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terça-feira, 27 de março de 2012

Saiba mais sobre "Estomatite" doença muito comum em crianças de 1 a 3 anos

Fonte - Escrito para o BabyCenter Brasil

Aprovado pelo Conselho Médico do BabyCenter Brasil

O que é estomatite?

Estomatite é uma infecção viral bastante comum em crianças e provoca várias feridinhas (ou aftas) na boca e garganta, causando muitas vezes grande desconforto e dor. Apesar de ser duro ver a criança sofrer, geralmente não há motivos para maior preocupação.

A maioria das pessoas carrega os vírus que causam o problema. Na realidade, o quadro de estomatite de seu filho pode ser sinal da primeira infecção com o herpes simples tipo 1 (HSV-1), um vírus que quase todos nós "pegamos" na primeira infância e carregamos dentro do corpo para o resto da vida.

Outro vírus, o coxsackie, também pode provocar estomatites e a chamada doença de mão, pé e boca (também caracterizada por pequenas lesões nestas partes).

Quais são os sintomas?

As feridas são pequenas (de 1 a 5 milímetros de diâmetro), acinzentadas ou amareladas no centro e avermelhadas por fora. Sua gravidade e localização depende muito do tipo de vírus que está provocando a estomatite.

As lesões podem aparecer na gengiva, na parte interna das bochechas, no fundo da boca, nas amígdalas, na língua ou no céu da boca. As gengivas podem ficar ainda inflamadas e sangrar facilmente.

Como essas aftas costumam ser doloridas, seu filho possivelmente ficará irritado, vai babar mais que o de costume e perderá o apetite e até a sede (dói para engolir). Mau hálito e
febre (de até 40 graus Celsius) também podem aparecer, e os gânglios do pescoço tendem a ficar inchados e sensíveis.

Observação: Em casos raros, uma estomatite causada pelo vírus do herpes pode se espalhar para os olhos e infectar a córnea. Uma infecção desse tipo pode levar a danos permanentes nos olhos, por isso leve seu filho imediatamente a um médico se ele tiver estomatite e você perceber que os olhos dele estão avermelhados, lacrimejantes e há sensibilidade à luz (sinais iniciais da infecção conhecida como ceratite herpética).

Como se trata a estomatite?

A primeira coisa para lembrar é que, como é uma infecção causada por vírus, antibióticos não fazem efeito nenhum. As lesões na boca devem passam em uma ou duas semanas. Veja a seguir algumas dicas para aliviar o desconforto do seu filho e mantê-lo o mais saudável possível:

• Medicamentos à base de paracetamol ou ibuprofeno podem ajudar a diminuir a dor e a febre (nunca dê aspirinas a ninguém com menos de 20 anos, porque ela pode levar a uma rara, porém grave, doença chamada síndrome de Reye). Se a dor for tão forte que a criança não conseguir comer ou beber nada, seu médico poderá receitar um analgésico mais forte.

• Embora a criança não tenha vontade de beber nada por causa da dor ao engolir, é importantíssimo mantê-la hidratada. Tente oferecer bebidas mais frias, não ácidas e não gasosas -- água, milk shakes ou sucos diluídos (de maçã, por exemplo) são boas opções. A desidratação pode aparecer rapidamente em crianças pequenas. Ligue para o médico se seu filho ficar mais de seis horas sem urinar ou beber nada.

• Procure dar alimentos mais frios também, como sorvete e iogurte, e comidas menos temperadas, como macarrão só na manteiga ou com azeite e purê de batata ou mandioquinha.

Existe prevenção contra estomatites?

É difícil impedir as estomatites, já que o vírus está no corpo de tantos adultos e crianças e é facilmente transmitido (assim como o coxsackie) através do contato normal entre pessoas. O que é possível fazer é não deixar as crianças perto de alguém que esteja com uma infecção por herpes ativa ou qualquer lesão na boca (e isso incluí você também).

Para proteger os outros, não mande seu filho para a escolinha enquanto estiver doente.

Se as feridinhas na boca forem causadas pelo herpes, o vírus ficará no corpo para sempre. A boa notícia, no entanto, é que o primeiro surto de estomatite costuma ser o pior, e o problema não necessariamente se repetirá a toda hora.

domingo, 11 de março de 2012

Infecção urinária na gravidez pode causar aborto

Fonte - site Minha Vida (saúde)
Publicada em - 05/06/2009

O pré-natal detecta a doença cedo e impede as complicações

Quem já sofreu com o problema sabe que as dores causadas pela infecção urinária não são nada agradáveis. Mas ainda há quem lide bem com o desconforto e pense que ele não vai trazer nenhum prejuízo além da ardência e alguma dor nos rins. Engano grave e arriscado: a doença é a segunda causa de mortalidade em fetos de até três meses (a maioria das mortes acontece devido a alterações cromossômicas, geradas por um óvulo ou espermatozóides defeituosos).

