Minha escolha, minha profissão

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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Seja em escolas e academias, seja no horário de lazer com amigos e parentes, vale sempre ressaltar

 FONTE - INATI (INSTITUTO DE NATAÇÃO INFANTIL)
 
 
 
Saiba mais sobre segurança aquática
 
 
 
Aprenda a nadar
Aulas de natação salvam vidas. A
melhor coisa que qualquer um pode
fazer para ficar em segurança dentro
e no entorno da água é aprender a
nadar. Isto inclui adultos e crianças.
Nunca deixe crianças sozinhas
Os pais são a primeira linha de defesa
para manter as crianças seguras
na água. Nunca deixe crianças sozinhas
perto da água, nem mesmo por
um minuto. Se o seu filho está na
água, você também deve estar.
Leia todos os avisos
Siga as regras de segurança e avisos afi -
xados. Ensine às crianças que ficar seguro
dentro e no entorno da água é uma
responsabilidade pessoal - sua e deles.
Nunca nade sozinho ou em
locais sem vigilância
Ensine seus filhos a sempre nadarem
acompanhados.
Use um colete salva-vidas
Se você ou um membro da família é
um nadador com pouca habilidade
ou não sabe nadar, use um colete
salva-vidas. Não há nada do que se
envergonhar.
Procure guarda-vidas
É sempre mais seguro nadar em uma
área vigiada por guarda-vidas.
Não beba álcool
Evite bebidas alcoólicas antes ou durante
a prática da natação, canoagem
e outras atividades na água.
Nunca tome bebidas alcoólicas
enquanto supervisiona crianças
próximo à água. Ensine adolescentes
sobre o perigo de beber álcool
enquanto está praticando atividades
aquáticas.
Sufocamento
Para evitar sufocamento, nunca
mascar chiclete ou comer durante
atividades aquáticas
Evite “boias de braços”
Em locais de risco (rios,lagos, mar
e piscinas de lazer), não use boias
cheia de ar no lugar de coletes salva-
-vidas em crianças. Uso de boias
pode dar aos pais e crianças uma
falsa sensação de segurança, o que
pode aumentar o risco de afogamento.
As boias não são projetadas
para serem um dispositivo de
flutuação pessoal. As boias podem
esvaziar ou podem furar sem que se
perceba gerando uma situação de
risco.
Verifique a profundidade da
água
Antes de entrar na água verificar a profundidade.
A Cruz Vermelha recomenda
2,75 metros como a profundidade
mínima para o mergulho ou salto.
Observe o tempo
Pare de nadar em local externo, ao
primeiro sinal de chuva.
Use protetor solar
Aplique protetor solar em toda a
pele exposta, para garantir a proteção
máxima da pele. Chapéus, viseiras
e camisetas são recomendados
para evitar a superexposição.
Não corra riscos
Não se arrisque por superestimar
suas habilidades de natação.
O afogamento é a segunda causa de morte acidental de crianças com
idade entre 1 e 14 anos. Ele pode e deve ser evitado. Aprender a nadar é
uma habilidade vital para prevenir o afogamento junto com outras medidas
de segurança que todos podem tomar para fi car seguro dentro e no
entorno da água.
A natação é um dos grandes prazeres da vida. Ela oferece muita saúde e
benefícios físicos e uma grande oportunidade de socializar com a família
e amigos. Certifique-se, que você e os seus fiquem seguros na água e em volta dela, por estar conscientes de como aproveitar seus benefícios e minimizar seus riscos.


domingo, 2 de fevereiro de 2014

Minha pequena e linda Helena e a continuação do texto onde relatei a experiência de cada gestação (sensações e diferenças)






