Fonte - Revista Viva Saúde (site uol)
A máxima “você é o que você come” nunca foi tão atual. Graças aos avanços científicos e à tecnologia aplicada, que permitiram isolar componentes bioativos dos alimentos, examinando sua ação sobre o metabolismo celular, crescem as evidências de que uma dieta balanceada pode produzir efeitos fisiológicos positivos para a saúde. E não se trata apenas de fornecer nutrientes que funcionam como matéria-prima para os processos vitais do organismo.
A escolha correta dos ingredientes, na hora de montar cada uma das refeições, pode ser uma medida importante para combater doenças crônico-degenerativas que estão se tornando epidemias graças ao estilo de vida moderno, como o colesterol alto e as complicações cardiovasculares que dele podem resultar. E muito embora todos os alimentos tenham lá suas propriedades benéfi cas, quando consumidos em doses adequadas, alguns vêm se destacando por conterem compostos capazes de favorecer o organismo como um todo, protegendo, em especial, um órgão ou sistema cujo funcionamento é de vital importância para todos os outros.
Com o objetivo de chegar aos nove alimentos que mais reúnem vantagens ao organismo, VivaSaúde consultou médicos de diversas áreas, além de nutricionistas. Juntos, eles listaram os ingredientes que você pode consumir regularmente, se quiser garantir mais longevidade e qualidade de vida nos anos que terá pela frente. Eles atuam sobre o corpo todo, mas cada um tem função especial sobre órgãos como o cérebro, o coração, o pulmão, o intestino, o fígado, o estômago, a pele, os ossos e os olhos.
Se usados com frequência, e na medida certa, os alimentos funcionam como verdadeiros medicamentos. É bem verdade que os resultados aparecem em longo prazo. De qualquer forma, esses elementos naturais, como o nome indica, não oferecem contraindicações e podem ser amplamente consumidos. O que signifi ca que você pode começar já a usufruir de todos os benefícios.
Confira:
Sardinha (Aliada especial do cérebro)
Por que faz bem?
Assim como outros peixes de água fria, ela é rica em ácidos graxos ômega-3 (EPA e DHA), reconhecidos por seu poder antioxidante, anti-inflamatório e antiaterosclerótico. “Esses ácidos aumentam a atividade cerebral, modulam a hiperatividade e a depressão e ainda melhoram o desempenho cognitivo”, explica a nutricionista Andréia Naves, diretora da VP Consultoria Nutricional. Isso tudo porque a gordura do bem, da qual a sardinha é uma das mais ricas fontes, serve para encapar os neurônios, protegendo-os e facilitando a comunicação entre eles.
“O cérebro humano é constituído de 65% de gordura, sendo a maior parte composta por DHA, substância fundamental para a constituição do córtex cerebral”, diz a nutróloga Jane Corona. Para o neurologista Paulo Bertolucci, chefe do setor de Neurologia do Comportamento da Escola Paulista de Medicina (Unifesp), é a capacidade de reduzir a concentração de radicais livres no organismo o que faz do peixe um alimento-chave para prevenir e auxiliar no tratamento de problemas relacionados à estrutura cerebral. “Graças à sua função antioxidante, ele diminui consideravelmente as lesões nos neurônios”, garante. Para ajudar, é um alimento barato e facílimo de encontrar.
O ômega-3, do qual a sardinha é uma rica fonte, serve para encapar os neurônios, protegendo-os e facilitando a comunicação entre eles.
Ação em outras partes do corpo
Os ácidos graxos da sardinha também fazem bem a outras partes do corpo, além do cérebro. “O consumo regular de peixes ricos em ômega-3 pode diminuir em até 40% o risco de problemas cardiovasculares”, avisa a nutricionista Ana Carolina Moron Gagliardi, doutora em Cardiologia pelo Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo (InCor/ HC-FMUSP ). No pulmão, essas substâncias melhoram a transferência de oxigênio em pessoas com insuficiência respiratória ou em fumantes.
A suplementação de ômega-3 em fumantes pode auxiliar na prevenção da doença pulmonar obstrutiva crônica, a DPOC . Os ácidos graxos também auxiliam na proteção das células fotossensíveis dos olhos, prevenindo contra a degeneração da mácula — a parte da retina que é responsável pela percepção dos detalhes. Por fim, a vitamina D, presente na sardinha, também auxilia na absorção intestinal do cálcio e do fósforo ingeridos pela alimentação, essenciais para a saúde dos ossos.
Quanto você precisa consumir?
O ideal é consumir 150 gramas — o equivalente a 1 filé de peixe médio — pelo menos uma vez por semana. Opte sempre pelo alimento cozido, assado ou grelhado. “No processo de fritura, há uma alteração na molécula de ômega-3, o que diminui suas propriedades antioxidantes. O excesso de óleo também faz que o alimento se torne muito calórico”, adverte o nutricionista Ricardo Zanuto, doutor em Fisiologia e Biofísica. Ervas e especiarias, como coentro, sálvia, tomilho, entre outras, aumentam a ação benéfica do peixe no organismo e ainda valorizam o sabor do prato. “Uma boa pedida é acrescentar um fio de óleo de gergelim quando a sardinha já estiver pronta para o consumo. Ele potencializará a atividade do ômega-3”, ensina Andréia Naves.
Azeite de oliva (Aliado especial do coração)
Por que faz bem?
Considerado um elemento fundamental no combate às doenças cardíacas, o azeite de oliva, principalmente o extravirgem, apresenta uma grande quantidade de gordura monoinsaturada que não se converte em colesterol. “O alimento ajuda a reduzir os níveis do LDL (colesterol ruim) no organismo, minimizando os riscos de sofrer de problemas como a aterosclerose, o infarto agudo do miocárdio e os acidentes vasculares cerebrais”, diz o nutricionista Ricardo Zanuto. Para a cardiologista Ana Carolina Gagliardi, os polifenóis presentes no alimento também comprovam seu poder terapêutico.
“Eles reduzem a formação de radicais livres, atuando como antioxidantes que agem beneficamente em todo o corpo, até mesmo no coração”, explica. Os radicais livres são substâncias que, quando encontradas em excesso no organismo, podem ser muito nocivas à saúde. Eles são responsáveis pelo processo de envelhecimento e pelo aparecimento de doenças degenerativas, como o câncer. Uma pesquisa realizada pelo Hospital da Universidade Rainha Sofia, na Espanha, também apontou as vantagens dos polifenóis para a saúde dos vasos sanguíneos. Segundo o estudo, o composto melhora a função endotelial, ou seja, da camada interna que reveste os vasos sanguíneos. O impacto é positivo para a circulação.
O azeite de oliva extravirgem é rico em gordura monoinsaturada, que ajuda a reduzir os níveis do LDL (colesterol ruim) no organismo, minimizando os riscos de um infarto agudo.
Ação em outras partes do corpo
O azeite fornece energia e ácidos graxos essenciais para a formação e manutenção das paredes das células. “Essas gorduras são essenciais para a produção dos hormônios de crescimento, os sexuais e as prostaglandinas, substâncias parecidas com os hormônios, que regulam parte do metabolismo”, explica a nutricionista do Espaço N.O., Paula Crook. O alimento também viabiliza a absorção das vitaminas lipossolúveis: A, D, E e K.
Quanto você precisa consumir?
Dê preferência ao azeite extravirgem, cujo nível de acidez não ultrapassa 0,8% (a informação consta do rótulo). O consumo do alimento deve ser diário, basta que se acrescente 1 colher (sopa), em temperatura ambiente, a pratos prontos ou saladas. “Ele não deve ser usado para cozinhar ou fritar outros alimentos, já que o calor altera suas propriedades benéficas”, diz Ana Carolina. Também é importante tomar cuidado para não ultrapassar muito a quantidade diária recomendada para o consumo. “Para se ter uma ideia, uma única colher (sopa) de azeite tem aproximadamente 135 calorias. O excesso, portanto, favoreceria o ganho de peso e as doenças associadas à obesidade”, alerta Ricardo Zanuto. Para manter-se como uma opção saudável, o alimento precisa ser guardado em ambiente fresco e escuro. Depois de aberto, ele dura até três meses.
