia.
O momento certo para praticar a Shantala é quando o bebê está calmo, relaxado e livre de dores e ansiedades. Por esse motivo, o período da manhã é o mais propício.
As massagens contribuem também para o alívio das cólicas dos bebês, pois ativam todo o organismo da criança através da estimulação, inclusive o intestino grosso, o que faz com que bebê evacue com mais facilidade.
Entre tantos benefícios essa terapia ativa o sistema imunológico, previne contra gripes, diarréias, vômitos, viroses, melhora o sistema respiratório, acalma, relaxa, proporciona sono mais tranqüilo, melhora a digestão e circulação, contribui para o ganho de peso e ainda colabora na ativação do sistema neurológico. “Os estímulos causados pelos toques melhoram a comunicação entre o cérebro e o corpo, assim regula e equilibra todo o ser”, explica Renata.
A intimidade e o vínculo com seu filho podem ser fortificados com esses momentos de dedicação. De acordo com a terapeuta, o ideal é fazer a shantala uma vez ao dia, porém se feito mais vezes não causará problemas. É importante lembrar que bebês com febre e irritação não devem ser massageados.
MÃOS À OBRA
Além dos materiais necessários - óleo vegetal, toalha de banho e músicas suaves - é imprescindível que haja muito amor e carinho dos pais ao bebê. Todas as atenções e pensamentos positivos devem estar centrados nos movimentos realizados no pequeno.
Durante o tempo da aplicação cada detalhe deve ser percebido e aproveitado da melhor maneira possível. “Por ser uma técnica natural, farta de carinho, é prazerosa e não precisa de preocupações, simplesmente deixe acontecer”, alerta Renata, que ainda completa, “A energia que flui sobre o bebê, a mamãe e o papai, são indescritíveis, fortalece a harmonia e o verdadeiro encontro de ambos”.



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