Minha escolha, minha profissão

Minha escolha, minha profissão
Powered By Blogger

segunda-feira, 23 de março de 2015

Agressão: como lidar com mordidas, tapas, chutes e outros

Escrito para o BabyCenter Brasil
Aprovado pelo Conselho Médico do BabyCenter Bras



 O comportamento agressivo faz parte do desenvolvimento normal de uma criança pequena. Pontapés, tapas e socos acabam sendo uma alternativa quando ela ainda não consegue se comunicar bem e tem uma imensa vontade de se tornar independente -- e pouco controle sobre os impulsos. 

Mas não é porque socos e mordidas são comuns que devam ser ignorados ou aceitos. Mostre a seu filho que agredir os outros não é algo admissível e ensine outros jeitos de ele expressar sua irritação. Veja algumas dicas para deixar a criança menos agressiva: 

 

Use a lógica nas suas atitudes

Se seu filho estiver brincando na piscina de bolinhas e começar a atirar as bolinhas nas outras crianças, tire-o de lá. Sente-se com ele, mostre as outras crianças se divertindo e explique que ele poderá voltar lá quando se sentir pronto para brincar sem machucá-las. 

Evite "raciocinar" com seu filho usando perguntas como: "Como você se sentiria se outra criança jogasse uma bola em você?". Crianças pequenas não conseguem se imaginar no lugar de outra ou mudar de comportamento baseado nesse tipo de conversa. Mas elas entendem direitinho quando uma atitude gera consequências negativas. 

 

Mantenha a calma

Gritar, bater ou dizer ao seu filho que ele é "feio" não o fará mudar de atitude -- você só o deixará mais irritado. Além disso, para que ele possa aprender a controlar sua raiva, o primeiro passo é ver os adultos que usa como modelo fazendo isso, e nesse caso o exemplo é você. 
 

Imponha limites claros

Não espere seu filho bater no irmãozinho pela terceira vez para só então dizer: "Agora chega!". Ele deve saber que fez algo errado já na primeira vez. Tire-o da situação em que está por um ou dois minutos -- é o melhor jeito de fazê-lo se acalmar. 

Depois de um tempo, ele vai acabar relacionando o mau comportamento com a consequência ruim, e aí vai entender que, se morder ou bater, acaba perdendo a farra e o melhor da festa. 

Discipline-o o tempo todo do mesmo jeito

Tanto quanto possível, aplique o mesmo tipo de bronca quando ele repetir o mesmo comportamento errado. Se ele mordeu o irmão e essa não tiver sido a primeira vez, diga: "Você mordeu o João de novo -- isso quer dizer que vai ficar de castigo outra vez". 

Seu filho vai perceber esse padrão e, em algum momento, se tudo der certo, vai compreender que sempre que se comporta mal recebe um castigo ou uma bronca. 

Mesmo em público, não deixe a vergonha ou o constrangimento impedirem você de reprovar o mau comportamento. Outros pais já passaram por isso -- e, se as pessoas ficarem olhando, não dê muita atenção. Diga algo como: "Esta fase dos 2 anos é fogo!", e então aplique a disciplina como sempre faz em casa. 

 

Ajude seu filho a se expressar de outra maneira

Espere até seu filho se acalmar e converse -- com tranquilidade -- sobre o que aconteceu. Peça para ele explicar o que o fez ficar tão bravo. Diga que é natural sentir-se bravo, mas que não é legal demonstrar isso chutando, batendo ou mordendo. Encoraje-o a achar um jeito melhor de reagir -- como pedir ajuda a um adulto ou falando o que está sentindo ("Pedro, você está me deixando bravo!"). 

Às vezes, a impulsividade da infância fala mais alto, mas faça seu filho entender que ele precisa pedir desculpas depois de agredir alguém. Ele pode fazer isso sem muita sinceridade no começo, mas a lição vai ficar, e ele acabará criando o hábito de pedir desculpas quando machucar alguém. 

 

Elogie o bom comportamento

Em vez de falar com seu filho só quando ele se comporta mal, dê atenção também quando ele agir corretamente. Por exemplo, se ele pedir para o amigo para brincar no balanço, em vez de empurrá-lo, diga: "Que legal que você pediu!". 

