Minha escolha, minha profissão

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quarta-feira, 8 de maio de 2013

Muito boa a opnião relatada sobre o assunto


Roberta Lippi

06/05/2013

Recentemente, o lançamento de uma marca de chocolates causou grande repercussão nas redes sociais por um motivo que, para muitos, parecia uma bobagem: a separação de ovos de páscoa por gênero. Não era uma simples divisão entre azul e rosa, como já é comum na nossa cultura. A proposta ia além: as embalagens traziam explicitamente as indicações "meninas" e "meninos", sendo que para elas os brindes acoplados eram brinquedinhos como bonecas e pulseiras e os dos garotos, na linha dos carros e aviões.

Antes de ter filhos, eu realmente não me atentava para o problema da diferenciação exagerada por gêneros no ambiente infantil. Aliás, eu não me atentava a várias coisas que tangem o universo da maternidade. Mas depois fui mergulhando em um caminho sem volta que me fez prestar atenção nesse tema e me transformei, sem perceber, em uma grande defensora da diversidade e da igualdade dentro do nosso universo materno.

Eu poderia apenas dizer, como muitos disseram alegando estarem cansados do politicamente correto: "se não quer, basta não comprar, ué!?". Mas, definitivamente, essa história me incomodou, como vários outros comportamentos de pessoas e empresas têm me incomodado. A pergunta básica que eu faço é: e se a minha filha quisesse o ovo azul, já que ela gosta de aviões? "Não, minha senhora, o azul é de meninos, veja, está escrito aqui. Para ela tem esse aqui, ó, rosinha, tenho certeza que ela vai adorar."

A dinâmica das famílias hoje é tão diferente das gerações anteriores! As mulheres entraram com tudo no mercado de trabalho e os pais estão mais participativos nas divisões das tarefas domésticas. Novos modelos familiares que trazem com mais naturalidade núcleos formados por duas mulheres ou dois homens, e também o maior número de pais separados.

As mulheres dirigem carros, pilotam aviões. Homens são grandes cozinheiros. E os produtos destinados às crianças nos dizem o que em sua esmagadora maioria? Que ainda vivemos nos mesmos moldes da sociedade de 20 ou 30 anos atrás. Que as meninas são frágeis e delicadas e que, para elas, há fogõezinhos, maquiagem, bonecas e uma infinidade de brinquedos cor-de-rosa. Para os meninos, esses supostos seres fortes e machos, temos bolas, carrinhos, armas, jogos e tudo mais, de preferência estampado em tons de azul ou verde.

Seu marido gosta de cozinhar? Seu filho adora ficar por perto na cozinha? Vá comprar um fogãozinho para ele que não seja cor-de-rosa. Adianto que você terá muita dificuldade de encontrar. E, se achar, prepare-se para ouvir comentários preconceituosos de pessoas que dirão que fogão é brinquedo de menina.

Eu somente espero que nossas crianças possam brincar do que quiserem. Se minhas filhas curtirem bonecas, pulseiras e fazer comidinha, terão minha total aprovação. Mas, se tiverem preferência por bolas, carrinhos ou aviões, que elas possam se divertir sem olhares tortos, comentários preconceituosos ou imposições da indústria do consumo.

Não sou psicóloga ou especialista capaz de avaliar profundamente até que ponto a diferenciação é importante na formação da personalidade das crianças e de seus papéis dentro da sociedade. Mas sou mãe e, pelo tanto que leio, discuto e observo, não faz mais sentido criarmos meninos para serem ogros, machões, sem poderem expressar sentimentos porque isso não é coisa de homem.

Também não quero criar meninas frágeis e dependentes, assim como não faço questão de formar supermulheres. Desejo apenas que minhas filhas sejam pessoas felizes, independentes, capazes de tomar suas decisões de forma consciente, sejam elas quais forem, e que vivam em um mundo em que a diversidade seja aceita.

Roberta Lippi

Roberta Lippi, jornalista, é mãe da Luísa (5 anos) e da Rafaela (2 anos). É uma das blogueiras mais antigas na área de maternidade e está sempre antenada nas discussões sobre educação e comportamento. Vive uma mistura de fases em casa, e rebola para conseguir não deixar cair nenhum pratinho. Sente que se tornou uma mãe muito melhor por causa da internet, lugar onde encontrou a informação de qualidade e a verdade que não achou nos livros e nos consultórios de pediatra. Prefere a linha do "equilíbrio", ou do "meio termo" na maioria das vezes, mas também sabe rodar a baiana quando acha que deve. contato@mamatraca.com.br

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Para uma semana especial uma mensagem especial....





