Minha escolha, minha profissão

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quinta-feira, 14 de junho de 2012

QUANDO CHEGA A HORA....

Fonte - Site Guia do Bebê (uol)
Por - Ana Maria Morateli da Silva Rico
Psicóloga Clínica

Tirando a fralda


Algumas crianças deixam as fraldas mais cedo que outras. Algumas deixam as fraldas logo que entram na creche/escola. E outras parecem que não vão deixar nunca as fraldas. É preciso muita paciência.






O treino ao penico ou vaso sanitário depende do amadurecimento dos músculos responsáveis pelo controle do ato de urinar e defecar, que são os esfíncteres. Este amadurecimento se dá por volta dos dois anos de idade e adquire a plenitude por volta dos três anos, assemelhando-se ao estado de amadurecimento dos adultos.

Os pais devem ficar atentos, pois a criança sinaliza quando começa a se sentir incomodada por estar molhada ou com fezes, ou seja, está pronta para iniciar o treino.

Geralmente, o controle das fezes é mais bem sucedido e mais fácil que o da urina, pois pelo fato de a criança fazer menos vezes ou uma vez por dia, acontece quase sempre no mesmo horário. Além do quê, é difícil ocorrer à noite, durante o sono e mesmo com o corpo em estado de relaxamento.
É um processo que exige muita paciência e calma por parte dos pais, pois depende também de que a criança reconheça a vontade de evacuar ou de urinar, saiba se expressar adequadamente, para que possa ir ao lugar conveniente. Para isto, já deve ter sido providenciado o penico ou assento sanitário infantil.

Seria interessante, inclusive, que a própria criança escolhesse o seu ¨troninho¨, para que houvesse um estímulo a mais para iniciar o treino. Ele deve ser confortável e que possibilite o apoio dos pés no chão.

Mesmo assim, muitas vezes pode acontecer de não dar tempo. Os pais devem respeitar as dificuldades infantis, o seu próprio ritmo de aprendizagem, sem críticas, pois ela já se sente frustrada por não corresponder ao que esperam dela, bem como, ao que ela também espera de si mesma.

Durante o dia, a pessoa que está cuidando da criança, pode perguntar-lhe se não está com vontade de ir ao banheiro, pois ela pode estar tão absorta que nem se lembre ou por não querer interromper o que está fazendo. À noite, antes de colocá-la para dormir, leve-a para fazer xixi e não ofereça muito líquido.

De qualquer forma, de dia ou de noite, os ¨acidentes¨ acontecem, são comuns e as crianças não têm culpa, portanto, não devem ser castigadas jamais.

É importante destacar que o controle esfincteriano não é inato, depende de aprendizagem, do amadurecimento do sistema nervoso e do condicionamento, que se dá devido à repetição dos comportamentos durante o treino.

Não se pode esquecer de que a criança viveu em fralda suja por muito tempo antes desse procedimento ser iniciado e que devia às pessoas cuidadoras o fato de ficar limpa e seca.

Para facilitar o sucesso infantil, os pais devem aguardar o momento certo, que é quando ela começa a ficar incomodada, estimulando-a a se desenvolver, sem pressão. Eles têm que ter a sensibilidade de perceber que a criança está pronta para aprender e não impor o procedimento, pois poderá levá-la a atitudes de rebeldia. Isto não significa que devam ser permissivos, o que atrapalharia o aprendizado.

O controle dos esfíncteres têm relação com o domínio do próprio corpo e com o controle das emoções, por isso é tão importante.

A criança aprende que não pode mais evacuar ou urinar onde e quando sentir vontade. Deverá controlar suas necessidades até chegar ao local correto.

Os pais podem se valer de brincadeiras, momentos descontraídos para ajudar seu filho a não se sentir pressionado e compreender que o controle do próprio corpo é uma conquista valiosíssima, pois está deixando de ser bebê, vai cuidar da higiene e da limpeza e evoluir cada vez mais.