Os elogios ao bom comportamento ajudam a criança a distinguir o que é aceitável ou não, e a estimula a correr atrás de mais elogios e atenção por esse "bom caminho". 

 

Limite o tempo de TV

Desenhos e outros programas para crianças podem vir recheados de gritos, ameaças, empurrões, chutes, cenas cínicas e até atos de sadismo. Tente ficar de olho no que seu filho está assistindo, particularmente se ele tem tendência a ser agressivo. Veja TV com ele e converse sobre o que está se passando, dizendo, por exemplo: "Não foi um jeito legal de ele conseguir o que ele queria, não é mesmo?". 

Obs: A Academia Americana de Pediatria recomenda que menores de 2 anos não vejam TV. Leia nosso artigo sobre o assunto. 

 

Providencie atividades físicas

Você pode descobrir que seu filho vira um terror se não tiver como queimar energia. Se ele é bastante ativo, dê-lhe bastante tempo livre, de preferência ao ar livre. Não precisa ser nada muito estruturado: dê espaço a ele que certamente ele vai correr! 

Com a ajuda de uma bola, então, tudo se resolve. A atividade física deve deixar seu filho mais calmo, além de proporcionar um sono de melhor qualidade. 

 

Não tenha medo de procurar ajuda

Às vezes a agressividade de uma criança pede mais intervenção do que um pai consegue dar. Se seu filho passa mais tempo sendo agressivo do que calmo, se ele parece assustar ou aborrecer outras crianças, ou se você não consegue melhorar o comportamento dele, por mais que faça, converse com o pediatra, que pode recomendar um psicólogo ou especialista. Juntos, vocês podem ajudar a criança. 

Ela ainda é novinha, e com paciência e criatividade, há chances de essa agressividade virar uma coisa do passado. 

Leia nosso artigo sobre o que fazer quando a criança bate nos pais. 

http://brasil.babycenter.com/a3400341/agress%C3%A3o-como-lidar-com-mordidas-tapas-chutes-e-outros#ixzz3UYaMjEmf

sábado, 14 de março de 2015

ESTUDO REVELA ......


Nicholas Bakalar
Do The New York Times 10/03/2015



 Tratamento reduz risco de diabetes em quem teve a doença na gravidez 
 
Aproximadamente 9% das gestantes desenvolvem diabetes gestacional, doença que, geralmente, desaparece após o parto. Todavia, com o avanço da idade, cerca de metade dessas mulheres desenvolve diabetes tipo dois. Um novo estudo sugere que há duas maneiras de reduzir de forma significativa esse risco.
Os pesquisadores estudaram 350 mulheres com histórico de diabetes gestacional e as compararam a 1.416 mulheres que tinham dado à luz, mas não tiveram a doença. As participantes foram escolhidas de forma aleatória para receber um desses tratamentos: exercícios intensos e um plano de dieta, metformina –um medicamento contra o diabetes– ou placebo.
De um modo geral, o risco de desenvolver diabetes tipo dois aumentou 48% para as mulheres com histórico de diabetes gestacional ao longo dos dez anos de estudo, em comparação com as que permaneceram saudáveis durante a gestação.
A metformina reduziu o risco de contrair diabetes após a gestação em até 40%, enquanto que o plano de mudança de estilo de vida diminuiu o risco em até 35%. O medicamento não apresentou eficácia entre as participantes que não tiveram diabetes gestacional, mas o plano de mudança de estilo de vida reduziu de forma significativa o risco de contraírem diabetes tipo dois. O estudo foi publicado on-line no periódico "The Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism".
"As mulheres que tiveram diabetes gestacional continuam correndo um risco grande de desenvolver a doença muitos anos após a gestação, e esse risco pode ser reduzido por meio do uso de metformina e de uma mudança de estilo de vida. Essas medidas representam um benefício significativo para a saúde pública", afirmou Vanita R. Aroda, principal autora do estudo e médica pesquisadora do Instituto de Pesquisas de Saúde MedStar.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Para refletir (texto postado no site drº Draúzio Varella)



