Fonte - site uol (bbel Um estilo de vida)- Qualdidade de Vida
A tensão pré-menstrual (TPM) é caracterizada por um conjunto de sintomas físicos, psíquicos e comportamentais que interferem na qualidade de vida, no cotidiano e na vida social de muitas mulheres. Na literatura são descritos mais de 150 sintomas e os mais relatados são: ansiedade, irritabilidade, agressividade, depressão, dificuldade de concentração intelectual e indecisão, alteração do apetite, com forte tendência para determinados alimentos, transtornos do sono, modificação dos hábitos sexuais, acne, enxaqueca, dor nas mamas, retenção hídrica, aumento de peso, cólicas, edema de membros inferiores, náuseas, vômitos, dores musculares, cansaço físico, etc.
Existem 4 tipos de TPM: tipo A, tipo C, tipo H e tipo D. Alguns alimentos podem auxiliar no controle dos sintomas da TPM e outros piorar.
Na TPM tipo A prevalecem os sintomas de ansiedade, irritabilidade e oscilações do humor.
Evitar: café, refrigerantes à base de cola, chá mate, chá preto, chocolate e álcool.
Alimentos que podem ajudar: aqueles ricos em cálcio (leite e derivados preferencialmente desnatados, vegetais verdes folhosos, tofú, gergelim) e vitamina B6 (pães a base de farinha integral, grãos integrais, levedo de cerveja, frango, banana, etc).
Na TPM tipo C prevalecem os sintomas de aumento de apetite, compulsão por alimentos doces, cansaço físico e enxaqueca.
Evitar: açúcar, chocolate, álcool, alimentos muito gordurosos (frituras, carnes empanadas, maionese, massa folhada).
Alimentos que podem ajudar: ricos em carboidratos complexos (pães e biscoitos integrais, cereais integrais, aveia, macarrão e arroz preferencialmente integrais, batata, mandioquinha, frutas), ricos em proteínas magras (filé mignon, peito de peru, peito de frango sem pele, omelete de claras, atum e salmão grelhados, leite de derivados desnatados, etc), ricos em magnésio (banana, salmão, feijão, lentilha, vegetais verdes, avelã, aveia, beterraba, abacate, feijão, abacaxi, manga, milho, etc).
Na TPM tipo H prevalecem os sintomas de inchaço (retenção hídrica), ganho de peso e dor nas mamas.
Evitar: sal, enlatados, alimentos em conserva, alimentos defumados, embutidos (salsicha, lingüiça, frios), molhos prontos.
Alimentos que podem ajudar: Levedura de cerveja e alimentos diuréticos (abacaxi, melancia, pêra, melão, morango, agrião, alface, broto de feijão, escarola, couve, folhas de beterraba, chuchu, pepino, salsinha e também chá verde e água de coco).
Na TPM tipo H prevalecem os sintomas de depressão, choro, confusão, insônia e perda de memória.
Evitar: cafeína em excesso e álcool.
Alimentos que podem ajudar: de 1 a 3 xícaras de café, doces light e diet com moderação.
Outras dicas
- Aumente o consumo de água e chás de ervas ao longo do dia;
- Prefira as ervas para temperar suas refeições;
- Coma no mínimo três frutas ao dia;
- Aumente o consumo de alimentos ricos em nutrientes como cálcio, vitamina B6, magnésio e ácidos graxos essenciais;
- Faça atividades físicas regularmente, pois liberam endorfina, melhoram o humor e aliviam as tensões típicas deste período;
- Faça massagens do tipo drenagem linfática.
O ideal é seguir essas dicas durante o mês todo, mas se não for possível, iniciar por volta de 10 e 15 dias antes da menstruação.
Um blog informativo que se preocupa com assuntos voltados para saúde e bem-estar físico das futuras mamães, das mamães primeira e de muitas viagens durante a gestação e no pós parto.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
sábado, 13 de novembro de 2010
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Olha que interessante, vc responderia o quê para esta pergunta?
Fonte - site Portal da Educação Física
A Voz da Cidade.com 04/11/2010
Terceira idade surpreende pela boa disposição nos exercícios
Um programa da BBC de Londres lançou a pergunta: você está mais em forma que um aposentado? A resposta, que antigamente seria fácil de responder, hoje em dia já não é tão simples para qualquer pessoa. A ideia do “Are you fitter than a pensioner?” é transformar a vida de jovens sedentários através do exemplo de aposentados que praticam atividade física. Duas realidades cada vez mais comuns.
As academias já perceberam esse novo mercado e até investem em programas específicos voltados para tal público. Com isso, um ambiente que antigamente era dominado por jovens passa a ser dividido com senhores e senhoras.
Os cuidados gerais são os mesmos que outros praticantes devem ter, mesmo quando a pessoa está começando a fazer uma atividade física. Deve começar com séries pequenas e ir progredindo de acordo com a evolução do idoso. Realizar sempre um aquecimento prévio e durante os exercícios e manter uma postura adequada para não sobrecarregar as articulações. Interromper a atividade a qualquer sinal de cansaço demasiado, palpitações, sudorese excessiva, fraqueza, cãimbras ou falta de coordenação.
É o que afirma os especialistas da terceira idade, porém, ressaltam que antes de começar qualquer atividade o idoso deve passar por uma avaliação médica para identificar possíveis restrições ou recomendações. Segundo médicos e professores de Educação Física, a musculação vai ajudar no controle da hipertensão, obesidade, osteoporose e na diminuição do risco de doenças, como enfarte e AVC. Mas, pessoas com insuficiência cardíaca, miocardite ativa, taquicardia ventricular, trombo-flebite ou doenças infecciosas aguda, por exemplo, não devem fazer musculação.
A região Sul Fluminense é a prova de que os “velhinhos” estão com mais fôlego e em forma do que muitos adolescentes.
Em Volta Redonda
Na Cidade do Aço, a prefeitura disponibiliza diversas atividades para as pessoas da melhor idade. A Secretaria de Esporte e Lazer (Smel) conta com os programas Viva a Melhor Idade – que reúne 28 polos em bairros distintos e cerca de 12 mil idosos a partir de 50 anos – e o Comunidade Ativa, que é composto por uma equipe de professores de Educação Física e fisioterapeutas em bairros da cidade, orientando os participantes em uma caminhada.
A Secretaria de Saúde (SMS) oferece também o Programa de Ação Integral à Saúde do Idoso (Paisi), responsável pela orientação das ações de saúde do idoso no município. O Paisi atua em conjunto com os demais programas e integra ações de saúde do idoso na Atenção Básica, Média e Alta Complexidade. E a Academia da Vida, que funciona no Estádio da Cidadania oferecendo musculação à terceira idade.
