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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Uma matéria muito esclarecedora




Por Dr. Roberto Cooper – Pediatra*
Do Bolsa de Bebê


O refluxo gastroesofágico nem sempre é uma doença. O refluxo é o retorno do conteúdo que está no estômago (alimentos sendo digeridos), para o esfôfago. Isto ocorre normalmente em lactentes, crianças e adultos. É um fenômeno fisiológico, normal. Portanto, não é uma doença.
No entanto, quando esse refluxo produz lesões no aparelho digestivo ou mesmo fora deste, como no aparelho respiratório, é que podemos falar em doença do refluxo gastroesofágico. Todo mundo tem refluxo mas nem todo refluxo é doença. O simples fato de regurgitar ou vomitar não caracteriza a doença do refluxo gastroesofágico.



Hoje em dia há uma epidemia de diagnóstico de doença do refluxo gastroesofágico. O termo foi popularizado e difundido de tal forma que, basta a criança manifestar alguma irritablidade após a mamada, regurgitando, para os pais chegarem no consultório com o diagnóstico feito: Dr. nosso bebê tem refluxo!


O diagnóstico de doença do refluxo gastroesofágico é complexo porque não existe um único exame que comprove a existência dessa doença. Os exames de imagem (raios X ou ultrassonografia) são úteis para demonstrar que não existem malformações ou estenoses (estreitamentos) no aparelho digestivo. A presença de refluxo, nesses exames, não é suficiente para se afirmar que há uma doença do refluxo. Pode ser o refluxo fisiológico. Outros exames são invasivos como a endoscopia, a medida da pressão do esôfago e do seu pH (acidez) e devem ser pedidos somente nos casos onde a suspeita clínica seja forte.


Como diferenciar refluxo de doença do refluxo? Nem sempre é fácil, mas alguns sinais podem ser observados:


- ganho de peso. O bebê que ganha peso dentro do esperado, dificilmente terá doença do refluxo. Por outro lado, uma criança que não ganha peso como esperado ou até perde peso, junto com outros sinais, pode ter a doença do refluxo.


- irritabilidade. Este é um sinal importante, mas que pode ter muitas causas. Merece ser valorizado e discutido com seu pediatra. Se a irritabilidade for intensa, interrompendo as mamadas e, além disso, o bebê não ganhar peso, a hipótese de doença do refluxo deve ser considerada.


- presença de sangue no vômito ou na regurgitação é um sinal que deve ser comunicado imediatamente ao pediatra.


- anemia. Se, além da irritabilidade e não ganho esperado de peso a criança apresentar anemia, deve-se pensar em doença do refluxo.


- tosse noturna e/ou quadros respiratórios podem ser um indicador de doença do refluxo com manifestações fora do aparelho digestivo.



Somente o seu pediatra poderá, a partir do seu relato e observações, associado ao exame clínico, decidir se há uma suspeita de doença do refluxo gastro esofágico, pedindo ou não exames complementares e orientando os pais quanto às condutas a serem tomadas. Muitas vezes o pediatra vai optar por tentar medidas que não incluam remédios em um primeiro momento ou poderá fazer uma prova terapêutica com medicamentos.


Se você suspeita que seu bebê possa ter doença do refluxo, converse com seu pediatra, lembrando que refluxo (sem doença) é normal.
A informação que eu gostaria de passar para os pais é de que nem todo bebê que golfa e resmunga um pouco tem doença do refluxo gastroesofágico. Um dos indicadores importantes é o ganho de peso. Se o seu bebê ganha peso como esperado, diminuem as chances dele ter a doença do refluxo. Lembre-se de colocar seu bebê para arrotar na posição vertical, por uns 20 minutos após cada mamada. Independentemente de ele ter ou não a doença do refluxo, é um bom hábito.


*Dr. Roberto Cooper é médico formado pela UFRJ em 1976


Residente de Pediatria do Hospital da Lagoa- 1976/1977


Título de Especialista em Pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria


Médico do Instituto Fernandes Figueira- FIOCRUZ


Consultor da OMS até 1985


Contatos: consultoriorcooper@globo.com


http://www.robertocooper.com

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Fazer xixi na cama é normal até os cinco anos; ajude seu filho a superar essa fase



FONTE - Do UOL, em São Paulo 
POR - Gabriela Horta*

Se o seu filho tem até cinco anos e ainda faz xixi na cama à noite, saiba que se trata de um acontecimento considerado normal pelos médicos e contornável de forma simples na maioria dos casos. "Antes dessa idade, o controle miccional da criança ainda não é completo. Ele ainda está amadurecendo. Por isso, é comum que isso aconteça", afirma a nefrologista pediátrica Maria Cristina Andrade, uma das autoras do livro "Nefrologia para Pediatras" (Editora Atheneu).