É por este motivo que muitas escolas só aceitam crianças a partir de três anos, pois além de ela ter aumentado significativamente seu vocabulário, podendo se expressar melhor, também já deve ter deixado o uso da fralda e estar apta para fazer uso do banheiro para fazer suas necessidades fisiológicas.

De qualquer maneira, se a criança estiver em condições físicas saudáveis e emocionalmente equilibrada, aprenderá o controle dos esfíncteres naturalmente, sem grandes transtornos.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Vale a pena conferir

Um trabalho mais do que especial com as futuras mamães

Conheça o novo site da amiga e também minha eterna doula Andréa Diniz
www.http://mammycare.com.br





1ª foto - Andréa e Nicolas
2ª foto -  Eu e meu pequeno gde homen Nicolas Valentini

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Vaidade x Amamentação

Fonte - Site Guia do Bebê uol
Bruno Rodrigues

Tentaremos esclarecer aqui que o ato de amamentar não tem nada a ver com a possível flacidez e outras deformidades dos seios.



Amamentação e vaidade são atitudes que levadas ao extremo podem não combinar. Ainda hoje podemos ver mulheres que não amamentam por medo de seus seios ficarem caídos ou “perderem” a cirurgia de aumento de seios que fizeram antes de engravidar.

As mulheres precisam buscar informações sobre o que faz os seios ficarem flácidos e, o mais importante, sobre os benefícios que a amamentação traz para quem amamenta – mamãe- e, principalmente, para quem é amamentado – bebê.

Vamos esclarecer. Primeiramente, a colocação de prótese de silicone não interfere na amamentação. A prótese é colocada abaixo da glândula mamária, não interferindo na produção e descida do leite e nem na pega correta do bebê.

A amamentação não deforma a prótese e nem deixa o seio torto. Como a prótese é colocada abaixo da glândula mamária, não tem como o bebê deformar ou “furar” a prótese com a boca.

Outra informação importante é que a amamentação não deixa o seio flácido e caído, independente de terem prótese ou não.

O fator essencial para que o seio da mulher se modifique é o genético (se sua mãe tem seios flácidos você também tem maior propensão de ter, independente da amamentação). Outro fator é o número de gestações (quanto mais filhos você tem, maior é o risco de seus seios ficarem mais flácidos, independente da amamentação), isso porque os seios crescem durante a gravidez e o “estica e volta” dos seios faz a pele não voltar como antes.

Os benefícios da amamentação para mamãe e bebê são enormes. Além de evitar alguns tipos de câncer, o vínculo entre mãe e filho é evidentemente maior. Já o bebê amamentado tem seu sistema imunológico melhor, ficando bem menos doente. O risco de ter alguma alergia é menor, assim como é menor também o risco de obesidade e de ter doenças cardiovasculares no futuro, entre outros motivos.

O triste é saber que um estudo da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (SACP) indicou que mulheres com implantes mamários são menos propensas a amamentar seus bebês. Isso porque acham que vai prejudicar o seio.

Amamentar e continuar bonita é possível. As mulheres apenas devem estar bem informadas e por isso é sempre bom expor ao médico dúvidas e medos para que mitos sejam derrubados, principalmente aqueles que podem prejudicar a saúde dos filhos.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Gelatina é uma sobremesa boa,mas não devemos exagerar

Fonte - http://guiadobebe.uol.com.br/gelatina/
Por - Bruno Rodrigues

Gelatina com gosto de saúde

No verão e em dias de calor uma opção de sobremesa que as crianças adoram, faz bem à saúde e não dá trabalho para fazer é a gelatina. As crianças adoram esse “serzinho” que tremula, pois o colorido da gelatina gera um fascínio sobre as crianças, além de ser docinha.

Você sabia que gelatina é retirada das cartilagens e dos ligamentos das juntas ósseas do boi? Essas partes são fervidas para que o colágeno (proteína formada por diversos tipos de aminoácidos) se solte e misture-se com água para resultar em um composto chamado mocotó. A mistura é desidratada, purificada e transformada em pó e é acrescentado açúcar e sabores.