A maternidade não é obrigação

Mariana Fusco Varella
A gente nasce, cresce, reproduz-se e morre, ensinam os livros de ciências.  Esse é o ciclo da vida para aqueles que, diferentemente dos seres humanos, são dotados de uma habilidade que outros animais não têm: a de planejar.
Podemos fazer escolhas profissionais, amorosas e tantas outras. É por meio da nossa capacidade de planejar e escolher que conseguimos organizar a vida, estabelecer metas e objetivos e traçar caminhos para alcançá-los.
Os homens utilizam essa habilidade humana há séculos, mas às mulheres, apenas recentemente foi dado o privilégio de planejar e fazer escolhas de acordo com sua vontade.
Até bem pouco tempo atrás, a mulher quase sempre tinha apenas um caminho a seguir, traçado antes mesmo de ela nascer: casar-se, ter filhos e cuidar da família. Poucas fugiam desse destino.
Será que todas as mulheres sempre quiseram mesmo ser mãe? O instinto materno é de fato algo intrínseco a nós a ponto de não podermos abrir mão dos filhos?
O tempo passou, a sociedade mudou e a mulher hoje pode, em princípio, comandar a própria vida. Mesmo que ainda sejam poucas as que assumem o papel ativo diante da vida e bancam suas escolhas, não há mais um único caminho destinado à mulher.
A maternidade, como bem sabe toda mãe, apesar de compensadora não é fácil. Exige, entre muitas outras coisas, dedicação e abdicação da própria independência, e nem toda mulher está preparada ou deseja encarar a tarefa.
Além disso, o mundo moderno oferece tantas oportunidades além da maternidade, que a vontade de ter filhos pode ser postergada ou mesmo abandonada. Criar um filho é dispendioso; nas culturas latinas, o homem não costuma ajudar muito na tarefa, o que acaba sobrecarregando a mulher. Portanto, não é difícil supor que muitas mulheres possam simplesmente não desejar ser mãe.
Porque filho pode ser maravilhoso, mas verdade seja dita, quem os tem nunca mais será completamente livre. E abrir mão da independência deve ser uma escolha, não uma imposição.
Há mulheres que se realizam sendo mães, outras encaram a maternidade como parte da vida, uma de suas facetas. E há, ainda, um terceiro grupo que simplesmente não deseja viver a maternidade.
E não há nenhum problema nisso, desde que a mulher se sinta bem com sua escolha. A vida pode ser muito boa sem a presença de fraldas, mamadeiras e mordedores. Basta abrir-se para essa possibilidade.
Encarar que você não terá filhos pode ser bem difícil. A cobrança é grande, e não serão poucos os que a olharão com piedade, quase como se você padecesse de uma doença grave e incurável.
Muitos a considerarão egoísta, pois é difícil aceitar que a mulher possa não pretender dedicar-se incondicionalmente a outra pessoa e optar pela independência.
Não é verdade que a mulher só encontrará a felicidade e a plenitude na maternidade, essa premissa só serve para gerar culpa nas mulheres que não se sentem assim ao se tornarem mães. A felicidade não está nos outros, sejam eles filhos ou parceiros amorosos.
O mais importante é que a mulher tenha condições de escolher quando e se quer filhos. E ela só poderá fazer essa opção se pensar em si, na vida que deseja levar. Portanto, é preciso acabar com a ideia de que a mulher é apenas um veículo que serve para trazer vida ao planeta e cuidar dos outros de modo incondicional.
Caso contrário, o resultado será frustração. Porque ter ou não ter filhos traz consequências boas e difíceis, e é a mulher que terá de encará-las. Portanto, essa decisão só cabe a ela.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Preparando minha volta....como muito carinho,conhecimento e atenção!!!




Este ano de 2015 vai marcar meu retorno profissional, atividade que eu tanto gosto de fazer, uma escolha de vida de muito tempo e que  deixou em mim muitas lembranças boas. Sou educadora física com muito orgulho e estar presente na vida das pessoas com o objetivo de proporcionar melhor qualidade de vida é algo que não tem explicação....aqueles que passaram por minha orientação sabem disso e esta, penso eu, é minha melhor propaganda...rs.

Comecei minha atuação em piscinas com crianças, durante 6 anos atuei com esta faixa etária de 02 á 10 anos, depois fui convidada a dar aulas para adultos e fui mudando a faixa etária que atendia.Tomei tanto gosto que me vi querendo apenas atuar com "as crianças grandes"que com muito carinho denomino assim.