De acordo com a professora de Educação Física e proprietária de uma academia na cidade, Rafaella Monteiro da Silva, o esporte mais procurado pelos idosos é a musculação. “Muitos deles vêm procurar com o objetivo de cuidar da saúde ou por indicação médica, por perda de massa óssea e muscular”, explica Rafaella, acrescentando que antes de iniciar uma atividade é necessário que não só o idoso, como todos os praticantes, apresentem atestado médico.
“Com a aprovação do médico, os instrutores desenvolvem um cronograma e a partir daí o aluno passa por um processo de adaptação à atividade física de 20 a 30 dias. Após esse período, o professor desenvolve outra série, com mais exercícios, e vai aumentando de acordo com o objetivo do aluno”, detalha.
De acordo com Rafaella, a musculação ajuda na reestruturação dos músculos e ossos dos idosos. “Esse trabalho ajuda porque nada mais é do que fazer movimentos repetitivos ou isométricos – parado, estático – e assim o idoso ganha resistência muscular e beneficia o fortalecimento dos ossos”, destaca, acrescentando que a atividade física também ajuda em problemas de circulação, cardiovasculares e cardiorespiratórios.
Para Rafaella, as atividades mais recomendadas para idosos acima de 60 anos são: musculação, hidroginástica, alongamento e pilates. “Depende do objetivo de cada um e da recomendação médica, é claro”, indica, sintetizando a importância do acompanhamento de um nutricionista. “É sempre bom fazer atividade física com acompanhamento do nutricionista, porque um não caminha sem o outro para qualquer objetivo, sendo dele a recomendação médica para perda de peso ou ganho de massa muscular”, ressalta Rafaella, se referindo ao trabalho conjunto entre o professor de Educação Física com o nutricionista.
Enquanto isso em Itatiaia
Em uma academia conhecida na cidade, que fica na Rua 15, número 44, os idosos preferem fazer suas atividades no período da manhã, e já são 83 pessoas, entre 60 e 80 anos, realizando atividades como hidroginástica, musculação e ginástica localizada. “Sempre temos vagas para a terceira idade, e normalmente recomendamos essas três áreas. Temos um bom número de alunos”, comenta o professor de Educação Física e proprietário da academia, Dilino Jardim.
De forma gratuita, a prefeitura oferece, através da Secretaria de Assistência Social, Habitação e Direitos Humanos (Smasdhh), no Centro de Convivência do Idoso, que fica na Rua Coronel José Mendes Bernardes, 441, Vila Paraíso, atividades físicas e culturais exclusivas para a terceira idade. Entre a dança de salão e a ginásticas, cerca de 250 idosos realizam atividades semanalmente.
Pela Secretaria de Esporte e Lazer (Smel) são oferecidos pelo Programa Movimenta Comunidade aulas de ginástica comunitária para os moradores, e há vagas para a terceira idade. As atividades são realizadas, às terças, quartas, quintas e sextas-feiras, na quadra do Colégio Professor Pedro de Souza Rangel, na Vila Odete, com aulas ministradas pelas professoras Elisângela Alfredo e Nívea.
Na cidade de Resende
Em Resende, o público da Terceira Idade tem buscado através da atividade física aprimorar sua qualidade de vida. Pela manhã, dezenas de pessoas na faixa etária a partir dos 60 anos caminham, correm e até andam de bicicleta. Os pontos de maior concentração são o Parque das Águas, no bairro Jardim Jalisco, e a pista de caminhada e ciclovia da Estrada Darci Ribeiro, no trecho entre a Morada da Colina e a entrada do bairro Cidade Alegria.
Como incentivo à atividade física, desde 2009 o Programa Terceira Idade Ativa conta com uma academia de ginástica no interior do Parque das Águas. Gratuitamente, mais de 630 pessoas na faixa etária acima dos 50 anos fazem programas de exercícios físicos e recreação no projeto que tem parceria da Unimed. Os alunos são supervisionados por profissionais de Educação Física e fisioterapeutas exclusivos do projeto. Em média, são assistidos 40 alunos por hora/aula. “Este conceito se denomina Resende Saudável e tem como objetivo garantir a saúde do nosso povo não apenas melhorando a qualidade do atendimento nas unidades médicas, mas oferecendo-lhes alternativas de lazer, esporte, cultura e inclusão social”, comenta o prefeito José Rechuan (DEM).
Até o fim do ano a meta do governo municipal é atingir 1.350 idosos assistidos, segundo a coordenadora do Programa Terceira Idade Ativa, Bianca Pena. “As pessoas interessadas podem se inscrever no próprio Parque das Águas, de segunda a sexta-feira, das 8 às 11 horas ou das 14 às 17 horas. Os idosos já cadastrados em algum dos 17 núcleos do Programa Terceira Idade Ativa poderão se inscrever nestes próprios locais com os respectivos professores de Educação Física”, comenta.
A Voz da Cidade.com 04/11/2010
Terceira idade surpreende pela boa disposição nos exercícios
Um programa da BBC de Londres lançou a pergunta: você está mais em forma que um aposentado? A resposta, que antigamente seria fácil de responder, hoje em dia já não é tão simples para qualquer pessoa. A ideia do “Are you fitter than a pensioner?” é transformar a vida de jovens sedentários através do exemplo de aposentados que praticam atividade física. Duas realidades cada vez mais comuns.
As academias já perceberam esse novo mercado e até investem em programas específicos voltados para tal público. Com isso, um ambiente que antigamente era dominado por jovens passa a ser dividido com senhores e senhoras.
Os cuidados gerais são os mesmos que outros praticantes devem ter, mesmo quando a pessoa está começando a fazer uma atividade física. Deve começar com séries pequenas e ir progredindo de acordo com a evolução do idoso. Realizar sempre um aquecimento prévio e durante os exercícios e manter uma postura adequada para não sobrecarregar as articulações. Interromper a atividade a qualquer sinal de cansaço demasiado, palpitações, sudorese excessiva, fraqueza, cãimbras ou falta de coordenação.
É o que afirma os especialistas da terceira idade, porém, ressaltam que antes de começar qualquer atividade o idoso deve passar por uma avaliação médica para identificar possíveis restrições ou recomendações. Segundo médicos e professores de Educação Física, a musculação vai ajudar no controle da hipertensão, obesidade, osteoporose e na diminuição do risco de doenças, como enfarte e AVC. Mas, pessoas com insuficiência cardíaca, miocardite ativa, taquicardia ventricular, trombo-flebite ou doenças infecciosas aguda, por exemplo, não devem fazer musculação.