Este mês vou ter minha primeira experiência com uma comemoração especial do dia das mães, onde meu filho fará uma apresentação, algo que ainda não sei,mas que esta sendo ensaiada na escola.
Queria aproveitar para agradecer a ele a oportunidade de aprender todos os dias a tarefa de ser mãe, vê-lo cresce,observando as mudanças físicas, de comportamento, as descobertas, enfim cada conquista é algo indiscritível.
Sei que é o dia das mães, que ganhamos presentes, mas o melhor mesmo é ter tido a oportunidade “divina” de gerar uma vida e de vê-la sendo construída com exemplos e ensinamentos dia-a-dia.
Que nunca me falte vontade de continuar fazendo o melhor que posso para educá-lo, que possa te dar muito amor, carinho e atenção sempre, que consiga passar o significado do respeito á você e ao próximo, da honestidade, da perseverança e persistência na busca dos seus objetivos. Que você possa descobrir que a cada gesto e atitude que praticar o amor deve sempre prevalecer mesmo que você não o receba em troca.
E que nunca falte dentro de você a maior e melhor força que nos foi dada por Deus a “fé”!!!!
Obrigada por ser meu filho, meu presente.
Lele você ainda não esta em meus braços, mas também já me faz sentir agraciada novamente por ter o dom de gerá-la e por receber a responsabilidade de criá-la com muito amor e carinho!!!!
Parabéns para todas as mamães do meu grupo “mamães de primeira e segunda....viagem”!!!

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Outra matéria muito interessante para as futuras mamães!!!!





Conhecer os benefícios na teoria e na prática é uma experiência que não tem preço, mamães gestantes se tiverem oportunidade e forem liberadas pelo obstetra pratiquem atividade física durante a gestação os benefícios são inúmeros para você e para o bebê!!!

Aproveitando que sou experiente (atuo na área há mais de 2 anos) no assunto preparei uma matéria sobre Hidrogestante para quem se interessar:

PODEMOS DIZER QUE A GESTAÇÃO É PROVAVELMENTE A ÚNICA FASE DO CICLO VITAL EM TÃO CURTO ESPAÇO DE TEMPO ONDE OCORRE A MAIOR MUDANÇA NO FUNCIONAMENTO E FORMA DO CORPO HUMANO. SOFREM ALTERAÇÕES DIRETAS OS SISTEMAS ENDÓCRINO,CARDIOVASCULAR, RESPIRATÓRIO E MÚSCULO-ESQUELÉTICO.

POR ISSO PARA QUE ESTA ADAPTAÇÃO TANTO FÍSICA QUANTO EMOCIONAL SEJA PARA A GESTANTE TRANQUILA E SEM GRANDES DESCONFORTOS A ATIVIDADE FÍSICA É RECOMENDADA.

CONFIRA ABAIXO OS BENÉFICIOS DE UMA AULA DE HIDROGINÁSTICA DIRECIONADA PARA GESTANTES:

A prática de atividades físicas durante a gravidez traz inúmeras vantagens e, são indispensáveis para o bem-estar da mulher, os exercícios realizados na piscina proporcionam entre outras coisas, a redução do percentual de gordura, o fortalecimento da musculatura, o relaxamento muscular, a melhora da capacidade cardiorrespiratória e a diminuição da percepção de dor na hora do parto.
Um Programa de Atividade Física para Gestante deve, portanto incluir um trabalho direcionado especificamente para cada período gestacional, respeitando os padrões fisiológicos, metabólicos, anatômicos e emocionais influenciados pelas alterações advindas da gravidez.

Os Benefícios:

Melhor circulação sanguínea;

Equilíbrio muscular;

Redução de inchaço;

Diminuição de câimbras;

Fortalecimento da musculatura abdominal;

Auxiliar no controle de peso;

Recuperação no período pós-parto;

Diminuição das dores na coluna;

Diminuição dos riscos de adquirir o diabetes gestacional;

Aumento da auto-estima e na sensação de bem-estar;

Diminuição do estresse e ansiedade;

Controle e manutenção do peso corporal;

Controle e manutenção da aptidão física;

Controle da pressão arterial;

Facilitar na recuperação pós-parto;

Proporcionar relaxamento muscular;

É COMPROVADO que a hidroginástica trás benefícios tanto no aspecto físico quanto psicológico da praticante.


AULAS COM PROGRAMA DIFERENCIADO

As aulas de hidroginástica para gestantes devem ser planejadas priorizando:
Exercícios de alongamentos;
Exercícios respiratórios;
Exercícios de fortalecimento muscular do períneo e do abdômen;
Exercícios aeróbios e localizados;
Exercícios de relaxamento;
Exercícios posturais;

Converse com seu obstetra  e procure uma academia especializada  na modalidade.
É recomendável iniciar qualquer programa de atividade física após completar o 1º trimestre da gestação.

Lembre-se quando a mãe esta saudável, bem disposta e feliz este período único passa a ser mais prazeroso ainda. Procure uma academia e profissionais que realmente possam atender com profissionalismo e conhecimento suas necessidades nesta fase.

 

terça-feira, 16 de abril de 2013

Matéria que interessa nós profissionais da área e aos pais que acreditam em nosso trabalho!!!!



 
ATIVIDADES AQUÁTICAS COM SEGURANÇA

CAUSAS DA MORTE

Crianças de 1 a 4 anos • Fonte: Ministério da Saúde/2004 colocação causa número

1º. Afogamentos 533

2º. Atropelamentos 290

3º. Demais lesões 146

4º. Queimaduras 143

5º. Sufocação 128

6º. Quedas 96

7º. Choque elétrico 69

8º. Envenenamentos 36

9º. Plantas e animais venenosos 21

10º. Ciclistas 10

11º. Acidentes com armas de fogo 10

12º. Mordedura de animais 02

TOTAL - 1.745

CAUSAS DA MORTE

Crianças de 5 a 9 anos • Fonte: Ministério da Saúde/2004 colocação causa número

1º. Atropelamentos 499

2º. Afogamentos 426

3º. Acidentes de carro 352

4º. Demais lesões 132

5º. Quedas 84

6º. Queimaduras 48

7º. Choque elétrico 42

8º. Ciclistas 38

9º. Sufocação 38

10º. Plantas e animais venenosos 22

11º. Acidentes com armas de fogo 18

12º. Envenenamentos 12

13º. Mordedura de animais 03

TOTAL - 1.714

 

POR PROF. WILLIAM URIZZI DE LIMA*

Ultimamente temos acompanhado pela imprensa vários casos de afogamentos no Brasil e o que tem chamado mais atenção é a maneira e a sucessão das ocorrências que não são novidades

AS TABELAS ACIMA DEMONSTRAM AS CAUSAS DA MORTE EM CRIANÇAS

DE 1 A 4 ANOS E DE 5 A 9 ANOS:

• destaque

A relação do ser humano com a água nos remete à Antiguidade, seja pela sobrevivência – alimentação, fuga dos animais – ou como arte guerreira. Na Grécia Antiga uma Lei do Parlamento de 689, dizia:

“Todo cidadão educado deve saber nadar”. A partir do século XVI várias regiões da Europa

levaram a sério a relação do homem com a água, criando métodos e estratégias de

aprendizagem da natação, através de cartilhas.

Em 1538 foi publicado o primeiro manual de Natação, intitulado “Colymbetes”, de

autoria do humanista Nicholas Wynman. Todavia, a sua intenção estava mais relacionada

com a ideia de evitar o perigo de afogamento do que com a aprendizagem da Natação

como forma de Educação Física.

Segundo o Journal of Indian Academy of Pediatrics, a situação atual do afogamento na

infância é a 1ª causa morte no Brasil, Austrália,Índia e diversos estados americanos e 2ª

causa morte por acidentes no mundo. E, de acordo com o Journal of Trauma, os afogamentos

ocorrem devido a três fatores: falso senso de segurança, brincadeiras próximas ao meio líquido e a falta da vestimenta apropriada para a água.

Um dos exemplos do falso senso de segurança é o indivíduo que não nada, flutuar ou deslocar-se com materiais, tais como, flutuadores e boias de braço. Isso não significa segurança e o mesmo não deveria ficar sozinho.