Tive uma excelente experiência profissional com um grande aprendizado onde atuei por 13 anos registrada e depois por mais dois anos como autônoma,os profissionais que me ensinaram e  compartilharam comigo deste momento são pessoas super especiais, amigos até hoje!

Agora com mais de 6 anos também atuando com adultos sedentários, terceira idade e gestante (público este) que fui buscar mais conhecimentos para poder atender melhor, defini que minha vida profissional será direcionada ao atendimento ao público adulto que almeja melhorar sua qualidade de vida e como consequência ter boa condição física, sentir prazer em viver e praticar atividade física. E quem sabe ainda fazê-los redescobrir vontades e desejos escondidos por falta de tempo e oportunidade como "aprender a nadar"!!!!

Meu trabalho será individualizado ou para grupos restritos (no quesito quantidade) para que eu possa fazer um bom trabalho, pois meu forte é oferecer um atendimento de qualidade com atenção e profissionalismo para o aluno. As aulas devem incluir atividade de solo e água (alongamentos,exercícios de força e flexibilidade,coordenação motora,consciência corporal e postural,exercícios respiratórios e relaxamento).

No ambiente aquático, aulas de natação para iniciantes com alguma habilidade ou com nenhuma, inclusive para aqueles que querem aprender, mas o medo impede.

 Hidroginástica também será outra modalidade (grupos intermediário,avançado,gestantes e terceira idade). Cada grupo respeitando suas vivências adquiridas, habilidades e dificuldades, pois penso que independente da idade o que mais dificulta a obtenção de resultados tanto para o aluno quanto ao profissional, é ter um grupo muito heterogêneo em que todos recebam as mesmas orientações de exercícios e mal são corrigidos.



Para que conheçam um pouco mais da minha formação:



Formada pela UMC em Educação Física em 1998
Pós Graduada pela FMU em Ginástica Postural Corretiva em 2000
Massoterapêuta formada pela Com.Tato Terapias Naturais em 2002 (Técnicas Chinesas)
Personal Gestantes com certificação pelo Método Mais Vida Programa de Exercícios Pré-Gravidez,Gravidez e Pós -Parto em 2014
Com reciclagem e cursos desde minha formação em Educação Física na área de  Atividades Aquáticas (natação e Hidroginástica)
CREF - 013370-G/SP

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

INTERESSANTE PARA LER E REFLETIR...PORQUE ENCONTRAR O SEU EQUÍLIBRIO É A MELHOR SOLUÇÃO

10 reflexões para afastar a culpa

Por Daniela Folloni

Ideias para evitar a auto cobrança e ser uma mãe feliz consigo mesma

 

Amamos tanto nossos filhos que parece que nem esse amor todo é o suficiente. E não faltam razões para a gente se sentir culpada e ficar achando que poderia ser uma mãe melhor. Ser vítima de uma autocobrança que não, não faz nada bem. Mesmo para quem já sabe que ter culpa é bobagem, que não é possível acertar em tudo cem por cento, às vezes ela bate. E então.... use essas reflexões-antídoto para ajudar a afastar esse peso de você:
1- Como é que alguém que passa 24 horas do dia fazendo o máximo para acertar pode se sentir culpada por não ser boa o bastante, presente o bastante, organizada o bastante...? Pense nisso e... não se culpe!
2- Muitas mães querem ser inspiração para seus filhos. Querem ser espelho. Mostrar que é importante se realizar profissionalmente. Como é que o seu trabalho, que pode ser motivo de orgulho para você e um exemplo de que é importante batalhar pelos próprios sonhos, pode acabar virando motivo para você se sentir culpada?
3- Existe um provérbio africano que diz: "Você precisa de uma vizinhança inteira para criar uma criança". Então, não se culpe por não estar 24 horas do dia com seu filho. É muito bom para ele conviver com outras pessoas queridas em casa, na escola...
4- Muitas vezes, na vida de mãe, a gente acerta achando que errou. E erra achando que estava fazendo a coisa certa. Então, não tente buscar a perfeição. Ninguém garante que ela vai ser o melhor para o seu filho lá na frente.
5- A melhor mãe do mundo para o seu filho é você, do seu jeitinho. Mais tímida ou mais extrovertida, mais prendada ou mais desajeitada, mais carinhosa ou mais objetiva... Ele precisa de você, do seu jeito. Cobrar-se por não ser igual a fulana ou sicrana só vai fazer seu filho ficar mais longe de quem você é na essência. E é disso que ele precisa.
6- Uma pesquisa da Universidade de Richmond diz que após a maternidade o cérebro da mulher ganha novas conexões e capacidade de aprendizado elevada. Então, mesmo que não perceba sua evolução e ache que está errando, acredite: você está se tornando uma pessoa melhor.
6- Se culpa é vontade de acertar, transforme esse sentimento em algo, em um alerta de aprendizado. Da próxima vez, vá lá e faça do jeito que acha que deveria ter feito. Simples assim. Sem sofrer pelo leite derramado.
7- Na dúvida, abrace e beije seu filho. Esses gestos curam tudo.
8- Segundo um estudo do Family and Work Institute de Nova York, o maior desejo das crianças não é que os pais fiquem mais em casa, mas sim que sejam menos estressados. Mais uma razão para você cuidar do seu bem-estar e não se culpar tanto quando for fazer massagem e deixar o bebê com a babá.
9- Mães perfeitas não são reais. Mães reais não são perfeitas. Cole essa frase no computador, no celular, poste no Facebook, no Instagram. Use quando achar conveniente! Sim, pode ser um mantra de vida ;)
10- Pense nas instruções de voo das aeronaves: coloque a máscara em você, depois na criança ao seu lado. Se você não tiver ar, não vai conseguir cuidar do seu filho. Se colocar em primeiro lugar nos momentos certos é uma atitude inteligente e nem um pouco egoísta. Não se culpe.