Vantagens da gelatina: ela é fonte de proteína e não tem colesterol, mas nem por isso é para ser consumida de forma exagerada. É uma sobremesa que não tem alto valor calórico, mas contém açúcar, corantes e aromatizantes em sua composição, que fazem engordar e podem causar alergia. Portanto, modere no consumo.

Essa deliciosa sobremesa contém uma série de fragmentos de proteínas que fornecem aminoácidos, fundamentais para a manutenção de ossos e a regeneração de algumas articulações.

Tipos de gelatinas - Devemos lembrar que a gelatina vendida em casas de suplemento (colágeno em pó) é diferente das gelatinas de supermercado. O colágeno em pó está em sua forma pura e as gelatinas que compramos possuem colágeno em menor quantidade.

A introdução da gelatina no cardápio das crianças ajuda a complementar a ingestão de proteínas de outros alimentos, como carne, ovos e feijões. Por isso, a gelatina não deve ser a única fonte de proteína.

No caso das crianças mais gordinhas, a gelatina também é uma boa opção, pois tem baixo valor calórico e, por se ligar a uma grande quantidade de água, faz com que a criança tenha uma sensação de saciedade. E essa sobremesa é recomendada em dietas por possuir alto teor protéico.

Para um maior valor alimentício, a gelatina colorida pode ser misturada às frutas ou batidas com leite condensado ou creme de leite ou ainda as gelatinas sem sabor serem usadas em sucos e iogurtes. Huummm! Vai depender do gosto da criança.

Em períodos de férias escolares, uma boa opção é convocar as crianças para participarem do preparo da sobremesa. Peça para darem idéias e deixe que as crianças misturem os ingredientes. Só cuidado com a água quente.

Essa é uma maneira gostosa e fácil de fazer com que seus filhotes recebam uma alimentação saudável.

Dicas

O colágeno se dissolve em altas temperaturas. Isso explica a necessidade de se dissolver a gelatina em água quente.

Para fazer com que seu filho que está com diarréia consuma o soro caseiro, uma dica é misturá-lo com gelatina.

A gelatina é recomendada apenas para crianças maiores de um ano por conter proteína que são alergênicas, corantes e aromatizantes artificiais.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Como escolher uma Doula

FONTE - Site guia do bebê (uol)
Cristina de Melo
Téc. Enfermagem & Doula


Hoje em dia muitas mulheres já sabem o que é uma Doula, e querem muito ter uma acompanhando a sua gestação, parto e pós-parto. E isso é ótimo, mas é sempre bom ter cuidado na escolha pela Doula. Então eu vou dar algumas dicas para as mamães que vão escolher uma:

Entreviste: Faça uma entrevista, na sua casa ou na casa da Doula ( é bom ver onde ela mora), pergunte sobre a vida profissional dela, o tempo que ela atua como doula, quais as formações acadêmicas, o que ela oferece, a experiência que ela tem, profissionais que ela trabalha, etc.
- Referências: Peça por referências, é como uma entrevista de trabalho e você é o patrão, ao invés de apenas um curriculum, peça telefone de outras pacientes, fotos de outros partos, vídeos. A cada ano o número de doulas aumenta em todo o Brasil, e qualquer um pode fazer o curso, então é muito importante que a gestante tenha atenção e cuidado.

- Contrato: Pergunte se ela trabalha com contrato, peça para ler um ou para que ela envie por email para que você possa ler em casa, com calma. Leia os itens com cuidado, valores, formas de pagamento etc.

- Imprevistos: Caso algo aconteça com a Doula, veja se ela tem uma pessoa reserva para atender ao parto, se ela tiver filhos pergunte quem fica com os filhos, se ela tem essa disponibilidade de ficar horas em um parto, etc.