Alho (Aliado especial do fígado)
Por que faz bem?
Por conter compostos sulfurosos, o alho ajuda no trabalho de desintoxicação promovido pelo fígado, ativando enzimas que inibem o crescimento bacteriano e favorecendo a eliminação de substâncias que não servem mais ao organismo, que serão metabolizadas e excretadas pela bile. “Ele também tem a capacidade de neutralizar toxinas, como as nitrosaminas, evitando que se acumulem no nosso organismo”, explica a nutróloga Jane Corona. Segundo a médica, o alho possui uma ação benéfica sobre os sintomas da tensão pré-menstrual, prevenindo as famosas dores de cabeça, na região lombar e nas mamas. “O alimento ajuda no processo de eliminação de tudo o que está em excesso no organismo, incluindo o estrogênio, o hormônio feminino. E é justamente o desequilíbrio hormonal o causador do mal-estar típico da fase entre as mulheres”, diz Jane.
Os compostos sulfurosos do alho ajudam no trabalho de desintoxicação feito pelo fígado: ativam enzimas que inibem o crescimento de bactérias e eliminam substâncias a mais.
Ação em outras partes do corpo
O alho tem um importante potencial anticancerígeno. “O consumo regular de alho cru diminui o risco de câncer de cólon, de mama, pele e pulmão, além de ajudar a prevenir o câncer de esôfago”, garante a nutricionista Paula Crook. Tudo isso graças à presença de dois compostos superpoderosos no alimento: a alicina e a salil-cisteína, que são reconhecidos por seu potencial antioxidante.
“O alho é rico em flavonoides, vitaminas do complexo B e óleos
essenciais. Uma pesquisa recente feita pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) mostrou seus efeitos benéficos sobre o coração, já que ele ajuda a reduzir o colesterol circulante, prevenindo ataques cardíacos”, diz Patrícia Davidson. A nutricionista também destaca os efeitos do alho sobre a pressão arterial. “Se consumido em doses adequadas, ele ajuda a dilatar os vasos, facilitando a circulação”, explica. O alimento é apontado, ainda, como um fortalecedor do sistema imunológico, proporcionando um aumento no número de células de defesa do organismo.
Quanto você precisa consumir?
Consuma pelo menos seis dentes de alho todos os dias, adicionandoos aos pratos salgados que prepara com mais frequência, como o arroz, o feijão e a carne. Para quem tolera bem o sabor forte do alimento, uma alternativa é comê-lo cru, pois algumas de suas propriedades serão potencializadas. Nesse caso, vale juntá-lo a outros ingredientes na salada ou quando as preparações cozidas já estiverem prontas.
O mais importante mesmo é que o alimento seja esmagado antes de ser acrescentado à comida. Isso porque alguns compostos extremamente ricos, e que auxiliam no combate a diversas doenças, só são liberados nessas condições. “É o caso da alicina que, a propósito, é o elemento que confere ao alimento seu odor característico”, explica a nutricionista funcional Patrícia Davidson.
Laranja (Aliada especial do pulmão)
Por que faz bem?
Alimentos ricos em vitamina C são antioxidantes, reduzem a ação dos radicais livres e previnem o envelhecimento precoce das células pulmonares. “Em fumantes, a suplementação desta vitamina pode impedir uma lesão pulmonar em casos de inflamação”, diz a nutricionista Glaucia Midori, do Ganep Nutrição Humana. Estudos recentes, publicados em periódicos científicos como The American Journal of Clinical Nutrition e American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine, apontam, ainda, que indivíduos que consomem ao menos uma porção de laranja diariamente apresentam menor declínio da função pulmonar ao longo do tempo.
“O alimento, rico em vitamina C e magnésio, pode reduzir os riscos de doenças obstrutivas crônicas dos pulmões, as DPOCs, grupo de moléstias que inclui a bronquite e o enfisema pulmonar”, esclarece o nutricionista Ricardo Zanuto, doutor em Fisiologia e Biofísica. A vitamina A é outro composto da laranja com papel fundamental no bom funcionamento do organismo. “A substância atua na regeneração dos alvéolos, pequenas estruturas dos pulmões responsáveis pelas trocas gasosas”, diz a nutricionista Paula Crook.
Pessoas que comem ao menos uma laranja por dia apresentam menor declínio da função pulmonar ao longo do tempo.
Ação em outras partes do corpo
A vitamina C é antioxidante, atua sobre o sistema imunológico e ajuda a reduzir o risco de certos tipos de câncer. “As laranjas contêm rutina, hesperidina e outros bioflavonoides, pigmentos vegetais que previnem ou retardam o crescimento de tumores. As membranas entre seus gomos também fornecem uma boa quantidade de pectina, uma fibra solúvel que ajuda a controlar os níveis de colesterol no sangue e ainda favorece o bom funcionamento do intestino”, garante Paula Crook.
O composto tem também função importante na absorção do ferro, essencial para oxigenar todos os tecidos do corpo. E até sobre a pele a vitamina consegue atuar de maneira benéfica. “Ela participa da formação do colágeno e da elastina, responsáveis por emprestar firmeza e viço à pele. Como se não bastasse, a vitamina C tem uma ação importante no processo de cicatrização”, complementa a nutricionista funcional Patrícia Davidson.
Quanto você precisa consumir?
O melhor é consumir pelo menos uma laranja por dia. Para preservar todas as propriedades da fruta, prefira cortá-la só no momento de comer ou fazer o suco.
Quanto mais tempo ela ficar em contato com o calor ou a luz, menos vitaminado se tornará seu suco, já que o composto é extremamente sensível a essas variações externas. Também é preciso tomar cuidado com os excessos. “Consumir muita vitamina C pode ser prejudicial, pois ela pode provocar diarreia e até aumentar o risco de aparecimento de pedras nos rins”, alerta Ricardo Zanuto.
Aveia (Aliada especial do intestino)
Por que faz bem?
Rica em fibras, ela exerce um papel fundamental na funcionalidade do intestino, que é o órgão responsável pelo processo de digestão e absorção dos nutrientes. “A aveia melhora o funcionamento do intestino e, consequentemente, protege o órgão, afastando o risco de doenças típicas como apendicite aguda, doença diverticular do cólon, síndrome do cólon irritável, colelitíase, hemorroidas, hérnia hiatal por deslizamento, doença de Crohn e carcinoma de cólon, que é um tipo de câncer”, garante a nutricionista Maria Izabel L. Vasconcelos, do Ganep Nutrição Humana.
Isso acontece porque, contendo fibras do tipo solúvel em água, a aveia se transforma em um gel que ajuda a carregar todas as outras substâncias de que nos alimentamos pelo sistema digestório, melhorando o trânsito intestinal. Dessa forma, ela torna mais eficaz a eliminação dos resíduos, por meio das fezes, diminuindo o tempo que determinadas substâncias tóxicas ficam em contato com o órgão. A aveia ainda vai provocar o amolecimento das fezes, facilitando o processo de evacuação e evitando os problemas associados à prisão de ventre. E, além de tudo isso, as fibras do alimento têm outra função importante: elas atuam como prebióticos, auxiliando na manutenção da microflora intestinal.
Misturada à água, a aveia se transforma em um gel que ajuda a carregar todas as outras substâncias de que nos alimentamos pelo sistema digestório.
Ação em outras partes do corpo
Ricas em minerais, vitaminas, antioxidantes e fitoquímicos protetores do organismo, as fibras da aveia também auxiliam na diminuição dos níveis de colesterol do sangue, beneficiando o coração. E mais: elas ajudam a regular a absorção intestinal dos açúcares provenientes dos alimentos, o que permite que tenham um papel importante na dieta das pessoas com diabetes. “Existem evidências científicas de que uma dieta rica em fibras e pobre em gorduras pode reduzir o risco de certos tipos de câncer, doenças do coração e diabetes do adulto. Alimentos ricos em fibras, como a aveia, podem, ainda, ser úteis no controle de peso, prevenindo e tratando a obesidade.
Afinal, dietas com alto teor de fibras geralmente possuem baixa densidade calórica e induzem à menor ingestão de alimentos, já que a sensação de saciedade que proporcionam é mais prolongada”, garante Maria Izabel Vasconcelos.
