Minha escolha, minha profissão

Minha escolha, minha profissão
Powered By Blogger

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Complementando a matéria anterior, outra de peso!!!!

Fonte - Site folha de SP (equilibrio e saúde)
Publicade por - IARA BIDERMAN
DE SÃO PAULO em11/09/2012

'Estamos criando analfabetos motores', afirma educador físico

Crianças brasileiras das classes média e alta estão mal preparadas para o esporte e sem vontade de se exercitar. E pais e escolas não ajudam, segundo Luiz Roberto Rigolin, autor de "Desempenho Esportivo: Treinamento com Crianças e Adolescentes" (Phorte, 631 págs., R$ 89).

Doutor em educação física com pós-doutorado em filosofia pela USP, Rigolin, 43, se dedica à formação de atletas e se preocupa com o desenvolvimento das habilidades físicas na infância. Aqui, ele fala das dificuldades atuais da educação motora.

*

Folha - Nunca se falou tanto de atividade física, mas as crianças estão cada vez mais sedentárias. O que acontece?

Luiz Roberto Rigolin - A prática de exercícios resulta do desenvolvimento motor, processo que começa desde que a criança nasce. Ela precisa experimentar todas as possibilidades de movimento para desenvolver habilidades físicas. Hoje tem menos oportunidade de fazer isso. Estamos criando uma geração de analfabetos motores.

Como chegamos a isso?

Começa pela reclusão urbana. A grande preocupação dos pais é com a segurança. Têm medo de soltar o bebê, ele pode se machucar. Quando o filho começa a crescer, não pode brincar na rua, por causa do risco de assalto...

O outro elemento é a tecnologia. Com os brinquedos tecnológicos a criança desenvolve várias habilidades cognitivas, sem dúvida, mas muito pouco da parte motora.

E as escolas também não querem ter problemas com pais preocupados em proteger os filhos, então dão poucas opções para a criança experimentar seu corpo de forma mais solta, quando o risco de se machucar é maior.

Nesse caso, não adianta pagar uma escola cara, com a ideia de dar mais oportunidades para o filho se desenvolver?

Pode ser até pior. A inteligência motora está na periferia, onde as crianças não são superprotegidas como as de classes média e alta e por isso têm chance de experimentar os movimentos de forma mais livre. Também têm menos acesso a brinquedos tecnológicos, então têm que encontrar outras formas de brincar: soltar pipa, jogar taco. Por isso a maioria dos atletas de esportes complexos não vem das classes A e B.

A educação motora inclui esfolar o joelho às vezes?

Sim, isso é fundamental, mas também é natural o adulto querer ajudar a criança para que ela não se machuque.

Como os pais podem ajudar?

Com bebês, eles precisam estruturar a casa para deixar a criança subir no sofá, empurrar e puxar objetos etc. E precisa ter alguém acompanhando. Se é o pai, a mãe ou a babá que vai fazer isso, não importa, o que interessa é que a criança tenha oportunidade de experimentar.

Depois, dos três aos sete anos, os pais podem fazer com que a criança adquira o gosto pela atividade física. Isso não é feito só em casa, inclui a escola, o parque, a rua.

E as atividades dirigidas, como as escolas de esportes?

Muitos pais e mães acham que vão incentivar a atividade física colocando o filho na natação, na escolinha de futebol. Mas às vezes o que a criança quer é andar de bicicleta ou de skate. A grande colaboração que os pais podem dar é mostrar as alternativas de atividades para o filho descobrir o seu caminho.

Se a criança mostra talento em alguma modalidade, como os pais podem estimular?

Isso é um problema porque, a partir do momento em que o filho passa a praticar um esporte, os pais já querem que ganhe medalhas.

Começa a pressão por desempenho, que vem também do técnico, do diretor do clube. Imagine como a criança fica nessa história de precisar atender as expectativas de todas essas pessoas.

É possível recuperar habilidades motoras que não foram desenvolvidas na infância?

 
Dá para melhorar, mas nunca vai ser a mesma coisa. E os pais e os professores têm que estar preparados para ensinar essa criança mais lentamente e sem forçá-la a fazer atividades que estão fora de suas possibilidades.

Mães precisamos tomar consciência que o nosso papel é ......

Fonte - Site do Estadão
Publicada em - 14/09/2012 10:15 | Por OCIMARA BALMANT ( estadao.com.br)



...... muito mais importante na formação deste ser tão precioso que recebemos em nossa família!!!


Mães não valorizam carinho e lazer na primeira infância, mostra pesquisa

Para as mães de crianças menores de 3 anos, cuidar da saúde do filho é muito mais importante que dar carinho, brincar...

Para as mães de crianças menores de 3 anos, cuidar da saúde do filho é muito mais importante que dar carinho, brincar ou conversar com ele. Esse é o resultado de uma pesquisa realizada pelo Ibope que ouviu mais de 2 mil pessoas em 18 capitais brasileiras.

Quando perguntadas sobre o que é importante para o desenvolvimento da criança de 0 a 3 anos, 51% delas responderam que a principal contribuição é levar ao pediatra regularmente e dar as vacinas. O porcentual de quem acredita na importância de brincar, passear e conversar cai para 19% e fica menor ainda se forem considerados os que defendem a necessidade da socialização com outras crianças: 8% 

"Isso mostra como a questão da saúde está bem resolvida - e é muito bom que esteja -, mas ainda precisamos avançar muito em relação aos fatores emocionais e comportamentais", diz Saul Cypel, neuropediatra e consultor da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal (FMCSV). "Os pais ainda desconhecem a importância de estabelecer os vínculos afetivos e, consequentemente, os danos que podem haver quando se ignora o potencial de aprendizagem da primeira infância."
A fundação apresentou a pesquisa em um simpósio internacional sobre a primeira infância que promoveu em São Paulo.