Os dados comprovam: de 15% a 20% das crianças nessa faixa etária molham a cama, segundo a ICCS (International Children’s Continence Society), entidade americana voltada ao estudo do tema. No entanto, a taxa anual de cura espontânea para a enurese –termo científico usado para dar nome à perda involuntária de urina à noite– é de aproximadamente 14%. O controle dos esfíncteres (músculos anulares que servem para abrir e apertar ductos, canais ou aberturas do corpo), entre os quais os da bexiga, faz parte do aprendizado da criança, sendo um marco em seu desenvolvimento.

Se a condição persistir depois dos cinco anos, atenção: o ideal é procurar um especialista para investigar os motivos e descobrir se eles estão ligados a alguma questão fisiológica ou não. "Geralmente, a mãe não relata o problema no consultório porque tem vergonha. Acha que só o filho dela passa por aquilo", diz o pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros, autor do Blog do Pediatra. De acordo com Barros, os pais tendem a levar o filho ao médico só quando a enurese vira um problema social, ou seja, quando a própria criança se incomoda de não poder dormir na casa de um amigo e passar vergonha.

Causas e tratamentos
 
Mas o que leva a criança a urinar na cama sem perceber quando já foi descartada a existência de doenças relacionadas? "O fator genético é um dos pontos importantes", declara Maria Cristina. "Se um dos pais teve o problema, o risco de a criança também apresentá-lo é de cerca de 45%. Se pai e mãe tiveram, o risco aumenta para 75%".


Além da hereditariedade, o urologista pediátrico Lionel Leitzke, coordenador do Centro Interprofissional de Enurese e Distúrbios das Eliminações do Hospital Presidente Vargas, em Porto Alegre (RS), afirma que o problema tem três causas principais: dificuldade de acordar quando a bexiga está totalmente cheia, alta produção de urina à noite  –que acontece pela deficiência na produção de hormônio antidiurético durante o período do sono– e bexiga com capacidade reduzida de armazenamento. "Nesse último caso, é possível que a criança também tenha incontinência durante o dia", diz o especialista.

Para as duas últimas situações há medicamentos específicos para tratamento. Já para a dificuldade em despertar, a chamada terapia do alarme é um dos recursos frequentemente indicados e é oferecida gratuitamente em cidades brasileiras como Porto Alegre (RS), São Paulo (SP) e Salvador (BA), lugares que contam com centros de atenção à disfunção.

De acordo com Leitzke, na terapia do alarme, um sensor –capaz de detectar a presença de líquido– é colocado próximo ao pênis do menino ou da uretra da menina na hora de dormir. Quando a criança urina, um alarme soa para acordá-la. "Ela deve, então, ir ao banheiro para terminar de fazer xixi", explica o urologista.

O primeiro passo para um tratamento eficaz é procurar ajuda rapidamente e nunca punir a criança, afirma a nefrologista Maria Cristina. "A criança se sente culpada pela situação. Ela pensa ‘todo mundo consegue controlar o xixi, menos eu’”, fala Leitzke.

Estratégias para lidar com o xixi na cama:

- Não critique nem faça brincadeiras por seu filho urinar na cama. Também não o puna por isso;
- Beber muita água durante a manhã e à tarde é tão importante quanto não beber água perto da hora de dormir. Dê bastante líquido para o seu filho durante o dia.  De noite, ele estará bem hidratado, satisfeito e não precisará ingerir tanta água;

- Treine a criança para fazer xixi de duas em duas horas. Avise a escola que será preciso permitir que ela saia da classe periodicamente para ir ao banheiro;

 
- Aproximadamente três horas antes de dormir, evite alimentos e bebidas que estimulam a contração da bexiga, como café, refrigerante de cola, chocolate e leite;

- Mais importante do que acordar a criança várias vezes durante a noite para urinar, como sugerem alguns tratamentos, é deixar que ela tenha consciência do que acontece quando ela urina na cama. Ela vai acordar toda molhada, terá de ir ao banheiro para terminar de fazer xixi, trocar de roupa, ajudar a trocar a roupa de cama e, então, voltar a dormir.

- Evite levar seu filho para dormir com você depois que ele fizer xixi na cama, pois isso pode funcionar como uma recompensa e acabar por condicioná-lo da forma errada. Ele entenderá que toda vez que fizer xixi na cama poderá ir para a sua.

 
A motivação de toda a família é essencial para o sucesso de qualquer tratamento de enurese. "O envolvimento dos pais é tão importante quanto o empenho da criança. Respeite seu filho, converse abertamente com ele sobre o problema, comemore as conquistas na evolução, quando ele consegue ficar seco durante toda a noite, e tenha paciência, pois todo aprendizado leva tempo", afirma Sylvio Renan Monteiro de Barros.

*Colaborou Fernanda Alteff

domingo, 4 de novembro de 2012

Os cinco sentidos do bebê logo que nasce, entenda como eles funcionam

Fonte - Site Guia do Bebê Uol
Por - Paula R. F. Dabus

Embora alguns dos sentidos ainda não estejam completamente desenvolvidos, já é possível desde o nascimento estimulá-los e utilizá-los para acalmar e passar segurança ao bebê.





Logo no seu nascimento, o bebê dispõe dos cinco sentidos básicos, que são desenvolvidos já no sétimo mês de útero e, que desde cedo, começam a ser apurados. E ao nascer, ele recebe e responde constantemente aos estímulos do ambiente. Porém, alguns destes cinco sentidos precisam de tempo para serem desenvolvidos.

Visão - Por estar acostumado ao ambiente intra-uterino escuro o bebê apresenta um reflexo de fechar os olhos com força contra a luz forte. Quando vocês estiverem em um ambiente mais escuro do que a sala de parto, perceba que ele analisará tudo com os olhos arregalados. Embora com sistema visual imaturo, um recém-nascido enxerga bem a uma distância de 12 cm a 30 cm. É normal que, em seu nascimento, o bebê tenha os olhos inchados e vermelhos por causa das contrações do parto. Após alguns dias, seu rosto fica normal e começa a focar coisas, mesmo enxergando apenas o que está próximo do seu nariz, a aproximadamente vinte centímetros.

Audição - O bebê, durante o último trimestre de gestação, já ouve a voz abafada da mãe tão bem quanto os sons dos batimentos cardíacos, respiração e digestão. É possível observar que ele escuta, seletivamente, as vozes mais altas e na medida em que começa a ganhar mais controle dos movimentos da cabeça, fica evidente que ele, não apenas consegue ouvir, como também pode determinar exatamente o local de onde o som está vindo. Pressionando a cabeça do bebê contra o peito da mãe, ele encontrará sons familiares confortantes e, muitas vezes, adormecerá na posição em que está. Sons altos e agudos, geralmente, incomodam os bebês, já sons baixos e rítmicos acalmam. Por outro lado, caixinhas de música, brinquedos que emitem sons agradáveis e música baixa estimulam a audição além de gostar de ouvir a mãe cantando e falando com ele.

Olfato e Paladar - O Olfato e paladar são sentidos que acompanham os bebês desde o parto. Ao nascerem, eles já demonstram que distinguem os odores afastando-se de perfumes desagradáveis. Além disso, o filho aprende rapidamente a reconhecer os perfumes familiares, em especial o da mãe. Isso demonstra claramente a relação que se estabelece entre mãe e filho, principalmente pelo fato da amamentação. Já pela gustação, mesmo os bebês não possuindo botões gustativos totalmente maduros, eles podes diferenciar o doce do azedo e preferir o primeiro.

Toque - O toque é o um dos meios mais importantes de comunicação com o bebê, sendo toques suaves e movimentos rítmicos, justamente por que, ainda no útero, se acostumou a ser embalado pelos movimentos da mãe e, depois do nascimento, esse mesmo balanço o conforta. Um recém-nascido inquieto se acalma, normalmente, quando colocado junto ao corpo e balançado lentamente. E vale lembrar que, mesmo atividades rotineiras como alimentá-lo, dar banho, trocar a roupa e fralda, segurá-lo e andar com ele nos braços estimulam o sentido de toque e o movimento do bebê.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