Quanto você precisa consumir?
Versátil, o alimento cai bem como ingrediente de vitaminas, quando misturado a frutas e saladas ou preparado em forma de mingau. O ideal é consumir, durante todo o dia, ao menos duas colheres (sopa) de aveia. Porém, vale um alerta: toda a ingestão de fibras precisa ser acompanhada de um consumo adequado de água. Afinal, o líquido é fundamental para dissolver a aveia, permitindo que ela cumpra sua função no intestino. Sem água suficiente, a aveia pode provocar efeito contrário, levando à constipação.
Brócoli (Aliado especial do estomâgo)
Por que faz bem?
“Ele é rico em fibras, possui vitamina C e betacarotenos, substâncias que funcionam como protetoras do órgão, evitando o aparecimento de câncer gástrico”, diz a nutricionista Glaucia Midori, do Ganep Nutrição Humana. O alimento também tem ação comprovada na prevenção de doenças como a gastrite e a úlcera. “O sulforafano, encontrado no brócoli, é um composto com propriedades antioxidantes capaz de estimular enzimas desintoxicantes presentes no organismo. Por isso mesmo, ele destrói o Helicobacter Pylori, micro-organismo causador de dois problemas tão comuns”, esclarece o nutricionista Ricardo Zanuto.
O sulforafano, encontrado no brócoli, é um composto capaz de destruir a bactéria Helicobacter Pylori, causadora de gastrite.
Ação em outras partes do corpo
O sulforafano, composto antioxidante contido no brócoli, é responsável pela inibição da proliferação das células tumorais. “Ele age por meio de um mecanismo que opera de forma similar aos medicamentos anticancerígenos, matando as células précancerosas e inibindo a proliferação do problema”, explica a nutricionista Paula Crook. Além de proteger o estômago, o alimento também vem sendo relacionado ao combate em casos de câncer de mama, útero, próstata, cólon, pulmão, esôfago, laringe e bexiga.
Os vegetais da família dos crucíferos, da qual o brócoli faz parte, possuem ainda nutrientes e compostos bioativos, como os glicosinalatos e isoticianatos, que são essenciais para as reações de desintoxicação realizadas pelo fígado. “Ele contribui, portanto, na eliminação de substâncias tóxicas do organismo, como medicamentos, agrotóxicos dos vegetais, hormônios das carnes, hidrocarbonetos presentes nos alimentos preparados no carvão, entre outros, por meio de suor, urina e fezes”, explica a nutricionista Andréia Naves. Uma limpeza adequada do organismo, por outro lado, pode prevenir doenças crônicas como obesidade e até as complicações cardiovasculares.
Quanto você precisa consumir?
Bastam 100 gramas de brócoli por dia, quantidade equivalente a um pires (chá) cheio do vegetal, para garantir todos esses benefícios. Pobre em calorias, ele pode ser adicionado a saladas ou massas, juntamente com outros vegetais. Prefira cozinhar no vapor, para preservar todas as propriedades nutricionais do alimento. E deixe a panela destampada durante o tempo de preparo. “Assim, o enxofre evapora e é possível evitar os problemas de acúmulo de gases, comuns em quem consome o alimento regularmente”, indica Ricardo Zanuto.
Leite (Aliado especial dos ossos)
Por que faz bem?
Ele é fonte de cálcio, substância que tem papel fundamental no processo de mineralização óssea. “A ingestão de leite é importante em todas as fases da vida. Na infância, o consumo inadequado de cálcio pode levar a sérias consequências na fase adulta. Podemos dizer que nossos ossos são verdadeiras poupanças de cálcio, isto é, quem não ingeriu cálcio suficiente durante o crescimento tem uma chance muito maior de desenvolver osteopenia e osteoporose em idade mais avançada”, explica Lafayette Lage, mestre em Ortopedia pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. “Ambas as doenças, se não forem tratadas, deixam os ossos mais frágeis, aumentando o risco de fraturas”, alerta Viviane C. B. Hafez, do Ganep Nutrição Humana.
O consumo inadequado de cálcio na infância pode provocar sérias consequências em idade mais avançada.
Ação em outras partes do corpo
O cálcio também participa dos processos de contração e relaxamento muscular, da transmissão nervosa, da coagulação sanguínea e até da regulação dos batimentos cardíacos. “O mineral tem, ainda, ação sobre as enzimas que atuam na digestão de gorduras e no metabolismo das proteínas, daí a fama de emagrecedor”, explica a nutricionista funcional Patrícia Davidson. Sua deficiência está relacionada ao aumento de sintomas típicos da menopausa, tais como retenção hídrica, desejo por alimentos calóricos e dores localizadas.
Quanto você precisa consumir?
O ideal é consumir pelo menos 1 litro de leite diariamente, o que equivale a quatro copos de 250 ml. Uma alternativa é retirar o aporte de cálcio necessário, no dia a dia, de diversas fontes, entre a bebida e os seus derivados. Algumas combinações possíveis: 2 copos (250 ml) de leite e 1 copo (250 ml) de iogurte natural. Ou 2 fatias de queijo-de-minas e 1 copo (250 ml) de iogurte natural. Para aproveitar os benefícios do leite e ainda economizar nas gorduras, fique com a versão desnatada. Aqueles que apresentam intolerância à lactose, por outro lado, podem contar com os leites à base de soja enriquecidos com cálcio.
Além disso, para melhorar a absorção do mineral no organismo, vale aumentar o consumo de alimentos ricos em vitamina D, como o óleo de fígado de peixes, a manteiga, a gema de ovo e os peixes como atum, cação e arenque. Reservar 15 minutos por dia para se expor ao sol também ajuda, já que os raios ajudam a fixar o cálcio. “Por outro lado, é importante evitar o consumo concomitante de alimentos ricos em ferro, pois um mineral prejudica a utilização do outro pelo organismo”, alerta Lafayette Lage.
Soja (Aliada especial da pele)
Por que faz bem?
O alimento, de origem vegetal, contém grande quantidade de proteínas, favorece a síntese de colágeno e de ácido hialurônico, o que proporciona mais firmeza e elasticidade à pele. As isoflavonas também retardam, em longo prazo, o surgimento de rugas. “Estudos recentes, realizados aqui no Brasil, mostraram que mulheres no período pós-menopausa que ingeriram 100 mg de extrato de soja por dia aumentaram a espessura e melhoraram a elasticidade da pele, em relação às que não receberam a suplementação. Segundo o levantamento, as adeptas da soja também apresentaram um aumento no número de vasos sanguíneos na região, o que permitiu uma nutrição mais eficiente do tecido”, explica a dermatologista Shirlei Borelli.
A soja contém grande quantidade de proteínas que favorecem a síntese de colágeno e de ácido hialurônico, o que proporciona mais firmeza e elasticidade à pele
Ação em outras partes do corpo
Sua aplicação mais conhecida é no tratamento dos desconfortos ocasionados pela menopausa. O alimento, quando administrado em doses adequadas, funciona como um estrogênio natural e repõe o hormônio que está em falta, ajudando a tratar sintomas como o ressecamento de pele e os calores típicos da fase. A soja apresenta também função antioxidante, antifúngica e anticancerígena. Além disso, possui gorduras poli-insaturadas, que estão associadas à menor incidência de doenças cardiovasculares e de problemas neurológicos como a depressão e a hiperatividade. “Ela possui efeitos hipocolesterolêmicos, ou seja, provoca uma diminuição moderada do colesterol total e da fração LDL, sem afetar o bom colesterol (HDL). A ação se deve à presença de compostos ativos como a genisteína e a daidzeína em sua fórmula”, explica Paula Crook. “O alimento evita a oxidação do LDL, que é o gatilho para o infarto do miocárdio”, complementa Andréia Naves.
Quanto você precisa consumir?
