https://www.youtube.com/watch?v=i0o132wGNlY&feature=youtu.be
Um blog informativo que se preocupa com assuntos voltados para saúde e bem-estar físico das futuras mamães, das mamães primeira e de muitas viagens durante a gestação e no pós parto.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
Primeiro encontro Maternidade Ativa Noctiluca
Este ano marcou o inicio de um projeto muito interessante idealizado por mim e com a parceria de uma Academia de peso na cidade de São José dos Campos e por isso quero registrar no blog este momento. Confira abaixo a programação oferecida e alguns momentos do evento:
http://jornaljoseensenews.com.br/portal/2016/01/18/1o-encontro-de-gestantes-reune-profissionais-da-area-da-saude-em-sao-jose-dos-campos/
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
Parceria formada e trabalho previsto para ser retomado já a partir de Novembro 2015
www.noctiluca.com.br
PARA MAIS INFORMAÇÕES ACESSE O SITE OU ENTRE EM CONTATO PELOS TELEFONES
3922-4396 / 3942-6621
PARA MAIS INFORMAÇÕES ACESSE O SITE OU ENTRE EM CONTATO PELOS TELEFONES
3922-4396 / 3942-6621
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
Parto (matéria bem interessante para as futuras mamães de primeira viagem)
Por - Ana Maria Morateli da Silva Rico
Psicóloga Clínica
Há, então, uma alteração na dinâmica psíquica da gestante, pois com a possibilidade de vida de seu bebê, mesmo num parto prematuro, altera-se, também, a percepção que tinha dele e que lhe permite começar a pensar quando será o parto e como será.
No decorrer das semanas, o corpo da futura mamãe vai se avolumando mais e mais, provocando-lhe um intenso desconforto físico. Percebe-se mais pesada e lenta, sem energia e disposição para manter suas atividades habituais, também porque não mais encontra posição confortável para dormir.
Embora todas as gestantes sintam-se mais limitadas, as reações são diferentes. Enquanto umas descansam, ficando um tempo maior deitadas e inativas, outras continuam hiperativas como negando a gravidez, uma vez que a baixa de atividade geral, significaria aumento na angústia. Uma parte considerável delas continua exercendo suas ocupações profissionais e do cotidiano, embora exigindo maior esforço. Com esta realidade que se lhes apresenta, a proximidade do parto é um fato inegável e percebida com grande temor, embora a evolução da obstetrícia moderna tenha diminuído sensivelmente o risco físico tanto para a parturiente quanto para o bebê. Podemos aqui incluir a mulher cuja gravidez foi planejada e que no decorrer desta tenha adquirido um grande amadurecimento emocional, desejando a chegada do bebê. Ela também sente a angústia do parto, embora com um grau suportável.
Assim, mais uma vez a ansiedade se exacerba e os sentimentos são ambivalentes: a vontade de terminar a gravidez e ter o filho alterna-se com a vontade de prolongá-la para que possa fazer as adaptações internas e externas necessárias para acolher o bebê.
É que neste momento a angústia tem raízes mais profundas e inconscientes. Todos os temores vivenciados desde o início da gravidez se reatualizam, porque com o parto, a mulher terá a constatação se os momentos de dúvidas, questionamentos e incertezas não prejudicaram o feto e se realmente é merecedora de ter um filho saudável e perfeito, ou seja, aquele que ela vai ter que mostrar ao pai, à família e aos amigos em geral.
A angústia do parto é, talvez, a mais primitiva que se conhece, pois faz reviver o momento crucial em que ocorre a separação definitiva do corpo materno, quando do próprio nascimento.
A ansiedade mais expressiva que surge refere-se à data aproximada do parto: "quando será?". Nesta questão, escondem-se outras: "como será o parto, como será o bebê, como serei enquanto mãe, terei condições de assumir o compromisso com esta nova vida..."
O conflito entre os conteúdos conscientes e inconscientes, que aparecem mais especialmente nesta etapa, facilita a revivência de conflitos infantis da gestante com seus pais de origem ou irmãos, que antes permaneciam reprimidos.