Os números mostram o desconhecimento dos pais: grande parte dos entrevistados acha que sentar, falar e andar são sinais mais claros do desenvolvimento infantil do que a criança ser capaz de interagir ou estranhar pessoas distantes; mais de 50% dos entrevistados acreditam que o bebê só tem capacidade de aprender a partir dos 6 meses.

"Precisamos de uma campanha que diga: 'nasceu, começou a aprender'. Sem isso, corremos o risco de perpetuar um cuidado instintivo que se preocupa com a sobrevivência, mas se esquece da dimensão ética, dos valores", diz Yves de La Taille, da Faculdade de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP).

Trabalho integrado. O caminho para essa conscientização passa pela criação de políticas públicas que unam as Secretarias de Saúde, Educação e Assistência Social, diz Eduardo Marino, gerente de avaliação da fundação. Desde 2009, a fundação tem trabalhado com seis municípios na implementação de ações simples, porém eficazes.

O trabalho abrange a criação de espaços lúdicos nos quais as crianças possam brincar e interagir com seus pais e cuidadores, encontros de reflexão interativa com a família e um pré-natal que inclua não só questões biológicas, mas também outros aspectos relevantes do desenvolvimento infantil e - muito importante a partir dos resultados desta pesquisa -, a ampliação do tempo da consulta pediátrica.

"Já que 79% das mães recorrem ao pediatra nos momentos de dúvida, é importante que esses profissionais assumam um papel que vá além do diagnóstico físico. Com uma consulta estendida, ele pode orientar sobre a importância dos momentos de lazer, do afeto", resume Cypel.

Por enquanto, os pais têm sido norteados por um censo comum que não difere escolaridade nem classe social: 55% das mães e gestantes acreditam que deixar as crianças assistirem a desenhos ou a programas infantis ajuda no desenvolvimento. "A gente propõe, nessa etapa, atividades em que a criança se movimente, interaja, brinque, faça atividades artísticas, ao ar livre. Isso tem um papel muito mais importante. Ainda que a TV seja uma possibilidade cotidiana, o uso tem de ser muito cauteloso no sentido do tempo gasto e do que é proposto", diz a diretora da Escola Santi, Adriana Cury. / COLABOROU MARIANA LENHARO.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Mais do que interessante, muito importante!

Fonte - Portal G1 (globo)
Em 07/09/2012

Anvisa estabelece novas regras para cosméticos e itens de higiene infantis

Consulta pública foi aberta nesta sexta (7) sobre 33 produtos para crianças.
Dermatologista e pediatra dizem que exposição precoce favorece alergias.


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu nesta sexta-feira (7) uma consulta pública com novas regras para cosméticos e produtos de higiene destinados às crianças. Entre os 33 itens previstos, cujas indicações e proibições podem ser avaliadas pela população em geral nos próximos 60 dias, estão desodorantes, esmaltes e maquiagens.

Na opinião da dermatologista Márcia Purceli, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, crianças não são adultos em miniatura e, por isso, devem usar produtos específicos, que causem menos reação alérgica e levem em conta o peso e a área corporal delas.

"Essa consulta serve para as pessoas entenderem o que está proposto, antes de isso chegar ao mercado. Existe uma demanda das empresas, que querem mais uma fatia de consumidores; das crianças, que se espelham na mãe, nas irmãs e amigas; e dos pais, que incentivam esse comportamento precoce", avalia a médica.

O foco da indústria de cosméticos, que até então eram os adolescentes, com várias linhas "teen" nas prateleiras de farmácias e supermercados, agora parece estar se voltando para os pequenos.

Prova disso é que, segundo a proposta da Anvisa, uma sombra para os olhos poderá ser usada por crianças a partir de 3 anos, desde que aplicadas por um responsável, e desodorantes para axilas e pés serão destinados ao público a partir dos 8 anos – desde que não sejam em aerossol, para não atingir os olhos, não tenham ação antitranspirante e apresentem sabor amargo, para evitar que os menores ingiram os produtos.

"O desodorante só tira o odor, não bloqueia o suor. Mas em geral, até os 12 anos, a criança não tem cheiro embaixo do braço ou chulé. Se tem, é preciso pensar em puberdade precoce, que é uma doença. Os fungos gostam de outro tipo de suor, que é produzido por glândulas ativadas na adolescência", explica a dermatologista.

Em caso de uma puberdade antes do tempo, também pode aparecer acne e descer a menstruação das meninas. Para ter certeza do diagnóstico, é feito um exame no punho, que estabelece a idade óssea do paciente.


Outras regras

A Anvisa também prevê que os produtos próprios para crianças não contenham apelo que incentive a compra, como desenhos, imagens de artistas, nomes e cores. Além disso, a remoção deles precisa ser fácil, com uma simples lavagem com água, sabonete ou xampu.

De acordo com a pediatra Ana Escobar, do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas (HC) em São Paulo, os produtos precisam sair rápido, sem a necessidade de usar outro cosmético para retirar o primeiro. "E não se deve friccionar a pele, pois isso pode tirar as defesas do corpo", destaca.