- Blog/Site: Pergunte se ela possui algum desses, é importante pois você pode saber mais sobre ela, os seus serviços e conhecimento.

Lembre-se que essa profissional vai estar presente durante o momento mais importante da sua vida, é fundamental saber se ela esta preparada para isso e se ela possui o conhecimento necessário( peça para ver o certificado do curso). Não tenha vergonha em perguntar, você precisa se sentir 100% confiante com essa pessoa.


Tem mais de uma na sua cidade? Entre em contato com todas, pesquise na internet e depois decida, conheça cada uma pessoalmente, e aproveite!

Bronquiolite em Crianças

FONTE - Site guia do bebê (uol)
Dra. Priscila Catherino
Pediatra com especialização em Pneumologia Pediátrica

Essa doença é mais comum em bebês de até 2 anos e costuma ocorrer principalmente nos períodos de outono e inverno.


A bronquiolite é uma doença aguda, classicamente definida como o primeiro episódio de sibilância associado a uma infecção por vírus, em crianças menores de 2 anos de idade. Tem como principal causador (80%) o Vírus Sincicial Respiratório (VRS), ocorrendo principalmente nos meses de outono e inverno. Na cidade de São Paulo, estudos mostram que a estação tem início, em geral, no mês de marco, com pico em maio/junho e término em julho/agosto.

A bronquiolite é uma das mais frequentes afecções do aparelho respiratório em lactentes. Ocorrem nos primeiros dois anos de vida, com pico de incidência no primeiro semestre e uma leve predominância no sexo masculino. Aproximadamente 0,5 a 2% das crianças necessitam internação hospitalar .

A transmissão do VRS ocorre por contato direto com secreções respiratórias, em geral, por meio das mãos e objetos contaminados. O período de incubação é de 4 a 5 dias e a evolução com acometimento pulmonar ocorre após 1 a 3 dias do início da coriza. A doença tem início como um resfriado comum (tosse, coriza, espirros e febre) evoluindo com sibilos (chiado), cansaço e piora da tosse.

O diagnóstico é baseado na clínica da criança e identificação do agente etiológico em alguns casos. A maioria das crianças respondem ao tratamento em domicilio com inalações, hidratação e fisioterapia respiratória. Medicações como broncodilatadores e corticoesteroides devem sempre ser prescrito e acompanhado pelo médico.

A prevenção consiste basicamente na diminuição da exposição aos agentes etiológicos. Deve-se evitar o contato de lactentes com pessoas com sinais de resfriado, locais com aglomerados de pessoas. Deve-se evitar também a exposição a poluentes ambientais, principalmente fumaça de cigarro, que atuam como irritantes das vias aéreas e aumentam a gravidade da doença. Pacientes de alto risco devem também fazer a profilaxia medicamentosa com anticorpo monoclonal, este prescrito sempre pelo pediatra ou pneumologista pediátrico do paciente.

domingo, 29 de abril de 2012

Dilema dos pais quando chega a hora de escolher o berçário...

Fonte - http://claudia.abril.com.br/materia/como-escolher-o-bercario-4856/?p=/familia-e-filhos/bebe

Preparer-se para desvendar todos os mistérios que rondam a difícil escolha de encontrar um lugar para deixar seu bebê

Perto de casa ou do trabalho? O que deve pesar mais: uma área externa grande ou uma superbrinquedoteca? A formação do professor é importante? As dúvidas são tantas que é normal ficar insegura sobre onde deixar o bebê na hora de voltar ao trabalho. Na verdade, inúmeros fatores contam pontos. Então, antes de começar as visitas aos berçários, confira nosso roteiro e fique mais segura para acertar na escolha.