 

domingo, 21 de setembro de 2014

SER MÃE É EXPERIÊNCIA PRÁTICA PURA, MAS LER DICAS SEMPRE AJUDAM NA EDUCAÇÃO E NO DESENVOLVIMENTO DOS PEQUENOS

10 habilidades emocionais que as crianças precisam desenvolver...


... e como você pode ajudar seu filho na prática no dia a dia




  FONTE -  Fernanda Carpegiani - atualizada em 30/07/2013 

Autoconfiança
Ressaltar as qualidades do seu filho e mostrar que você acredita na capacidade dele é a chave para que ele faça o mesmo. Na hora de repreendê-lo, por exemplo, foque no comportamento ruim em vez de rotulá-lo. “É preciso censurar o fato e não quem o praticou. Se eu digo a uma criança que ela é teimosa, ela vai acreditar nisso e se tornar mais teimosa”, explica Edimara de Lima, psicopedagoga e diretora da Prima Escola Montessori, em São Paulo. Reforce o que for positivo, mas não elogie sempre, só por elogiar, para não criar uma postura arrogante nem uma pessoa que não saberá lidar com críticas. No dia a dia, mostre que ele pode contar com seu apoio para realizar tarefas simples, como escovar os dentes, mas, ao mesmo tempo, dê autonomia para que ele aprenda a fazer sozinho e encontre a sua própria maneira.

 Coragem

Ter medo de algo que não conhecemos ou não conseguimos entender é natural, e até esperado. Toda criança já teve medo do escuro ou do bicho papão. Para ajudar seu filho a encarar esses e muitos outros receios que vão surgir (do vestibular, de aprender a dirigir e até de conhecer a sogra), dê espaço para que ele expresse e entenda o que está sentindo. Uma boa dica é usar livros e filmes que falem sobre esses medos. O primeiro dia na escola pode parecer assustador, mas depois que ele enfrentar as primeiras horas e se acostumar com a classe vai perceber que está tudo bem, e que ele nem precisava ter ficado com tanto medo. “A coragem é essencial para que possamos aceitar desafios, ir atrás dos nossos objetivos, aprender coisas novas e defender os nossos valores”, afirma Steven Brion-Meisels, educador que há mais de 35 anos trabalha com o tema e é professor da Escola Superior de Educação de Harvard, da Lesley University (ambas nos EUA) e da Universidade de Los Andes (Bogotá, Colômbia).
  