Já o gosto amargo dos produtos não adianta muito, na opinião da médica, pois até senti-lo os pequenos já engoliram o conteúdo. O que pode acontecer, segundo Márcia Purceli, é essa ação de levar o cosmético à boca não se repetir depois disso.

Esmalte, protetor solar e itens sem álcool

A dermatologista diz que, cada vez mais cedo, as meninas têm passado esmalte, mas usam os de adulto porque têm maior duração – não saem na água – e são mais baratos.

"As crianças reclamam que o esmalte infantil é removido no banho e as mães também não querem ficar passando todo dia, desejam algo que dure uma semana. Mas o produto para adultos é uma exposição muito precoce a substâncias tóxicas, que podem causar coceira e alergias no futuro, pois essa é uma fase em que o sistema imunológico ainda está se formando", explica.

No caso de protetores solares, Márcia esclarece que a linha infantil cria uma barreira maior contra o sol e sai menos na água. Já os repelentes de insetos contêm menos elementos químicos.

"Além disso, nada que seja ingerido por crianças deve ter álcool, para não incentivar o alcoolismo nem prejudicar o fígado", cita Márcia. Foi por essa razão que a fórmula do fortificante Biotônico Fontoura foi proibida pela Anvisa em 2001, já que continha 9,5% de álcool etílico.

Reparador de pontas é 'forçação'

Na opinião da dermatologista, a ideia da Anvisa de regulamentar um reparador de pontas específico para os cabelos das crianças já é "forçar a barra", pois os fios são iguais na infância e na vida adulta.

"O cabelo é uma proteína morta, só a raiz é viva. Por isso que, quando a gente corta, não sente dor. Então pessoas de qualquer idade podem usar um óleo de silicone, de argan", comenta Márcia.

Segundo a médica, muitas mulheres estão expondo as filhas ainda muito jovens a esmaltes, maquiagens e alisantes de cabelo, porque o medo do bullying é na verdade da mãe, que se preocupa e se incomoda demais com o que os outros vão pensar.

A pediatra Ana Escobar complementa: "Acho que não tem nada a ver incentivar uma criança a usar sombra aos 3 anos. Ela tem que brincar com coisas que estimulem a imaginação e a criatividade, não a vaidade".

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Estimulando o paladar (a criança aprende se estimulada desde cedo)

Fonte - Site Guia do Bebê Uol
Por Denise Donadio Castilho

A boca é importantíssima para o bebê porque é por ela que a criança satisfaz sua necessidade básica mais forte: a fome. Também é com a boca que ele estabelece o melhor contato com a mãe, mamando. A boca é a sua primeira e principal fonte de prazer. E é por onde ele procura tomar conhecimento das coisas, tanto assim que ele leva à boca tudo o que pode pegar. Além disso, é com a boca que ele se comunica, fazendo barulho ao chorar.

O bebê, no começo, só distingue quatro sabores: doce, salgado, amargo e azedo. O paladar é o menos desenvolvido dos sentidos da criança ao nascer, até porque ela não precisa dele, uma vez que a natureza preparou-a para apenas um tipo de alimentação: o leite materno.

Isto quer dizer que o bebê tem muito a aprender pela boca, se você permitir que ele a use. Há mães que vivem tentando impedir o bebê de levar os dedos à boca, ou os objetos que ele consegue segurar. É um erro, primeiro porque estão limitando muitos as experiências da criança e, depois, porque o bebê tem uma fase oral, em que o uso da boca tem muita importância para o seu desenvolvimento psicológico e intelectual. Se sua filha ou filho passa por essa fase reprimido e não usa a boca suficientemente, a fase vai demorar a passar e ele poderá ficar por muito tempo chupando o dedo, preso à chupeta ou com problemas psicológicos.

Bebês precisam de liberdade para usar a boca: faz parte do seu aprendizado, do seu desenvolvimento. O cuidado a tomar é evitar que ele tenha acesso a coisas que não deve mesmo colocar na boca, por serem perigosas de engolir ou porque estejam sujas. Mas não reprima o bebê além da conta, porque a boca é seu primeiro contato com o mundo, sua primeira comunicação, sua primeira escola de vida.

Sem parar de dar de mamar ao peito, a partir do quarto mês de vida comece a dar ao bebê, na ponta da colherzinha, um alimento novo por semana. De preferência puro, para que ele possa reconhecer o gosto e guardar o paladar: maçã ralada, banana amassada, um legume bem cozido, peixe, gema de ovo.


O que é o gosto?

É uma sensação bem mais complexa que um simples sabor na boca, da qual participam todos os sentidos. O odor, a aparência, a consistência, o volume e a temperatura de um alimento são também elementos que contribuem para a formação de uma percepção gustativa global. O gosto de uma laranja não se resume aquela sensação doce-azeda na língua. O que dá água na boca é também o perfume característico, a textura da polpa e até a cor tão apetitosa.

Não use mamadeira. A má higiene da mamadeira é a principal responsável pela maior parte das doenças diarréicas em crianças pequenas. Além disso, a criança precisa começar a desenvolver o paladar, e misturar alimentos, oferecendo-os na mamadeira, não dá essa oportunidade. Permita que ele reconheça os sabores de diferentes alimentos, salgados e doces, e que use a boca. Observe e anote para conhecer suas preferências e para respeitar as suas rejeições.