Desta maneira, surge a oportunidade de renegociar suas relações com a história familiar, encontrando novas possibilidades de solução ou então se intensificam os conflitos, o que certamente irá afetar a relação mãe-bebê.
Com os movimentos fetais, há, também, uma percepção maior das contrações uterinas, muitas vezes sobressaltando e atemorizando ainda mais a futura mamãe.
Pouco antes do oitavo mês, pode se produzir a versão interna, que é o momento em que o feto posiciona-se de cabeça para baixo, à entrada do canal do parto.
A percepção deste movimento provoca, inconscientemente, uma intensa crise de ansiedade, cuja sensação consciente é de algo estranho acontecendo, podendo provocar certos processos somáticos, como: diarreias, constipação, aumento de peso excessivo, câimbras intensificadas, crises de hipertensão e outros, cada um com seu significado psicológico próprio. O mais grave deles é o parto prematuro, quando as crises de ansiedade chegam a níveis insustentáveis. Não tolerando mais a situação ansiógena e precisando livrar-se dela com urgência, a dinâmica psíquica desencadeia o parto, funcionando como uma defesa ante a possibilidade de uma desestruturação psicológica.
Todos estes sintomas expressam, além do conflito, um pedido de ajuda e proteção por não conseguir suportar e elaborar a crise de ansiedade.
Vale dizer que os temores mais comuns que se expressam na gravidez apresentam um caráter de autopunição, do tipo: temor à morte no parto, à dor, incapacidade de criar bem o filho, ter leite fraco ou mesmo não conseguir produzir leite suficiente, parto traumático por fórceps ou cesariana, morte do filho, filho disforme... enfim, a gestante sente que não é capaz de defrontar-se com o parto e superá-lo.
Frequentemente, nestes momentos de intensa crise, deixa de perceber os movimentos fetais, cuja vivência é extremamente dolorosa e angustiante, pois é associada à possibilidade de morte do bebê. Essa ausência de percepção deve-se à intensidade da angústia, bem como, pelo fato de o feto estar bem desenvolvido e não haver espaço intra-uterino suficiente para suas evoluções, além de que já existe certo grau de encaixamento.
É importante lembrar que não são apenas as primíparas a apresentar as fobias do parto. Por serem fobias profundamente enraizadas, ligadas à história da mulher, a esta gravidez, ao modo como sua mãe relatou o seu próprio nascimento, à história do casal e ao que ela espera deste filho, podem atingir as gestantes em outra gravidez e não necessariamente na primeira.
É muito comum as futuras mamães terem sonhos referentes ao parto, ao bebê, às alterações do seu corpo e às expectativas em relação a si mesma e ao bebê. O sonho tem uma função fundamental nestes casos, pois oferece a oportunidade de enfrentar antecipadamente a tensão do parto, numa tentativa de dominá-la, não devendo, porém, ser considerado como premonição, pois o verdadeiro significado só poderá emergir durante um trabalho analítico.
Atualmente, sabe-se que o futuro papai não fica imune às angústias durante a gestação de seu filho e elas também podem ser expressas através de sonhos e, muitas vezes, de distrações e esquecimentos, o que provocam grandes tensões entre o casal.
Por não ter com quem expressar o sofrimento que o atinge, ocorre de modo inconsciente e mais comumente do que se possa pensar, todo tipo de acidentes, depressão e comportamentos de fuga, como excesso de trabalho, novos interesses fora do lar e que atuam como uma forma de chamar a atenção e de reclamar o seu lugar, já que o ambiente imediato está às voltas com a gestante e esta com os preparativos para a chegada do bebê, tendo de lidar, também, com suas próprias ansiedades.
Um dos temores mais comuns é não saber reconhecer os sinais do parto e ser pega de surpresa. Assim, a qualquer sinal percebido como estranho, geralmente a gestante vai para a maternidade.
Os alarmes falsos têm duas funções tranquilizadoras: além de permitir a liberação da ansiedade, funciona como um exercício da maneira como deverá se comportar no momento de ir para o hospital. Muitos homens aproveitam para cronometrar o tempo dispendido no percurso, pois o fato de saber em quanto tempo suas parceiras estarão sob cuidados médicos e hospitalares, acalma-os.