A região Sul Fluminense é a prova de que os “velhinhos” estão com mais fôlego e em forma do que muitos adolescentes.
Em Volta Redonda
Na Cidade do Aço, a prefeitura disponibiliza diversas atividades para as pessoas da melhor idade. A Secretaria de Esporte e Lazer (Smel) conta com os programas Viva a Melhor Idade – que reúne 28 polos em bairros distintos e cerca de 12 mil idosos a partir de 50 anos – e o Comunidade Ativa, que é composto por uma equipe de professores de Educação Física e fisioterapeutas em bairros da cidade, orientando os participantes em uma caminhada.
A Secretaria de Saúde (SMS) oferece também o Programa de Ação Integral à Saúde do Idoso (Paisi), responsável pela orientação das ações de saúde do idoso no município. O Paisi atua em conjunto com os demais programas e integra ações de saúde do idoso na Atenção Básica, Média e Alta Complexidade. E a Academia da Vida, que funciona no Estádio da Cidadania oferecendo musculação à terceira idade.
De acordo com a professora de Educação Física e proprietária de uma academia na cidade, Rafaella Monteiro da Silva, o esporte mais procurado pelos idosos é a musculação. “Muitos deles vêm procurar com o objetivo de cuidar da saúde ou por indicação médica, por perda de massa óssea e muscular”, explica Rafaella, acrescentando que antes de iniciar uma atividade é necessário que não só o idoso, como todos os praticantes, apresentem atestado médico.
“Com a aprovação do médico, os instrutores desenvolvem um cronograma e a partir daí o aluno passa por um processo de adaptação à atividade física de 20 a 30 dias. Após esse período, o professor desenvolve outra série, com mais exercícios, e vai aumentando de acordo com o objetivo do aluno”, detalha.
De acordo com Rafaella, a musculação ajuda na reestruturação dos músculos e ossos dos idosos. “Esse trabalho ajuda porque nada mais é do que fazer movimentos repetitivos ou isométricos – parado, estático – e assim o idoso ganha resistência muscular e beneficia o fortalecimento dos ossos”, destaca, acrescentando que a atividade física também ajuda em problemas de circulação, cardiovasculares e cardiorespiratórios.
Para Rafaella, as atividades mais recomendadas para idosos acima de 60 anos são: musculação, hidroginástica, alongamento e pilates. “Depende do objetivo de cada um e da recomendação médica, é claro”, indica, sintetizando a importância do acompanhamento de um nutricionista. “É sempre bom fazer atividade física com acompanhamento do nutricionista, porque um não caminha sem o outro para qualquer objetivo, sendo dele a recomendação médica para perda de peso ou ganho de massa muscular”, ressalta Rafaella, se referindo ao trabalho conjunto entre o professor de Educação Física com o nutricionista.
Enquanto isso em Itatiaia
Em uma academia conhecida na cidade, que fica na Rua 15, número 44, os idosos preferem fazer suas atividades no período da manhã, e já são 83 pessoas, entre 60 e 80 anos, realizando atividades como hidroginástica, musculação e ginástica localizada. “Sempre temos vagas para a terceira idade, e normalmente recomendamos essas três áreas. Temos um bom número de alunos”, comenta o professor de Educação Física e proprietário da academia, Dilino Jardim.
De forma gratuita, a prefeitura oferece, através da Secretaria de Assistência Social, Habitação e Direitos Humanos (Smasdhh), no Centro de Convivência do Idoso, que fica na Rua Coronel José Mendes Bernardes, 441, Vila Paraíso, atividades físicas e culturais exclusivas para a terceira idade. Entre a dança de salão e a ginásticas, cerca de 250 idosos realizam atividades semanalmente.
Pela Secretaria de Esporte e Lazer (Smel) são oferecidos pelo Programa Movimenta Comunidade aulas de ginástica comunitária para os moradores, e há vagas para a terceira idade. As atividades são realizadas, às terças, quartas, quintas e sextas-feiras, na quadra do Colégio Professor Pedro de Souza Rangel, na Vila Odete, com aulas ministradas pelas professoras Elisângela Alfredo e Nívea.
Na cidade de Resende
Em Resende, o público da Terceira Idade tem buscado através da atividade física aprimorar sua qualidade de vida. Pela manhã, dezenas de pessoas na faixa etária a partir dos 60 anos caminham, correm e até andam de bicicleta. Os pontos de maior concentração são o Parque das Águas, no bairro Jardim Jalisco, e a pista de caminhada e ciclovia da Estrada Darci Ribeiro, no trecho entre a Morada da Colina e a entrada do bairro Cidade Alegria.
Como incentivo à atividade física, desde 2009 o Programa Terceira Idade Ativa conta com uma academia de ginástica no interior do Parque das Águas. Gratuitamente, mais de 630 pessoas na faixa etária acima dos 50 anos fazem programas de exercícios físicos e recreação no projeto que tem parceria da Unimed. Os alunos são supervisionados por profissionais de Educação Física e fisioterapeutas exclusivos do projeto. Em média, são assistidos 40 alunos por hora/aula. “Este conceito se denomina Resende Saudável e tem como objetivo garantir a saúde do nosso povo não apenas melhorando a qualidade do atendimento nas unidades médicas, mas oferecendo-lhes alternativas de lazer, esporte, cultura e inclusão social”, comenta o prefeito José Rechuan (DEM).
Até o fim do ano a meta do governo municipal é atingir 1.350 idosos assistidos, segundo a coordenadora do Programa Terceira Idade Ativa, Bianca Pena. “As pessoas interessadas podem se inscrever no próprio Parque das Águas, de segunda a sexta-feira, das 8 às 11 horas ou das 14 às 17 horas. Os idosos já cadastrados em algum dos 17 núcleos do Programa Terceira Idade Ativa poderão se inscrever nestes próprios locais com os respectivos professores de Educação Física”, comenta.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Relaxamento é a chave para um parto tranquilo e com menos dor
Fonte - site uol publicada em 21/10/2010
Por - Carla Prates "Especial para o UOL Ciência e Saúde"
Conhecida como a dor mais insuportável do mundo, a sensação dolorosa do parto pode ser minimizada se a gestante conseguir manter a mente tranquila. Na opinião de especialistas, a palavra-chave para diminuir a sensação de dor na hora de dar à luz é o relaxamento.