Um bom começo é saber que, embora até os 2 anos a rotina do bebê na escola ainda se foque em cuidados como troca de fraldas e alimentação, ela não deve se resumir a isso. É importante conversar com o coordenador pedagógico para saber o que mais é oferecido para a faixa de idade do seu filho. “Mesmo novinha, a criança deve ouvir música e histórias, ver reproduções de obras de arte, manipular instrumentos musicais. O convívio precoce com diferentes formas de arte a leva a se familiarizar naturalmente com elementos da nossa cultura”, diz a assessora em educação Beatriz Gouveia, coordenadora de projetos do Instituto Avisa Lá, ONG dedicada à formação de professores, em São Paulo.

A melhor maneira de descobrir se há equilíbrio entre os cuidados básicos, as brincadeiras e as vivências culturais é pedir a programação detalhada de uma semana. “A criança deve realizar pelo menos uma atividade de cada tipo todos os dias”, ensina Beatriz. Também é importante saber de que forma a escola trabalha com valores morais e éticos, como o respeito ao próximo e ao meio ambiente. “Mas não se fixe no discurso”, aconselha Gisela Wajskop, diretora acadêmica do Instituto Superior de Educação de São Paulo – Singularidades. “Analise a postura dos profissionais e procure marcas no espaço físico que demonstrem que esses valores são de fato disseminados, como bonecas de várias etnias e brinquedos de sucata, entre outros”, aconselha Gisela.

Professores na sua mira
A formação superior em pedagogia é obrigatória para os professores de educação infantil, mas não para os auxiliares que acompanham as classes. Até 18 meses, a medida é um professor e dois auxiliares para 12 alunos. De 18 a 30 meses, um professor e dois auxiliares são suficientes para 16 alunos. Esses limites são importantes para garantir que o bebê seja atendido em todas as suas necessidades. Verifique ainda se a escola mantém programas de formação continuada para os professores e se as turmas contam com a supervisão do coordenador pedagógico ou de outro profissional especializado. Observe também o carinho e a atenção que os professores dispensam aos pequenos. “O cuidado que a criança recebe nessa fase é essencial para sua capacidade de relacionamento, formação de autoimagem e desenvolvimento emocional”, lembra Beatriz.

Estímulos (e espaço) sob medida
Uma criança que começa a conhecer o corpo e ganha autonomia a cada dia precisa de ambientes amplos para rolar, engatinhar, andar e correr. “Escadas e desníveis aumentam o risco de quedas”, lembra Beatriz. “Já rampas e pequenos obstáculos ajudam a descobrir novos movimentos”. Confira outros indícios positivos.

• Almofadas e espelhos nas salas de convivência favorecem a movimentação e o autoconhecimento.

• Uma área externa com sol indireto em pelo menos um período do dia, além de terra e areia para brincar, propicia experiências sensoriais importantes nessa idade.

• Os brinquedos devem ter diferentes texturas, tamanhos, formas e cores. Carrinhos de puxar e de empurar, blocos para empilhar, jogos de encaixe, bolas e baldinhos continuam imbatíveis para a estimulação.

• Os livros têm que estar em prateleiras e armários compatíveis com a altura do pequeno – o acesso fácil a eles ajuda a despertar o gosto pela leitura.

• O acervo de histórias e músicas precisa ser diversificado para estimular a linguagem. É bom que reúna, por exemplo, cantigas infantis tradicionais e modernas e até música clássica. Além de livros com ilustrações grandes e quase sem texto, também são bem-vindos contos de fadas, trava-línguas e pequenas poesias.

Saúde em primeiro lugar
Limpeza e bons hábitos de higiene minimizam o contágio por vermes e doenças tipicamente infantis.
Por isso, verifique se os ambientes são arejados, limpos e bem ventilados. Pergunte como os brinquedos são higienizados e com que frequência há troca de lençóis e capas de almofadas. O correto é lavar com água e sabão ao final de cada período e mudar as capas de almofada duas vezes por semana. Quanto ao lençol, o ideal é cada um levar o seu e trocá-lo semanalmente. Aproveite a visita para observar se assistentes e professores lavam as próprias mãos após trocar a fralda de cada criança e se os pequenos são levados para lavar as mãozinhas antes de comer e depois de brincar na areia ou na terra. A presença de pia, dispenser de sabonete e toalheiros abastecidos é um bom sinal.