O tofu é uma de suas melhores fontes e o ideal é consumir, no mínimo, ½ xícara do queijo por dia. Para atingir essa quantidade, vale adicioná-lo aos pratos que se costuma consumir rotineiramente, como saladas, legumes refogados, pizzas e sanduíches. Se preferir o grão in natura, a quantidade diária recomendada é de 25 g. “Mas é necessário que o alimento seja submetido a um processo de choque térmico antes de ser consumido”, recomenda a nutricionista Andréia Naves. O cuidado é fundamental para garantir a inativação das lipoxigenases, compostos causadores de sabor indesejável.
Mamão (Aliado especial dos olhos)
Por que faz bem?
É fonte de carotenoides, como o betacaroteno, a zeaxantina e a luteína. “Carotenoides são complexos químicos e vitamínicos muito importantes na prevenção de doenças de retina, como degenerações de mácula e distrofias retinianas. Eles também atuam como coadjuvantes no tratamento de doenças relacionadas a essa parte do olho”, diz Rodrigo Angelucci, professor de oftalmologia da Faculdade de Medicina do ABC. A retina é a membrana interna do olho, capaz de captar os sinais luminosos. Ela participa do processo de formação de imagens, que consiste na transmissão do impulso visual do nervo óptico ao cérebro “A saúde da retina, portanto, vai ajudar a garantir uma boa visão, principalmente à noite”, explica Andréia Naves. A fruta também tem ação benéfica sobre os quadros de catarata e pode ajudar a prevenir e a cuidar da doença, evitando a progressão acelerada.
O mamão tem ação benéfica sobre os quadros de catarata e pode ajudar a prevenir e a cuidar da doença, evitando que progrida de forma acelerada
Ação em outras partes do corpo.
A fruta dá uma força extra ao intestino, combatendo a prisão de ventre e a formação de gases, graças às substâncias laxativas e às fibras que contém. É uma excelente fonte de vitamina C, que atua sobre a saúde da pele e ainda fortalece os sistemas de defesa. Também é rica em cálcio e potássio, entre outros minerais. “A grande quantidade de potássio (257 mg por 100 g) e de cálcio (24 mg por 100 g) do alimento faz da fruta um composto extremamente importante na prevenção de quadros de hipertensão e de problemas cardiovasculares”, garante a nutricionista Patrícia Davidson.
Quanto você precisa consumir?
O melhor é incluir uma fatia pequena de mamão no seu café da manhã, diariamente. Para potencializar a ação do alimento, aumente também a ingestão de zinco, mineral que está presente nos cereais integrais, nas castanhas, nas carnes vermelhas e nas ostras. “Quando uma pessoa consome alimentos de cor amarela e laranja e apresenta a palma da mão, planta dos pés e nariz amarelados, isso significa que ela está ingerindo pouco zinco. Então, será preciso aumentar a quantidade de alimentos ricos nesse mineral na alimentação, para permitir que os carotenoides se convertam em vitamina A”, diz Andréia Naves. Outra informação importante: as gorduras podem potencializar a ação dos carotenoides no organismo. Por isso,vale a pena ralar uma ou duas castanhas do Brasil sobre o seu mamão, antes de consumi-lo.
É fonte de carotenoides, como o betacaroteno, a zeaxantina e a luteína. “Carotenoides são complexos químicos e vitamínicos muito importantes na prevenção de doenças de retina, como degenerações de mácula e distrofias retinianas. Eles também atuam como coadjuvantes no tratamento de doenças relacionadas a essa parte do olho”, diz Rodrigo Angelucci, professor de oftalmologia da Faculdade de Medicina do ABC. A retina é a membrana interna do olho, capaz de captar os sinais luminosos. Ela participa do processo de formação de imagens, que consiste na transmissão do impulso visual do nervo óptico ao cérebro “A saúde da retina, portanto, vai ajudar a garantir uma boa visão, principalmente à noite”, explica Andréia Naves. A fruta também tem ação benéfica sobre os quadros de catarata e pode ajudar a prevenir e a cuidar da doença, evitando a progressão acelerada.
Um blog informativo que se preocupa com assuntos voltados para saúde e bem-estar físico das futuras mamães, das mamães primeira e de muitas viagens durante a gestação e no pós parto.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Matéria interessante para as futuras mamães!!!
Fonte - site guia do bebê (uol) publicada em 16/06/2010
Dra. Ellen Paiva
As influências alimentares na glicemia materna e na saúde do bebê
Muita coisa tem mudado em nossa avaliação médica e nutricional das gestantes. Mas um tema especialmente novo foi revelado através de um grande estudo que os americanos chamaram de HAPO, uma sigla que significa hiperglicemia materna e resultados adversos da gestação.
Esse estudo examinou mais de 23.000 gestantes e seus bebês e chegou à conclusão de que pequenas variações no açúcar do sangue das mães influenciavam a adiposidade do corpo do bebê e a sua produção de insulina. Esses resultados passarão a ter um grande peso em nossa avaliação médica e nutricional das gestantes, principalmente porque se basearam em gestantes normais, ou seja, gestantes que não apresentavam diabetes gestacional.
Mudanças que deixam a gestante vulnerável ao diabetes
Durante os nove meses, a gestante passa a conviver com um enorme volume hormonal proveniente da sua placenta, que, se por um lado, garante a manutenção da gestação, por outro, altera consistentemente seu metabolismo, deixando-a propensa a apresentar amplas oscilações da glicemia ou de açúcar no sangue. Até aqui, tudo bem, pois a maioria das gestantes tolera bem tais mudanças e consegue manter seus níveis de açúcar dentro do normal e, portanto, livre do diabetes gestacional.
Quando a gestante, já exposta aos fatores hormonais que facilitam a ocorrência das elevações da glicose, apresenta outros fatores de risco, concomitantemente, ela estará mais vulnerável à ocorrência do diabetes. Dentre estes, podemos citar os riscos adicionais das mulheres que engravidam já com sobrepeso ou obesidade, das fumantes, daquelas com antecedentes pessoais de partos complicados e com antecedentes familiares de diabetes, das portadoras da Síndrome dos Ovários Policísticos e, finalmente, das gestantes que ganham peso excessivo durante a gestação.
Aproximadamente 7% de todas as gestações são afetadas pelo diabetes gestacional, resultando em mais de 200.000 casos anuais nos Estados Unidos. No Brasil, as estimativas não são diferentes. O Projeto Diretrizes de 2006, organizado pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, definiu estimativas de prevalência da doença em torno de 2,4 a 7,2%.
A questão básica e que implica no aumento do risco materno fetal pode ser explicada pelo efeito das elevações variáveis da glicemia da gestante. Esse relativo aumento do açúcar no sangue da gestante atravessa a placenta e alcança o bebê, causando nele uma elevação semelhante da glicemia, induzindo uma maior produção de insulina e todas as conseqüências deletérias do excesso desse hormônio.
Complicações materno fetais induzidas pela hiperglicemia materna
As complicações fetais que pensávamos ocorrer apenas no diabetes gestacional, hoje, sabemos que podem ocorrer nas gestações livres do diabetes, mas sujeitas a maiores oscilações glicêmicas, anteriormente consideradas inofensivas.
Nas gestantes com diabetes, a intensidade dessa alteração pode levar à ocorrência dos fetos macrossômicos, os grandes bebês nascidos de gestantes diabéticas, que ocorrem em até 52% dos casos de diabetes gestacional mal controlados.
Além da macrossomia, esses bebês têm maiores riscos de malformações fetais, que ocorrem em cerca de 8% dos casos, alterações metabólicas, como as arriscadas baixas da glicose e do cálcio ao nascer, parto prematuro, desenvolvimento de obesidade e diabetes na adolescência, até o óbito fetal, que ocorre em cerca de 14% dos casos com mal controle.
Para as gestantes, o risco é o desenvolvimento da pré-eclampsia e eclampsia - a hipertensão da gravidez - que pode levar a quadros graves de convulsões e morte materna e o quase certo desenvolvimento de diabetes definitivo ao longo da vida dessas mulheres.
Nas gestantes não diabéticas, mas com maiores elevações glicêmicas, os pesquisadores constataram o nascimento de bebês com mais gordura corporal e maior produção de insulina.
O que aprendemos com o estudo HAPO foi que pequenas elevações glicêmicas maternas, muito menores do que aquelas anteriormente estipuladas como perigosas, podem atravessar a barreira placentária e alcançar o feto, estimulando nele uma excessiva produção de insulina.