De acordo com o médico Alessio Calil Mathias, especialista em ginecologia, obstetrícia e reprodução humana do Hospital São Luiz, em São Paulo, a percepção da dor, de modo geral, é relativa, depende de cada pessoa. “Uma mesma queimadura pode não doer tanto para alguns como para outros. E isso está relacionado com a produção de endorfina, o hormônio do bem-estar e do prazer. Se o organismo produz mais endorfina a sensação de dor é menor. Pessoas mais tensas, estressadas, nervosas e ansiosas tendem a liberar menos endorfina e, consequentemente, terão mais dor na hora do parto”, relata o médico.
O medo contribui para o processo da dor. No livro “Correntes da Vida”, o psicoterapeuta inglês David Boadella explica o que acontece: “(...) o útero tenta fazer duas coisas antagônicas ao mesmo tempo: tenta abrir-se, sob a influência do relógio biológico que atua através do hormônio que prepara o caminho para o bebê nascer; e, simultaneamente, tenta manter-se fechado, sob a influência dos nervos simpáticos, trazidos à ação pelo medo. É como se alguém quisesse dobrar e esticar o braço ao mesmo tempo; o braço teria um espasmo, que causaria dor”.
É o conhecido ciclo vicioso da fisiologia da dor: medo-tensão-dor. Quando temos medo ficamos tensos e a tensão causa mais dor.
Para relaxar, vale de tudo, conforme a opinião de Mathias. Desde técnicas alternativas, como acupuntura, pilates, ioga, homeopatia, florais sem álcool ou até dançar, cantar e gritar. “Tudo que puder aliviar o ciclo medo-tensão-dor é útil; claro sempre com orientação de um médico e sem prejuízos para a criança”, ele pondera.
Cada pessoa tem seu jeito de relaxar e isso deve ser incentivado desde o início do parto. O mais importante é a gestante se dedicar ao que ela gosta de fazer, não importando o que seja. A saúde em ordem, física, psíquica e emocional, é mais um fator importante para o relaxamento. Por isso o obstetra costuma recomendar o início do pré-natal três meses antes de a paciente engravidar.
Conforto
Se manter a tranquilidade é o melhor antídoto contra as dores no parto, nada melhor que o ambiente doméstico e o acolhimento de pessoas queridas nesta hora. Fernanda Lopes Martins Pereira teve seu primeiro e único filho com apenas 15 anos de idade. Ela conta que não sentiu muita dor durante o trabalho de parto. Em grande parte, ela atribui isso a ter ficado em casa o maior tempo possível. “A maioria das pessoas já sente dor e vai logo para o médico. Passar esse processo em casa, no conforto do lar, me ajudou muito”, acrescenta Fernanda.
Entre as recomendações do obstetra Mathias está a de que a gestante só deve ir ao hospital com contrações em intervalos de cinco em cinco ou dez minutos a cada hora, daí a garantia é maior de que ela terá a dilatação necessária e o parto será mais tranquilo. “Assim que entra em trabalho de parto, costumo aconselhar à futura mamãe a passear no shopping, fazer algo para se distrair e que dê prazer, atuando na liberação de endorfina. O ambiente hospitalar é muito estressante, tem gente entrando para fazer o toque, outras pacientes gritando...”, pondera.
Renata Dias Gomes tem dois filhos; o segundo parto foi o menos dolorido e aconteceu no aconchego do lar, na banheira. Ela conta que “estar em casa foi uma delícia e tornou o momento mais prazeroso”. Ao lado dela, estavam o obstetra, o marido e uma doula informal, que ajudou com massagens, apoio físico e emocional. Mas vale lembrar que nem todos os médicos são favoráveis ao parto domiciliar.
Informação é fundamental
Na opinião da obstetriz Ana Cristina Duarte, uma das coordenadoras do Gama (Grupo de Apoio à Maternidade Ativa), metade das garantias para se precaver contra um parto muito dolorido está na busca de informações.
Uma gestante bem informada fica longe de intervenções e práticas perigosas, como a aplicação de ocitocina (que estimula as contrações do útero e a expulsão do bebê). Também evita ficar parada na hora do parto e o rompimento artificial da bolsa. Esses procedimentos podem trazer ainda mais dor e aumentam o risco de cesárea e fórceps. Tomar anestesia cedo demais é outro fator prejudicial.
A obstetriz pondera a necessidade de se procurar profissionais que tenham uma filosofia de atendimento que privilegie o parto normal e as ações que mudem a perspectiva da dor, para que a gestante passe a encará-la de forma positiva. Esses também são fatores que aumentam a confiança e afastam o medo e a insegurança na hora de dar à luz, de acordo com Ana Cristina.
Por - Carla Prates "Especial para o UOL Ciência e Saúde"
Conhecida como a dor mais insuportável do mundo, a sensação dolorosa do parto pode ser minimizada se a gestante conseguir manter a mente tranquila. Na opinião de especialistas, a palavra-chave para diminuir a sensação de dor na hora de dar à luz é o relaxamento.
De acordo com o médico Alessio Calil Mathias, especialista em ginecologia, obstetrícia e reprodução humana do Hospital São Luiz, em São Paulo, a percepção da dor, de modo geral, é relativa, depende de cada pessoa. “Uma mesma queimadura pode não doer tanto para alguns como para outros. E isso está relacionado com a produção de endorfina, o hormônio do bem-estar e do prazer. Se o organismo produz mais endorfina a sensação de dor é menor. Pessoas mais tensas, estressadas, nervosas e ansiosas tendem a liberar menos endorfina e, consequentemente, terão mais dor na hora do parto”, relata o médico.
O medo contribui para o processo da dor. No livro “Correntes da Vida”, o psicoterapeuta inglês David Boadella explica o que acontece: “(...) o útero tenta fazer duas coisas antagônicas ao mesmo tempo: tenta abrir-se, sob a influência do relógio biológico que atua através do hormônio que prepara o caminho para o bebê nascer; e, simultaneamente, tenta manter-se fechado, sob a influência dos nervos simpáticos, trazidos à ação pelo medo. É como se alguém quisesse dobrar e esticar o braço ao mesmo tempo; o braço teria um espasmo, que causaria dor”.
É o conhecido ciclo vicioso da fisiologia da dor: medo-tensão-dor. Quando temos medo ficamos tensos e a tensão causa mais dor.
Para relaxar, vale de tudo, conforme a opinião de Mathias. Desde técnicas alternativas, como acupuntura, pilates, ioga, homeopatia, florais sem álcool ou até dançar, cantar e gritar. “Tudo que puder aliviar o ciclo medo-tensão-dor é útil; claro sempre com orientação de um médico e sem prejuízos para a criança”, ele pondera.