A rotina é saudável para crianças pequenas e cabe ao berçário oferecer atividades estruturadas com horário fixo. No entanto, quando se fala de bebês, o ritmo de cada um precisa ser respeitado, inclusive em relação às sonecas. “É melhor que ele continue dormindo nos horários de costume”, afirma a psicóloga Cisele Ortiz, coordenadora adjunta do Avisa Lá. E, se o local do cochilo não conta com isolamento acústico, questione sobre as medidas tomadas para que as atividades do grupo não atrapalhem o descanso dos demais.

O mesmo zelo deve estar presente em relação à alimentação. Peça para ver o cardápio e observe se as refeições são parecidas com o que o bebê come em casa, com verduras, frutas e carnes – desconfie de excessos de fritura, doces e alimentos industrializados, como hambúrgueres, nuggets e embutidos. Visite a cozinha (dando uma olhada na higiene) e certifique-se da qualidade dos ingredientes. Aproveite e confira se o que está sendo servido corresponde ao previsto no cardápio.

Finalmente, saiba como a escola age diante de um problema de saúde ou de um acidente. A melhor postura é informar os pais de imediato caso a criança fique com febre, queixe-se de dor, sofra uma queda ou bata a cabeça, por exemplo. E atenção: nenhuma medicação pode ser dada sem a autorização da família. Alguns berçários contam com pediatra, enfermeira e nutricionista, e esse benefício pode servir como critério de desempate.

Custo e localização
A distância da escola e o valor da mensalidade também importam. Para a criança, é mais cômodo um berçário próximo de casa. “Passar muito tempo no trânsito seria um sacrifício para o bebê”, diz Beatriz. Mas verifique se o horário da escola é compatível com seu período de trabalho e se há profissionais para ficar com o pequeno caso o responsável se atrase na hora de pegá-lo. Antes de assinar o contrato, veja se o berçário escolhido cabe mesmo no orçamento. “Além da mensalidade, calcule alimentação, matrícula, atividades extras, uniforme etc. Pergunte também com que frequência a mensalidade é reajustada e quais foram os índices de aumento nos últimos anos”, ensina Antonio De Julio, instrutor de finanças da Moneyfit, em São Paulo. A parcela a ser comprometida com educação depende dos valores da família. E lembre-se de incluir no cálculo outros gastos com o filho, como plano de saúde, vestuário e extras.

Acerte na escolha
• Na primeira visita à escola, apareça de surpresa, sem marcar. E desconfie se for impedida de entrar.

• Vá pelo menos duas vezes ao berçário, em períodos diferentes, para verificar o ambiente e a conduta dos profissionais com as crianças.

• Faça questão de agendar um horário com o coordenador pedagógico da escola. Ele é o profissional mais habilitado para explicar os valores que a escola privilegia, sua forma de trabalho e de relacionamento com a família.

• Se possível, converse com mães de crianças que frequentam os berçários que você está visitando. Pergunte por que escolheram o local, se suas expectativas foram atendidas e analise se elas coincidem com as suas exigências.

7 regras de segurança
Ande pela escola e observe se...

• as pias e os vasos dos banheiros são de tamanho apropriado para o bebê;

• as escadas, áreas envidraçadas, janelas e sacadas têm proteção de redes ou grades;

• os produtos de limpeza, remédios e objetos cortantes são mantidos longe do alcance dos bebês;

• as instalações elétricas são protegidas;

• as superfícies metálicas estão livres de ferrugem e com protetores nas quinas;

• os brinquedos são adaptados, com escorregadores baixos e balanços com apoio para as costas;

• há turnos organizados por idade para as brincadeiras no parquinho. Essa é uma necessidade nessa fase para evitar que os pequenos acabem machucados pelos mais velhos, mesmo que eles convivam em outras atividades.