Esse hormônio acelera os mecanismos de estocagem de energia sob a forma de gordura, propiciando o nascimento de bebês com muito mais gordura corporal e com um mecanismo acionado para que possam continuar lidando dessa mesma forma com os nutrientes que chegam até eles, ou seja, estocando mais do que queimando, com uma grande chance de serem obesos ou até diabéticos no futuro.
Prevenção e tratamento do diabetes gestacional
O objetivo da orientação nutricional da gestante de risco, principalmente aquelas que estão ganhando muito peso ou aquelas com glicose sanguínea em níveis limítrofes, é propiciar uma alimentação adequada para ela e seu bebê, permitindo a nutrição de ambos e o desenvolvimento adequado deste, sem as arriscadas oscilações glicêmicas e o ganho de peso excessivo de ambos.
A orientação nutricional da gestante começa pelo cálculo das calorias a serem consumidas diariamente e as necessidades calóricas variam de acordo com a idade, o peso pré-gestacional, o nível de atividade física e o estado nutricional.
A maioria das mulheres na idade adulta necessita ingerir uma média de 1800 calorias/dia para manter o peso, mesmo sem estarem grávidas. Durante a gestação, esta média se mantém no primeiro trimestre.
Já sabemos que a gestante não precisa comer por dois porque isso pode levar a um ganho excessivo de peso, assim como não deve tentar perder peso durante a gestação, pois pode ficar desnutrida, comprometendo o desenvolvimento fetal.
Durante o segundo e o terceiro trimestres de gestação, o gasto calórico da mulher aumenta, em média, 300 calorias/dia e sua alimentação deve permitir um ganho de peso de 10-12kg até o término da gestação nas mulheres com peso pré-gestacional normal, 12-14kg naquelas abaixo do peso ideal e no máximo 9kg naquelas com sobrepeso ou obesas.
Uma dieta bem balanceada
A dieta da gestante diabética deve ser balanceada, ou seja, deve conter cerca de 40 a 50% de carboidratos, 25-30% de proteínas e 25-30% de gordura, muito semelhante às que se destinam às gestantes "normais". O valor calórico não deve ser muito restrito, não se admitindo valores menores do que 1200calorias ao dia.
Um método simplificado seria adotar os seguintes critérios:
Gestante com peso normal 30 calorias/kg de peso/dia
Gestante com obesidade ou sobrepeso 25 calorias/kg de peso/dia
Gestante com baixo peso 35 calorias/kg de peso/dia
A gestante diabética deve se alimentar cerca de seis vezes ao dia, sendo três refeições básicas e três lanches. O último lanche deve ser feito antes de dormir para se evitar hipoglicemias noturnas com alterações metabólicas que também arriscam a gestação.
O grande tabu para as pessoas com diabetes, de uma maneira geral, e para as gestantes com diabetes, em especial, é o consumo de carboidratos. A regra básica é não abolir esse nutriente, pois inevitavelmente a gestante terá uma dieta rica em proteína e gordura, o que não é saudável.
Todas as refeições devem conter uma porção de carboidratos, de preferência os carboidratos complexos como pães, arroz, cereais, batata, mandioca, milho; de preferência integrais, uma vez que o conteúdo em fibras desses alimentos auxilia com que eles tenham uma absorção mais lenta e fisiológica, proporcionando uma saciedade mais longa e a melhora do trânsito intestinal.
Os carboidratos chamados de simples (açúcar) devem ser evitados ou utilizados com parcimônia, uma vez que causam absorção intestinal rápida do açúcar e com isso levam à oscilações agudas e amplas na glicemia materno fetal, o que não é bom nem para a mãe, nem para o bebê.
Além dos carboidratos, a gestante deve ingerir frutas, verduras, legumes, carnes magras e laticínios. A ingestão de frutas deve atender às recomendações de 3 a 4 porções de frutas diariamente e a de os laticínios, de 2 a 3 porções. Esses últimos garantem o aporte de cálcio necessário à formação do esqueleto do bebê, sem sacrificar a reserva esquelética da mãe.
Além da dieta, a gestante diabética, que não alcançar os valores glicêmicos normais, deve receber medicamentos como a metformina ou insulina. Deve ainda fazer controles glicêmicos em casa, tanto antes como duas horas após as refeições básicas, utilizando aparelhos de medição da glicemia e fitas reagentes apropriadas.
Após o parto, as recomendações continuam...
Após o parto a glicemia da gestante com diabetes gestacional volta ao normal, desaparecendo qualquer vestígio da doença. Entretanto, essas gestantes devem ser monitoradas durante os anos que se seguem, assim como seus filhos, pois essa calmaria é apenas aparente.
Cerca de 45% dessas pacientes tornam-se definitivamente diabéticas nos próximos 10-12 anos. Mais uma cilada que caracteriza essa doença, aparentemente tão inofensiva, mas verdadeiramente devastadora.
Há ainda no estudo muitas evidências de que o tamanho do bebê ao nascer está associado à maior adiposidade na vida futura dessas crianças, com obesidade e alterações em seus pâncreas que conferem a eles um maior risco de diabetes.
A mensagem promissora é de que a maioria dos estudos, que avaliam a evolução das crianças fruto de gestações complicadas com diabetes gestacional e suas mães, revelam que o tratamento adequado dessas gestações se associa a uma menor taxa de ganho de peso das gestantes, assim como de complicações hipertensivas na gestação.
Para os bebês, temos alcançado uma menor taxa de complicações perinatais como macrossomia, morte neonatal, lesões ortopédicas de braços e clavículas, baixa aguda e perigosa do açúcar no sangue do bebê, logo em suas primeiras horas de vida. Enfim, temos conseguido driblar as complicações materno fetais do diabetes, resta-nos, agora, entender melhor e evitar as alterações glicêmicas mais sutis nas mães e em seus bebês, para que possamos dar mais um passo no acompanhamento pré-natal das gestantes.
Dra. Ellen Paiva
As influências alimentares na glicemia materna e na saúde do bebê
Muita coisa tem mudado em nossa avaliação médica e nutricional das gestantes. Mas um tema especialmente novo foi revelado através de um grande estudo que os americanos chamaram de HAPO, uma sigla que significa hiperglicemia materna e resultados adversos da gestação.
Esse estudo examinou mais de 23.000 gestantes e seus bebês e chegou à conclusão de que pequenas variações no açúcar do sangue das mães influenciavam a adiposidade do corpo do bebê e a sua produção de insulina. Esses resultados passarão a ter um grande peso em nossa avaliação médica e nutricional das gestantes, principalmente porque se basearam em gestantes normais, ou seja, gestantes que não apresentavam diabetes gestacional.
Mudanças que deixam a gestante vulnerável ao diabetes
Durante os nove meses, a gestante passa a conviver com um enorme volume hormonal proveniente da sua placenta, que, se por um lado, garante a manutenção da gestação, por outro, altera consistentemente seu metabolismo, deixando-a propensa a apresentar amplas oscilações da glicemia ou de açúcar no sangue. Até aqui, tudo bem, pois a maioria das gestantes tolera bem tais mudanças e consegue manter seus níveis de açúcar dentro do normal e, portanto, livre do diabetes gestacional.
Quando a gestante, já exposta aos fatores hormonais que facilitam a ocorrência das elevações da glicose, apresenta outros fatores de risco, concomitantemente, ela estará mais vulnerável à ocorrência do diabetes. Dentre estes, podemos citar os riscos adicionais das mulheres que engravidam já com sobrepeso ou obesidade, das fumantes, daquelas com antecedentes pessoais de partos complicados e com antecedentes familiares de diabetes, das portadoras da Síndrome dos Ovários Policísticos e, finalmente, das gestantes que ganham peso excessivo durante a gestação.
Aproximadamente 7% de todas as gestações são afetadas pelo diabetes gestacional, resultando em mais de 200.000 casos anuais nos Estados Unidos. No Brasil, as estimativas não são diferentes. O Projeto Diretrizes de 2006, organizado pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, definiu estimativas de prevalência da doença em torno de 2,4 a 7,2%.