Cada pessoa tem seu jeito de relaxar e isso deve ser incentivado desde o início do parto. O mais importante é a gestante se dedicar ao que ela gosta de fazer, não importando o que seja. A saúde em ordem, física, psíquica e emocional, é mais um fator importante para o relaxamento. Por isso o obstetra costuma recomendar o início do pré-natal três meses antes de a paciente engravidar.
Conforto
Se manter a tranquilidade é o melhor antídoto contra as dores no parto, nada melhor que o ambiente doméstico e o acolhimento de pessoas queridas nesta hora. Fernanda Lopes Martins Pereira teve seu primeiro e único filho com apenas 15 anos de idade. Ela conta que não sentiu muita dor durante o trabalho de parto. Em grande parte, ela atribui isso a ter ficado em casa o maior tempo possível. “A maioria das pessoas já sente dor e vai logo para o médico. Passar esse processo em casa, no conforto do lar, me ajudou muito”, acrescenta Fernanda.
Entre as recomendações do obstetra Mathias está a de que a gestante só deve ir ao hospital com contrações em intervalos de cinco em cinco ou dez minutos a cada hora, daí a garantia é maior de que ela terá a dilatação necessária e o parto será mais tranquilo. “Assim que entra em trabalho de parto, costumo aconselhar à futura mamãe a passear no shopping, fazer algo para se distrair e que dê prazer, atuando na liberação de endorfina. O ambiente hospitalar é muito estressante, tem gente entrando para fazer o toque, outras pacientes gritando...”, pondera.
Renata Dias Gomes tem dois filhos; o segundo parto foi o menos dolorido e aconteceu no aconchego do lar, na banheira. Ela conta que “estar em casa foi uma delícia e tornou o momento mais prazeroso”. Ao lado dela, estavam o obstetra, o marido e uma doula informal, que ajudou com massagens, apoio físico e emocional. Mas vale lembrar que nem todos os médicos são favoráveis ao parto domiciliar.
Informação é fundamental
Na opinião da obstetriz Ana Cristina Duarte, uma das coordenadoras do Gama (Grupo de Apoio à Maternidade Ativa), metade das garantias para se precaver contra um parto muito dolorido está na busca de informações.
Uma gestante bem informada fica longe de intervenções e práticas perigosas, como a aplicação de ocitocina (que estimula as contrações do útero e a expulsão do bebê). Também evita ficar parada na hora do parto e o rompimento artificial da bolsa. Esses procedimentos podem trazer ainda mais dor e aumentam o risco de cesárea e fórceps. Tomar anestesia cedo demais é outro fator prejudicial.
A obstetriz pondera a necessidade de se procurar profissionais que tenham uma filosofia de atendimento que privilegie o parto normal e as ações que mudem a perspectiva da dor, para que a gestante passe a encará-la de forma positiva. Esses também são fatores que aumentam a confiança e afastam o medo e a insegurança na hora de dar à luz, de acordo com Ana Cristina.
domingo, 17 de outubro de 2010
Interessante... Nem sempre ter um prato verdinho é garantia de que você está se alimentando direito
Fonte - site www.minhavida.com.br
Por Andressa Basilio Publicado em 15/10/2010

Você pensa que ter uma alimentação saudável é sempre positiva? Pois, saiba que, assim como tudo o que é exagero faz mal, não poderia ser diferente em relação aos hábitos alimentares saudáveis. A nova onda de comida orgânica e livre de gordura trans pode estar difundindo na cabeça das pessoas a essencialidade dos bons hábitos alimentares. Isso é bom, mas o que dizer quando a diferença entre preocupação com a alimentação vira obsessão? Acredite, isso já foi notado na população e está sendo chamado pelos especialistas de ortorexia.
A chamada ortorexia nervosa é caracterizada pela obsessão patológica pelo consumo de alimentos saudáveis e pelos cuidados com os alimentos. Segundo os especialistas, isso é prejudicial porque acaba interferindo em vários aspectos da vida da pessoa, tanto em relação ao tempo em que ela fica refém de preparar e escolher os alimentos, quanto ao convívio social. "A pessoa passa a não fazer refeições fora de casa, a não comer nada preparado por outra pessoa, ela se incomoda com os hábitos dos outros, ou seja, ela acaba perdendo o limite do que é cuidar da saúde e o que é obsessão", explica a nutricionista da Unifesp, Camila Leonel.
Porém, a ortorexia é um conceito muito recente e ainda não é classificada como um distúrbio alimentar por falta de critérios para o diagnóstico. No entanto, o aparecimento dessa alteração do comportamento alimentar chama atenção para uma tendência do medo coletivo em relação à comida. "As pessoas estão ficando mais preocupadas com a qualidade de vida e com a saúde, mas acabam exagerando quando pensam que a alimentação se tornou algo ruim", diz a nutricionista da Unifesp.
Comer bem e direito não significa ter que excluir itens do cardápio, mas saber agrupar, combinar e reorganizar o cardápio de acordo com as necessidades e restrições de cada um. Para que você entenda melhor o que é preciso para ter uma alimentação realmente saudável, sem cair nas pegadinhas de senso comum e para celebrar o Dia Mundial da Alimentação, comemorado nesta sexta-feira (16), o Minha Vida foi desvendar algumas questões. Confira:
1.Cortar de vez doces e gorduras
Errado. Muitas pessoas pensam que para reeducar a alimentação é preciso cortar o mal pela raiz. Porém, como ensina a nutricionista da Unifesp, Camila Leonel, comer guloseimas e gordura eventualmente não quer dizer ter uma alimentação ruim. "Existe uma faixa de consumo de gordura e de doces aceitável para se consumir todos os dias. Ninguém está livre de comer um doce ou de usar óleo para fazer comida. O problema é só quando isso passa a ser exagero", ensina a nutricionista. Na alimentação saudável entra de tudo. Por isso, não é nenhum crime querer um docinho de vez em quando.
2.Quanto menos calorias melhor
As calorias são grandes inimigas de quem resolve fazer dieta? Não necessariamente. Segundo Camila Leonel quem quer ter uma alimentação saudável não precisa ficar se preocupando demais com as calorias. "Às vezes temos produtos alimentares que são mais calóricos e mais vantajosos. Um bom exemplo é um pão de forma normal e um pão de forma integral. O integral é até mais calórico, porém a quantidade de fibras compensa as calorias extras e acaba sendo melhor optar pelos integrais." É sempre melhor avaliar quais benefícios os alimentos podem trazer ao organismo em vez da quantidade de calorias que ele vai trazer.
3.Só na saladinha
Dica: não fique. Se você pretende ter realmente uma alimentação saudável, não pode focar apenas em um grupo alimentar. Aqui cabe definir que a lógica da alimentação completa e equilibrada é, como ensina Camila Leonel, incluir no cardápio um pouco de cada grupo alimentar, ou seja, uma fonte de energia, vitaminas, minerais e proteínas. Se você ficar só na salada, dificilmente vai conseguir satisfazer todas as necessidades de nutrientes do seu organismo. Sem contar que uma hora vai enjoar de fazer sempre a mesma refeição.
4. Fora, industrializados!
Tem gente que faz uma verdadeira guerra contra eles. Mas, será que é válido dedicar todos os nossos esforços no combate aos industrializados ou é mais vantagem tentar controlar a qualidade e a quantidade do que ingerimos? É praticamente impossível viver apenas consumindo produtos naturais, por isso, a consciência de que ser saudável é equilibrar é, novamente, muito importante. Uma vez ou outra consumir um produto congelado ou enlatado não é problema, desde que se controle os excessos e se evite aqueles produtos que fazem mal especificamente para o seu organismo.
5.Não gosto disso e não me faz falta
Dependendo do alimento, sim, você pode seguir seu desejo e evitá-lo. Desde que você ache um substituto equivalente.
"Se a pessoa apresenta uma resistência aos legumes, por exemplo, o ideal é que ele consuma bastantes frutas, que pertencem ao mesmo grupo alimentar. Mas, essa medida é a curto prazo, porque o trabalho que fazemos a longo prazo ensina que uma pessoa precisa começar a experimentar novos sabores para agregá-los à alimentação, propiciando variedade", ensina a nutricionista.
6.Ser vegetariano é ser mais saudável
Não necessariamente. Um dos maiores mitos que se criou hoje em dia é em relação à comida vegetariana. Aqueles que resolvem aderir de vez o cardápio precisam ficar atentos se não estão fazendo as substituições erradas na hora de se alimentar. De acordo com o endocrinologista Fillipo Pedrinola, especialista do Minha Vida, a dieta vegetariana é caracterizada por níveis reduzidos de gorduras saturadas, colesterol e proteínas animais, e níveis superiores de carboidratos, fibras, potássio e antioxidantes. Mas isso não significa que os vegetarianos não engordem. "É frequente vermos vegetarianos acima do peso. Isso ocorre, na maioria dos casos, porque a dieta puramente vegetariana muitas vezes não é capaz de suprir a quantidade necessária de proteínas, a menos que seja muito bem orientada", afirma ele.
7.Queime todos os carboidratos
Como toda fonte de energia, os carboidratos servem para serem gastos. Mas, alto lá: não se esqueça de repor tudo de volta. "Carboidratos são essenciais para o organismo, na medida em que são responsáveis por atividades corriqueiras como andar, correr e trabalhar", aponta Camila.
As pessoas costumam achar que precisam bani-los da dieta para não engordar. Tem até dieta que propõe cortes desse grupo. Mas isso, além de ser um erro, pode comprometer a saúde, uma vez que sua ingestão também alimenta as células do corpo, em especial as do sistema nervoso central. "Carboidratos não podem ser cortados da dieta. Muito pelo contrário, é recomendado seguir uma alimentação que forneça pelo menos 50% do seu total calórico deste grupo alimentar", ensina Camila Leonel.
Por Andressa Basilio Publicado em 15/10/2010

Você pensa que ter uma alimentação saudável é sempre positiva? Pois, saiba que, assim como tudo o que é exagero faz mal, não poderia ser diferente em relação aos hábitos alimentares saudáveis. A nova onda de comida orgânica e livre de gordura trans pode estar difundindo na cabeça das pessoas a essencialidade dos bons hábitos alimentares. Isso é bom, mas o que dizer quando a diferença entre preocupação com a alimentação vira obsessão? Acredite, isso já foi notado na população e está sendo chamado pelos especialistas de ortorexia.
A chamada ortorexia nervosa é caracterizada pela obsessão patológica pelo consumo de alimentos saudáveis e pelos cuidados com os alimentos. Segundo os especialistas, isso é prejudicial porque acaba interferindo em vários aspectos da vida da pessoa, tanto em relação ao tempo em que ela fica refém de preparar e escolher os alimentos, quanto ao convívio social. "A pessoa passa a não fazer refeições fora de casa, a não comer nada preparado por outra pessoa, ela se incomoda com os hábitos dos outros, ou seja, ela acaba perdendo o limite do que é cuidar da saúde e o que é obsessão", explica a nutricionista da Unifesp, Camila Leonel.
Porém, a ortorexia é um conceito muito recente e ainda não é classificada como um distúrbio alimentar por falta de critérios para o diagnóstico. No entanto, o aparecimento dessa alteração do comportamento alimentar chama atenção para uma tendência do medo coletivo em relação à comida. "As pessoas estão ficando mais preocupadas com a qualidade de vida e com a saúde, mas acabam exagerando quando pensam que a alimentação se tornou algo ruim", diz a nutricionista da Unifesp.
Comer bem e direito não significa ter que excluir itens do cardápio, mas saber agrupar, combinar e reorganizar o cardápio de acordo com as necessidades e restrições de cada um. Para que você entenda melhor o que é preciso para ter uma alimentação realmente saudável, sem cair nas pegadinhas de senso comum e para celebrar o Dia Mundial da Alimentação, comemorado nesta sexta-feira (16), o Minha Vida foi desvendar algumas questões. Confira:
1.Cortar de vez doces e gorduras
Errado. Muitas pessoas pensam que para reeducar a alimentação é preciso cortar o mal pela raiz. Porém, como ensina a nutricionista da Unifesp, Camila Leonel, comer guloseimas e gordura eventualmente não quer dizer ter uma alimentação ruim. "Existe uma faixa de consumo de gordura e de doces aceitável para se consumir todos os dias. Ninguém está livre de comer um doce ou de usar óleo para fazer comida. O problema é só quando isso passa a ser exagero", ensina a nutricionista. Na alimentação saudável entra de tudo. Por isso, não é nenhum crime querer um docinho de vez em quando.
2.Quanto menos calorias melhor
As calorias são grandes inimigas de quem resolve fazer dieta? Não necessariamente. Segundo Camila Leonel quem quer ter uma alimentação saudável não precisa ficar se preocupando demais com as calorias. "Às vezes temos produtos alimentares que são mais calóricos e mais vantajosos. Um bom exemplo é um pão de forma normal e um pão de forma integral. O integral é até mais calórico, porém a quantidade de fibras compensa as calorias extras e acaba sendo melhor optar pelos integrais." É sempre melhor avaliar quais benefícios os alimentos podem trazer ao organismo em vez da quantidade de calorias que ele vai trazer.
3.Só na saladinha
Dica: não fique. Se você pretende ter realmente uma alimentação saudável, não pode focar apenas em um grupo alimentar. Aqui cabe definir que a lógica da alimentação completa e equilibrada é, como ensina Camila Leonel, incluir no cardápio um pouco de cada grupo alimentar, ou seja, uma fonte de energia, vitaminas, minerais e proteínas. Se você ficar só na salada, dificilmente vai conseguir satisfazer todas as necessidades de nutrientes do seu organismo. Sem contar que uma hora vai enjoar de fazer sempre a mesma refeição.
4. Fora, industrializados!
Tem gente que faz uma verdadeira guerra contra eles. Mas, será que é válido dedicar todos os nossos esforços no combate aos industrializados ou é mais vantagem tentar controlar a qualidade e a quantidade do que ingerimos? É praticamente impossível viver apenas consumindo produtos naturais, por isso, a consciência de que ser saudável é equilibrar é, novamente, muito importante. Uma vez ou outra consumir um produto congelado ou enlatado não é problema, desde que se controle os excessos e se evite aqueles produtos que fazem mal especificamente para o seu organismo.
5.Não gosto disso e não me faz falta
Dependendo do alimento, sim, você pode seguir seu desejo e evitá-lo. Desde que você ache um substituto equivalente.
"Se a pessoa apresenta uma resistência aos legumes, por exemplo, o ideal é que ele consuma bastantes frutas, que pertencem ao mesmo grupo alimentar. Mas, essa medida é a curto prazo, porque o trabalho que fazemos a longo prazo ensina que uma pessoa precisa começar a experimentar novos sabores para agregá-los à alimentação, propiciando variedade", ensina a nutricionista.
6.Ser vegetariano é ser mais saudável
Não necessariamente. Um dos maiores mitos que se criou hoje em dia é em relação à comida vegetariana. Aqueles que resolvem aderir de vez o cardápio precisam ficar atentos se não estão fazendo as substituições erradas na hora de se alimentar. De acordo com o endocrinologista Fillipo Pedrinola, especialista do Minha Vida, a dieta vegetariana é caracterizada por níveis reduzidos de gorduras saturadas, colesterol e proteínas animais, e níveis superiores de carboidratos, fibras, potássio e antioxidantes. Mas isso não significa que os vegetarianos não engordem. "É frequente vermos vegetarianos acima do peso. Isso ocorre, na maioria dos casos, porque a dieta puramente vegetariana muitas vezes não é capaz de suprir a quantidade necessária de proteínas, a menos que seja muito bem orientada", afirma ele.
7.Queime todos os carboidratos
Como toda fonte de energia, os carboidratos servem para serem gastos. Mas, alto lá: não se esqueça de repor tudo de volta. "Carboidratos são essenciais para o organismo, na medida em que são responsáveis por atividades corriqueiras como andar, correr e trabalhar", aponta Camila.
As pessoas costumam achar que precisam bani-los da dieta para não engordar. Tem até dieta que propõe cortes desse grupo. Mas isso, além de ser um erro, pode comprometer a saúde, uma vez que sua ingestão também alimenta as células do corpo, em especial as do sistema nervoso central. "Carboidratos não podem ser cortados da dieta. Muito pelo contrário, é recomendado seguir uma alimentação que forneça pelo menos 50% do seu total calórico deste grupo alimentar", ensina Camila Leonel.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Para as mamães que estão amamentando aí vai uma informação importante!
Fonte - Karina Toledo O Estado de S.Paulo 15/10/2010
Dieta da mãe influencia qualidade do leite materno, indicam pesquisas
Saúde. Estudo da Universidade Federal do Amazonas revela que uma colher de sopa de farinha de pupunha por dia pode resultar em um leite 30% mais rico em vitamina A; avaliação da Fiocruz mostra que consumo de fast food pode reduzir valor calórico do leite.
Pesquisas recentes apontam que a alimentação da mulher durante o período de amamentação pode influenciar na qualidade do leite materno, principalmente no teor de vitaminas. Especialistas alertam que uma dieta balanceada desde a gestação também é fundamental para garantir que as reservas de ferro e vitaminas da mãe não sejam esgotadas pela lactação.
Na Universidade Federal do Amazonas, pesquisadores analisaram o teor de vitamina A do leite de dois grupos de doadoras cadastradas no Banco de Leite Humano do Amazonas. Enquanto o primeiro recebeu suplementação diária de 20 gramas de farinha de pupunha (uma colher de sopa), o segundo manteve a alimentação habitual.
Nova avaliação, feita após 60 dias, apontou que o leite das mulheres que consumiram a farinha de pupunha continha 30% mais vitamina A. "No grupo das mulheres que não receberam o suplemento, o teor do micronutriente diminuiu 10%", diz a nutricionista Tania Batista, autora da pesquisa. Segundo ela, isso aconteceu porque a reserva do corpo das mães estava sendo consumida pela produção de leite sem que houve uma reposição adequada por meio da alimentação.
Para Tania, a estratégia usada na pesquisa pode ser promissora para combater o déficit de vitamina A na população infantil, intenso principalmente na Região Norte. O nutriente, explica, é fundamental para os recém-nascidos, pois ajuda a manter a integridade da pele e das mucosas, que são barreiras contra infecções. Também é importante para o funcionamento do sistema imunológico.
"A entrevista com as mães revelou muitos erros alimentares. Apesar de haver na região alimentos ricos em vitamina A, como buriti, abóbora e a própria pupunha, elas consomem principalmente alimentos ricos em carboidratos e pobres em micronutrientes, como arroz branco, farinha de mandioca e sucos artificiais", conta a nutricionista.
A dieta materna também é determinante para garantir o aporte adequado de vitamina C e do complexo B, que dependem do consumo diário, pois o organismo é incapaz de armazená-los, afirma o coordenador da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, João Aprigio Guerra de Almeida. Ele destaca ainda a importância do consumo de ácidos graxos, como o ômega-3 presente nos peixes, essenciais para o desenvolvimento do sistema nervoso central. "Já o teor de ferro vai depender basicamente das reservas que a mãe conseguiu armazenar na gravidez", diz.
Fast food. Outro estudo, desenvolvido no Instituto Fernandes Figueira (IFF), da Fiocruz, investiga os hábitos alimentares de mulheres que doaram leite com mais de 700 e menos de 400 calorias por litro. A engenheira de alimentos Danielle Aparecida da Silva conta que, embora a pesquisa anda esteja em fase piloto, é possível notar um padrão entre as mães que produziram o leite com maior valor energético.