Paciência

“Tá chegando?” Quantas vezes você já ouviu isso durante uma viagem longa? Aprender que não podemos controlar tudo e que é preciso saber esperar não é fácil nem para nós, adultos, imagine então para uma criança que está ansiosa, entediada ou ainda não entende totalmente a passagem do tempo. Mas as filas de banco e as salas de espera de consultórios médicos são apenas algumas das situações que vão exigir do seu filho paciência. Mostre para ele que cada coisa tem o seu tempo. Um jogo em família ou uma conversa na mesa de jantar são bons exemplos de situações cotidianas em que cada um precisa esperar a sua vez, seja para jogar ou para falar e ser ouvido.
  
Persistência

Quando estiver aprendendo a andar, seu filho vai se desequilibrar e cair, e por isso mesmo precisa do seu apoio e incentivo para perceber que um pouco de treino e muita persistência vão garantir seus primeiros passos. E esse é apenas um dos muitos desafios que ele vai enfrentar, então não caia na tentação de fazer tudo por ele. “O estímulo positivo é importante. Mostre que o fato de ele não ter sucesso naquele momento, naquela atividade específica, não quer dizer que ele nunca vai conseguir vencer o desafio”, diz Quézia Bombonatto, terapeuta familiar e presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia. Só assim ele vai poder traçar metas e superar os obstáculos para alcançar seus objetivos sem desistir no meio do caminho.
  
Tolerância

Quando vai para a escola, seu filho entra em contato com dezenas de outras crianças com realidades e comportamentos diversos e muitas vezes totalmente diferentes de tudo que ele conhece. Aprender a aceitar essas diferenças é o começo do caminho para uma convivência tranquila e harmoniosa com o outro. “É importante criar oportunidades de interações mais cooperativas, como jogos coletivos, para que a criança comece a conhecer tanto as regras quanto as necessidades dos outros”, afirma o psicólogo Ricardo Franco de Lima, especializado em Neurologia Infantil. E os seus modelos também contam muito para o desenvolvimento da tolerância do seu filho. Ele só vai aprender a compreender o outro se vir os pais fazendo isso no dia a dia. Quer um exemplo? Sua atitude com os mais velhos é que vai ajudá-lo a ter paciência com os avós e com o irmão mais novo.

Autoconhecimento

Quem sou eu? Eu gosto disso ou prefiro aquilo? Essas indagações só vão passar pela cabeça do seu filho por volta dos 3 anos. É quando ele vai começar a se questionar, a se perceber e, claro, a expressar suas vontades, agora com motivos e razões mais consistentes. Aos poucos, ele vai se conhecer melhor e isso será fundamental para que ele pense e aja com mais segurança, respeitando o que sente. Também é o primeiro passo para se relacionar com as pessoas à sua volta. “A criança aprende primeiro a se relacionar com ela mesma, a entender o que sente, para depois transferir esse conhecimento para a relação com o outro”, diz a psicopedagoga Quézia Bombonatto. Incentive seu filho a perceber quais são suas preferências, pergunte, peça para ele explicar, conte as suas próprias histórias. Sempre ofereça opções e pergunte de qual ele gosta mais e o porquê. 

Controle dos impulsos

Uma sala vazia, uma criança de quatro anos e um marshmallow. A proposta é simples: ela pode comer o doce ou esperar e ganhar mais um, ficando com dois. Esse teste foi criado por um pesquisador da Universidade de Stanford (EUA) há mais de 50 anos para analisar quais crianças eram capazes de controlar suas emoções para conseguir conter seus impulsos.
O estudo voltou a analisar as mesmas crianças anos depois, no ensino médio, e aquelas que resistiram à tentação de comer o primeiro marshmallow por cerca de 20 minutos tinham um desempenho escolar maior do que as que comeram. Isso porque elas sabiam adiar a satisfação para ter uma recompensa. “Querer não é errado, mas nem sempre é possível ter o que queremos, por isso é tão importante controlar o desejo e as reações frente aos impulsos”, diz o psicoterapeuta Iuri Capelatto. Em casa, terá dias que ele vai querer comer correndo para ganhar logo a sobremesa. Mas ensine que ele deve, primeiro, esperar todos acabarem o jantar.