Aqui estou de novo para concluir a experiência agora com a Helena já quase completando 2 meses de vida, o final da gestação foi mais desconfortável, mas com 37 semanas já estava na cidade onde teria a Helena e com a presença da família o que faz muita diferença no aspecto segurança e afeto. Consultas semanais começando e a ansiedade pela chegada da pequena aumentava muito, pois embora já tivesse passado pela experiência com o Nicolas queria que ela nascesse logo, queria identificar logo os sinais do parto enfim queria apressar mais as coisas do que no primeiro parto....rs.
Com 39 semanas fiz a penúltima consulta e já tinha 1cm e meio de dilatação, mas o jeito era esperar pois o parto poderia ser logo ou ainda demorar mais uma semaninha sem o auxílio da médica.
Meu desconforto com dores já indicavam que logo logo ela iria chegar, mas ainda sim a espera dos sinais me deixavam mais ansiosa, passaram-se dois dias e de madrugada como sempre as dores apertaram.....e nós marido e eu fomos para a maternidade.
Agora sem a doula para nos acompanhar como no primeiro parto o meu maior e mais amado ajudante era o maridão (que aprendeu direitinho a me acalmar). Liguei para minha médica um anjo que merece o reconhecimento que tem, pois faz muito bem o seu trabalho Drª Juliana Paola e lá fomos para o tão esperado momento.
Confesso que desta vez as dores foram muito mais intensas e as sensações foram muito mais percebidas por mim do que no parto do Nicolas, a médica disse que no segundo como já sabemos como é ficamos mais tensa e nervosa e realmente quase pensei que fosse explodir....rs.
Mas como disse ter um marido presente me acalmando e apoiando e ter a segurança de uma profissional que sabe o que esta fazendo me fizeram passar pelas dores mais intensas. Entrei em trabalho de parto ativo umas 6:30 da manhã e 11:15 Helena chegou de parto normal com 3 forcinhas e uma explosão de sentimentos emocionantes na sala de parto. Parto super rápido, maravilhoso pra gente e como disse a drª com um parto assim que venha o 3º kkkkkk (chega agora né, foi o que eu disse)!
Recuperação excelente engordei 6 kg no total e com 2 semanas já tinha perdido a barriga e os 6 kg que tinha ganhado. Impressionante mesmo a recuperação, vi na prática que isso funciona mesmo.
Agora estaria entrando novamente na fase mais complexa de novo “amamentar” e achava que ficaria mais tranquila e seria mais fácil até pelo fato de ser mãe de segunda viagem.... e nada feito passei de novo por dificuldades e stress emocional.
Precisei pedir ajuda e conheci por indicação da obstetra e de algumas amigas mães a querida Josefa Fonseca, que no segundo dia em que estava com a Helena em casa liguei pra ela e ela me atendeu em casa prontamente com uma atenção muito importante.
Me orientou de um jeito que não tive nem no hospital, nem em cursos de gestantes, me auxiliou mais de uma vez em casa e me ajudou a superar com consciência e paciência as dificuldades. Tive muito mais leite que da primeira vez e consegui me sair melhor com relação á introdução de complemento, pois no caso do Nicolas ele acabou mamando peito e complemento direto desde a maternidade e já na Helena consigo dar mais peito e introduzir o complemento com menor frequência.
Só posso agradecer a esta profissional, pois seu trabalho é fundamental na vida das mães que não imaginam que amamentar é difícil e requer paciência, persistência e orientação correta mesmo desde antes do bebê nascer.
Agradeço também a minha obstetra querida drª Juliana Paola que é uma profissonal que recebeu o dom de trazer felicidade ás futuras mamães.
Atualmente estou ajustando a rotina de ter 2 crianças em casa, ter casa e outras coisinhas pra cuidar.....não é mole não, mas vale a pena!!!!

Cólicas....fase difícil para mamães e bebês!!!!

 

Aprenda táticas para amenizar as cólicas do bebê


Ivonete Lucirio
Do UOL, em São Paulo
 

Para ajudar o bebê


O mais difícil é ficar parado, esperando a crise passar, mas há algumas atitudes que podem ajudar:

Ofereça o peito: "A sucção ajuda a diminuir a dor", diz a pediatra Alessandra Cavalcante Fernandes, do Hospital e Maternidade Rede D´Or São Luiz, em São Paulo. Mas tome cuidado para que o bebê engula ar enquanto estiver mamando, o que aumenta a formação dos gases. Para tanto, a boca deve estar bem posicionada no bico do seio;