Ao estimular seu paladar, leve-o a reconhecer os alimentos sem vê-los, pelo sabor e pelo cheiro. Isso ajuda muito o desenvolvimento intelectual da criança. E procure não transmitir preconceitos pessoais ou culturais ligados ao paladar. Na educação do paladar, como em todas as outras, o melhor estímulo é a riqueza de experiências sem preconceito: deixe o bebê experimentar de tudo, mesmo do azedo e do amargo, porque ele pode gostar e ter mais possibilidades de satisfação alimentar.



quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Texto longo, porém mais que atual e extremamente importante....confira

Fonte - Site Guia do Bebê Uol
Melania Maria Ramos de Amorim MD, PhD



Parto Domiciliar: direito reprodutivo e evidências

O parto domiciliar é uma opção segura para as parturientes de baixo risco atendidas por profissionais qualificados e é um direito da mulher.

A humanização do nascimento não representa um retorno romântico ao passado, nem uma desvalorização da tecnologia. Em vez disso, oferece uma via ecológica e sustentável para o futuro.Ricardo Herbert Jones

A discussão sobre o local de parto deve se pautar, essencialmente, em dois níveis: respeito à autonomia e ao protagonismo feminino, uma vez que a escolha do local de parto é um direito reprodutivo básico; e reconhecimento e adequada interpretação das evidências comparando partos domiciliares planejados e partos hospitalares em gestantes de baixo risco. Não se compreende mais na atualidade o processo de tomada de decisão baseado exclusivamente nas concepções e na experiência do prestador de cuidado, uma vez que, por definição, Medicina Baseada em Evidências consiste na integração harmoniosa da experiência clínica individual com as melhores evidências científicas correntemente disponíveis e com as características e expectativas dos pacientes.
Apesar da posição contrária de alguns conselhos regionais de Medicina e da Federação Brasileira de Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), que vêm sistematicamente desaconselhando o parto domiciliar, devemos destacar que tanto a Organização Mundial de Saúde (OMS) como a Federação Internacional de Ginecologistas e Obstetras (FIGO) respeitam o direito de escolha do local de parto pelas mulheres e reconhecem que, quando assistido por profissionais habilitados, há benefícios consideráveis para as mulheres que querem e podem ter partos domiciliares. A OMS reconhece como profissionais habilitados para prestar assistência ao parto tanto médicos como enfermeiras-obstetras e parteiras e recomenda que as mulheres podem escolher ter seus partos em casa se elas têm gestações de baixo-risco, recebem o nível apropriado de cuidado e formulam planos de contingência para transferência para uma unidade de saúde devidamente equipada se surgem problemas durante o parto(1–3). Por sua vez, a FIGO recomenda que "uma mulher deve dar à luz num local onde se sinta segura, e no nível mais periférico onde a assistência adequada for viável e segura” (4). Outras sociedades no mundo, como o American College of Nurse Midwives (5), a American Public Health Association (6), o Royal College of Midwives (RCM) e o Royal College of Obstetricians and Gynaecologists (RCOG) (7) apoiam o parto domiciliar para mulheres com gestações não complicadas. De acordo com a diretriz do RCM e do RCOG, “não há motivos para que o parto domiciliar não seja oferecido a mulheres de baixo risco, uma vez que pode conferir consideráveis benefícios para estas e suas famílias” (7).
Mesmo o American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG), conquanto explicite que considera hospitais e centros de parto normal mais seguros, reconhece o direito das mulheres de escolher o local do parto. Citando literalmente o resumo da diretriz, publicada em fevereiro de 2011: “Embora o Comitê de Prática Obstétrica acredite que os hospitais e centros de parto normal sejam os locais mais seguros para o nascimento, ele respeita o direito de uma mulher de tomar uma decisão medicamente informada sobre o parto. Mulheres questionando sobre o parto domiciliar planejado deveriam ser informadas sobre os seus riscos e benefícios baseados nas recentes evidências. Especificamente, elas deveriam ser informadas que embora o risco absoluto possa ser baixo, o parto domiciliar planejado está associado com um risco duas a três vezes maior de morte neonatal quando comparado com o parto hospitalar planejado. É importante que as mulheres devam ser informadas que a adequada seleção de candidatas para o parto domiciliar; a disponibilidade de enfermeiras-obstetras ou parteiras certificadas, ou médicos atuando dentro de um sistema de saúde integrado e regulado; o pronto acesso à consulta; e a garantia de transporte seguro e rápido para os hospitais mais próximos são críticos para reduzir as taxas de mortalidade perinatal e obter desfechos favoráveis do parto domiciliar.” (8)