E o maior problema é que são as gestantes que estão mais propensas a doença, graças às mudanças que o corpo sofre. "A
infecção urinária é muito freqüente durante a gestação, por causa das alterações funcionais e anatômicas dos rins e das vias urinárias durante o ciclo gravídico-puerperal", explica a ginecologista Vera Lúcia.

A doença é caracterizada pelo estabelecimento e a multiplicação de microrganismos dentro do trato urinário. "A presença de bactérias afeta o maior número de pacientes. Mas também há casos decorrentes de vírus e fungos. A urina, normalmente, não deve apresentar nenhum tipo de microorganismo, em nenhuma quantidade", afirma a especialista.

Além de alavancar os casos de aborto espontâneo, a infecção urinária (também conhecida como infecção do trato
urinário ou ITU) aumenta as chances da mulher apresentar crescimento intra-uterino retardado e do bebê sofrer com problemas de baixo peso ao nascer. "O pré-natal, realizado desde o início da gestação, previne tudo isso, já que o médico pede exames capazes de apontar qualquer alteração no trato urinário", diz a ginecologista.

Pacientes com história de infecção urinária antes da gravidez, diabéticas e pacientes com mais de três
filhos precisam ficar atentas, já que essas características aumentam as chances da doença. "Ardência, dor, dificuldade para urinar, mau cheiro e cor opaca da urina são os sintomas mais comuns da doença e principalmente as mulheres gestantes devem ficar atentas", afirma a ginecologista.

O diagnóstico é bem simples e um exame de urina comum já é capaz de detectar qualquer alteração que ofereça riscos. "Par descobrir se a mulher está com infecção urinária o médico deve fazer uma solicitação do exame de urina tipo I e cultura de urina, durante o Pré-Natal. Esses são exames simples e não oferecem nem risco para o bebê. Normalmente são realizados com o primeiro jato de urina do dia, após uma higienização da região peri-uretral" ressalta a médica.

Remédios
De acordo com a especialista é importante frisar que as futuras mamães não podem, de jeito nenhum, consumir remédios sem consulta do especialista, já que a maioria dos antibióticos pode trazer prejuízos para o bebê. "Mesmo que a mulher esteja acostumada a tratar a ITU com um determinado remédio é importante lembrar que durante a gestação ele deve ser deixado de lado. Só o ginecologista pode indicar a opção apropriada para o período gestacional. Isso ocorre de acordo com o quadro clinico da paciente, pensando principalmente na segurança dela e do bebê", diz a especialista.

Depois do parto
Quando a infecção urinária não é tratada corretamente, além de oferecer prejuízos para o bebê, traz riscos para a mãe, principalmente depois do parto. "O importante é não descuidar do problema durante a gestação, já que em alguns casos o problema pode persistir depois do parto de uma maneira mais forte e trazendo diversos riscos para saúde da mulher, como o mau funcionamento dos rins", afirma a médica.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Pré-natal com mais exames da tireoide

Fonte - Site Guia do Bebê UOL
Por - Bruno Rodrigues

Mesmo mulheres que nunca tiveram problemas na tireoide podem tê-los durante a gestação que, se não controlados, poderão desencadear consequências negativas.


Toda mulher que está grávida ou pretende engravidar sabe da grande importância de se realizar as consultas de pré-natal para o melhor desenvolvimento da gestação. Os médicos estão querendo incluir entre os exames fundamentais o da glândula tireoide.

Para que fique claro: a glândula da tireoide é essencial, pois regula o nosso metabolismo através de hormônios. E na gravidez não é diferente. É responsável pelo crescimento e desenvolvimento do feto no útero, principalmente nos três primeiros meses.

O endocrinologista, Dr. Alex Carvalho Leite, do hospital São Luiz, em São Paulo, explica que apesar de não ser um consenso entre os obstetras, o exame para o controle na tireoide deveria ser feito, a princípio, a cada quatro ou seis semanas.

Mesmo quem nunca teve problemas de tireoide na vida durante a gravidez pode apresentar, já que a placenta produz em grande quantidade o hormônio estradiol que pode desregular os níveis de hormônio da glândula.

Segundo um estudo realizado pela George Washington University School of Medicine and Health Sciences, nos Estados Unidos, se a glândula tireoide está desregulada durante a gravidez, pode haver um aumento do risco da mulher ter um aborto ou um parto prematuro.