Tire sua roupa e a do bebê e encoste-o no peito: o contato com a pele do pai ou da mãe ajuda a acalmar a criança;

Massageie a barriguinha do bebê: faça movimentos circulares, suaves e no sentido horário;

Coloque compressas mornas: pode ser uma bolsa de água quente ou uma fralda de pano aquecida no micro-ondas. Mas cuidado para que a temperatura não esteja muito alta;

Flexione as perninhas do bebê: faça movimentos suaves em direção à barriga. Esse movimento ajuda a eliminar gases;

Amamente: o leite materno tem proteínas que são melhor assimiladas pelo sistema digestivo imaturo do bebê.

Deixe o ambiente calmo: mantenha a luz baixa e o local livre de ruídos. O conforto ajuda a reduzir a irritação;

A mãe pode tomar cuidado com a própria alimentação. Não há estudos que comprovem que o que a mãe come provoca cólicas no bebê. Mas muitos pediatras recomendam que a lactante evite peixes, chocolates, feijão, pimenta, alho e café durante a amamentação, pois esses alimentos poderiam colaborar com a formação de gases no bebê.
Remédios
Há remédio para a cólica, mas ele precisa ser recomendado pelo médico da criança. "Medicamentos só podem se tomados com indicação do pediatra, que orienta sobre a dosagem de acordo com o tamanho do bebê e sobre qual o melhor horário para usá-la", diz Fabio Ancona.

Quando aos chazinhos, esqueça-os, segundo o médico. "Eles não melhoram em nada a cólica, isso é lenda".


Opinião pessoal "Se que muitos pediatras são contra, até porque introduzir outro líquido pode acabar diminuindo a fome e a procura do bebê pelo leite materno, mas penso que algumas ervas ou plantas utilizadas na forma de chá ou no banho através dos óleos essenciais (ao evaporar) podem acalmar o bebê e auxiliar na diminuição deste desconforto"
Flávia Helena Valentini

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Retomando o blog aqui vai uma matéria muito interessante!!!!


Tenho um filho exatamente na fase de dois para 3 anos e de vez em quando ele também age assim, gostei da matéria e por isso resolvi compartilhar, com certeza não sou a única né,mamães????



Fonte - Guia do bebê (uol)
Por - Paula R. F. Dabus

A crise dos dois anos de idade


Também conhecido como a adolescência do bebê ou terrible twos (termo em inglês).

Por volta dos dois anos de idade a criança entra em uma fase conhecida como adolescência do bebê, ou terrible twos, em inglês. É quando começam as frequentes crises de birras e malcriações sempre que sua vontade é contrariada. Mesmo os mais bonzinhos e tranquilos surpreendem os pais com ataques de choro e gritos, se jogam no chão, agridem os amigos, batem a cabeça na parede, mordem, beliscam e dizem “não” a tudo que lhes é pedido.

Essa mudança no comportamento, em geral, ocorre entre 1 ano e meio e 3 anos de idade, embora não seja raro se estender até os 4 anos. Normalmente, este comportamento é observado diante das intervenções dos pais. “Deve-se ressaltar que o desejo de contrariar os pais parece ser uma constante na crise dos dois anos”, afirma Anne Tarine Veloso, psicoterapeuta especializada em Cognição e Neurociências do Comportamento.

Nem toda criança passa pelo período com este padrão de comportamento, embora todas estejam sujeitas, uma vez que a crise está associada ao desenvolvimento normal da criança. “É importante sublinhar que, neste mesmo período, algumas mudanças importantes estão ocorrendo, como um abrupto desenvolvimento cerebral. Por consequência, o aumento considerável na competência linguística, na organização do pensamento e na capacidade de exploração do mundo trazem uma percepção de autonomia e independência para tomar decisões ao seu modo”, explica Anne.

Como lidar com a adolescência do bebê?