 Resistência às frustrações

“Dizer não é a maior prova de amor que um pai pode dar”, afirma a psicóloga Ceres de Araújo. É assim, com pequenas doses de frustração, que seu filho vai aprender a lidar com as adversidades e a superar os problemas sem se deixar abater. Isso é o que os especialistas chamam de resiliência, ou seja, a capacidade de sobreviver às dificuldades e usá-las como fonte de crescimento e aprendizado. Se ele não souber lidar com pequenos “nãos”, como “aí não pode”, “é hora de ir embora”, “esse brinquedo é caro demais”, terá mais dificuldade de aceitar e superar o não do chefe ou da namorada, por exemplo. E tentar poupá-lo só vai atrapalhar. “Os pais precisam parar de confundir felicidade com satisfação de desejos. As crianças precisam ter contato com pequenas impossibilidades para poder lidar com as maiores depois”, completa a psicopedagoga Edimara. Portanto, não se culpe por ter de dizer não a ele de vez em quando. Isso só fará bem para todos vocês!

 Comunicação

Conversar sobre o que seu filho fez durante o dia é um estímulo para que ele aprenda a organizar as ideias e transformá-las em frases de uma forma que os outros possam compreender. Provavelmente a primeira resposta será “legal”, mas não desista! Fazer outras perguntas ou até falar sobre o seu dia também pode ajudar. Afinal, de nada vai adiantar ele ter boas ideias se não conseguir contá-las aos outros. “Outras atividades que favorecem a interação verbal também são importantes, como contar e recontar histórias, interpretar essas mesmas histórias e ler um livro junto com os filhos”, diz o psicólogo Ricardo Franco de Lima. Mas mesmo antes de aprender a falar, o bebê já se comunica por meio de gestos e precisa ser estimulado a verbalizar. Se ele apontar para um objeto, por exemplo, em vez de entregá-lo prontamente, pergunte o que ele quer, fale o nome do objeto e dê um tempo para ele tentar articular alguns sons. Depois que ele aprender a ler e escrever, procure ensiná-lo também que, além da linguagem do bate-papo com os amigos, será importante para a vida que ele saiba o português formal, por mais complicado que isso possa parecer.

 Empatia

Até por volta dos 2 anos, a criança só consegue ver as coisas a partir da sua perspectiva. A partir dessa idade ela já consegue se colocar no lugar do outro e pode começar a exercitar plenamente a empatia. “Para que seu filho entenda o que outra pessoa está sentindo, ele precisa de ajuda para reconhecer, nomear e expressar suas próprias emoções, bem como as consequências das suas ações”, diz o psicólogo Ricardo de Franco Lima. Diante de um conflito, pergunte por que ele agiu assim, o que pensou e sentiu e incentive-o a imaginar o que o outro está sentindo também, levantando possibilidades, mas deixando que ele mesmo crie maneiras de resolver a briga.





quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Entendendo o por quê ???? "Leite"

Fonte: Nutrociência e Clínica Infantil Reibscheid

 