O exame da tireoide é feito retirando-se um pouco de sangue da mulher grávida. Problemas na tireoide devem ser detectados ainda no primeiro trimestre para que não ocorram danos no desenvolvimento cerebral do feto. Será o seu médico quem indicará o melhor tratamento. Normalmente é a reposição do hormônio que o organismo deixa de produzir. E todas as mulheres (as que já tinham alteração na tireoide, as que não tinham ou tiveram durante a gravidez) devem ficar atentas e fazer um controle por pelo menos um ano após o parto.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Dicas para evitar as assaduras no bebê

FONTE - SITE GUIA DO BEBÊ UOL
POR - Bruno Rodrigues

As assaduras são um inimigo que ronda os bebês que usam fraldas. A notícia boa é que alguns cuidados simples reduzem muito as chances delas ocorrerem.

Muitas mamães acham que as assaduras só aparecem na região das fraldas, mas não é só nessa área. Podem ocorrer em regiões mais quentes e em outras dobrinhas, como no pescoço e embaixo do queixo.

A principal causa da assadura é a umidade. Uma assadura inicial deve melhorar cerca de dois após o início do tratamento recomendado pelo médico (normalmente com os cremes tradicionais usados para prevenir a irritação à base de óxido de zinco, vitaminas A e D, lanolina, calêndula e óleos). Se ainda assim a assadura persistir, ou tiver piorado, fale com o pediatra, pois pode ser algum outro tipo de infecção, como fungo ou bactéria, que exige um tratamento mais específico.

Algumas dicas valiosas para as mamães contra as assaduras:



  • Não é preciso dar banho no bebê a cada troca de fralda no caso de xixi. Um algodão umedecido com água morna é o indicado para a higienização. O sabonete, mesmo sendo neutro, e lenços umedecidos retiram a camada de proteção da pele, propiciando a assadura.
  • No caso de cocô, o ideal é lavar o bumbum, mas apenas com aguá, sem o uso de sabonetes.
  • Deixe o bebê algum tempinho sem fraldas para evitar um pouco o atrito da fralda com a pele do bebê (a região fica úmida e quente em contato com a fralda).
  • Tente trocar a marca da fralda. A assadura pode ser por causa de alguma reação alérgica de algum componente da fralda.
  • Não use talco, a região ficará abafada e, portanto, úmida, propiciando o aparecimento das assaduras.
  • Não deixe o bebê com a mesma fralda por muito tempo. Nem a fralda mais absorvente de xixi consegue deixar o bebê longe da umidade e consequentemente da assadura.
  • Alimente o bebê exclusivamente com leite materno nos primeiros meses. O leite materno faz com que as fezes e urina não se tornem tão ácidas, prevenindo assaduras.
  • Uso exagerado das pomadas para prevenção das assaduras pode ter efeito contrário. Deve ser passada uma fina camada de pomada, o exagero deixa a região sem “respirar”, irritando ainda mais a pele do bebê.
  • Bebês maiores podem ter assaduras em decorrência de alergias alimentares. Por isso, quando introduzir a alimentação sólida, ofereça um alimento novo por vez, assim saberá se a assadura tem como causa alergia alimentar.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

VOCÊ SABE- Quais são as possíveis posições para o parto?

Fonte - site guia do bebê uol
Por - Cristina de Melo Doula
Publicada em 16/01/2012

Muitas mulheres acham que a única maneira de ter um bebê é na posição deitada, mas isso não é verdade. Apesar de ser a posição mais comum no mundo todo, ela ainda é na maioria das vezes a menos indicada, pois pode diminuir a quantidade de oxigênio que o bebê recebe durante as contrações. Então, quais são as outras posições que podemos usar para parir?

Parto de Cócoras:
Hoje é uma das mais usadas, a mulher fica na posição vertical apoiada no marido ou em um objeto como uma barra ou cama etc. Pode ser no banco de cócoras, na cama, na banheira ou a posição tradicional. O parto de cócoras é ótimo porque a posição facilita a saída do bebê, abre mais espaço na pelve, é menos ''dolorosa'', e pode ser feita em qualquer maternidade ou em casa.

Parto na água:
Pode ser em uma banheira inflável ou uma banheira fixa, a água morna alivia as contrações e relaxa o que ajuda na saída do bebê. A mãe pode ficar de cócoras nela, ou deitada, de quatro, enfim a posição que se sentir melhor. Não tem risco do bebê de afogar como alguns pensam,e é super prático.

Parto de Quatro:
A mulher fica de quatro na cama, ou no chão ( com apoio nos joelhos), pode ser no chuveiro,com apoio até de uma bola. É uma posição que as mulheres usam bastante e é tão boa quanto de cócoras.

Parto de lado:
A mulher fica deitada de lado com uma perna apoiada ( levantada), é uma boa alternativa também para quem prefere ficar deitada. Essa não é tão comum mas muitas gostam!

Parto na horizontal:
Ainda muito comum em vários hospitais e maternidades no Brasil e no mundo, mas não deve ser usada de rotina. A posição dificulta quando a mãe precisa empurrar, dificulta a saída do bebê, e pode diminuir a passagem de oxigênio ao feto. São poucas as mulheres que escolhem essa posição para parir.

Parto na escadinha:
É quando colocamos um campo cirúrgico na escadinha ( aquela para subir na cama do hospital) e o acompanhamente senta no degrau de cima e a paciente fica apoiada pelo acompanhamente. Quando vem a contração ela coloca o corpo para a frente e empurra o bebê.

Muitas vezes uma mulher que idealiza um parto na água pode preferir ter o bebê em outra posição, e assim por diante. Importante explicar também que todos esses partos podem e devem ser humanizados, sem episiotomia, sem medicações desnecessárias, com uma luz fraca, com uma música lenta, um aroma gostoso, ou total silêncio. Um local onde a paciente se sinte segura e confortável.

O exercícios físicos durante a gestação também ajudam bastante mas não são obrigatórios. Uma mulher sedentária pode parir em qualquer posição que desejar, e é muito importante que você converse com o seu obstetra sobre o que você quer no dia do parto, e saber se ele acompanha ou não,pois alguns médicos não gostam de ter que sentar no chão ou ficar debruçados em uma banheira.

Saiba a opinião dele, e decida se mudará de médico ou se deixará seus planos de lado.

E lembre-se o parto é SEU e quem deve mandar ali é você, não deixe que ele ou ninguém decida. A todas, uma boa hora!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Interessante

Fonte - Site Guia do Bebê
Saúde
Por - Bruno Rodrigues

O corpo da mulher entra em ebulição na gravidez. Muita coisa muda. As transformações no corpo se sucedem junto com a mudança de comportamento. A cabeça da mulher muda com a chegada do pequeno queridinho. Na verdade, o cérebro também cresce (é sério!). Coisas que só a natureza explica.

Na verdade não é um grande aumento, mas o suficiente para ser alvo de estudos. O neurocientista Pilyoung Kim, autor do artigo The Plasticity of Human Maternal Brain: Longitudinal Changes in Brain Anatomy During the Early Postpartum Period publicado na revista Behavioral Neuroscience, argumenta que o aumento cerebral é feito pelas mudanças hormonais após o nascimento do bebê.

O cérebro da mulher passa por um crescimento após o parto que modifica comportamentos e aumenta a motivação. A área aumentada do cérebro, segundo informa o neurocientista, envolve o raciocínio, motivação, emoções. Desta forma, o lado mãe fica mais aflorado, determinante para contribuir no cuidado e desenvolvimento com a criança, reforça o pesquisador.

Trazendo essa pesquisa para o dia a dia, podemos reforçar o discurso do quão é delicado o papel de mãe. Mesmo sem você saber, seu corpo cria mecanismos para encarar uma situação totalmente diferente na vida.

Aquela força de acordar de madrugada sem ter dormido quase nada ou o desejo de cuidar do bebê e tudo aquilo que pensávamos ser instinto maternal pode ser algo ativado mais por uma nova construção cerebral.

Para chegar à afirmação de que o cérebro da mulher grávida sofre alteração no tamanho, o neurocientista realizou duas ressonâncias magnéticas em 19 mamães: uma nas primeiras semanas após o parto, e a segunda entre o terceiro e quarto mês após o nascimento.

O que foi revelado pelas imagens dos exames das mamães são pequenos, mas significantes, aumento no volume de massa cinzenta em várias partes do cérebro, incluindo o hipotálamo (área associada com motivação e sentimento maternal), a substância negra e amígdala (recompensa e processamento emocional), o lobo parietal (integração sensorial) e o córtex pré-frontal (raciocínio e julgamento).

O aumento cerebral é feito pelas mudanças hormonais após o nascimento, como o aumento dos níveis de ocitocina, estrogénio e prolactina. Isso modifica o comportamento das novas mamães, interagindo melhor com seus filhos.

Essa pesquisa também é importante para que se estudem estratégias contra a depressão pós-parto, onde, segundo os cientistas, as áreas do cérebro ao invés de aumentarem, sofrem reduções.