A grande pergunta é: como os pais devem agir para evitar ou minimizar esse comportamento? Muitas vezes os pais acabam perdendo a paciência na hora da crise porque não adianta conversar, pedir, gritar, ameaças ou colocar de castigos. “A punição ou mesmo tirar a criança de perto de outras crianças faz com que demore ainda mais para passar essa agressividade”, explica a psicóloga infantil Adriana Trifone. “Na realidade não é agressividade pura e sim uma fase de aprendizagem onde a criança faz suas experiências e vê as diferenças entre uma ‘mordidinha de amor’ e outra mais forte que vai doer muito no seu amiguinho”.

Segundo a psicóloga, se os pais agirem com amor, afeto e respeito podem fazer com que esta fase seja mais rápida e menos dolorida. “Para a criança pequena é importante ter limites colocados de modo suave, mas com firmeza. A criança deve aprender que há coisas que pode fazer e coisas que não pode. Principalmente com o exemplo dos pais, aos poucos e com muita paciência é que a criança vai assimilando as regras, que devem ser claras. Elas só serão seguidas se forem entendidas e aceitas pela criança”, diz Adriana.

Na prática, quando a criança começa a espernear na fila de um supermercado, por exemplo, os pais precisam manter a calma. “Seja compreensivo. Mesmo que não ceda às exigências do seu filho não significa que não possa entender o porquê dele estar alterado” ensina a psicóloga Anne Tarine Veloso. Deve-se abaixar à altura da criança e conversar sem reforçar o mau comportamento. “Não negocie no calor da crise, nesse momento você pode sentar-se ao lado da criança e esperar até que as coisas se acalmem, pode tentar abraçá-la, mesmo que ela não aceite bem o seu afeto, isso demonstra que ela pode esperar compreensão e amor. Lembre-se que isso é uma fase e vai passar”.

O que fazer quando a criança vai para a escolinha e está na fase da crise?


Geralmente, a crise dos dois anos de idade acontece na mesma época que a criança vai começar a frequentar a escolinha. Os pais, claro, temem problemas de socialização e agressões aos amiguinhos.

Na verdade, frequentar a escolinha nesse período difícil não é um problema. Ali, ela terá a oportunidade de conviver com outras crianças e aprender a interagir, ceder, dividir, o que pode fazer com que passe mais rapidamente pela fase.

Como nessa idade a criança ainda não tem maturidade para conviver em grupo e pensa ser o centro do mundo, no início a convivência em grupo será difícil e provavelmente haverá brigas pelo mesmo brinquedo, conflito e muito choro. Nesse momento, a intermediação dos professores deve ser rápida e não negociável. A escola pode ajudar tendo respeito à individualidade de cada criança e ter regras bem claras, sem contradições.


Dicas para enfrentar a crise dos dois anos do bebê:

- Não use chantagens e ameaças. Dizer “se fizer isso não gosto mais de você” só irá deixar a criança mais triste, insegura, desconfiada, tensa e cada vez mais agressiva.
- Não sobrecarregue a criança com uma rotina puxada. Atividades, cursos, creche, enfim, uma agenda ocupada da primeira à última hora do dia, além de produzir uma superestimulação, prejudica o próprio convívio social em família, o que facilita o surgimento das crises;
- Encoraje a criança quando se sentir frustrada. Em qualquer sinal de frustração na realização de atividades ao longo do dia, ainda que seja o simples manejo de um brinquedo, é importante que o pai encoraje-o a continuar, com zelo e carinho. Oferecer ajuda, nestes casos, pode ser uma atitude que faz a diferença;
- Incentive a independência de forma coerente. É importante estimular a criança a realizar tarefas sozinhas, desde que esteja de acordo com a sua capacidade;
- Deixe que tomem pequenas decisões. Eles precisam entender que podem fazer algumas escolhas, como o sabor do sorvete ou a cor da camiseta nova. Porem outras não entram em negociação, como o uso da cadeirinha no carro e o horário de ir para a cama.
- Observe o comportamento. É importante lembrar que a crise dos dois anos reflete um comportamento de exploração do mundo e os movimentos nessa direção podem ser bem vindos. Porém, se estiverem acompanhados de falta ou excesso de apetite, alterações no sono, sinais de maltrato no corpo, medo no enfrentamento de situações rotineiras e dificuldade de convívio e contato social, pode ser sinal de algum outro problema.
- Entenda que é uma fase de aprendizado e mostre o caminho. Os pais precisam aceitar que seus bebês estão se tornando pessoas mais independentes, com opiniões, desejos e comportamentos diferentes. Esse é o momento em que estão descobrindo o mundo por seus próprios sentidos e nem sempre sabem o que estão fazendo. Os pais precisam estar sempre por perto sinalizando o que é certo ou errado, bom ou ruim.