Leite de vaca X Bebês menores de 1 ano

A nutrição de bebê, principalmente quando se trata do primeiro ano de vida do lactente (de 0 a 12 meses), ainda é um tema muito debatido por diversas associações médica, tanto no âmbito nacional, como no âmbito internacional. Esta preocupação não é para menos: em nenhum outro momento da vida do ser humano ocorre um ganho de peso, um crescimento na estatura, e um desenvolvimento neuorpsicomotor de forma tão intensa.
Nesta fase da vida da criança, o leite (materno, de vaca ou fórmula infantil) chega a representar de 35 a 100% da ingestão total de alimentos, dependendo da idade do bebê. Assim, a escolha por um leite adequado que será oferecido é fundamental. Dentre as possibilidades temos: o leite materno, o leite de vaca integral (LVI) ou fórmulas lácteas infantis.
No entanto, estes leites diferem bastante entre si.
Sem dúvida, o leite materno preenche todas as necessidades nutricionais do lactente até o 6o mês de vida, sendo também recomendado como o leite de escolha entre o 6o e o 12o mês junto à alimentação complementar. Ele não é apenas uma fonte de nutrientes especificamente adaptada à capacidade metabólica do bebê, como também uma substância viva de grande complexidade biológica, ativamente protetora de infecções e alergias, por exemplo. Na impossibilidade do uso do leite materno, surgem várias questões sobre a adequação do leite de vaca integral (LVI) como fonte de nutrientes para o lactente.
No Brasil, o leite de vaca é a principal alternativa para as mães que não podem amamentar seus filhos. Esta realidade existe principalmente em populações com um poder econômico reduzido, visto o menor custo deste produto frente às fórmulas infantis. Entretanto, quando se trata da oferta de LVI para nossas crianças, não podemos deixar de lado os cuidados a serem tomados nesta prática.
Já há alguns anos têm sido descrito por diversos profissionais da área que o consumo de LVI por crianças menores de 1 ano está associado ao aparecimento da anemia ferropriva (anemia por deficiência de ferro).
Além do baixo teor, o ferro do leite de vaca não é bem absorvido pelo organismo de lactente. Outro fator agravante que contribui o aumento do risco de deficiência de ferro e anemia no 1o ano de vida é o fato de que o consumo de leite de vaca está associado à perda de sangue pelas fezes de uma maneira despercebida pelas mães e cuidadores. Tal evento cessa após a criança completar 1 ano, idade esta em que o trato gastrointestinal já está mais desenvolvido.
Ainda também em virtude de um trata gastrointestinal não totalmente desenvolvido, o consumo de LVI por crianças menos de 12 meses têm sido relacionado como um fator predisponente no aparecimento da alergia a proteína do leite de vaca, uma condição que afeta 0,4% a 7,5% das crianças de 0 a 2 ano de idade. Além disso, a exposição precoce da criança ao LVI aumenta o risco não somente de reações adversas a este leite, como também de alergias a outros alimentos.
Outro risco associado a sua ingestão é o de desenvolver uma sobrecarga renal, com distúrbios de eletrólitos e com elevação de sódio no sangue. Apesar das funções metabólicas e excretoras do lactente
normal acima de 6 meses de idade estarem mais maduras e, na maioria das vezes, poder suportar bem esta sobrecarga, a margem de segurança continua sendo maior quando o alimento é o leite materno ou algum fórmula modificada.
Existe ainda o risco de deficiência de cobre, zinco, vitamina A, C, E e ácido fólico e gorduras essenciais (ômega 3 e ômega 6) principalmente quando se utiliza o LVI muito diluído, prática esta comumente observada. Deficiência de algumas vitaminas pode ser ainda agravada pelo processamento térmico do leite.
Dada as evidências, não se recomenda então a utilização do leite de vaca integral na alimentação da criança durante o primeiro na de vida. Contudo, esta realidade nem sempre é possível, visto que o poder aquisitivo da maioria da população brasileira é baixo.
Quando da utilização do LVI, esta prática irá requerer cuidados com determinadas modificações, no intuito de reduzir a possibilidade de riscos para a saúde da criança.
Para aquelas crianças impossibilitadas de serem alimentadas com leite materno desde o nascimento, recomenda‐se que o LVI seja diluído preferencialmente até o 5o mês do lactente. No 1o mês, preconiza‐se uma diluição de 50%, isto é 1 parte de LVI em 1 parte de água. Do 2o ao 4o mês, 2 partes de LVI em 1 parte de água.
Essa diluição visa à redução do excesso de proteínas e eletrólitos.
Contudo, qualquer que seja a diluição adotada, concomitantemente haverá sempre a redução na quantidade de energia fornecida ao lactente, sendo que esta deve ser corrigida a fim de suprir as necessidades do pequeno. Usualmente, a correção é feita com o acréscimo de carboidratos, como as farinhas. Deve‐se evitar a utilização do açúcar simples devido ao poder em potencial de provocar diarréia nesta fase da vida.

Atenção!


• O leite desnatado é contra‐indicado para a criança, pois além de possuir densidade energética muito baixa, pode causar deficiências severas de gorduras essenciais e determinadas vitaminas.
• Os leites achocolatados também devem ser evitados durante o 1o ano e vida devido à presença de alguns fatores antinutricionais do chocolate, os quais podem comprometer a utilização da proteína e do cálcio do leite.
• E por fim, o leite de vaca não submetido a processamento térmico prévio é desaconselhável. Leites in natura expõem a criança ao risco de doenças como tuberculose, dentre outras, podendo este leite ter uma condição de higiênico‐sanitária precária.

Então, já sabe:

Na ausência do aleitamento materno, procure a fórmula infantil mais adequada, em parceria com o pediatra.