Em relação às evidências, a despeito dos temores do ACOG, devemos destacar que essa conclusão de aumento do risco de morte neonatal se baseia unicamente nos resultados da controvertida metanálise publicada em 2010 por Wax et al. no American Journal of Obstetrics and Gynecology (AJOG) (9). O problema é que essa metanálise, que incluiu 12 estudos originais e um total de 342.056 partos domiciliares e 207.551 partos hospitalares planejados, apresentou diversos vieses e erros metodológicos grosseiros. Os autores concluíram que os partos domiciliares planejados se associam com menor risco de intervenções maternas, incluindo analgesia peridural, monitoração eletrônica fetal, episiotomia, parto operatório, além de menor frequência de lacerações, hemorragia e infecções. Dentre os desfechos neonatais dos partos domiciliares planejados, verificou-se menor taxa de prematuridade, baixo peso ao nascer e necessidade de ventilação assistida. No entanto, apesar de as taxas de mortalidade perinatal serem semelhantes entre partos domiciliares e partos hospitalares, os partos domiciliares se associaram com aumento de cerca de três vezes das taxas de mortalidade neonatal.
O artigo em questão gerou intensa polêmica na comunidade científica internacional, seguindo-se diversas cartas publicadas em sequência no próprio AJOG, das quais uma tem o provocativo título “Parto domiciliar triplica a taxa de morte neonatal: comunicação pública ou má ciência?”(10). Diante de todas as críticas, o AJOG resolveu investigar o estudo em questão, e a revisão pós-publicação de fato encontrou erros na análise original, embora não tenha alterado suas conclusões. A conceituadíssima revista Nature se interessou pela questão, porém mesmo solicitando diversas vezes que tanto Wax como o ACOG comentassem os problemas apontados por vários especialistas, esses declinaram o convite. A Elsevier, editora que publica a revista, reconhece os erros, mas não acredita que esses possam motivar uma retratação (11).
Tentando resumir a enorme quantidade de críticas feitas à metanálise de Wax, podemos afirmar que, à diferença das revisões sistemáticas da Cochrane, essa não seguiu as diretrizes estabelecidas internacionalmente para condução e publicação de metanálise, como o PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses) ou o MOOSE (Meta-Analyses and Systematic Reviews of Observational Studies). Diversos erros estatísticos foram cometidos, até porque os autores utilizaram uma calculadora para a metanálise que apresenta vários problemas, resultando em Odds Ratio e intervalos de confiança incorretos, o que foi reconhecido pelo próprio autor do programa. No entanto, o principal erro enviesando a análise não foi estatístico, e sim um viés de seleção dos estudos, porque os autores da metanálise excluíram o grande estudo de coorte holandês com mais de 500.000 partos do cálculo do risco de morte neonatal, embora o tenham incluído no cálculo do risco de morte perinatal. Na verdade, os dados da metanálise são contraditórios em relação à morte neonatal e perinatal basicamente porque os autores definiram morte perinatal como morte fetal depois de 20 semanas ou a morte de um recém-nascido (RN) vivo nos primeiros 28 dias de vida, em vez de nos primeiros sete dias de vida, como é a recomendação internacional. Por outro lado, outros estudos usados para calcular o risco de morte neonatal foram incorretamente incluídos e outros que poderiam ter sido incluídos para o cálculo de morte perinatal foram excluídos, por razões que não ficam bem claras. Os dados utilizados para o cálculo de morte neonatal incluíram partos que não tinham sido assistidos por parteiras ou enfermeiras-obstetras certificadas, o que já se demonstrou ser fator importante para redução dos riscos. Mesmo revisando os dados e apresentando os gráficos em uma publicação ulterior na revista com os novos números calculados corretamente, isso não resolve os sérios problemas metodológicos pertinentes à definição de termos e critérios de inclusão e exclusão.
Em suma, como refere Keirse em seu brilhante artigo publicado na Birth em Dezembro de 2010 (“Home Birth: Gone Away, Gone Astray, and Here To Stay”) “combinar estudos de parto domiciliar e hospitalar, sem diferenciar o que está dentro deles, onde eles estão e o que os circunda, é semelhante a produzir uma salada de frutas com batatas, abacaxi e salsão”. (12)
O fato é que, à parte a enviesadíssima metanálise de Wax et al., todos os grandes estudos observacionais publicados reforçam as vantagens do parto domiciliar em termos de desfechos maternos, resultando em menor taxa de intervenções como episiotomia, analgesia, uso de ocitocina, operação cesariana e parto instrumental (fórceps e vácuo-extrator), sem aumento do risco de complicações para mães e bebês e com elevado grau de satisfação das usuárias que passaram por essa experiência (13–15). Dentre esses estudos, destacamos o estudo holandês (de Jonge et al.), publicado em 2009, envolvendo mais de 500.000 partos (16), e que foi arbitrariamente excluído da metanálise, como já apontamos anteriormente, e os estudos mais recentes, publicados em 2011, o do National Health System (NHS) no Reino Unido (mais de 60.000 partos) (17) e outro grande estudo de coorte holandês com mais de 679.000 partos (18). Nesse último estudo, evidenciou-se uma mortalidade perinatal de 0,15% em partos domiciliares planejados contra 0,18% em partos hospitalares planejados em parturientes de baixo risco. O fato é que, infelizmente, mesmo com a melhor assistência, 15-18 em cada 10.000 RN irão morrer, quer nasçam em casa quer no hospital, mesmo em países desenvolvidos como a Holanda, não havendo diferença significativa nessa mortalidade de acordo com o local de parto.