 

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Uma experiência vivida que vale muito e por duas vezes, porém foram bem distintas



Sempre desejei ser mãe e hoje sendo mãe do Nicolas de 2 anos e quase 3 meses e prestes a receber a Helena em minha família, tenho certeza que este é e será o melhor papel que Deus me deu para desempenhar.
Sempre escutava falar que cada gestação era única, realmente embora algumas sensações sejam iguais, cada uma reserva momentos e sensações únicos que  difere uma da outra.
Fisicamente na primeira por trabalhar com o corpo (atividade física) e estar ativa tanto na profissão quanto na prática para benefício próprio tudo foi mais fácil e sem nenhum desconforto praticamente. Tudo é euforia, todas as sensações são novas e os nossos medos embora existam não são maiores que a alegria e a euforia da nova fase e as mudanças que ela envolve. Engordei uns 10 kgs, comi super bem  de maneira saudável e sem neuroses, pois já tenho bons hábitos  alimentares, a cabeça permaneceu boa a maior parte da gestação e o corpo estava bom  na minha visão. A barriga foi crescendo e tudo foi se modificando, mas ainda sim dentro e até abaixo do que o esperado pela obstetra, fui me preparando para o parto normal e tudo foi se encaminhando para um excelente trabalho de parto e uma recuperação que confesso me surpreendeu pela rapidez na perda do peso que ganhei e no retorno do corpo.
Claro que a pele da região abdominal não voltou ao que era, mas o aspecto físico estava normal novamente., meu maior desafio mesmo foi a amamentação que depois de duas semanas bem difíceis fui começar a entender e dar conta do recado, pois é mais complexa do que se fala, as pessoas perdem muito tempo assombrando o momento do parto e só falam do prazer da amamentação e quando sentimos na pele cada um destes momentos percebemos que seremos muito mais exigidas na segunda função e que a ajuda especializada e a persistência junto com o amor serão  essenciais!
Enfim a gente vai aprendendo dia-a-dia com todos os acontecimentos, errando e acertando e os pequenos vão crescendo, hoje fico muito feliz de ter até agora dado conta do recado, sei que muitos desafios virão ainda com o Nicolas e logo logo irei vivenciar também a sensação e tudo o que envolve dividir as atenções com um novo bebê chegando na família.
Mas enquanto isso não acontece vou relatando como me senti e sinto até agora com a segunda gestação pois estou quase completando 37 semanas e logo passarei pela experiência de um novo parto normal porém agora de uma menininha "Helena" .
Fisicamente agora não tão ativa, pois com a decisão de ser apenas mãe e parar de atuar como educadora física nesta primeira fase da infância dele, demorei a voltar a fazer exercícios físicos, e o fato de não estar trabalhando também me afastava da possibilidade de ficar mais ativa.
Com isso embora tenha engordado até agora 5,900 kg o desconforto na musculatura da virilha foi bem intenso e desgastante, outro fator interessante é que como temos uma outra rotina já estabelecida com o primeiro filho, passar mal, sentir cansaço, sono e outros sintomas  passa a não ser tão simples, mas a gente sobrevive.
Os medos são outros e mais reais, pois temos que lidar com a preocupação de quenão vamos dar conta do recado, que não vamos ter amor suficiente, que o primeiro filho vai ficar excluído e vai sentir que é menos amado... enfim as emoções ficam a flor da pele.
O parto se aproximando tbém mexe com a gente, mesmo sabendo que se for normal já sei como é, embora ainda sim seja diferente, o marido desta vez ainda longe trabalhando.... e assim vamos seguindo sabendo que muita coisa vai mudar,mas que vou sobreviver e aos poucos fazer uma rotina ideal pra minha família. Ajuda, conselhos serão sempre bem vindos, mas receita pronta não existe e cada família faz a sua própria rotina e tudo segue em frente.
Logo escrevo a experiência de um novo parto normal e de como foram meus primeiros dias.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Gravidez sob pressão

