Fonte - site uol publicada em 21/10/2010
Por - Carla Prates "Especial para o UOL Ciência e Saúde"
Conhecida como a dor mais insuportável do mundo, a sensação dolorosa do parto pode ser minimizada se a gestante conseguir manter a mente tranquila. Na opinião de especialistas, a palavra-chave para diminuir a sensação de dor na hora de dar à luz é o relaxamento.
De acordo com o médico Alessio Calil Mathias, especialista em ginecologia, obstetrícia e reprodução humana do Hospital São Luiz, em São Paulo, a percepção da dor, de modo geral, é relativa, depende de cada pessoa. “Uma mesma queimadura pode não doer tanto para alguns como para outros. E isso está relacionado com a produção de endorfina, o hormônio do bem-estar e do prazer. Se o organismo produz mais endorfina a sensação de dor é menor. Pessoas mais tensas, estressadas, nervosas e ansiosas tendem a liberar menos endorfina e, consequentemente, terão mais dor na hora do parto”, relata o médico.
O medo contribui para o processo da dor. No livro “Correntes da Vida”, o psicoterapeuta inglês David Boadella explica o que acontece: “(...) o útero tenta fazer duas coisas antagônicas ao mesmo tempo: tenta abrir-se, sob a influência do relógio biológico que atua através do hormônio que prepara o caminho para o bebê nascer; e, simultaneamente, tenta manter-se fechado, sob a influência dos nervos simpáticos, trazidos à ação pelo medo. É como se alguém quisesse dobrar e esticar o braço ao mesmo tempo; o braço teria um espasmo, que causaria dor”.
É o conhecido ciclo vicioso da fisiologia da dor: medo-tensão-dor. Quando temos medo ficamos tensos e a tensão causa mais dor.
Para relaxar, vale de tudo, conforme a opinião de Mathias. Desde técnicas alternativas, como acupuntura, pilates, ioga, homeopatia, florais sem álcool ou até dançar, cantar e gritar. “Tudo que puder aliviar o ciclo medo-tensão-dor é útil; claro sempre com orientação de um médico e sem prejuízos para a criança”, ele pondera.
Cada pessoa tem seu jeito de relaxar e isso deve ser incentivado desde o início do parto. O mais importante é a gestante se dedicar ao que ela gosta de fazer, não importando o que seja. A saúde em ordem, física, psíquica e emocional, é mais um fator importante para o relaxamento. Por isso o obstetra costuma recomendar o início do pré-natal três meses antes de a paciente engravidar.
Conforto
Se manter a tranquilidade é o melhor antídoto contra as dores no parto, nada melhor que o ambiente doméstico e o acolhimento de pessoas queridas nesta hora. Fernanda Lopes Martins Pereira teve seu primeiro e único filho com apenas 15 anos de idade. Ela conta que não sentiu muita dor durante o trabalho de parto. Em grande parte, ela atribui isso a ter ficado em casa o maior tempo possível. “A maioria das pessoas já sente dor e vai logo para o médico. Passar esse processo em casa, no conforto do lar, me ajudou muito”, acrescenta Fernanda.
Entre as recomendações do obstetra Mathias está a de que a gestante só deve ir ao hospital com contrações em intervalos de cinco em cinco ou dez minutos a cada hora, daí a garantia é maior de que ela terá a dilatação necessária e o parto será mais tranquilo. “Assim que entra em trabalho de parto, costumo aconselhar à futura mamãe a passear no shopping, fazer algo para se distrair e que dê prazer, atuando na liberação de endorfina. O ambiente hospitalar é muito estressante, tem gente entrando para fazer o toque, outras pacientes gritando...”, pondera.
Renata Dias Gomes tem dois filhos; o segundo parto foi o menos dolorido e aconteceu no aconchego do lar, na banheira. Ela conta que “estar em casa foi uma delícia e tornou o momento mais prazeroso”. Ao lado dela, estavam o obstetra, o marido e uma doula informal, que ajudou com massagens, apoio físico e emocional. Mas vale lembrar que nem todos os médicos são favoráveis ao parto domiciliar.
Informação é fundamental
Na opinião da obstetriz Ana Cristina Duarte, uma das coordenadoras do Gama (Grupo de Apoio à Maternidade Ativa), metade das garantias para se precaver contra um parto muito dolorido está na busca de informações.
Uma gestante bem informada fica longe de intervenções e práticas perigosas, como a aplicação de ocitocina (que estimula as contrações do útero e a expulsão do bebê). Também evita ficar parada na hora do parto e o rompimento artificial da bolsa. Esses procedimentos podem trazer ainda mais dor e aumentam o risco de cesárea e fórceps. Tomar anestesia cedo demais é outro fator prejudicial.
A obstetriz pondera a necessidade de se procurar profissionais que tenham uma filosofia de atendimento que privilegie o parto normal e as ações que mudem a perspectiva da dor, para que a gestante passe a encará-la de forma positiva. Esses também são fatores que aumentam a confiança e afastam o medo e a insegurança na hora de dar à luz, de acordo com Ana Cristina.
Um blog informativo que se preocupa com assuntos voltados para saúde e bem-estar físico das futuras mamães, das mamães primeira e de muitas viagens durante a gestação e no pós parto.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
domingo, 17 de outubro de 2010
Interessante... Nem sempre ter um prato verdinho é garantia de que você está se alimentando direito
Fonte - site www.minhavida.com.br
Por Andressa Basilio Publicado em 15/10/2010

Você pensa que ter uma alimentação saudável é sempre positiva? Pois, saiba que, assim como tudo o que é exagero faz mal, não poderia ser diferente em relação aos hábitos alimentares saudáveis. A nova onda de comida orgânica e livre de gordura trans pode estar difundindo na cabeça das pessoas a essencialidade dos bons hábitos alimentares. Isso é bom, mas o que dizer quando a diferença entre preocupação com a alimentação vira obsessão? Acredite, isso já foi notado na população e está sendo chamado pelos especialistas de ortorexia.
A chamada ortorexia nervosa é caracterizada pela obsessão patológica pelo consumo de alimentos saudáveis e pelos cuidados com os alimentos. Segundo os especialistas, isso é prejudicial porque acaba interferindo em vários aspectos da vida da pessoa, tanto em relação ao tempo em que ela fica refém de preparar e escolher os alimentos, quanto ao convívio social. "A pessoa passa a não fazer refeições fora de casa, a não comer nada preparado por outra pessoa, ela se incomoda com os hábitos dos outros, ou seja, ela acaba perdendo o limite do que é cuidar da saúde e o que é obsessão", explica a nutricionista da Unifesp, Camila Leonel.
Porém, a ortorexia é um conceito muito recente e ainda não é classificada como um distúrbio alimentar por falta de critérios para o diagnóstico. No entanto, o aparecimento dessa alteração do comportamento alimentar chama atenção para uma tendência do medo coletivo em relação à comida. "As pessoas estão ficando mais preocupadas com a qualidade de vida e com a saúde, mas acabam exagerando quando pensam que a alimentação se tornou algo ruim", diz a nutricionista da Unifesp.
Comer bem e direito não significa ter que excluir itens do cardápio, mas saber agrupar, combinar e reorganizar o cardápio de acordo com as necessidades e restrições de cada um. Para que você entenda melhor o que é preciso para ter uma alimentação realmente saudável, sem cair nas pegadinhas de senso comum e para celebrar o Dia Mundial da Alimentação, comemorado nesta sexta-feira (16), o Minha Vida foi desvendar algumas questões. Confira:
1.Cortar de vez doces e gorduras
Errado. Muitas pessoas pensam que para reeducar a alimentação é preciso cortar o mal pela raiz. Porém, como ensina a nutricionista da Unifesp, Camila Leonel, comer guloseimas e gordura eventualmente não quer dizer ter uma alimentação ruim. "Existe uma faixa de consumo de gordura e de doces aceitável para se consumir todos os dias. Ninguém está livre de comer um doce ou de usar óleo para fazer comida. O problema é só quando isso passa a ser exagero", ensina a nutricionista. Na alimentação saudável entra de tudo. Por isso, não é nenhum crime querer um docinho de vez em quando.
2.Quanto menos calorias melhor
As calorias são grandes inimigas de quem resolve fazer dieta? Não necessariamente. Segundo Camila Leonel quem quer ter uma alimentação saudável não precisa ficar se preocupando demais com as calorias. "Às vezes temos produtos alimentares que são mais calóricos e mais vantajosos. Um bom exemplo é um pão de forma normal e um pão de forma integral. O integral é até mais calórico, porém a quantidade de fibras compensa as calorias extras e acaba sendo melhor optar pelos integrais." É sempre melhor avaliar quais benefícios os alimentos podem trazer ao organismo em vez da quantidade de calorias que ele vai trazer.
3.Só na saladinha
Dica: não fique. Se você pretende ter realmente uma alimentação saudável, não pode focar apenas em um grupo alimentar. Aqui cabe definir que a lógica da alimentação completa e equilibrada é, como ensina Camila Leonel, incluir no cardápio um pouco de cada grupo alimentar, ou seja, uma fonte de energia, vitaminas, minerais e proteínas. Se você ficar só na salada, dificilmente vai conseguir satisfazer todas as necessidades de nutrientes do seu organismo. Sem contar que uma hora vai enjoar de fazer sempre a mesma refeição.
4. Fora, industrializados!
Tem gente que faz uma verdadeira guerra contra eles. Mas, será que é válido dedicar todos os nossos esforços no combate aos industrializados ou é mais vantagem tentar controlar a qualidade e a quantidade do que ingerimos? É praticamente impossível viver apenas consumindo produtos naturais, por isso, a consciência de que ser saudável é equilibrar é, novamente, muito importante. Uma vez ou outra consumir um produto congelado ou enlatado não é problema, desde que se controle os excessos e se evite aqueles produtos que fazem mal especificamente para o seu organismo.
5.Não gosto disso e não me faz falta
Dependendo do alimento, sim, você pode seguir seu desejo e evitá-lo. Desde que você ache um substituto equivalente.
"Se a pessoa apresenta uma resistência aos legumes, por exemplo, o ideal é que ele consuma bastantes frutas, que pertencem ao mesmo grupo alimentar. Mas, essa medida é a curto prazo, porque o trabalho que fazemos a longo prazo ensina que uma pessoa precisa começar a experimentar novos sabores para agregá-los à alimentação, propiciando variedade", ensina a nutricionista.
6.Ser vegetariano é ser mais saudável
Não necessariamente. Um dos maiores mitos que se criou hoje em dia é em relação à comida vegetariana. Aqueles que resolvem aderir de vez o cardápio precisam ficar atentos se não estão fazendo as substituições erradas na hora de se alimentar. De acordo com o endocrinologista Fillipo Pedrinola, especialista do Minha Vida, a dieta vegetariana é caracterizada por níveis reduzidos de gorduras saturadas, colesterol e proteínas animais, e níveis superiores de carboidratos, fibras, potássio e antioxidantes. Mas isso não significa que os vegetarianos não engordem. "É frequente vermos vegetarianos acima do peso. Isso ocorre, na maioria dos casos, porque a dieta puramente vegetariana muitas vezes não é capaz de suprir a quantidade necessária de proteínas, a menos que seja muito bem orientada", afirma ele.
7.Queime todos os carboidratos
Como toda fonte de energia, os carboidratos servem para serem gastos. Mas, alto lá: não se esqueça de repor tudo de volta. "Carboidratos são essenciais para o organismo, na medida em que são responsáveis por atividades corriqueiras como andar, correr e trabalhar", aponta Camila.
As pessoas costumam achar que precisam bani-los da dieta para não engordar. Tem até dieta que propõe cortes desse grupo. Mas isso, além de ser um erro, pode comprometer a saúde, uma vez que sua ingestão também alimenta as células do corpo, em especial as do sistema nervoso central. "Carboidratos não podem ser cortados da dieta. Muito pelo contrário, é recomendado seguir uma alimentação que forneça pelo menos 50% do seu total calórico deste grupo alimentar", ensina Camila Leonel.
Por Andressa Basilio Publicado em 15/10/2010

Você pensa que ter uma alimentação saudável é sempre positiva? Pois, saiba que, assim como tudo o que é exagero faz mal, não poderia ser diferente em relação aos hábitos alimentares saudáveis. A nova onda de comida orgânica e livre de gordura trans pode estar difundindo na cabeça das pessoas a essencialidade dos bons hábitos alimentares. Isso é bom, mas o que dizer quando a diferença entre preocupação com a alimentação vira obsessão? Acredite, isso já foi notado na população e está sendo chamado pelos especialistas de ortorexia.