"Possuem uma dieta balanceada e diversificada e fazem cerca de cinco refeições ao dia. As do outro grupo ou se alimentavam de fast-food e guloseimas ou faziam um espaçamento maior entre as refeições", afirma.
Para o presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria, Luciano Borges, é preciso uma dieta muito errada por um período muito longo para comprometer significativamente a qualidade do leite materno. "Para garantir um bom leite, o organismo da mãe vai consumindo suas reservas. É mais provável que ela sofra a carência de nutrientes antes do bebê."
Mudança radical. Para evitar riscos para si e para a filha de 4 meses, a professora de inglês Keli McGee, de 24 anos, mudou seus hábitos. "Eu e meu marido vivíamos a base de pizza, esfiha, sanduíche e comida chinesa. Fruta e verdura só de vez em nunca."
A transformação teve início na gestação, mas só após o nascimento da filha Keli tomou coragem para visitar a feira realizada semanalmente em frente à sua casa. "Antes, a cozinha era usada apenas para fazer café. Agora preparo todas as refeições da família. Nenagh ( pronuncia-se Nina)por enquanto só mama, mas preciso aprender a cuidar de mim para cuidar melhor dela."
DICA- ALIMENTAÇÃO
Durante o período em que estiver amamentando, a mulher deve consumir:
Leite
Três porções diárias de leite ou derivados (iogurte ou queijo)
Frutas
De três a quatro porções diárias
Verduras e legumes
De três a quatro porções diárias
Cereais
Seis porções diárias de cereais, pão ou massas
Peixe
Uma a três porções por semana
Carne Vermelha
Quatro porções por semana
Água
De dois a três litros por dia
Frequência
Procure comer a cada intervalo de três horas
Dieta da mãe influencia qualidade do leite materno, indicam pesquisas
Saúde. Estudo da Universidade Federal do Amazonas revela que uma colher de sopa de farinha de pupunha por dia pode resultar em um leite 30% mais rico em vitamina A; avaliação da Fiocruz mostra que consumo de fast food pode reduzir valor calórico do leite.
Pesquisas recentes apontam que a alimentação da mulher durante o período de amamentação pode influenciar na qualidade do leite materno, principalmente no teor de vitaminas. Especialistas alertam que uma dieta balanceada desde a gestação também é fundamental para garantir que as reservas de ferro e vitaminas da mãe não sejam esgotadas pela lactação.
Na Universidade Federal do Amazonas, pesquisadores analisaram o teor de vitamina A do leite de dois grupos de doadoras cadastradas no Banco de Leite Humano do Amazonas. Enquanto o primeiro recebeu suplementação diária de 20 gramas de farinha de pupunha (uma colher de sopa), o segundo manteve a alimentação habitual.
Nova avaliação, feita após 60 dias, apontou que o leite das mulheres que consumiram a farinha de pupunha continha 30% mais vitamina A. "No grupo das mulheres que não receberam o suplemento, o teor do micronutriente diminuiu 10%", diz a nutricionista Tania Batista, autora da pesquisa. Segundo ela, isso aconteceu porque a reserva do corpo das mães estava sendo consumida pela produção de leite sem que houve uma reposição adequada por meio da alimentação.
Para Tania, a estratégia usada na pesquisa pode ser promissora para combater o déficit de vitamina A na população infantil, intenso principalmente na Região Norte. O nutriente, explica, é fundamental para os recém-nascidos, pois ajuda a manter a integridade da pele e das mucosas, que são barreiras contra infecções. Também é importante para o funcionamento do sistema imunológico.
"A entrevista com as mães revelou muitos erros alimentares. Apesar de haver na região alimentos ricos em vitamina A, como buriti, abóbora e a própria pupunha, elas consomem principalmente alimentos ricos em carboidratos e pobres em micronutrientes, como arroz branco, farinha de mandioca e sucos artificiais", conta a nutricionista.
A dieta materna também é determinante para garantir o aporte adequado de vitamina C e do complexo B, que dependem do consumo diário, pois o organismo é incapaz de armazená-los, afirma o coordenador da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, João Aprigio Guerra de Almeida. Ele destaca ainda a importância do consumo de ácidos graxos, como o ômega-3 presente nos peixes, essenciais para o desenvolvimento do sistema nervoso central. "Já o teor de ferro vai depender basicamente das reservas que a mãe conseguiu armazenar na gravidez", diz.
Fast food. Outro estudo, desenvolvido no Instituto Fernandes Figueira (IFF), da Fiocruz, investiga os hábitos alimentares de mulheres que doaram leite com mais de 700 e menos de 400 calorias por litro. A engenheira de alimentos Danielle Aparecida da Silva conta que, embora a pesquisa anda esteja em fase piloto, é possível notar um padrão entre as mães que produziram o leite com maior valor energético.
"Possuem uma dieta balanceada e diversificada e fazem cerca de cinco refeições ao dia. As do outro grupo ou se alimentavam de fast-food e guloseimas ou faziam um espaçamento maior entre as refeições", afirma.
Para o presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria, Luciano Borges, é preciso uma dieta muito errada por um período muito longo para comprometer significativamente a qualidade do leite materno. "Para garantir um bom leite, o organismo da mãe vai consumindo suas reservas. É mais provável que ela sofra a carência de nutrientes antes do bebê."
Mudança radical. Para evitar riscos para si e para a filha de 4 meses, a professora de inglês Keli McGee, de 24 anos, mudou seus hábitos. "Eu e meu marido vivíamos a base de pizza, esfiha, sanduíche e comida chinesa. Fruta e verdura só de vez em nunca."
A transformação teve início na gestação, mas só após o nascimento da filha Keli tomou coragem para visitar a feira realizada semanalmente em frente à sua casa. "Antes, a cozinha era usada apenas para fazer café. Agora preparo todas as refeições da família. Nenagh ( pronuncia-se Nina)por enquanto só mama, mas preciso aprender a cuidar de mim para cuidar melhor dela."
DICA- ALIMENTAÇÃO
Durante o período em que estiver amamentando, a mulher deve consumir:
Leite
Três porções diárias de leite ou derivados (iogurte ou queijo)
Frutas
De três a quatro porções diárias
Verduras e legumes
De três a quatro porções diárias
Cereais
Seis porções diárias de cereais, pão ou massas
Peixe
Uma a três porções por semana
Carne Vermelha
Quatro porções por semana
Água
De dois a três litros por dia
Frequência
Procure comer a cada intervalo de três horas
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Aula de Hidrogestante "Academia Noctiluca" SJC
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