 
Por -  Paula Montefusco, filha de Regina e Antonio
Em - 21.05.2013
 
 
Eclâmpsia. O termo complicado esconde uma doença infelizmente bem comum, que representa uma das maiores causas de morte entre as grávidas no Brasil e no mundo.A média é de 50 mil mulheres por ano em todo o planeta, mas acontece com maior frequência nos países subdesenvolvidos. Isso porque, muitas vezes, não é detectada a tempo, culpa dos pré-natais deficientes ou inexistentes das regiões mais pobres. Eclâmpsia vem do grego e significa “luz brilhante”. Nos estágios mais graves da doença, a gestante enxerga pontos luminosos. A causa exata ainda é desconhecida. O que já se sabe é que ocorre uma reação imunológica na gravidez, sendo que na pré-eclâmpsia, o corpo da mãe passa a "estranhar" as células da placenta e do feto. É como se o bebê fosse visto como um ser invasor pelo organismo. A “cura” é radical: dar à luz o bebê. Com o nascimento, na maioria dos casos o mal se resolve. Os sintomas mais graves podem ser confundidos pela gestante com outros problemas mais corriqueiros: inchaço, dor de cabeça, dores no estômago e alterações de visão (que podem ser acompanhadas por crises de dor de cabeça). Se você está fazendo um bom pré-natal, as alterações serão percebidas pelo médico, que vai checar a pressão, verificando o quadro de hipertensão e pedir um exame de urina para confirmar se há presença de proteína.
Caso o quadro de pré-eclâmpsia moderada evolua para uma pré-eclâmpsia grave, fígado e rins podem ser afetados. Se você experimentou algum dos sintomas descritos, conte para o seu médico o mais rápido possível. Melhor pecar pelo excesso de zelo. Outro problema desencadeado pela doença é a diminuição do volume de plaquetas, que são as células responsáveis pela coagulação sanguínea. Em casos gravíssimos de pré-eclâmpsia ou eclâmpsia existe o risco de rompimento do fígado e acidente vascular cerebral (AVC). Quando a pré-eclâmpsia grave evolui para a eclâmpsia a mulher tem convulsões e pode até entrar em coma. Um dos sinais de que a pré-eclâmpsia pode virar eclâmpsia é exatamente quando ela enxerga pontinhos luminosos, a tal luz brilhante. Isso significa que o sistema nervoso central, que controla tudo o que acontece no corpo, está irritado. Alerta máximo: as convulsões estão chegando.
Período crítico
Os sintomas costumam aparecer a partir da 20ª semana de gravidez, mas podem vir antes se a mulher já for hipertensa. Neste caso, podemos falar em hipertensão agravada pela gravidez. No caso das que nunca tiveram pressão alta antes, a hipertensão pode ser induzida pela gestação. Mas a pré-eclâmpsia se configura se existirem os três fatores ao mesmo tempo: hipertensão, inchaço e perda de proteína pela urina. Mesmo assim, é possível que uma crise hipertensiva evolua para pré-eclâmpsia ou até mesmo para eclâmpsia sem passar pelo estágio mais moderado da doença. Preste atenção e anote: se a pressão arterial está acima de 16 por 11 por mais de seis horas o quadro já é grave.
Grupo de risco A pré-eclâmpsia se manifesta em em 7% a 10% das gestantes e a eclâmpsia, em 1% a 2% das pré-eclampticas. O quadro é mais frequente em mulheres que esperam o primeiro filho, são hipertensas, obesas ou diabéticas, têm histórico da doença na família, doença renal crônica, engravidaram antes dos 18 anos ou depois dos 40, esperam gêmeos ou bebês muito grandes (mais de 4 kg). Quando a doença atinge um estágio grave a taxa de mortalidade materna chega a 30% – para o bebê, fica entre 5% e 11%. A hora de engravidar novamente deve ser pensada: quanto mais grave o caso da doença, maior a chance de que ela se repita. Alguns dos sintomas da pré-eclâmpsia são muito comuns na gravidez, como o inchaço, que aparece em 50% das gestantes. Como saber se o simples inchaço dos pés não está mostrando que algo não vai bem? É que o inchaço decorrente da pré-eclâmpsia é um pouco diferente do edema normal da gravidez: fique atenta se ele vier de manhã e atingir a região lombar, o rosto, pernas e braços e provocar um súbito aumento de peso.