A chamada ortorexia nervosa é caracterizada pela obsessão patológica pelo consumo de alimentos saudáveis e pelos cuidados com os alimentos. Segundo os especialistas, isso é prejudicial porque acaba interferindo em vários aspectos da vida da pessoa, tanto em relação ao tempo em que ela fica refém de preparar e escolher os alimentos, quanto ao convívio social. "A pessoa passa a não fazer refeições fora de casa, a não comer nada preparado por outra pessoa, ela se incomoda com os hábitos dos outros, ou seja, ela acaba perdendo o limite do que é cuidar da saúde e o que é obsessão", explica a nutricionista da Unifesp, Camila Leonel.
Porém, a ortorexia é um conceito muito recente e ainda não é classificada como um distúrbio alimentar por falta de critérios para o diagnóstico. No entanto, o aparecimento dessa alteração do comportamento alimentar chama atenção para uma tendência do medo coletivo em relação à comida. "As pessoas estão ficando mais preocupadas com a qualidade de vida e com a saúde, mas acabam exagerando quando pensam que a alimentação se tornou algo ruim", diz a nutricionista da Unifesp.
Comer bem e direito não significa ter que excluir itens do cardápio, mas saber agrupar, combinar e reorganizar o cardápio de acordo com as necessidades e restrições de cada um. Para que você entenda melhor o que é preciso para ter uma alimentação realmente saudável, sem cair nas pegadinhas de senso comum e para celebrar o Dia Mundial da Alimentação, comemorado nesta sexta-feira (16), o Minha Vida foi desvendar algumas questões. Confira:
1.Cortar de vez doces e gorduras
Errado. Muitas pessoas pensam que para reeducar a alimentação é preciso cortar o mal pela raiz. Porém, como ensina a nutricionista da Unifesp, Camila Leonel, comer guloseimas e gordura eventualmente não quer dizer ter uma alimentação ruim. "Existe uma faixa de consumo de gordura e de doces aceitável para se consumir todos os dias. Ninguém está livre de comer um doce ou de usar óleo para fazer comida. O problema é só quando isso passa a ser exagero", ensina a nutricionista. Na alimentação saudável entra de tudo. Por isso, não é nenhum crime querer um docinho de vez em quando.
2.Quanto menos calorias melhor
As calorias são grandes inimigas de quem resolve fazer dieta? Não necessariamente. Segundo Camila Leonel quem quer ter uma alimentação saudável não precisa ficar se preocupando demais com as calorias. "Às vezes temos produtos alimentares que são mais calóricos e mais vantajosos. Um bom exemplo é um pão de forma normal e um pão de forma integral. O integral é até mais calórico, porém a quantidade de fibras compensa as calorias extras e acaba sendo melhor optar pelos integrais." É sempre melhor avaliar quais benefícios os alimentos podem trazer ao organismo em vez da quantidade de calorias que ele vai trazer.
3.Só na saladinha
Dica: não fique. Se você pretende ter realmente uma alimentação saudável, não pode focar apenas em um grupo alimentar. Aqui cabe definir que a lógica da alimentação completa e equilibrada é, como ensina Camila Leonel, incluir no cardápio um pouco de cada grupo alimentar, ou seja, uma fonte de energia, vitaminas, minerais e proteínas. Se você ficar só na salada, dificilmente vai conseguir satisfazer todas as necessidades de nutrientes do seu organismo. Sem contar que uma hora vai enjoar de fazer sempre a mesma refeição.
4. Fora, industrializados!
Tem gente que faz uma verdadeira guerra contra eles. Mas, será que é válido dedicar todos os nossos esforços no combate aos industrializados ou é mais vantagem tentar controlar a qualidade e a quantidade do que ingerimos? É praticamente impossível viver apenas consumindo produtos naturais, por isso, a consciência de que ser saudável é equilibrar é, novamente, muito importante. Uma vez ou outra consumir um produto congelado ou enlatado não é problema, desde que se controle os excessos e se evite aqueles produtos que fazem mal especificamente para o seu organismo.
5.Não gosto disso e não me faz falta
Dependendo do alimento, sim, você pode seguir seu desejo e evitá-lo. Desde que você ache um substituto equivalente.
"Se a pessoa apresenta uma resistência aos legumes, por exemplo, o ideal é que ele consuma bastantes frutas, que pertencem ao mesmo grupo alimentar. Mas, essa medida é a curto prazo, porque o trabalho que fazemos a longo prazo ensina que uma pessoa precisa começar a experimentar novos sabores para agregá-los à alimentação, propiciando variedade", ensina a nutricionista.
6.Ser vegetariano é ser mais saudável
Não necessariamente. Um dos maiores mitos que se criou hoje em dia é em relação à comida vegetariana. Aqueles que resolvem aderir de vez o cardápio precisam ficar atentos se não estão fazendo as substituições erradas na hora de se alimentar. De acordo com o endocrinologista Fillipo Pedrinola, especialista do Minha Vida, a dieta vegetariana é caracterizada por níveis reduzidos de gorduras saturadas, colesterol e proteínas animais, e níveis superiores de carboidratos, fibras, potássio e antioxidantes. Mas isso não significa que os vegetarianos não engordem. "É frequente vermos vegetarianos acima do peso. Isso ocorre, na maioria dos casos, porque a dieta puramente vegetariana muitas vezes não é capaz de suprir a quantidade necessária de proteínas, a menos que seja muito bem orientada", afirma ele.
7.Queime todos os carboidratos
Como toda fonte de energia, os carboidratos servem para serem gastos. Mas, alto lá: não se esqueça de repor tudo de volta. "Carboidratos são essenciais para o organismo, na medida em que são responsáveis por atividades corriqueiras como andar, correr e trabalhar", aponta Camila.
As pessoas costumam achar que precisam bani-los da dieta para não engordar. Tem até dieta que propõe cortes desse grupo. Mas isso, além de ser um erro, pode comprometer a saúde, uma vez que sua ingestão também alimenta as células do corpo, em especial as do sistema nervoso central. "Carboidratos não podem ser cortados da dieta. Muito pelo contrário, é recomendado seguir uma alimentação que forneça pelo menos 50% do seu total calórico deste grupo alimentar", ensina Camila Leonel.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Para as mamães que estão amamentando aí vai uma informação importante!
Fonte - Karina Toledo O Estado de S.Paulo 15/10/2010
Dieta da mãe influencia qualidade do leite materno, indicam pesquisas
Saúde. Estudo da Universidade Federal do Amazonas revela que uma colher de sopa de farinha de pupunha por dia pode resultar em um leite 30% mais rico em vitamina A; avaliação da Fiocruz mostra que consumo de fast food pode reduzir valor calórico do leite.
Pesquisas recentes apontam que a alimentação da mulher durante o período de amamentação pode influenciar na qualidade do leite materno, principalmente no teor de vitaminas. Especialistas alertam que uma dieta balanceada desde a gestação também é fundamental para garantir que as reservas de ferro e vitaminas da mãe não sejam esgotadas pela lactação.
Na Universidade Federal do Amazonas, pesquisadores analisaram o teor de vitamina A do leite de dois grupos de doadoras cadastradas no Banco de Leite Humano do Amazonas. Enquanto o primeiro recebeu suplementação diária de 20 gramas de farinha de pupunha (uma colher de sopa), o segundo manteve a alimentação habitual.
Nova avaliação, feita após 60 dias, apontou que o leite das mulheres que consumiram a farinha de pupunha continha 30% mais vitamina A. "No grupo das mulheres que não receberam o suplemento, o teor do micronutriente diminuiu 10%", diz a nutricionista Tania Batista, autora da pesquisa. Segundo ela, isso aconteceu porque a reserva do corpo das mães estava sendo consumida pela produção de leite sem que houve uma reposição adequada por meio da alimentação.
Para Tania, a estratégia usada na pesquisa pode ser promissora para combater o déficit de vitamina A na população infantil, intenso principalmente na Região Norte. O nutriente, explica, é fundamental para os recém-nascidos, pois ajuda a manter a integridade da pele e das mucosas, que são barreiras contra infecções. Também é importante para o funcionamento do sistema imunológico.
"A entrevista com as mães revelou muitos erros alimentares. Apesar de haver na região alimentos ricos em vitamina A, como buriti, abóbora e a própria pupunha, elas consomem principalmente alimentos ricos em carboidratos e pobres em micronutrientes, como arroz branco, farinha de mandioca e sucos artificiais", conta a nutricionista.
A dieta materna também é determinante para garantir o aporte adequado de vitamina C e do complexo B, que dependem do consumo diário, pois o organismo é incapaz de armazená-los, afirma o coordenador da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, João Aprigio Guerra de Almeida. Ele destaca ainda a importância do consumo de ácidos graxos, como o ômega-3 presente nos peixes, essenciais para o desenvolvimento do sistema nervoso central. "Já o teor de ferro vai depender basicamente das reservas que a mãe conseguiu armazenar na gravidez", diz.
Fast food. Outro estudo, desenvolvido no Instituto Fernandes Figueira (IFF), da Fiocruz, investiga os hábitos alimentares de mulheres que doaram leite com mais de 700 e menos de 400 calorias por litro. A engenheira de alimentos Danielle Aparecida da Silva conta que, embora a pesquisa anda esteja em fase piloto, é possível notar um padrão entre as mães que produziram o leite com maior valor energético.
"Possuem uma dieta balanceada e diversificada e fazem cerca de cinco refeições ao dia. As do outro grupo ou se alimentavam de fast-food e guloseimas ou faziam um espaçamento maior entre as refeições", afirma.
Para o presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria, Luciano Borges, é preciso uma dieta muito errada por um período muito longo para comprometer significativamente a qualidade do leite materno. "Para garantir um bom leite, o organismo da mãe vai consumindo suas reservas. É mais provável que ela sofra a carência de nutrientes antes do bebê."
Mudança radical. Para evitar riscos para si e para a filha de 4 meses, a professora de inglês Keli McGee, de 24 anos, mudou seus hábitos. "Eu e meu marido vivíamos a base de pizza, esfiha, sanduíche e comida chinesa. Fruta e verdura só de vez em nunca."
A transformação teve início na gestação, mas só após o nascimento da filha Keli tomou coragem para visitar a feira realizada semanalmente em frente à sua casa. "Antes, a cozinha era usada apenas para fazer café. Agora preparo todas as refeições da família. Nenagh ( pronuncia-se Nina)por enquanto só mama, mas preciso aprender a cuidar de mim para cuidar melhor dela."
DICA- ALIMENTAÇÃO
Durante o período em que estiver amamentando, a mulher deve consumir:
Leite
Três porções diárias de leite ou derivados (iogurte ou queijo)
Frutas
De três a quatro porções diárias
Verduras e legumes
De três a quatro porções diárias
Cereais
Seis porções diárias de cereais, pão ou massas
Peixe
Uma a três porções por semana
Carne Vermelha
Quatro porções por semana
Água
De dois a três litros por dia
Frequência
Procure comer a cada intervalo de três horas
Dieta da mãe influencia qualidade do leite materno, indicam pesquisas
Saúde. Estudo da Universidade Federal do Amazonas revela que uma colher de sopa de farinha de pupunha por dia pode resultar em um leite 30% mais rico em vitamina A; avaliação da Fiocruz mostra que consumo de fast food pode reduzir valor calórico do leite.
Pesquisas recentes apontam que a alimentação da mulher durante o período de amamentação pode influenciar na qualidade do leite materno, principalmente no teor de vitaminas. Especialistas alertam que uma dieta balanceada desde a gestação também é fundamental para garantir que as reservas de ferro e vitaminas da mãe não sejam esgotadas pela lactação.
Na Universidade Federal do Amazonas, pesquisadores analisaram o teor de vitamina A do leite de dois grupos de doadoras cadastradas no Banco de Leite Humano do Amazonas. Enquanto o primeiro recebeu suplementação diária de 20 gramas de farinha de pupunha (uma colher de sopa), o segundo manteve a alimentação habitual.
Nova avaliação, feita após 60 dias, apontou que o leite das mulheres que consumiram a farinha de pupunha continha 30% mais vitamina A. "No grupo das mulheres que não receberam o suplemento, o teor do micronutriente diminuiu 10%", diz a nutricionista Tania Batista, autora da pesquisa. Segundo ela, isso aconteceu porque a reserva do corpo das mães estava sendo consumida pela produção de leite sem que houve uma reposição adequada por meio da alimentação.
Para Tania, a estratégia usada na pesquisa pode ser promissora para combater o déficit de vitamina A na população infantil, intenso principalmente na Região Norte. O nutriente, explica, é fundamental para os recém-nascidos, pois ajuda a manter a integridade da pele e das mucosas, que são barreiras contra infecções. Também é importante para o funcionamento do sistema imunológico.
"A entrevista com as mães revelou muitos erros alimentares. Apesar de haver na região alimentos ricos em vitamina A, como buriti, abóbora e a própria pupunha, elas consomem principalmente alimentos ricos em carboidratos e pobres em micronutrientes, como arroz branco, farinha de mandioca e sucos artificiais", conta a nutricionista.
A dieta materna também é determinante para garantir o aporte adequado de vitamina C e do complexo B, que dependem do consumo diário, pois o organismo é incapaz de armazená-los, afirma o coordenador da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, João Aprigio Guerra de Almeida. Ele destaca ainda a importância do consumo de ácidos graxos, como o ômega-3 presente nos peixes, essenciais para o desenvolvimento do sistema nervoso central. "Já o teor de ferro vai depender basicamente das reservas que a mãe conseguiu armazenar na gravidez", diz.
Fast food. Outro estudo, desenvolvido no Instituto Fernandes Figueira (IFF), da Fiocruz, investiga os hábitos alimentares de mulheres que doaram leite com mais de 700 e menos de 400 calorias por litro. A engenheira de alimentos Danielle Aparecida da Silva conta que, embora a pesquisa anda esteja em fase piloto, é possível notar um padrão entre as mães que produziram o leite com maior valor energético.
"Possuem uma dieta balanceada e diversificada e fazem cerca de cinco refeições ao dia. As do outro grupo ou se alimentavam de fast-food e guloseimas ou faziam um espaçamento maior entre as refeições", afirma.
Para o presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria, Luciano Borges, é preciso uma dieta muito errada por um período muito longo para comprometer significativamente a qualidade do leite materno. "Para garantir um bom leite, o organismo da mãe vai consumindo suas reservas. É mais provável que ela sofra a carência de nutrientes antes do bebê."
Mudança radical. Para evitar riscos para si e para a filha de 4 meses, a professora de inglês Keli McGee, de 24 anos, mudou seus hábitos. "Eu e meu marido vivíamos a base de pizza, esfiha, sanduíche e comida chinesa. Fruta e verdura só de vez em nunca."
A transformação teve início na gestação, mas só após o nascimento da filha Keli tomou coragem para visitar a feira realizada semanalmente em frente à sua casa. "Antes, a cozinha era usada apenas para fazer café. Agora preparo todas as refeições da família. Nenagh ( pronuncia-se Nina)por enquanto só mama, mas preciso aprender a cuidar de mim para cuidar melhor dela."
DICA- ALIMENTAÇÃO
Durante o período em que estiver amamentando, a mulher deve consumir:
Leite
Três porções diárias de leite ou derivados (iogurte ou queijo)
Frutas
De três a quatro porções diárias
Verduras e legumes
De três a quatro porções diárias
Cereais
Seis porções diárias de cereais, pão ou massas
Peixe
Uma a três porções por semana
Carne Vermelha
Quatro porções por semana
Água
De dois a três litros por dia
Frequência
Procure comer a cada intervalo de três horas
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Aula de Hidrogestante "Academia Noctiluca" SJC
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Precisamos refletir e principalmente orientar!!!
Fonte - Agência Brasil
Por - Paula Laboissière
Site - www.educacaofisica.com.br
As quedas de pessoas com mais de 60 anos assumiram dimensão de epidemia no Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde. No ano passado, o Sistema Único de Saúde (SUS) contabilizou R$ 57,6 milhões de gastos com internações de idosos – em 2006, o total foi de R$ 49 milhões.
As mulheres representaram a maioria de idosos internados em 2009, somando 20.778 contra 10.029. No Dia Internacional do Idoso, comemorado hoje (1º), a presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Sílvia Pereira, explica que elas ficam mais vulneráveis por causa da osteoporose – doença que atinge os ossos.
“As mulheres fraturam mais porque têm uma massa óssea menor, perdem muito osso depois da menopausa. Por volta dos 50 anos, há um declínio muito rápido por causa da perda do estrogêneo”, afirmou.
De acordo com a médica, as principais causas de queda entre pessoas acima dos 60 anos estão associadas a problemas de visão, problemas auditivos, uso de medicamentos e perda de musculatura – inclusive na planta do pé. Até mesmo defeitos na dentadura do idoso podem provocar tonturas.
Ela ressaltou que, por essa razão, pessoas mais velhas devem ir ao médico pelo menos uma vez ao ano. No caso de pacientes com pressão alta ou diabetes, as consultas devem ser ainda mais frequentes. O médico deve estar atento e perguntar sobre eventual queda já que, para o idoso ou mesmo a família, nem sempre isso parece ter importância.
“A queda é minimizada. As pessoas pensam que é normal, mas não é”, reforçou. Outra dica é checar o ambiente onde vive o idoso – se é bem iluminado e se há “armadilhas” como degraus, buracos, fios soltos ou brinquedos espalhados. É preciso atentar ainda para o tipo de calçado usado pelos mais velhos. “Eles gostam muito de chinelo, mas não pode. A sandália tem que ser fechada atrás, o calcanhar não pode estar solto”, explicou.
A queda pode causar sérios prejuízos à qualidade de vida do idoso, como dependência dos parentes, reclusão e depressão. Pode ainda levar à morte, em decorrência de problemas como traumatismo craniano, hemorragias e fraturas, sobretudo de fêmur.
Em 2009, o número de mortes provocadas apenas por fraturas de fêmur em idosos chegou a 1.478 em todo o país. Em 2005, a taxa foi de 1.304.
“Cirurgias em pessoas mais velhas têm mais risco, o pós-operatório pode apresentar problemas como pneumonia ou trombose. Isso tudo é o que a gente não quer. Queremos uma pessoa idosa saudável, ativa tanto na parte física quanto na intelectual”, afirmou Sílvia.
Por - Paula Laboissière
Site - www.educacaofisica.com.br
As quedas de pessoas com mais de 60 anos assumiram dimensão de epidemia no Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde. No ano passado, o Sistema Único de Saúde (SUS) contabilizou R$ 57,6 milhões de gastos com internações de idosos – em 2006, o total foi de R$ 49 milhões.
As mulheres representaram a maioria de idosos internados em 2009, somando 20.778 contra 10.029. No Dia Internacional do Idoso, comemorado hoje (1º), a presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Sílvia Pereira, explica que elas ficam mais vulneráveis por causa da osteoporose – doença que atinge os ossos.
“As mulheres fraturam mais porque têm uma massa óssea menor, perdem muito osso depois da menopausa. Por volta dos 50 anos, há um declínio muito rápido por causa da perda do estrogêneo”, afirmou.
De acordo com a médica, as principais causas de queda entre pessoas acima dos 60 anos estão associadas a problemas de visão, problemas auditivos, uso de medicamentos e perda de musculatura – inclusive na planta do pé. Até mesmo defeitos na dentadura do idoso podem provocar tonturas.
Ela ressaltou que, por essa razão, pessoas mais velhas devem ir ao médico pelo menos uma vez ao ano. No caso de pacientes com pressão alta ou diabetes, as consultas devem ser ainda mais frequentes. O médico deve estar atento e perguntar sobre eventual queda já que, para o idoso ou mesmo a família, nem sempre isso parece ter importância.
“A queda é minimizada. As pessoas pensam que é normal, mas não é”, reforçou. Outra dica é checar o ambiente onde vive o idoso – se é bem iluminado e se há “armadilhas” como degraus, buracos, fios soltos ou brinquedos espalhados. É preciso atentar ainda para o tipo de calçado usado pelos mais velhos. “Eles gostam muito de chinelo, mas não pode. A sandália tem que ser fechada atrás, o calcanhar não pode estar solto”, explicou.
A queda pode causar sérios prejuízos à qualidade de vida do idoso, como dependência dos parentes, reclusão e depressão. Pode ainda levar à morte, em decorrência de problemas como traumatismo craniano, hemorragias e fraturas, sobretudo de fêmur.
Em 2009, o número de mortes provocadas apenas por fraturas de fêmur em idosos chegou a 1.478 em todo o país. Em 2005, a taxa foi de 1.304.
“Cirurgias em pessoas mais velhas têm mais risco, o pós-operatório pode apresentar problemas como pneumonia ou trombose. Isso tudo é o que a gente não quer. Queremos uma pessoa idosa saudável, ativa tanto na parte física quanto na intelectual”, afirmou Sílvia.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
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