Foto: Thinkstock

REVISTA CREF4/SP • Nº 36 • FEVEREIRO 2013 • ANO XIV 13

DIVISÃO DE NÍVEIS E ALUNOS X PROFESSOR DESENVOLVIDA PELA

METODOLOGIA GUSTAVO BORGES

Níveis pedagógicos

Número de alunos x professor Idades

Espaço físico pedagógico

Cores dos níveis

Bebê I até 10* Entre 06 a 12 meses 10 m² Amarelo

Bebê II até 10* Entre 13 a 24 meses 10 m² Amarelo

Bebê III 04 Entre 25 a 36 meses 5 m² Amarelo

Adaptação 05 A partir 03 anos 5 m² Verde

Iniciação 06 A partir dos 04 anos 10 x 4 m Vermelho

Aperfeiçoamento 1 08 A partir dos 06 anos 15 x 4 m Azul claro

Aperfeiçoamento 2 10 A partir dos 07 anos 25 m ou Piscina inteira Azul escuro

Aperfeiçoamento 3 10 A partir dos 06 anos 25 m ou Piscina inteira Laranja

*Com acompanhantes

• destaque

Mas, muitos pais preocupados com a churrasqueira deixam seus filhos com flutuadores sozinhos na piscina, acreditando que estão em segurança. O fato é que o crescimento do número de residências com piscinas tem aumentado a causa da morte por afogamento.

Diante dos fatos chegamos à conclusão da importância de aprender a nadar, não necessariamente com o objetivo de aprender os quatro nados competitivos, crawl, costas,

peito e borboleta, mas principalmente no aprendizado da autonomia aquática ou na autos-

sufi ciência onde o indivíduo aprenderá a autopropulsão; as mudanças de direção autonômicas; trocas respiratórias conscientes; domínio total e profundo da apneia; a  

flutuação em decúbito dorsal prolongada; o domínio do corpo em situações adversas e o respeito ao perigo.

Ao ingressar num curso de atividades aquáticas o aluno ou os pais deverão analisar e observar os conceitos pedagógicos, os objetivos, a metodologia e o corpo docente da instituição, como ocorrem nas observações das escolas nos níveis maternal, fundamental e médio.

A natação formativa insere-se no conceito escola. Sendo assim, podemos encontrar uma entidade que desenvolve somente a natação denominada de escola de natação ou a escola de natação inserida no conceito academia, reunindo várias atividades físicas. Porém, o foco não se altera, sendo mantido o conceito escola, com os seus níveis ou séries pedagógicas, número de alunos por níveis e por professor.

Ciente disto, as escolas de natação deveriam tomar determinados cuidados como o desenvolvimento e avaliação constante da metodologia, os conceitos pedagógicos e a relação do número de alunos x professor x idades x espaço. Como, por exemplo, a divisão de níveis e alunos x professor desenvolvida pela Metodologia Gustavo Borges desde 2005 sob a minha supervisão pedagógica.

A determinação do espaço físico pedagógico tem dois objetivos: diminuir o risco do aluno sair do raio de observação do professor, segurança aquática e facilitar o aprendizado, diminuindo o cansaço através de pequenas distâncias.

Para minimizar riscos durante as aulas e nos ambientes aquáticos alguns cuidados deverão ser tomados:

a) Aulas:

1. Dividir as turmas relacionando as habilidades motoras, autonomia na água e a

idade.

2. Profissionais capacitados.

3. Aprendizagem de técnicas de autossalvamento no meio aquático.

4. Elevação dos níveis da água na piscina – locais rasos.

5. Aprender a utilização de materiais flutuantes como coletes, geralmente encontrados nas embarcações de turismo.

b) Ambientes Aquáticos:

1. Programas educativos para a comunidade.

2. Redes de segurança ao redor da piscina.

3. Maior supervisão dos adultos.

Durante as aulas, o Profissional de Educação Física, especializado em natação, deverá demonstrar conhecimentos sobre salvamento e socorros de urgência, e nos locais aquáticos, onde não são realizadas aulas, deverão ter Salva-vidas.

Segundo o Art. 5º da regulamentação da profissão de Salva-vidas é obrigatória a presença de 2 (dois) Salva-vidas para cada 300 m² de superfície aquática durante os horários de uso de piscinas públicas e coletivas, assim entendidas as utilizadas em clubes, condomínios, escolas, associações, hotéis e parques públicos e privados.