Essa ausência de diferença relevante no prognóstico perinatal foi corroborada na revisão sistemática publicada em 2012, envolvendo 22 grandes estudos observacionais que compararam os desfechos maternos e perinatais de partos extra-hospitalares (domiciliares ou em casas de parto) assistidos por obstetrizes (modelo não médico) com partos intra-hospitalares assistidos por médicos (19). A conclusão dessa revisão sistemática é que mulheres de baixo risco atendidas em casas de parto ou domicílio por obstetrizes certificadas passam por menor número de intervenções obstétricas e têm maior chance de ter partos normais do que mulheres de baixo risco recebendo o atendimento obstétrico padrão em hospitais. Nenhuma diferença na mortalidade perinatal foi encontrada. Reforça-se a importância do treinamento adequado das obstetrizes para a identificação e o pronto tratamento de eventuais complicações intraparto (19).
Embora a utilização de evidências de estudos observacionais possa ser alvo de críticas, o fato é que não dispomos de ensaios clínicos randomizados (ECR) comparando partos domiciliares vs. hospitalares. Um único ECR foi publicado e incluído na revisão sistemática da Biblioteca Cochrane, porém só conseguiu avaliar 11 mulheres (20). De fato, alguns especialistas podem considerar difícil elaborar recomendações fortes com base em evidências fracas, oriundas de estudos observacionais, mas o mínimo que profissionais e sociedades deveriam reconhecer é que também não dispomos de evidências fortes corroborando a segurança do parto hospitalar para parturientes de baixo risco e seus neonatos.
No entanto, randomizar mulheres para parto domiciliar ou hospitalar é virtualmente impossível: de acordo com Keirse, essas mulheres para quem “tanto faz” parir em casa como no hospital seriam “tão raras quanto elefantes brancos”, mas mesmo que essas mulheres fossem encontradas, dificilmente as conclusões de um ensaio clínico randomizado com essa amostra poderiam ser extrapoladas para mulheres diferentes em situações e contextos clínicos diferentes. Mulheres que DESEJAM ter seus bebês em casa diferem substancialmente daquelas que escolhem um parto hospitalar, da mesma forma que os profissionais que prestam assistência a partos domiciliares ou exclusivamente a partos hospitalares também são bastante diferentes entre si.
Na prática, devemos considerar que tanto gestantes como profissionais de saúde têm sempre o mesmo e primaz objetivo de garantir uma experiência de parto satisfatória, com mãe e bebê saudáveis. Por outro lado, é um direito reprodutivo básico para as mulheres poder escolher como e onde irão dar à luz. Essa escolha deve ser informada pelas melhores evidências correntemente disponíveis, e essas evidências sugerem, sem se considerar a metanálise equivocada de Wax et al., que o parto domiciliar é uma opção segura para as parturientes de baixo risco atendidas por profissionais qualificados. Como vantagens em relação ao parto hospitalar se destacam a menor frequência de intervenções para a mãe e o conforto e a satisfação das usuárias, que vivenciam uma experiência única e transformadora em seu próprio lar. As taxas de mortalidade perinatal e neonatal são semelhantes àquelas observadas em partos hospitalares de baixo risco. No entanto, a decisão final deve se basear tanto nas evidências como nas características e expectativas das gestantes, bem como na experiência e qualificação dos prestadores e nas facilidades de acesso aos serviços de saúde.
De fato, o parto domiciliar planejado não somente continua acontecendo no Brasil, como vem crescendo o número de mulheres que optam por essa alternativa, apesar de ainda não dispormos de estatísticas confiáveis sobre o número exato, uma vez que os nossos sistemas de informação não permitem ainda distinguir partos domiciliares planejados dos não planejados e ocorridos sem assistência. No entanto, com o acesso amplo à Internet e o constante debate nas redes sociais, diversas mulheres têm compartilhado e comparado as suas experiências de parto em nosso país. Existe uma parcela crescente de mulheres insatisfeitas com o atual modelo de assistência obstétrica, excessivamente tecnocrático e caracterizado, por um lado, pelas taxas de cesárea inaceitavelmente elevadas no setor privado (mais de 80%) e, por outro, pelos partos traumáticos e com excesso de intervenções no Sistema Público de Saúde. Apesar da política de Humanização da Assistência ao Parto e Nascimento preconizada pelo Ministério da Saúde no Brasil (21), é fato que o modelo atual, hospitalocêntrico e medicalocêntrico, não permite ainda à maior parte das usuárias ter uma assistência ao parto humanizada e segura. Vivemos ainda em um país onde, "quando não se corta por cima, se corta por baixo", como bem definem Diniz e Chachan, referindo-se às cesáreas e episiotomias desnecessárias (22). Mais ainda, vivenciamos o chamado “paradoxo perinatal brasileiro”, uma vez que apesar de termos 98% de partos hospitalares e da adoção indiscriminada da tecnologia para assistência ao parto, a mortalidade materna e neonatal persistem elevadas (23).
Para completar, uma em cada quatro mulheres brasileiras internadas para assistência ao parto em hospitais públicos ou privados relata ter sofrido violência institucional, traduzida por qualquer forma de agressão perpetrada pelos profissionais de saúde que lhe prestam atendimento. Essas agressões não envolvem apenas o uso de procedimentos, técnicas e exames dolorosos e desnecessários, mas até ironias, gritos e tratamentos grosseiros com viés discriminatório quanto a classe social ou cor da pele (24). A violência institucional durante o parto pode assumir múltiplas facetas e representa um problema internacionalmente reconhecido (25). Em diversos hospitais ainda não se permite a presença do acompanhante, mesmo com a Lei 11.108/2005 estabelecendo a obrigatoriedade de tanto hospitais públicos como privados permitirem a presença, junto à parturiente, de um acompanhante durante todo o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato (26).
O atual modelo de assistência ao parto em nosso País é assustador, com os 52% de cesarianas (27) contrastando com uma mortalidade materna em torno de 70 para 100.000 nascidos vivos (28, 29) Mais ainda, embora falido e não sustentável em longo prazo, permite ainda a muitos profissionais soluções cômodas a que esses se aferram, de dentro de sua zona de conforto, como a praticidade e a conveniência de programar cesarianas eletivas sem indicação médica definida. Curiosamente, são esses os mesmos profissionais que defendem o "direito" da mulher de escolher sua via de parto, embora aparentemente este direito tenha mão única, só valha para a minoria de mulheres que desejam uma cesariana e não inclua aquelas que desejam um parto normal nem tampouco se estenda para a decisão sobre o local de parto (30). A voz das mulheres e o seu direito de escolha têm sido grandemente ignorados (31).
O debate em torno do parto domiciliar, não apenas no Brasil, mas em todo o mundo, tem se tornado extremamente polarizado e politizado. Impõe-se o seu direcionamento sob uma perspectiva mais racional, focada em evidências. Nossa intenção é promover ampla discussão com toda a sociedade, tentando estabelecer um consenso, visando a garantir o respeito a um direito reprodutivo básico, qual seja a escolha do local de parto, mas também a implementar estratégias para aumentar a segurança e a satisfação das usuárias em TODOS os partos (12). Isso inclui tanto melhorar e humanizar a atenção hospitalar no sentido de que os partos assistidos em maternidades ou centros de parto normal possam representar uma experiência gratificante para as mulheres, como estabelecer diretrizes para a seleção adequada das candidatas ao parto domiciliar e um atendimento obstétrico seguro e de qualidade em domicílio.
REFERÊNCIAS
1. World Health Organization (WHO). Maternal and Newborn Health/Safe Motherhood Unit of the World Health Organization, Care in Normal Birth: A practical guide. [Internet]. 1996; 1-54. Available from: http://whqlibdoc.who.int/hq/1996/WHO_FRH_MSM_96.24.pdf
2. World Health Organization (WHO). Managing complications in Pregnancy and Childbirth: A guide for midwives and doctors [Internet]. 2007;1-23.Available from: http://whqlibdoc.who.int/publications/2007/9241545879_eng.pdf
3. World Health Organization (WHO). WHO | Skilled birth attendants [Internet]. 2004;1-17.[cited 2011 Sep 19] Available from: http://whqlibdoc.who.int/publications/2004/9241591692.pdf
4. FIGO. Recommendations accepted by the General Assembly at the XIII World Congress of Gynecology and Obstetrics [Internet]. International Journal of Gynecology and Obstetrics 1992;38(Supplement):S79-S80.[cited 2011 Sep 19] Available from: http://www.ijgo.org/article/0020-7292(92)90037-J/pdf
5. American College of Nurse-Midwives. American College of Nurse-Midwives Position Statement on Home Birth [Internet]. 2005;1-4.Available from: http://www.midwife.org/siteFiles/position/homeBirth.pdf
6. (APHA) APHA. Increasing access to out-of-hospital maternity care services through state-regulated and nationally-certified direct-entry midwives. APHA Public Policy Statements [Internet]. 2001;1-3. Available from: http://mana.org/APHAformatted.pdf
7. RCOG and Royal College of Midwives. Home Births [Internet]. 2007;1-6.Available from: http://www.rcog.org.uk/files/rcog-corp/uploaded-files/JointStatmentHomeBirths2007.pdf
8. ACOG Committee Opinion No. 476: Planned home birth. [Internet]. Obstetrics and gynecology 2011 Feb;117(2 Pt 1):425-8.[cited 2011 Sep 20] Available from: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21252776
9. Wax JR, Lucas FL, Lamont M, Pinette MG, Cartin A, Blackstone J. Maternal and newborn outcomes in planned home birth vs planned hospital births: a metaanalysis. [Internet]. American journal of obstetrics and gynecology 2010 Sep;203(3):243.e1-8.[cited 2011 Aug 7] Available from: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20598284
10. Sandall J, Bewley S, Newburn M. “Home birth triples the neonatal death rate”: public communication of bad science? [Internet]. American journal of obstetrics and gynecology 2011 Apr; 204(4): e17-8; author reply e18-20, discussion e20.[cited 2011 Sep 18] Available from: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21458615
11. Editors’ comment [Internet]. American Journal of Obstetrics and Gynecology 2011 Apr;204(4):e20.[cited 2011 Sep 18] Available from: http://dx.doi.org/10.1016/j.ajog.2011.01.041
12. Keirse MJNC. Home birth: gone away, gone astray, and here to stay. [Internet]. Birth (Berkeley, Calif.) 2010 Dec;37(4):341-6.[cited 2011 Sep 18] Available from: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21083728
13. Johnson KC, Daviss B-A. Outcomes of planned home births with certified professional midwives: large prospective study in North America. [Internet]. BMJ (Clinical research ed.) 2005 Jun;330(7505):1416.[cited 2012 Apr 19] Available from: http://www.pubmedcentral.nih.gov/articlerender.fcgi?artid=558373&tool=pmcentrez&rendertype=abstract
14. Hutton EK, Reitsma AH, Kaufman K. Outcomes associated with planned home and planned hospital births in low-risk women attended by midwives in Ontario, Canada, 2003-2006: a retrospective cohort study. [Internet]. Birth (Berkeley, Calif.) 2009 Sep;36(3):180-9.[cited 2011 Sep 18] Available from: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19747264
15. Janssen PA, Saxell L, Page LA, Klein MC, Liston RM, Lee SK. Outcomes of planned home birth with registered midwife versus planned hospital birth with midwife or physician. [Internet]. CMAJ: Canadian Medical Association journal = journal de l’Association medicale canadienne 2009 Sep;181(6-7):377-83.[cited 2011 Aug 12] Available from: http://www.pubmedcentral.nih.gov/articlerender.fcgi?artid=2742137&tool=pmcentrez&rendertype=abstract
16. de Jonge A, van der Goes BY, Ravelli ACJ, Amelink-Verburg MP, Mol BW, Nijhuis JG, Bennebroek Gravenhorst J, Buitendijk SE. Perinatal mortality and morbidity in a nationwide cohort of 529,688 low-risk planned home and hospital births. [Internet]. BJOG: an international journal of obstetrics and gynaecology 2009 Aug;116(9):1177-84.[cited 2011 Sep 6] Available from: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19624439
17. Birthplace in England Collaborative Group. Perinatal and maternal outcomes by planned place of birth for healthy women with low risk pregnancies: the Birthplace in England national prospective cohort study [Internet]. BMJ 2011 Nov;343(nov23 4):d7400-d7400.[cited 2012 Mar 20] Available from: http://www.bmj.com/cgi/content/abstract/343/nov23_4/d7400
18. van der Kooy J, Poeran J, de Graaf JP, Birnie E, Denktasş S, Steegers EAP, Bonsel GJ. Planned home compared with planned hospital births in the Netherlands: intrapartum and early neonatal death in low-risk pregnancies. [Internet]. Obstetrics and gynecology 2011 Nov;118(5):1037-46.[cited 2012 Feb 29] Available from: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22015871
19. McIntyre MJ. Safety of non-medically led primary maternity care models: a critical review of the international literature. Aust Health Rev 2012 May; 36 (2): 140-7. [cited 2012 Jul 29] Available from: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22624633
20. Olsen O, Jewell MD. Home versus hospital birth. [Internet]. Cochrane database of systematic reviews (Online) 2000 Jan;(2):CD000352.[cited 2012 Jun 11] Available from: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/10796198
21. Brasil. Ministério da Saúde. Parto, Aborto e Puerpério: Assistencia Humanizada à Mulher [Internet]. 2001; 1-200. Available from: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cd04_13.pdf
22. Diniz SG, Chacham AS. “The cut above” and “the cut below”: the abuse of caesareans and episiotomy in São Paulo, Brazil. [Internet]. Reproductive health matters 2004 May;12(23):100-10.[cited 2011 Sep 20] Available from: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15242215
23. Diniz SG. Gênero, saúde materna e o paradoxo perinatal [Internet]. Revista brasileira de crescimento e desenvolvimento humano 2009;19(2):313-326.[cited 2012 Jun 14] Available from: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-12822009000200012&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt
24. Capriglione L. Uma em 4 mulheres relata maus-tratos durante parto. Folha de São Paulo, 2011 [Internet]. Folha de São Paulo 2011; Available from: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2402201101.htm
25. Bowser D, Hill K. Exploring Evidence for Disrespect and Abuse in Facility-Based Childbirth [Internet]. USAID-TRAction Project 2010; 1-57. Available from: http://www.tractionproject.org/sites/default/files/upload/RFA/RespectfulCare at Birth 9-20-101 Final.pdf
26. MINISTÉRIO DA JUSTIÇA - MJ; MINISTÉRIO DA SAÚDE - MS. Lei No. 11.108 [Internet]. 2005; Available from: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11108.htm
27. Gois A, Menchen D. Cesáreas superam partos normais pela primeira vez no país [Internet]. Folha de São Paulo 2011; Available from: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1009189-cesareas-superam-partos-normais-pela-primeira-vez-no-pais.shtml
28. DATA SUS. C.3 Razão de Mortalidade Materna [Internet]. TABNET.DATASUS.GOV.BR 2008; Available from: http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/idb2010/C03b.htm
28. Morse ML, Fonseca SC, Barbosa MD, Calil MB, Eyer FPC. Mortalidade materna no Brasil: o que mostra a produção científica nos últimos 30 anos? [Internet]. Cadernos de Saúde Pública 2011 Apr;27(4):623-638.[cited 2012 Jun 14] Available from: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2011000400002&lng=en&nrm=iso&tlng=pt
30. Amorim MM. Parto Normal vs. Cesárea - (parte 2): por que as taxas de cesárea são tão elevadas no Brasil? - Parto - Guia do Bebê [Internet]. Guia do Bebê 2011;[cited 2011 Sep 18] Available from: http://guiadobebe.uol.com.br/parto-normal-vs-cesarea-parte-2-por-que-as-taxas-de-cesarea-sao-tao-elevadas-no-brasil/
31. Faúndes A, Pádua KS de, Osis MJD, Cecatti JG, Sousa MH de. Opinião de mulheres e médicos brasileiros sobre a preferência pela via de parto [Internet]. Revista de Saúde Pública 2004 Aug;38(4):488-494.[cited 2011 Sep 20] Available from: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102004000400002&lng=en&nrm=iso&tlng=pt


sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Mudança

Olá amigas e amigos seguidores do meu blog, fiquei um tempo sem net devido minha mudança de cidade, mas agora estou de volta  para continuar postando matérias interessantes sobre saúde e atividade física, continuem me seguindo :)