A questão básica e que implica no aumento do risco materno fetal pode ser explicada pelo efeito das elevações variáveis da glicemia da gestante. Esse relativo aumento do açúcar no sangue da gestante atravessa a placenta e alcança o bebê, causando nele uma elevação semelhante da glicemia, induzindo uma maior produção de insulina e todas as conseqüências deletérias do excesso desse hormônio.
Complicações materno fetais induzidas pela hiperglicemia materna
As complicações fetais que pensávamos ocorrer apenas no diabetes gestacional, hoje, sabemos que podem ocorrer nas gestações livres do diabetes, mas sujeitas a maiores oscilações glicêmicas, anteriormente consideradas inofensivas.
Nas gestantes com diabetes, a intensidade dessa alteração pode levar à ocorrência dos fetos macrossômicos, os grandes bebês nascidos de gestantes diabéticas, que ocorrem em até 52% dos casos de diabetes gestacional mal controlados.
Além da macrossomia, esses bebês têm maiores riscos de malformações fetais, que ocorrem em cerca de 8% dos casos, alterações metabólicas, como as arriscadas baixas da glicose e do cálcio ao nascer, parto prematuro, desenvolvimento de obesidade e diabetes na adolescência, até o óbito fetal, que ocorre em cerca de 14% dos casos com mal controle.
Para as gestantes, o risco é o desenvolvimento da pré-eclampsia e eclampsia - a hipertensão da gravidez - que pode levar a quadros graves de convulsões e morte materna e o quase certo desenvolvimento de diabetes definitivo ao longo da vida dessas mulheres.
Nas gestantes não diabéticas, mas com maiores elevações glicêmicas, os pesquisadores constataram o nascimento de bebês com mais gordura corporal e maior produção de insulina.
O que aprendemos com o estudo HAPO foi que pequenas elevações glicêmicas maternas, muito menores do que aquelas anteriormente estipuladas como perigosas, podem atravessar a barreira placentária e alcançar o feto, estimulando nele uma excessiva produção de insulina.
Esse hormônio acelera os mecanismos de estocagem de energia sob a forma de gordura, propiciando o nascimento de bebês com muito mais gordura corporal e com um mecanismo acionado para que possam continuar lidando dessa mesma forma com os nutrientes que chegam até eles, ou seja, estocando mais do que queimando, com uma grande chance de serem obesos ou até diabéticos no futuro.
Prevenção e tratamento do diabetes gestacional
O objetivo da orientação nutricional da gestante de risco, principalmente aquelas que estão ganhando muito peso ou aquelas com glicose sanguínea em níveis limítrofes, é propiciar uma alimentação adequada para ela e seu bebê, permitindo a nutrição de ambos e o desenvolvimento adequado deste, sem as arriscadas oscilações glicêmicas e o ganho de peso excessivo de ambos.
A orientação nutricional da gestante começa pelo cálculo das calorias a serem consumidas diariamente e as necessidades calóricas variam de acordo com a idade, o peso pré-gestacional, o nível de atividade física e o estado nutricional.
A maioria das mulheres na idade adulta necessita ingerir uma média de 1800 calorias/dia para manter o peso, mesmo sem estarem grávidas. Durante a gestação, esta média se mantém no primeiro trimestre.
Já sabemos que a gestante não precisa comer por dois porque isso pode levar a um ganho excessivo de peso, assim como não deve tentar perder peso durante a gestação, pois pode ficar desnutrida, comprometendo o desenvolvimento fetal.
Durante o segundo e o terceiro trimestres de gestação, o gasto calórico da mulher aumenta, em média, 300 calorias/dia e sua alimentação deve permitir um ganho de peso de 10-12kg até o término da gestação nas mulheres com peso pré-gestacional normal, 12-14kg naquelas abaixo do peso ideal e no máximo 9kg naquelas com sobrepeso ou obesas.
Uma dieta bem balanceada
A dieta da gestante diabética deve ser balanceada, ou seja, deve conter cerca de 40 a 50% de carboidratos, 25-30% de proteínas e 25-30% de gordura, muito semelhante às que se destinam às gestantes "normais". O valor calórico não deve ser muito restrito, não se admitindo valores menores do que 1200calorias ao dia.
Um método simplificado seria adotar os seguintes critérios:
Gestante com peso normal 30 calorias/kg de peso/dia
Gestante com obesidade ou sobrepeso 25 calorias/kg de peso/dia
Gestante com baixo peso 35 calorias/kg de peso/dia
A gestante diabética deve se alimentar cerca de seis vezes ao dia, sendo três refeições básicas e três lanches. O último lanche deve ser feito antes de dormir para se evitar hipoglicemias noturnas com alterações metabólicas que também arriscam a gestação.
O grande tabu para as pessoas com diabetes, de uma maneira geral, e para as gestantes com diabetes, em especial, é o consumo de carboidratos. A regra básica é não abolir esse nutriente, pois inevitavelmente a gestante terá uma dieta rica em proteína e gordura, o que não é saudável.
Todas as refeições devem conter uma porção de carboidratos, de preferência os carboidratos complexos como pães, arroz, cereais, batata, mandioca, milho; de preferência integrais, uma vez que o conteúdo em fibras desses alimentos auxilia com que eles tenham uma absorção mais lenta e fisiológica, proporcionando uma saciedade mais longa e a melhora do trânsito intestinal.
Os carboidratos chamados de simples (açúcar) devem ser evitados ou utilizados com parcimônia, uma vez que causam absorção intestinal rápida do açúcar e com isso levam à oscilações agudas e amplas na glicemia materno fetal, o que não é bom nem para a mãe, nem para o bebê.
Além dos carboidratos, a gestante deve ingerir frutas, verduras, legumes, carnes magras e laticínios. A ingestão de frutas deve atender às recomendações de 3 a 4 porções de frutas diariamente e a de os laticínios, de 2 a 3 porções. Esses últimos garantem o aporte de cálcio necessário à formação do esqueleto do bebê, sem sacrificar a reserva esquelética da mãe.
Além da dieta, a gestante diabética, que não alcançar os valores glicêmicos normais, deve receber medicamentos como a metformina ou insulina. Deve ainda fazer controles glicêmicos em casa, tanto antes como duas horas após as refeições básicas, utilizando aparelhos de medição da glicemia e fitas reagentes apropriadas.
Após o parto, as recomendações continuam...
Após o parto a glicemia da gestante com diabetes gestacional volta ao normal, desaparecendo qualquer vestígio da doença. Entretanto, essas gestantes devem ser monitoradas durante os anos que se seguem, assim como seus filhos, pois essa calmaria é apenas aparente.
Cerca de 45% dessas pacientes tornam-se definitivamente diabéticas nos próximos 10-12 anos. Mais uma cilada que caracteriza essa doença, aparentemente tão inofensiva, mas verdadeiramente devastadora.
Há ainda no estudo muitas evidências de que o tamanho do bebê ao nascer está associado à maior adiposidade na vida futura dessas crianças, com obesidade e alterações em seus pâncreas que conferem a eles um maior risco de diabetes.
A mensagem promissora é de que a maioria dos estudos, que avaliam a evolução das crianças fruto de gestações complicadas com diabetes gestacional e suas mães, revelam que o tratamento adequado dessas gestações se associa a uma menor taxa de ganho de peso das gestantes, assim como de complicações hipertensivas na gestação.
Para os bebês, temos alcançado uma menor taxa de complicações perinatais como macrossomia, morte neonatal, lesões ortopédicas de braços e clavículas, baixa aguda e perigosa do açúcar no sangue do bebê, logo em suas primeiras horas de vida. Enfim, temos conseguido driblar as complicações materno fetais do diabetes, resta-nos, agora, entender melhor e evitar as alterações glicêmicas mais sutis nas mães e em seus bebês, para que possamos dar mais um passo no acompanhamento pré-natal das gestantes.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Definições Importantes!!!
Fonte- site Quero Viver Bem
Matéria publicada em out/2009
Texto revisado por Paulo Daher
Qual a diferença entre atividade física, exercício físico e atividade desportiva?
Atividade Física
É qualquer movimento corporal realizado ao longo do dia, que resulte em um determinado gasto de energia. Exemplo: subir um lance de escadas.
Exercício físico
É uma atividade física que envolve a realização de movimentos repetitivos e intencionais, de determinados grupos musculares. Exemplo: caminhar em uma esteira ergométrica por 30 minutos. Os exercícios físicos podem ser aeróbicos e anaeróbicos.
Exercícios físicos aeróbicos
São movimentos repetitivos, que utilizam os grandes grupos musculares. Este tipo de exercício gera um estresse aos sistemas cardiovascular e respiratório. Tal fato acarreta o aparecimento de respostas adaptativas positivas do corpo, ao longo de várias semanas. Exemplos: caminhar, correr, dançar, nadar, pedalar ou praticar artes marciais, como o boxe ou o judô.
Exercícios físicos anaeróbicos
São também chamados de exercícios resistidos ou de musculação. Em contraste com os exercícios aeróbicos, os exercícios anaeróbicos envolvem curtos impulsos de esforço, seguidos por períodos de descanso, resultando no desenvolvimento de força e hipertrofia muscular (aumento da massa dos músculos). Exemplos: musculação (levantamento de pesos), flexões, abdominais e agachamentos.
Atividade esportiva ou competitiva
É aquela atividade física que visa superar limites pessoais. ou vencer adversários. Exemplo: competir em uma prova de corrida de 100 metros rasos. Refere-se à prática de esportes em geral.
Esportes radicais
Esportes radicais, esportes de ação ou de aventura podem ser considerados como aqueles que oferecem mais riscos do que os esportes em geral, tornando-os, assim, mais emocionantes aos praticantes. É característica desses esportes exigirem maior esforço físico ou maior controle emocional. Os seus participantes envolvem-se em situações extremas de limite físico ou psicológico. Exemplos de esportes radicais: escalada, rafting, paraquedismo, snow board, vôo livre, bungee jump, entre outros.
Matéria publicada em out/2009
Texto revisado por Paulo Daher
Qual a diferença entre atividade física, exercício físico e atividade desportiva?
Atividade Física
É qualquer movimento corporal realizado ao longo do dia, que resulte em um determinado gasto de energia. Exemplo: subir um lance de escadas.
Exercício físico
É uma atividade física que envolve a realização de movimentos repetitivos e intencionais, de determinados grupos musculares. Exemplo: caminhar em uma esteira ergométrica por 30 minutos. Os exercícios físicos podem ser aeróbicos e anaeróbicos.
Exercícios físicos aeróbicos
São movimentos repetitivos, que utilizam os grandes grupos musculares. Este tipo de exercício gera um estresse aos sistemas cardiovascular e respiratório. Tal fato acarreta o aparecimento de respostas adaptativas positivas do corpo, ao longo de várias semanas. Exemplos: caminhar, correr, dançar, nadar, pedalar ou praticar artes marciais, como o boxe ou o judô.
Exercícios físicos anaeróbicos
São também chamados de exercícios resistidos ou de musculação. Em contraste com os exercícios aeróbicos, os exercícios anaeróbicos envolvem curtos impulsos de esforço, seguidos por períodos de descanso, resultando no desenvolvimento de força e hipertrofia muscular (aumento da massa dos músculos). Exemplos: musculação (levantamento de pesos), flexões, abdominais e agachamentos.
Atividade esportiva ou competitiva
É aquela atividade física que visa superar limites pessoais. ou vencer adversários. Exemplo: competir em uma prova de corrida de 100 metros rasos. Refere-se à prática de esportes em geral.
Esportes radicais
Esportes radicais, esportes de ação ou de aventura podem ser considerados como aqueles que oferecem mais riscos do que os esportes em geral, tornando-os, assim, mais emocionantes aos praticantes. É característica desses esportes exigirem maior esforço físico ou maior controle emocional. Os seus participantes envolvem-se em situações extremas de limite físico ou psicológico. Exemplos de esportes radicais: escalada, rafting, paraquedismo, snow board, vôo livre, bungee jump, entre outros.
Exercícios Físicos X Melhor Idade - Lembrar nunca é demais
Fonte - site Quero Viver Bem
Matéria publicada em 27/04/2010
Texto revisado por Clarice Aristides
Quais são os benefícios?
O aumento da proporção de idosos é um fenômeno mundial. Segundo estimativas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil em 2030 terá a sexta maior população de idosos no mundo - cerca de 30 milhões de pessoas.
Estima-se que a maioria dos idosos apresenta algum grau de limitação para realizar as suas atividades cotidianas, 40% deles referem dificuldade em pelo menos uma das atividades diárias e mais de 70% são sedentários.
Benefícios dos exercícios físicos na melhor idade:
- Os exercícios físicos, em geral, previnem e melhoram as doenças que são as principais causas de morte entre os idosos.
-Melhoram a autoestima, ansiedade, sintomas depressivos e qualidade de vida.
-Melhoram a qualidade do sono.
-Evitam o isolamento social.
-Melhoram a pressão arterial.
-Melhoram os distúrbios metabólicos, diminuindo os níveis de colesterol e açúcar no sangue, melhorando o controle do diabetes.
-Reduzem o risco de doenças cardiovasculares, como o infarto do miocárdio (ataque cardíaco) e o acidente vascular cerebral (derrame cerebral).
-Melhoram a flexibilidade, força muscular, coordenação motora e equilíbrio, desta forma, ajudam a evitar as quedas, uma importante causa de morte entre os idosos.
-Exercícios de impacto e força, como a musculação, ajudam a fixar o cálcio nos ossos, ajudando a prevenir e tratar a osteoporose.
-Também tem sido observada uma potencial diminuição do risco de câncer de intestino, mama, próstata e reto.
- Melhoram a imunidade e o risco de infecções.
Matéria publicada em 27/04/2010
Texto revisado por Clarice Aristides
Quais são os benefícios?
O aumento da proporção de idosos é um fenômeno mundial. Segundo estimativas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil em 2030 terá a sexta maior população de idosos no mundo - cerca de 30 milhões de pessoas.
Estima-se que a maioria dos idosos apresenta algum grau de limitação para realizar as suas atividades cotidianas, 40% deles referem dificuldade em pelo menos uma das atividades diárias e mais de 70% são sedentários.
Benefícios dos exercícios físicos na melhor idade:
- Os exercícios físicos, em geral, previnem e melhoram as doenças que são as principais causas de morte entre os idosos.
-Melhoram a autoestima, ansiedade, sintomas depressivos e qualidade de vida.
-Melhoram a qualidade do sono.
-Evitam o isolamento social.
-Melhoram a pressão arterial.
-Melhoram os distúrbios metabólicos, diminuindo os níveis de colesterol e açúcar no sangue, melhorando o controle do diabetes.
-Reduzem o risco de doenças cardiovasculares, como o infarto do miocárdio (ataque cardíaco) e o acidente vascular cerebral (derrame cerebral).
-Melhoram a flexibilidade, força muscular, coordenação motora e equilíbrio, desta forma, ajudam a evitar as quedas, uma importante causa de morte entre os idosos.
-Exercícios de impacto e força, como a musculação, ajudam a fixar o cálcio nos ossos, ajudando a prevenir e tratar a osteoporose.
-Também tem sido observada uma potencial diminuição do risco de câncer de intestino, mama, próstata e reto.
- Melhoram a imunidade e o risco de infecções.
Você sabe o que é a Síndrome da Fragilidade?
Fonte - Sociedade Brasileira de Clínica Médica - Regional São Paulo
Matéria publicada em 22/02/2010O
Texto revisado por Clarice Aristides
Envelhecimento é um processo que pode começar antes dos 60 anos, idade definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como início da terceira idade, alerta o Dr. Abrão José Cury Jr., diretor da Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Clínica Médica.
Diante disso, foi criado o conceito Síndrome da Fragilidade, que consiste na soma de mudanças físicas e psicológicas que comprometem a qualidade de vida e predispõem a pessoa a desenvolver doenças.
São indicadores da Síndrome da Fragilidade: dificuldades de recuperação após doença, redução do desejo sexual, osteoporose acelerada (perda de massa óssea), redução da força muscular, susceptibilidade a doenças, refluxo gástrico, prisão de ventre, redução da absorção de alimentos e medicamentos, infecções respiratórias, diabetes e doenças cardíacas. Em geral, esses problemas estão associados à incontinência urinária (eliminação involuntária de urina), desnutrição, quedas, imobilidade, uso de vários medicamentos e depressão.
As pessoas não devem aceitar as mudanças físicas como inevitáveis e normais, é preciso se preocupar com a qualidade de vida e, principalmente, é preciso cuidar da saúde antes que as doenças se instalem. Um dos passos importantes é a avaliação nutricional e a prescrição de uma dieta que considere a realidade e as características do paciente. Cardápio individualizado, dividido em várias refeições, rico em fibras, adequado às condições de mastigação, com suplementos e com líquidos são medidas que contribuem para a boa saúde.
Outro aspecto importante é a avaliação do médico, que deve considerar a idade do paciente, comprometimento da audição e da visão, doenças pré-existentes,depressão, hospitalização nos últimos meses, capacidade de compreensão, problemas na tireóide, condições para desenvolver atividades diárias, como vestir, comer, higienizar e andar.
A Medicina está capacitada para corrigir de forma eficaz o mais simples dos problemas, mesmo que aparentemente sem importância, mas que pode comprometer a qualidade de vida do idoso e acelerar o surgimento de doenças. Cabe ao médico dar atenção e apoio ao paciente, buscando manter sua capacidade funcional, bem como condições emocionais e sociais estáveis.
Matéria publicada em 22/02/2010O
Texto revisado por Clarice Aristides
Envelhecimento é um processo que pode começar antes dos 60 anos, idade definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como início da terceira idade, alerta o Dr. Abrão José Cury Jr., diretor da Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Clínica Médica.
Diante disso, foi criado o conceito Síndrome da Fragilidade, que consiste na soma de mudanças físicas e psicológicas que comprometem a qualidade de vida e predispõem a pessoa a desenvolver doenças.
São indicadores da Síndrome da Fragilidade: dificuldades de recuperação após doença, redução do desejo sexual, osteoporose acelerada (perda de massa óssea), redução da força muscular, susceptibilidade a doenças, refluxo gástrico, prisão de ventre, redução da absorção de alimentos e medicamentos, infecções respiratórias, diabetes e doenças cardíacas. Em geral, esses problemas estão associados à incontinência urinária (eliminação involuntária de urina), desnutrição, quedas, imobilidade, uso de vários medicamentos e depressão.
As pessoas não devem aceitar as mudanças físicas como inevitáveis e normais, é preciso se preocupar com a qualidade de vida e, principalmente, é preciso cuidar da saúde antes que as doenças se instalem. Um dos passos importantes é a avaliação nutricional e a prescrição de uma dieta que considere a realidade e as características do paciente. Cardápio individualizado, dividido em várias refeições, rico em fibras, adequado às condições de mastigação, com suplementos e com líquidos são medidas que contribuem para a boa saúde.
Outro aspecto importante é a avaliação do médico, que deve considerar a idade do paciente, comprometimento da audição e da visão, doenças pré-existentes,depressão, hospitalização nos últimos meses, capacidade de compreensão, problemas na tireóide, condições para desenvolver atividades diárias, como vestir, comer, higienizar e andar.
A Medicina está capacitada para corrigir de forma eficaz o mais simples dos problemas, mesmo que aparentemente sem importância, mas que pode comprometer a qualidade de vida do idoso e acelerar o surgimento de doenças. Cabe ao médico dar atenção e apoio ao paciente, buscando manter sua capacidade funcional, bem como condições emocionais e sociais estáveis.
terça-feira, 1 de junho de 2010
Nutrientes do mal
Fonte - site Dieta Já (uol)
Ação na memória
Onde encontrar:
Gorduras saturadas e Trans
Impedem que os hormônios que dão a sensação de saciedade sejam reconhecidos pelo cérebro. Margarina, manteiga e óleos. Tente cozinhar alimentos com azeite ou óleo de girassol.
Cafeína
Em excesso, tende a sobrestimular os nervos, criando assim um aumento de energia que pode desencadear irritabilidade. Cafés, chás.
Álcool
Além de reter líquidos e conter calorias vazias, a substância prejudica a formação de novas células cerebrais. Cerveja, vodca , uísque, entre outros.
Açúcar refinado
Eleva a produção de insulina e desencadeia outras reações químicas que agridem as células cerebrais. Biscoitos, doces, balas, refrigerantes tradicionais, sucos industrializados, doces caseiros e bolos.
Glúten
A substância que dá liga à massa e ajuda no crescimento do pão, produz morfina, desacelerando as atividades cerebrais. Massas e farinhas.
Ação na memória
Onde encontrar:
Gorduras saturadas e Trans
Impedem que os hormônios que dão a sensação de saciedade sejam reconhecidos pelo cérebro. Margarina, manteiga e óleos. Tente cozinhar alimentos com azeite ou óleo de girassol.
Cafeína
Em excesso, tende a sobrestimular os nervos, criando assim um aumento de energia que pode desencadear irritabilidade. Cafés, chás.
Álcool
Além de reter líquidos e conter calorias vazias, a substância prejudica a formação de novas células cerebrais. Cerveja, vodca , uísque, entre outros.
Açúcar refinado
Eleva a produção de insulina e desencadeia outras reações químicas que agridem as células cerebrais. Biscoitos, doces, balas, refrigerantes tradicionais, sucos industrializados, doces caseiros e bolos.
Glúten
A substância que dá liga à massa e ajuda no crescimento do pão, produz morfina, desacelerando as atividades cerebrais. Massas e farinhas.
Nutrientes do bem
Fonte - site Dieta Já (uol)
Ação na memória
Onde encontrar:
Vitaminas do complexo B
Melhoram a conexão entre os neurônios: Aveia, arroz integral, carnes, peixes,leite e derivados, soja, leguminosas,oleaginosas e sementes.
Colina
Participa da formação de novos neurônios. É precursora da acetilcolina (neurotransmissor importante para a memória):principalmente no ovo, encontrada também no salmão,soja, fígado, gérmen de trigo e leguminosas (feijões).
Ácido fólico
Favorece a conexão entre os neurônios.Vegetais de folha verde-escuras (espinafre, couve, rúcula, agrião), brócolis, alcachofra e beterraba.
Ômega-3
Melhora o perfil das membranas dos neurônios, potencializando a troca de informações. Protege também os neurônios contra os radicais livres: Peixes de águas frias (salmão, sardinha, anchova, atum, arenque e cavala) e linhaça.
Flavonoides
Combatem a ação negativa dos radicais livres: Mirtilo, ameixa preta, amora, açaí, framboesa, morango, cereja, abacate e uvas vermelhas.
Fisetina
Induz o amadurecimento de células do sistema nervoso e estimula mecanismos que melhoram a memória: Maçã, tomate, cebola, pêssego, uva e kiwi.
Ação na memória
Onde encontrar:
Vitaminas do complexo B
Melhoram a conexão entre os neurônios: Aveia, arroz integral, carnes, peixes,leite e derivados, soja, leguminosas,oleaginosas e sementes.
Colina
Participa da formação de novos neurônios. É precursora da acetilcolina (neurotransmissor importante para a memória):principalmente no ovo, encontrada também no salmão,soja, fígado, gérmen de trigo e leguminosas (feijões).
Ácido fólico
Favorece a conexão entre os neurônios.Vegetais de folha verde-escuras (espinafre, couve, rúcula, agrião), brócolis, alcachofra e beterraba.
Ômega-3
Melhora o perfil das membranas dos neurônios, potencializando a troca de informações. Protege também os neurônios contra os radicais livres: Peixes de águas frias (salmão, sardinha, anchova, atum, arenque e cavala) e linhaça.
Flavonoides
Combatem a ação negativa dos radicais livres: Mirtilo, ameixa preta, amora, açaí, framboesa, morango, cereja, abacate e uvas vermelhas.
Fisetina
Induz o amadurecimento de células do sistema nervoso e estimula mecanismos que melhoram a memória: Maçã, tomate, cebola, pêssego, uva e kiwi.
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