Diante dos relatos aqui apresentados, deveria ser de responsabilidade das faculdades de Educação Física a formação do Profissional de Educação Física, especializado em natação, incluindo nos programas as disciplinas aquáticas. A ideia da ausência ou carga horária baixa da disciplina aquática nas faculdades parte do princípio errôneo de que as escolas públicas não possuem piscinas. Pensando assim, excluem as escolas de natação ou centros esportivos da prefeitura – cidade de São Paulo – localizados no próprio bairro, onde poderiam ser realizados programas governamentais de aprendizagem da natação – sobrevivência aquática – para a população na idade dos 6 e 7 anos, como os realizados na maioria dos países europeus. E, ignoram que o Brasilapresenta um rico ambiente geográfico aquático com rios, represas, lagos e mar.

Com o objetivo da melhor preparação e melhor visão da sobrevivência aquática do acadêmico de Educação Física é importante que o professor das disciplinas aquáticas inclua no conteúdo programas de segurança, cuidados preventivos e salvamento.

Mesmo que o acadêmico não tenha interesse pelas atividades aquáticas provavelmente, durante a sua vida profissional, estará diante de situações de risco com os seus alunos, geralmente encontradas nos ambientes aquáticos em viagens, excursões e festas de formatura.

*Prof. William Urizzi de Lima, é Profi ssional de Educação Física (CREF 000023-G/SP),Psicólogo Clínico (CRP06775-SP), Professor das disciplinas aquáticas da FMU (SP), Coordenador e professor do Curso de Pós-graduação de Natação e Atividades Aquáticas da FMU e Universidade Gama Filho, Professor convidado dos cursos de Pós-graduação do Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Supervisor Pedagógico da Metodologia Gustavo Borges da Natação Formativa, Proprietário e Coordenador Pedagógico da Dolphins Academia (SP). Foi Técnico da Seleção Brasileira de Natação (1977 a 2001).É Conselheiro do CREF4/SP.

 

 

 

 
 

 

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Vivida no tempo ideal, fase oral impulsiona desenvolvimento


FONTE -  Ludmilla Ortiz Paiva
Do UOL, em São Paulo




Segundo o médico, as funções neurológicas que regem a coordenação motora e os sentidos de um recém-nascido são muito rudimentares. "A parte mais desenvolvida é a boca. É com ela que o bebê capta todas as sensações."
"Essa é a fase em que a criança entende o mundo pela boca", diz o psiquiatra Içami Tiba, autor de diversos livros sobre educação, entre os quais "Quem Ama, Educa!" (Integrare Editora).
Por volta dos quatro meses de vida, o bebê descobre a mão. "E é automático: quando descobrem a mão, levam-na à boca", diz a pediatra Alzira Rosa Esteves, professora da disciplina de Pediatria Geral e Comunitária da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Muitos pais se preocupam com esse momento, com receio de a criança ficar viciada em chupar o dedo.
Esse é o momento de dar à criança uma chupeta, diz a pediatra Lucília Santana Faria, coordenadora médica da UTI pediátrica do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo. "A chupeta vai substituir o dedo. E a chupeta você tira. O dedo você não consegue tirar."
Quando a criança começar a se sentar sozinha, por volta dos sete meses, é que os pais precisam ficar mais atentos com a fase oral. "As famílias têm o costume de sentar o bebê no chão, o que é normal. No entanto, deve-se prestar atenção aos objetos que estão ao redor, porque ele vai colocar na boca tudo o que encontrar."
O perigo aumenta quando o bebê começa a engatinhar e a andar. Para evitar acidentes domésticos, Alzira diz que é recomendável lacrar portas de armários e gavetas com fita crepe ou presilhas específicas, fechar a porta do banheiro e colocar objetos decorativos fora do alcance do pequeno explorador.

Limites

Segundo o pediatra Rogério Pereira da Fonseca, com o desenvolvimento do organismo da criança, outras funções sensitivas vão ocupando o lugar da boca. "Quando começa a andar, ela passa a explorar mais o mundo. Deixa de colocar objetos na boca e passa a mexer em tudo."
Para todos os pediatras entrevistados, não há impacto negativo no desenvolvimento se a criança estender a fase oral por mais alguns meses além dos dois anos. "Normalmente, uma criança que estende a sua fase oral é superprotegida. Às vezes é filho único. O pediatra geralmente orienta a família dessa criança a soltá-la mais, a deixá-la arriscar mais", fala Fonseca.
Para a pediatra Lucília Santana Faria, do Sírio, o prolongamento da etapa vira algo a ser observado se for esticado demais. "A criança passa a ter transtornos alimentares, pois seu único prazer está focado na alimentação. Ela pode se tornar uma pessoa obesa, prejudicar a dentição. É um distúrbio que deve ser tratado com um psicólogo."
"Uma criança que leva muito tempo para largar a mamadeira e a chupeta pode agir assim porque a família a trata de uma forma mais infantilizada do que o necessário", declara Alzira, da Unifesp.
De acordo com a especialista, é a partir dos dois anos que os pais devem começar a pensar em tirar mamadeira e chupeta, mesmo que a criança faça birra. "Para não ver o filho chorar, os pais o deixam continuar com a mamadeira e não limitam os horários da chupeta. Isso é ruim, porque ele entra muito imaturo na próxima fase de desenvolvimento. Ter frustrações faz parte do desenvolvimento da criança. É preciso ser firme."
Defesas naturais 
A fase oral também é importante para o desenvolvimento do sistema imunológico da criança. Mesmo assim, deve-se ter cuidado principalmente com bebês de até um ano. Uma recomendação da pediatra da Unifesp é ferver a chupeta, a mamadeira e o mordedor no fim do dia. Se caiu no chão, lave com água e sabão.
"Em um ambiente doméstico minimamente cuidado, a criança não sofre consequência séria se a chupeta cair no chão e ela pôr na boca depois. As bactérias que estão na casa podem ser benéficas, pois ajudam o organismo a criar defesas naturais", diz Alzira.
"Uma criança maior tem defesas imunológicas no trato digestório e lavar esses itens com água e sabão é o suficiente para que ela não contraia alguma virose", declara o pediatra Rogério Pereira da Fonseca. O perigo é quando os objetos que elas costumam levar à boca caem na rua ou em ambientes sujos.
"Quase todas as doenças infantis são causadas por vírus. Eles ficam nas superfícies dos móveis, dos utensílios, dos brinquedos. Se você leva a criança para um ambiente público, como uma brinquedoteca ou uma sala de espera de pediatra (que normalmente são cheias de brinquedos), o ideal é ficar atento. Não a deixe colocar os objetos na boca e, assim que ela parar de brincar, o melhor é lavar as mãos e passar álcool em gel", diz Fonseca.

Onde mora o perigo

A maior preocupação deve ser evitar que a criança coloque objetos na boca, como partes pequenas de brinquedos. Se os pais têm certeza de que o filho engoliu uma peça de plástico, mas ele não se engasgou e não se sente mal, não há problema. A peça vai sair nas fezes nos dias seguintes.
"O plástico não aparece em radiografia. Se o objeto passou pela garganta, tudo bem. O risco é se a criança engole algo maior, que pode ficar preso na garganta e causar asfixia, ou se come baterias de brinquedos, principalmente aquelas que se parecem com pastilhas. Aquilo é ultratóxico. O estômago pode corroer o material e liberar chumbo e níquel no organismo da criança", diz Fonseca. O indicado, nessas situações, é levar o filho para o hospital o mais rápido possível. Ajuda médica também é necessária se a criança engole moedas, objetos pontiagudos e produtos químicos, segundo Alzira.
A especialista chama a atenção para os quadros de pneumonia de repetição. Se a criança vive tendo a doença e sempre no mesmo lugar do pulmão, pode significar que ela aspirou algum objeto e que ele está alojado no órgão, sendo necessário que seja retirado.

Reflexos

Segundo Içami Tiba, a boa educação de uma criança está intimamente relacionada com a fase oral.
"É comum ouvir as pessoas dizerem que o bebê é nervoso, que chora muito e que nasceu assim, mas não é verdade. Ele foi educado assim. É importante educar o recém-nascido para ter um sono e uma alimentação de qualidade", fala Tiba.
Segundo o psiquiatra, isso significa dar o peito apenas quando a criança estiver com fome. "Se ela parou de mamar e começou a dormir, o recomendado é colocá-la no berço. Não precisa fazer mais nada. Não acorde o bebê para ele continuar mamando. Ele vai acordar naturalmente em cerca de três horas."
De acordo com Tiba, fazer a criança mamar mais do que ela precisa pode ter consequências no futuro. "O bebê fica sugando, sem beber nada de leite. Usa o mamilo como se fosse chiclete. Isso é gostoso, é fase oral. Assim estamos envenenando a criança de prazer." A criança não aprende a esperar, já que tem comida quando quiser. "Ela fica nervosa e isso começa a fazer parte da personalidade dela. Pode se tornar um adulto ansioso, que quer todos os seus desejos realizados na hora."

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Um presentinho muito esclarecedor sobre a chupeta


Fonte preparada pela odontopediatra - Drª Greice Paes de Almeida (SJC)


 
A Chupeta
 
 

A maioria dos pais deve ter ouvido falar dos malefícios causados pelo uso excessivo da chupeta, mesmo assim preferem mais os benefícios que o uso traz para suas próprias vidas. Os pais em geral transformam a chupeta em “vício”: Eles a usam para calar a criança e mantê-la quieta. Será que a chupeta acalma o bebê ou os pais, livrando-os do incômodo choro naquele momento?

O bebê chora muitas vezes para comunicar fome, calor, frio, desconforto, falta de companhia e de aconchego. Nenhum desses problemas é resolvido com chupeta, pois ela não substitui atenção e carinho. A melhor solução é descobrir porque o bebê está chorando. Para identificar o motivo do choro é preciso paciência e sensibilidade. Nunca dê a chupeta em situações nas quais ela necessite de atenção e cuidado, quando ela tem uma decepção ou leva um tombo, por exemplo. Se a criança associar a chupeta com afeto, cria a necessidade da chupeta para se expressar e lidar com o mundo, o que explica o fato de crianças não conseguirem se desvencilhar desse hábito.

A chupeta só é indicada quando o bebê chupa o dedo, que é um hábito muito mais prejudicial e muito mais difícil de ser removido.

Nunca molhe a chupeta com mel, leite ou açúcar. Esses hábitos, entre outros inconvenientes alimentares, podem causar cárie nos dentes. Não se deve prender a chupeta na roupa da criança, nem deixar várias disponíveis no berço ou pela casa; não se esquecendo de retirar sempre logo após adormecer.

Os hábitos bucais sucção de dedo, chupeta, mamadeira e respiração bucal podem causar alteração nas arcadas, nas posições dentárias, mordida aberta (os dentes anteriores não se tocam), estreitamento da maxila, mordida cruzada, interposição lingual, além dos prejuízos na mastigação e respiração. A criança que usa chupeta tem dificuldade em explorar o seu redor, retardando assim o desenvolvimento, aprendizado e fala. Portanto, todo o esforço para que a criança não adquira hábitos bucais será recompensado com saúde.

É aconselhável retirar a chupeta entre um ano e um ano e meio no máximo.

A remoção do hábito deve ser de maneira lenta e cada criança precisa de um tempo diferente para que isso aconteça. Jamais use métodos radicais, como passar pimenta na chupeta, jogá-la fora ou métodos que afetem sua autoestima. Atitudes agressivas podem tornar a criança insegura, magoada ou humilhada, colocando em dúvida o amor dos pais e trazendo-lhe problemas de natureza psicológica. Algumas crianças gostam de um elemento de transição que lhe traga aconchego, segurança e companhia, esse elemento de transição pode ser um brinquedo preferido.

Seja paciente, tirar a chupeta de uma forma brusca, poderá estimular a criança a chupar o dedo, o que é ainda pior.

Identifique os momentos em que o hábito se torna mais frequente; deve-se desviar a atenção da criança para outras atividades. Por exemplo, quando está com sono, aborrecida, agitada, cansada, em frente à TV ou no carro. Nesses momentos os pais podem contar uma história, assistir um filme, brincar, cantar uma música, segurar a mão ou mesmo oferecer colo, através de carinho, uma massagem e suporte emocional, que ajudam a desviar a atenção para outras formas de conforto. O hábito vai perdendo importância para as outras sensações mais prazerosas trazidas pelos pais. A criança vai gradativamente desligando-se do hábito.

Vale negociar a chupeta em datas especiais, com o atrativo de um personagem favorito. o Papai Noel, Coelhinho da Páscoa, Fadinhas etc. Ao oferecer a troca, é preciso que os pais estejam atentos para perceber se a criança já se sente preparada e segura, caso contrário, poderá haver um sentimento de frustração e impotência por parte da criança e da mãe. Caso isso aconteça, deve-se continuar motivando a criança até que ela se sinta segura o suficiente para a remoção. Explore a fantasia, conte histórias em que a chupeta tenha participação especial. Nunca tente removê-la oferecendo um presente e tirando a chupeta imediatamente, sem a remoção gradativa e lenta.

O primeiro passo é restringir o uso durante o dia e depois na hora de dormir. A hora do sono é o momento que a criança precisa mais do apoio dos pais. É importante que eles fiquem perto, deem atenção e carinho.

Com as crianças mais velhas converse e explique as consequências da chupeta, geralmente elas são receptivas, querem ajudar no processo. Sempre que a criança esquecer, os pais devem lembrar-se do combinado, e a noite será permitido apenas um pouco antes de dormir. O hábito será cada dia menor e aos poucos, a criança sozinha escolherá algo mais gostoso e prazeroso, como a companhia dos pais. O uso deve ser controlado progressivamente, como marcar o tempo por dia. Por exemplo, no primeiro dia 1 minuto sem a chupeta, no segundo dia 2 minutos, e assim por diante. A própria criança sente-se segura, feliz e vitoriosa ao perceber que consegue dormir sem a chupeta.


Nunca as tentativas de remoção do hábito podem coincidir com situações de estresse da criança, como a ida a escola, nascimento de um irmão ou separação dos pais, nesse caso é preferível adiar.

Com paciência, amor e um pouco de criatividade você pode ajudar seu filho a abandonar a chupeta sem nenhum trauma.

 


Greice Paes de Almeida

CROSP: 51.086 – Odontopediatra Preventiva

Av Nove de Julho 95 sala 31, V. Ady-Anna 12.243-000

Tel: (12) 3942.4592 greicepaesdealmeida@gmail.com

www.doutoragreice.com.br

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Mais informações quentinhas do nosso drº Urbano Carvalho


Perguntas

A medida que a gestação vai evoluindo o liquido aminiótico vai diminuindo normalmente? Isso procede como um quadro normal até próx do parto?
No caso da perda ser significativa, é verdade que aumentar a ingestão de água ajuda a repor?
Com 30 semanas uma perda de líquido pequena é normal ou pode sugerir q o parto vai ser antecipado?

 
Resposta drº Urbano Carvalho
 
 
Flávia ,preciso entender o que você quer dizer com perda de líquido .Perder líquido amniótico significa rotura da bolsa com extravasamento do líquido pelo canal vaginal ,em qualquer momento da gestação é algo grave que exige conduta médica de resolução do parto ou não a depender de uma série de fatores tais como idade gestacional , risco de infecção etc.
Por outro lado ,diminuição do volume de líquido amniótico detectado por avaliação semi-quantitativa à ultra-sonografia seja pela medida do maior bolsão de líquido ou pela medida do índice de líquido amniótico (I.L.A.) pode ser ou não normal a depender do tempo de gravidez ,das condições clínica da mãe e do feto , da normalidade anatômica e funcional do feto e obviamente da medida em si única ou seriada que identifca tal diminuição .
O líquido amniótico é 90% formado pela urina fetal e 10 % por via direta da membrana placentária ,portanto identifica quando reduzido de forma patológica problemas circulatórios no feto decorrentes de alterações próprias dele ou secundário a problemas clínicos maternos com hipertensão por exemplo além de problemas diretamente relacionados ao sistema urinário fetal .
Seu volume cresce progressivamente atingindo um pico em torno da 32ª semana quando começa uma redução fisiológica até o nascimento. Fetos pós data provável de parto normalmente tem redução significativa do líquido por envelhecimento placentário o que exige acompanhamento rigoroso das condições de vitalidade fetais nas mães que optam por aguardar resolução natural por parto normal
No caso de identificada redução do volume de líquido a primeira coisa a fazer é tentar identificar o que pode justificar tal fato na gestante em particular e verificar se há possibilidade de reversão .A hidratação vigorosa por ajudar nos casos de desidratação materna crônica ,mãe com excesso de atividades incluindo esportes ,mas a melhor opção é o repouso além de medidas caso a caso a depender do diagnóstico .