Como prevenir Mulheres que têm casos da doença na família devem tomar cuidado redobrado e começar a se tratar antes mesmo da gravidez. Isso inclui ficar de olho na dieta e, se preciso, controlar a pressão com medicamentos anti-hipertensivos. O aumento do cálcio na dieta também é recomendável. Os exames devem estar em dia e podem ajudar a detectar a possibilidade de pré-eclâmpsia antes mesmo que ela apareça. Exames de sangue, urina e o exame de fundo de olho irão dizer se está tudo ok com a mulher. Depois de engravidar, exames que medem o fluxo sanguíneo entre mãe e bebê vão garantir que a criança está recebendo os nutrientes necessários para crescer. Os exames previstos no pré-natal são importantes para fazer o controle da vitalidade fetal.
Como tratar Quanto antes a pré-eclâmpsia ou eclâmpsia aparecer, pior. Isso porque a medida mais eficaz para tratar a doença é fazer o parto. A partir de 37 semanas de gestação o feto é considerado maduro, mas muitas vezes precisamos fazer o parto antes desta data para salvar a mãe e o bebê. Antes disso, é preciso analisar a situação de saúde do feto e da mãe, a possibilidade de evolução do quadro de pré-eclâmpsia para eclâmpsia e o risco de complicações, especialmente nos órgãos-alvo da mulher: cérebro, coração e rins. Enquanto o bebê ainda não está pronto para sair, seus sinais vitais são vigiados de perto pelos médicos; a mãe, dependendo da gravidade do caso, pode ficar internada na UTI, sob observação constante.
Muitas vezes é necessário que ela tome medicamentos anti-hipertensivos, além de corticoides, que vão acelerar o amadurecimento dos pulmões da criança. Outra medida é a redução do sal na dieta e o repouso, embora o último seja controverso, já que alguns médicos defendem que a atividade física leve favorece as gestantes cardíacas. Apesar de configurar gravidez de risco, a doença não exclui totalmente a possibilidade de parto normal, desde que a mulher tenha hipertensão sob controle e boa dilatação.
E depois do parto? Se estiver acima do peso, a mulher pode desenvolver uma síndrome metabólica, que vai dificultar ainda mais a eliminação do peso ganho com a gravidez. Em 25% dos casos a eclâmpsia ocorre no pós-parto. Por isso, é importante que a nova mãe fique em observação. Se ela está vendo pontos brilhantes ou está com dor abdominal forte, atenção.
Quando a mulher não é hipertensa crônica, a pressão arterial se normaliza em seis ou sete semanas e ela consegue levar a vida normalmente até decidir ter o próximo filho, que deve ser planejado. O pré-natal deve ser cuidadoso e o recomendável é esperar no mínimo dois anos entre o mais velho e o segundo filho.
O que acontece com a mãe
  • Descolamento de placenta
  • Insuficiência renal
  • Rompimento do fígado
  • Hemorragia cerebral
O que acontece com o bebê
  • Diminuição do líquido amniótico e parto prematuro
  • Retardo de crescimento intrauterino
  • Sofrimento e morte fetal

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Uma leitura que nos permite refletir....vale a pena!!!


Meu filho, você não merece nada

A crença de que a felicidade é um direito tem tornado despreparada a geração mais preparada
ELIANE BRUM
   Divulgação
Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.
Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.
Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.
Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.
Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.
É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?
Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.
Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.
Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.
A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.
Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.
Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.
Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.
Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.
O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.
Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.
Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.
Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.
Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba