Minha escolha, minha profissão

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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Conheça a escola de seu filho e colabore com o seu aprendizado


Maria Miranda
Do UOL, em São Paulo



No Brasil, atualmente, existem diversas abordagens pedagógicas, como tradicional, construtivista, montessoriana, waldorf, entre outras. No entanto, muitas são parecidas em vários aspectos e é comum que apareçam de forma mesclada nas escolas.
A seguir, o UOL Gravidez e Filhos reuniu informações sobre as principais linhas pedagógicas.

Tradicional

É a abordagem predominante no país e por isso mesmo a mais conhecida dos pais. Nas escolas tradicionais, o foco está no professor, que detém conhecimentos e repassa ao aluno. O estudante tem metas a cumprir dentro de determinados prazos, que são verificadas por meio de avaliações periódicas.
Quem não atinge a nota mínima necessária no conjunto de avaliações ao longo do ano que está cursando é reprovado e tem de refazê-lo.
É comum que essas escolas usem apostilas e cartilhas, que estabelecem o quanto a criança deve aprender em cada ano. É uma filosofia que valoriza a quantidade de conteúdo ensinada.
Essas instituições são voltadas para o sucesso do aluno em provas como o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e o vestibular.
Construtivista
Nas instituições que seguem os princípios construtivistas, o conhecimento é ativamente construído pelo sujeito e não passivamente recebido do professor ou do ambiente. Cada estudante é visto como alguém com um tempo único de aprendizado e o trabalho em grupo é valorizado.
Nas escolas construtivistas, são criadas situações em que o estudante é estimulado a pensar e a solucionar problemas propostos. Também há provas e reprovação nessas instituições.
As ideias do biólogo suíço Jean Piaget (1896-1980) norteiam as escolas que se denominam construtivistas e por isso é comum que elas se apresentem também como escolas piagetianas.
Uma variação do construtivismo é o sociointeracionismo, originário do trabalho do psicólogo bielo-russo Lev Vygotsky (1896-1934). O especialista atribuía um papel preponderante às relações sociais na aprendizagem, enquanto Piaget dava mais importância aos processos internos de cada aluno.

Montessoriano

Na escola montessoriana, baseada na filosofia da pesquisadora italiana Maria Montessori (1870-1952), a criança deve buscar sua autoformação e construção e os adultos têm de ajudá-la nesse processo, favorecendo o desenvolvimento de indivíduos criativos, independentes, confiantes e com iniciativa.
Segundo o método montessori, é agindo que o aluno adquire conhecimentos. As crianças escolhem as atividades que querem fazer. Ao adulto cabe ordenar o trabalho com gradação de dificuldade crescente, respeitando o ritmo de cada aprendiz e sem intervenções indevidas. As classes têm crianças de idades diferentes.
Incentiva-se o trabalho em grupo e todos os estudantes são estimulados da mesma maneira.
Para auxiliar na aprendizagem, Maria Montessori criou vários materiais. Um dos mais famosos é o Material Dourado, composto por cubos, placas, barras e cubinhos, que têm o objetivo de facilitar o entendimento das operações matemáticas.

Waldorf

Na metodologia de ensino waldorf –desenvolvida pelo filósofo austríaco Rudolf Steiner (1861-1925)–, procura-se equilibrar os aspectos cognitivos (capacidade de aquisição de conhecimento) com o desenvolvimento de habilidades artísticas, musicais, de movimentação e de dramatização. Considera-se cada aluno como um ser único, que é acompanhado de forma próxima.
São aplicados testes e provas em algumas matérias, especialmente no ensino médio, e, em alguns casos, nas últimas séries do ensino fundamental. Mas a avaliação do aluno também engloba a execução de trabalhos, o grau de dificuldade que o estudante tem com o assunto, o empenho em aprender e o comportamento. Os pais recebem avaliações trimestrais com a descrição da atitude de seus filhos diante das tarefas solicitadas no período. O professor permanece com a mesma turma por toda uma etapa (por exemplo, os nove anos do ensino fundamental).
No ensino fundamental, o currículo inclui astronomia, meteorologia, jardinagem, artes e trabalhos manuais, como tricô e crochê, além das disciplinas exigidas pela Lei de Diretrizes e Bases (legislação que regulamenta o sistema educacional do Brasil).
No ensino médio, há currículos integrados de humanidades (história, geografia, literatura), de ciências (física, biologia, química, geologia, matemática), de artes e ofícios (com modalidades como tecelagem e encadernação), artes dramáticas, educação física e línguas estrangeiras.

Freinet

Outro pensador que costuma nortear o trabalho de algumas escolas é o pedagogo francês Célestin Freinet (1896-1966), mas sem dar nome exatamente a uma linha pedagógica.
Nas instituições que colocam em prática conceitos de Freinet, o aprendizado acontece por meio do trabalho e da cooperação.
Nesse tipo de escola, a criança é incentivada a compartilhar suas produções com os colegas, sejam eles de sua classe, de outras ou de escolas diferentes.
As avaliações levam em conta o progresso do aluno em comparação ao seu desempenho anterior e não em relação com os demais.
Estudos de campo (aulas em que os estudantes são levados em algum lugar específico para aprender determinada matéria, como um parque, por exemplo), elaboração de jornais em grupo e debates são atividades comuns em escolas que se identificam com o pensamento de Freinet, que valoriza o desenvolvimento da capacidade de análise pelos estudantes.
Fonte: Simone Ferreira, psicóloga especialista em educação; Regina de Assis, doutora em educação e relatora da primeira versão das Diretrizes Curriculares Nacionais do CNE (Conselho Nacional de Educação) para educação infantil e fundamental; Vandeí Pinto da Silva, professor do Departamento de Didática da Unesp de Marília, em São Paulo, e o educador Antonio Ponce, coordenador da Federação das Escolas Waldorf no Brasil.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Uma experiência nova na vida da mãe e do filho!




Depoimento de quem é educadora, porém agora mãe....

Agora entendi realmente o sentido de deixar um pedacinho da gente aos cuidados de um educador... quando iniciei a profissão de educadora física (na área de atividades aquáticas) com crianças de 02 até a adolescência, minha chefe na época “Sônia Rodovalho” uma vez me disse: “Trate seu aluno (uma criança) como se fosse seu filho”.

Sempre trabalhei com amor e por amor e agora como mãe no primeiro dia de adaptação do meu pequeno Nicolas na escola, percebi  com lágrimas nos olhos que ele esta crescendo e iniciando uma nova fase na sua vida.

Uma experiência que será longa, divertida e muito importante na sua formação como ser humano. E ele interagiu bem com as professoras que desde o primeiro dia da visita para conhecer a escola já o acolheram com muito carinho.

Brincava e olhava pra mim me chamando mamãe, só para ter certeza que eu estava ali e lhe daria segurança (rs). Espero que ele se divirta muito aprendendo, espero que ele também receba carinho e atenção nem demais e nem de menos, não diferente de nenhum outro de seus novos amiguinhos, apenas que seja um carinho e uma atenção sincera que só nasce no fundo do coração de quem realmente acredita na profissão e na função que escolheu e que por isso faz do melhor jeito sempre.

Flávia Helena

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Retomando as atividades





Ano Novo aí e já começo agradecendo aos amigos e amigas seguidores do blog, logo  logo,mais matérias interessantes para vocês!!!!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Mensagem especial aos amigos seguidores do blog!




 
 
 
 
 
A MELHOR MENSAGEM DE NATAL É AQUELA QUE SAI EM SILÊNCIO DE NOSSOS CORAÇÕES E AQUECE COM TERNURA OS CORAÇÕES DAQUELES QUE NOS ACOMPANHAM EM NOSSA CAMINHADA PELA VIDA.
 
 
 
 
 
FLÁVIA HELENA

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Uma matéria muito esclarecedora




Por Dr. Roberto Cooper – Pediatra*
Do Bolsa de Bebê


O refluxo gastroesofágico nem sempre é uma doença. O refluxo é o retorno do conteúdo que está no estômago (alimentos sendo digeridos), para o esfôfago. Isto ocorre normalmente em lactentes, crianças e adultos. É um fenômeno fisiológico, normal. Portanto, não é uma doença.
No entanto, quando esse refluxo produz lesões no aparelho digestivo ou mesmo fora deste, como no aparelho respiratório, é que podemos falar em doença do refluxo gastroesofágico. Todo mundo tem refluxo mas nem todo refluxo é doença. O simples fato de regurgitar ou vomitar não caracteriza a doença do refluxo gastroesofágico.



Hoje em dia há uma epidemia de diagnóstico de doença do refluxo gastroesofágico. O termo foi popularizado e difundido de tal forma que, basta a criança manifestar alguma irritablidade após a mamada, regurgitando, para os pais chegarem no consultório com o diagnóstico feito: Dr. nosso bebê tem refluxo!


O diagnóstico de doença do refluxo gastroesofágico é complexo porque não existe um único exame que comprove a existência dessa doença. Os exames de imagem (raios X ou ultrassonografia) são úteis para demonstrar que não existem malformações ou estenoses (estreitamentos) no aparelho digestivo. A presença de refluxo, nesses exames, não é suficiente para se afirmar que há uma doença do refluxo. Pode ser o refluxo fisiológico. Outros exames são invasivos como a endoscopia, a medida da pressão do esôfago e do seu pH (acidez) e devem ser pedidos somente nos casos onde a suspeita clínica seja forte.


Como diferenciar refluxo de doença do refluxo? Nem sempre é fácil, mas alguns sinais podem ser observados:


- ganho de peso. O bebê que ganha peso dentro do esperado, dificilmente terá doença do refluxo. Por outro lado, uma criança que não ganha peso como esperado ou até perde peso, junto com outros sinais, pode ter a doença do refluxo.


- irritabilidade. Este é um sinal importante, mas que pode ter muitas causas. Merece ser valorizado e discutido com seu pediatra. Se a irritabilidade for intensa, interrompendo as mamadas e, além disso, o bebê não ganhar peso, a hipótese de doença do refluxo deve ser considerada.


- presença de sangue no vômito ou na regurgitação é um sinal que deve ser comunicado imediatamente ao pediatra.


- anemia. Se, além da irritabilidade e não ganho esperado de peso a criança apresentar anemia, deve-se pensar em doença do refluxo.


- tosse noturna e/ou quadros respiratórios podem ser um indicador de doença do refluxo com manifestações fora do aparelho digestivo.



Somente o seu pediatra poderá, a partir do seu relato e observações, associado ao exame clínico, decidir se há uma suspeita de doença do refluxo gastro esofágico, pedindo ou não exames complementares e orientando os pais quanto às condutas a serem tomadas. Muitas vezes o pediatra vai optar por tentar medidas que não incluam remédios em um primeiro momento ou poderá fazer uma prova terapêutica com medicamentos.


Se você suspeita que seu bebê possa ter doença do refluxo, converse com seu pediatra, lembrando que refluxo (sem doença) é normal.
A informação que eu gostaria de passar para os pais é de que nem todo bebê que golfa e resmunga um pouco tem doença do refluxo gastroesofágico. Um dos indicadores importantes é o ganho de peso. Se o seu bebê ganha peso como esperado, diminuem as chances dele ter a doença do refluxo. Lembre-se de colocar seu bebê para arrotar na posição vertical, por uns 20 minutos após cada mamada. Independentemente de ele ter ou não a doença do refluxo, é um bom hábito.


*Dr. Roberto Cooper é médico formado pela UFRJ em 1976


Residente de Pediatria do Hospital da Lagoa- 1976/1977


Título de Especialista em Pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria


Médico do Instituto Fernandes Figueira- FIOCRUZ


Consultor da OMS até 1985


Contatos: consultoriorcooper@globo.com


http://www.robertocooper.com