O bebê não é de vidro: saiba como cuidar do recém-nascido sem exagerar



FONTE - Site UOL MULHER/GRAVIDEZ
POR - Ivonete Lucírio
*Com colaboração de Adriana Nogueira
                    

Dentro da barriga da mãe, o bebê estava protegido da maior parte das ameaças do mundo exterior. Agora que está do lado de fora, ele dá a impressão de que qualquer coisa pode quebrá-lo. Mas a criança não é tão frágil quanto parece.
É verdade que alguns cuidados são necessários, mas você não precisa enlouquecer imaginando que tudo pode fazer mal a seu filho. A infectologista pediátrica Daisy Maria Machado, da USP; a pediatra Alessandra Kimie Matsuno, da FMRP (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto), da USP, e o pediatra Renato Procianoy, presidente do Departamento Científico de Neonatologia da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), apontam o que é exagero e com o que você deve se preocupar no início da vida da criança.

É melhor pedir para que as visitas não venham no primeiro mês do bebê?

Não é proibido receber visitas nos primeiros 30 dias de vida da criança. A chegada de um bebê traz alegria para toda a família e é natural que os parentes queiram conhecê-lo. O que se recomenda é evitar muitas pessoas de uma única vez e que as visitas sejam demoradas. O tempo ideal de permanência é de, no máximo, 45 minutos. Assim torna-se possível respeitar o período de descanso da mãe –que ainda está se adaptando ao novo ritmo de sono– e do bebê. Além disso, é preciso combinar o melhor horário de modo a não atrapalhar as mamadas.
As visitas podem pegar o bebê no colo?
Essa não é a situação ideal, já que o recém-nascido precisa de sossego e de interação com o pai e a mãe, não com desconhecidos. Mas, como muitas vezes é impossível evitar, peça aos visitantes que lavem bem as mãos com água e sabão antes. E não permita que peguem a criança se estiverem com qualquer doença infecciosa, ainda que seja aparentemente um simples resfriado. E não é preciso usar álcool em gel para desinfetar as mãos. Basta lavar bem com água e sabão.

É preciso esterilizar mamadeiras e chupetas?

Pelo menos nos primeiros seis meses de vida, o ideal é que a criança receba apenas leite materno. Caso precise usar a mamadeira, ela deve ser esterilizadas antes de cada uso. Para isso, leve os utensílios ao fogo em uma panela com água até que levante fervura (consulte o modo de higienização na embalagem da mamadeira). Se preferir, é possível usar esterilizadores, que permitem controlar o tempo de exposição ao calor e evitar de danificar o produto. No caso da chupeta, basta esterilizar uma vez por dia (isso se ela não cair no chão, por exemplo).

O bebê não deve sair de casa no primeiro mês?

Pode sair de casa, só não deve frequentar lugares com aglomeração de pessoas, como festas infantis, supermercados e shoppings. Desde que o tempo esteja bom, os passeios ao ar livre estão liberados também. O sistema imunológico da criança é frágil e por isso é bom evitar expô-la a vírus e a bactérias que circulam no ar.

Atenção, ter tomado as primeiras doses das vacinas não garante que a criança esteja completamente imunizada. O bebê só completa o chamado primeiro esquema de vacinação por volta de seis meses, por isso o que vale é o bom senso ao escolher os primeiros passeios.É preciso visitar o pediatra periodicamente nos primeiros meses?

Sim, isso é imprescindível para que o crescimento e o desenvolvimento do bebê sejam acompanhados de forma bem orientada. Segundo a SBP, o bebê deve fazer a primeira consulta com o pediatra ainda na primeira semana de vida. Estando tudo bem, a criança retorna quando estiver prestes a completar o primeiro mês. No primeiro semestre de vida do bebê, as visitas devem ser mensais. A partir do segundo semestre, podem acontecer de dois em dois meses.

A casa deve ficar na penumbra e em silêncio?

Não, a casa deve manter seu ritmo e rotina. Assim o bebê vai, aos poucos, reconhecer o ambiente e diferenciar o dia da noite. É claro que é melhor evitar muito barulho, para não assustar a criança nem deixá-la agitada demais.

É proibido usar lencinhos umedecidos nos primeiros meses de vida?

Os lenços umedecidos devem ser evitados no dia a dia. O melhor é limpar a região genital da criança com algodão embebido em água morna no momento da troca da fralda, pois algumas crianças apresentam reações alérgicas às substâncias químicas contidas nesse tipo de produto. No entanto, o lencinho umedecido pode ser utilizado em casos especiais, como em um passeio ou em lugares em que a mãe não tenha possibilidade de realizar a limpeza da maneira recomendada.

Se o casal tiver um animal, é melhor deixá-lo na casa de alguém até o bebê crescer?

Não há necessidade de retirar o animal da casa, mas é conveniente não deixar que ele tenha acesso ao quarto da criança. É também aconselhável evitar o contato direto do bebê com o bicho, pelo menos nos seis primeiros meses de vida. Mas como não há um consenso da comunidade científica sobre o assunto –porque há crianças com problemas de alergia e diferentes tipos de bichos– é bom que os pais tomem orientações com o pediatra do filho e observe se ele apresenta algum sintoma.

O recém-nascido não deve ter contato com outras crianças?

O recém-nascido pode e deve ter contato com as crianças da família. Mas, se possível, é melhor evitar receber muitas visitas de crianças pequenas, que sempre querem tocar o bebê e pegá-lo no colo.
Devido à imaturidade do sistema imunológico, e pelo fato de ainda não ter recebido todas as vacinas contra as doenças da infância, o ideal é que crianças não frequentem escolas ou creches nos primeiros meses de vida. Mais uma vez, não há consenso entre os especialistas, mas, em linhas gerais, os pediatras costumam sugerir esperar até o segundo ano da criança, quando seu sistema imunológico estará fortalecido.
Mas os pais que precisam deixar seus filhos nesses locais mais precocemente não precisam se culpar. Nem sempre o ideal é o possível, e isso deve ser levado em consideração. Nesses casos, uma conversa com o pediatra do bebê pode ajudar. O especialista pode informar sobre quais são as doenças mais comuns em crianças que frequentam berçários e escolas e suas formas de prevenção. O médico do bebê ainda pode dar dicas para os pais escolherem melhor a instituição que irá cuidar de seus filhos, auxiliando-os a observar aspectos de higiene do lugar, se exige caderneta de vacinação em dia e como a instituição controla o acesso de crianças doentes.

O bebê pode dormir sozinho no quarto?

Sim, pode e deve. Muitos pais têm dúvidas sobre a melhor posição para o bebê dormir. A recomendação do Ministério da Saúde e da SBP, entre outras instituições, diz que o bebê deve dormir de barriga para cima, pois pesquisas mostram que essa posição reduz em até 70% o risco de morte súbita, uma das principais causas de óbitos de crianças com até um ano.

A moleira do bebê não deve ser tocada?

Não existe apenas uma moleira ou fontanela (seu nome científico) na cabeça do bebê. Mas a que está localizada no alto da cabeça, chamada de fontanela anterior, é a mais conhecida e temida pelos pais. Realmente, trata-se de uma região um pouco mais sensível, uma vez que nela os ossos do crânio não se encontram totalmente unidos. Mas isso não significa que não possa ser tocada. A mãe pode passar a mão tranquilamente na hora do banho, fazer carícias, pentear. E não se impressione ao ver a região pulsar, o que é resultado da pressão arterial no cérebro. Isso é normal, especialmente quando a criança chora. Até por volta do 15º mês de vida, ela deve estar fechada

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Informação importante para mamães que já fizeram mais de duas cesáreas


Juliana Zambelo
Do UOL, em São Paulo
08/10/201207h17
 
Segundo médicos ouvidos por UOL Gravidez e Filhos, as mulheres podem passar por duas cesáreas ao longo da vida sem que isso implique em riscos a mais para sua saúde ou a de seu bebê. Depois disso, se ela voltar a engravidar, será maior a possibilidade de que ocorram problemas na hora de realizar mais uma cesariana.

De acordo com Maria Rita de Souza Mesquita, diretora da Sogesp (Associação de Obstetrícia e Ginecologia de São Paulo), isso acontece porque, após cada operação, o tecido do útero fica mais fino e frágil, o que também contraindica –e nesse caso totalmente– um parto normal. A solução passa a ser uma nova cesárea, que precisa ser monitorada bem de perto pelo obstetra.

Renata Gebara Di Sessa, ginecologista e obstetra do Hospital Santa Catarina, em São Paulo, explica que uma das consequências possíveis, a partir da terceira cirurgia, é de inserção baixa de placenta ou placenta prévia –quando há fixação da placenta na parte baixa do útero, perto do colo–, o que aumenta as chances de sangramento durante a gravidez. Trata-se de uma ocorrência contornável, se detectada cedo, mas, sem os cuidados adequados, pode causar a morte do bebê.

Entre outros problemas que podem acontecer a partir da terceira cesárea estão uma chance maior de infecções, sangramentos uterinos anormais e desenvolvimento de aderências pélvicas, que podem causar dor crônica na região, dificuldade a evacuação e dor durante a relação sexual. Maria Rita acrescenta que a recuperação do pós-parto também tende a ser mais lenta.
"Há ainda maior risco de acretismo placentário, quando a placenta fica tão grudada no útero que pode provocar dificuldade de contração uterina no pós-parto (reação necessária para que o órgão recupere seu tamanho de antes da gestação), aumentando o perigo de sangramento e de morte da mãe", diz Renata.
Os especialistas afirmam, no entanto, que cada gestação tem suas características próprias e é possível passar por mais de duas cesáreas sem problemas, apesar de não ser o indicado. Luís Henrique Silva, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade Assunção, da Rede D’Or – São Luís, em São Bernardo do Campo (SP), diz ter realizado, sem complicações, uma cesárea em uma paciente com cinco cirurgias anteriores.

Parto normal deixa de ser opção

Uma mãe que teve seu primeiro filho por cesárea, há mais de dois anos, tem a possibilidade de dar à luz seu segundo bebê por parto normal. Contudo, após duas cesarianas, o parto vaginal não é mais aconselhado.

Apesar dos riscos, a cesariana ainda é a melhor opção nesses casos e o nascimento da criança deve ser agendado para evitar que a mãe chegue a entrar em trabalho de parto.

"Depois de duas cesáreas, é obrigatório que os partos seguintes também sejam assim”, afirma Maria Rita. Luís Henrique explica que, após duas cirurgias, com a parede do útero fragilizada, corre-se um risco muito grande de que as contrações de um parto normal provoquem hemorragias ou mesmo o rompimento do útero na cicatriz.

De acordo com Renata, do hospital Santa Catarina, quanto maior o número de cirurgias no útero, sejam elas cesárea ou outros tipos de operações –como retirada de miomas (tumores sólidos benignos)–, maiores são os riscos. "Assim, devemos sempre ficar atentos e analisar caso a caso", afirma a obstetra.

Aprendendo a falar desde cedo



Fonte - Site Guia do Bebê (uol)
Bruno Rodrigues

A bola é lalanja". "Cadê meu binquêdo?". Qual pai ou mãe não se derrete de alegria ao ouvir a criança pronunciando algumas palavras com pequenos erros. Alguns chegam até a estimular o filho a falar dessa forma, pois soa bonitinho. Lógico que a pronúncia incompleta de algumas palavras é perfeitamente normal para uma criança entre 1,5 a 4 anos de idade, já que ainda não possui o processo de fala em estágio completo. Entretanto, é recomendado que os pais ensinem o filho a falar corretamente desde o início de vida.
A ausência de estímulos à musculatura oral pode acarretar em problemas de fala no futuro. O distúrbio na fala, caso não seja tratado corretamente, pode inclusive afetar mais tarde na alfabetização da criança.

A fonoaudióloga Jamile Elias Canetto explica que algumas atividades simples e aparentemente sem grande importância são essenciais no desenvolvimento oral do bebê. Expressões faciais como mandar beijinho para as crianças ou mostrar a língua funcionam como bons exercícios.

"A criança deve ser estimulada logo após o nascimento. Faça a seguinte atividade: converse de frente para ela e faça gestos e caretas com a boca. É engraçado que o bebê, inconscientemente, tentará reproduzir o gesto. Ao tentar copiar os movimentos labiais, a criança estará indiretamente praticando um excelente exercício de musculatura oral", informa Jamile Canetto.

Segundo a fonoaudióloga, o processo de aquisição da fala por parte da criança está totalmente ligado à educação exercida pelos pais. Para ela, pai e mãe devem orientar a criança a pronunciar a palavra corretamente, de forma suave, evitando palavras no diminutivo. "Não é interessante que os pais se comuniquem com o filho utilizando diminutivos. Além da criança ter muito mais facilidade em pronunciar 'boneco' do que 'bonequinho', ela terá mais facilidade de nomear e gravar as palavras por serem mais fáceis de falar", explica.

Falando com carinho – A correção da pronuncia não significa reprimir cada erro cometido pelo filho. Ao contrário, os pais devem ser carinhosos e explicativos, ensina a fonoaudióloga. "Se o filho diz que quer beber 'acá' (água), a mãe deve responder: - Você quer água? Vou pegar água pra você". "Com isso, a criança aprende a palavra certa, além de unir figura e palavra".

Mamadeira e chupeta - Personagens famosos do mundo infantil, a mamadeira e a chupeta não são indicadas na aquisição da fala, pois a língua não é estimulada a buscar o alimento, como acontece quando o nenê é amamentado. "Não há o que negar os benefícios gerados pela chupeta e mamadeira em outras situações. Porém, no que se refere ao desenvolvimento da fala, o trabalho de sucção é prejudicado pela presença do bico desses acessórios", define Jamile Canetto.

Audição – Problemas auditivos também influem no desenvolvimento da fala. A criança com algum tipo de inflamação no ouvido, como a otite, por exemplo, costumam apresentar desatenção por não ouvir direito, o que dificulta no processo de aprendizagem das palavras.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Dica de uma colaboradora e super profissional, confiram!!!!

Fonte - Odontopeditra drª Greice Paes de Almeida


Uma geração livre de cáries

O melhor remédio contra a cárie é a prevenção. A prevenção começa na gestação. Depois do nascimento da criança, ela deve ser acompanhada por um odontopediatra, mesmo que os dentes não tenham nascido.

Os pais têm responsabilidade perante a saúde bucal de seus filhos e o Odontopediatra (dentista de criança) terá de usar todo o seu conhecimento para promover e manter a saúde. Uma experiência agradável no contato com o dentista na infância evitará o medo do tratamento odontológico, tão comum nos adultos de hoje. O Odontopediatra tem um importante papel de educador: é ele que introduz a criança na odontologia, monitorando seu crescimento e desenvolvimento, tanto no aspecto psicológico como no bucal. Não existe gratificação maior para os pais e profissionais do que ver seus filhos e pacientes adultos sem cárie.

Todo alimento causa cárie, inclusive o leite materno. O hábito de mamar e ir dormir sem escovar os dentes e, mais grave ainda, acordar de madrugada e fazer outras mamadas quando os dentes já nasceram provocam cárie. Quando o bebê dorme diminui a produção de saliva (que tem a função de lavar os dentes), o alimento em contato com a placa bacteriana libera ácido e se inicia a "cárie de mamadeira".

Quando a alimentação é exclusivamente o leite materno, não precisa fazer a limpeza a cada mamada, pode ser apenas uma vez por dia, após a última mamada. Quando se oferece outro leite e alimento, limpe a boca mesmo que não tenha dente, após cada refeição, pois a criança se acostuma e evita a proliferação de bactérias. Com o dedo envolvido em uma gaze embebida em água filtrada, limpe toda a boca da criança: gengiva, céu da boca (palato), língua e lado interno da bochecha.  Quando nascer o dente, inicie a escovação sem pasta de dente ou com pasta sem flúor.

O Odontopediatra deve aplicar medidas preventivas (controle de placa, dieta alimentar); Ensinar a criança sobre a importância dos cuidados com sua própria boca; Aplicar de 6 em 6 meses  flúor verniz (que protege os  dentes e não tem risco de  intoxicar);  Aplicar selantes (resina  da cor dos dentes) usados  na parte mais "rugosa" dos  dentes posteriores para  evitar o depósito de alimentos nestas áreas;  Controlar hábitos como mamadeiras, chupetas,  sucção de dedo, respiração  bucal etc.;  Identificar precocemente  as cáries (manchas brancas  no esmalte entre outras  medidas preventivas).

A visita ao Odontopediatra deve ser aproximadamente com um mês de idade, quando os pais são orientados sobre alimentação noturna , nascimento dos dentes e hábitos. O Odontopediatra faz o exame da boca do bebê e ensina como fazer a limpeza bucal. Proporcione a seus filhos a oportunidade de terem uma saúde bucal utilizando todos os conhecimentos e recursos de prevenção atuais.

Contatos - Consultório (Av. 9 de julho,95 sala 31 Vila Adyanna)
                  Tel. 3942-4592 / 3027-7975
                   Site - www.doutoragreice.com.br 

 
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FLÁVIA HELENA VALENTINI