No caso de existirem outros filhos, estes devem ser preparados para a ausência materna, quando for ter o bebê. Utilizar-se sempre de palavras que expressam a realidade e que estejam de acordo com a compreensão de cada um. Mesmo as crianças de pouquíssima idade e até as que ainda não dominam o vocabulário conseguem captar o sentido do que vai sendo dito e isto as tranquiliza.
No momento em que o parto se aproxima, o ambiente mais próximo, preferencialmente as futuras vovós, entram num estado de grande agitação, fazendo planos e oferecendo assistência e colaboração após o nascimento do bebê.
O modo como este movimento será interpretado pela gestante depende de sua história, principalmente na relação com a mãe nos momentos mais precoces de sua vida. Ela poderá se sentir mais segura e agradecida ou, ao contrário, encarar como um comportamento invasivo que vem para confirmar a sua incapacidade em exercer a maternagem adequadamente.
Muitas vezes o ambiente imediato não consegue funcionar como continente para todas as angústias, temores, ansiedades e culpas que despertam na futura mamãe, porque também estão revivendo, de forma menos dramática, é verdade, seus próprios temores frente à vida. Assim, a gestante se percebe muito só, sem apoio e proteção, completamente indefesa, o que, por certo, aumentará a angústia, podendo chegar à depressão.
Faz-se extremamente prudente e necessário a ajuda de um profissional capacitado que possa acolhê-la, orientá-la e reassegurar-lhe a confiança e o bem-estar neste momento de crise ou mesmo de todo o período gestacional.
Psicóloga Clínica
Fobias do parto
O proximidade do parto pode deixar algumas mulheres em uma montanha russa de sentimentos que pode afetar tudo e todos à sua volta
A partir do terceiro trimestre ocorre um fenômeno da maior importância. Com todas as estruturas fisiológicas formadas e funcionais, a existência no espaço aéreo agora é viável para o feto, que se encontra em pleno e rápido desenvolvimento, ganhando peso e volume.Há, então, uma alteração na dinâmica psíquica da gestante, pois com a possibilidade de vida de seu bebê, mesmo num parto prematuro, altera-se, também, a percepção que tinha dele e que lhe permite começar a pensar quando será o parto e como será.
No decorrer das semanas, o corpo da futura mamãe vai se avolumando mais e mais, provocando-lhe um intenso desconforto físico. Percebe-se mais pesada e lenta, sem energia e disposição para manter suas atividades habituais, também porque não mais encontra posição confortável para dormir.
Embora todas as gestantes sintam-se mais limitadas, as reações são diferentes. Enquanto umas descansam, ficando um tempo maior deitadas e inativas, outras continuam hiperativas como negando a gravidez, uma vez que a baixa de atividade geral, significaria aumento na angústia. Uma parte considerável delas continua exercendo suas ocupações profissionais e do cotidiano, embora exigindo maior esforço. Com esta realidade que se lhes apresenta, a proximidade do parto é um fato inegável e percebida com grande temor, embora a evolução da obstetrícia moderna tenha diminuído sensivelmente o risco físico tanto para a parturiente quanto para o bebê. Podemos aqui incluir a mulher cuja gravidez foi planejada e que no decorrer desta tenha adquirido um grande amadurecimento emocional, desejando a chegada do bebê. Ela também sente a angústia do parto, embora com um grau suportável.
Assim, mais uma vez a ansiedade se exacerba e os sentimentos são ambivalentes: a vontade de terminar a gravidez e ter o filho alterna-se com a vontade de prolongá-la para que possa fazer as adaptações internas e externas necessárias para acolher o bebê.
É que neste momento a angústia tem raízes mais profundas e inconscientes. Todos os temores vivenciados desde o início da gravidez se reatualizam, porque com o parto, a mulher terá a constatação se os momentos de dúvidas, questionamentos e incertezas não prejudicaram o feto e se realmente é merecedora de ter um filho saudável e perfeito, ou seja, aquele que ela vai ter que mostrar ao pai, à família e aos amigos em geral.
A angústia do parto é, talvez, a mais primitiva que se conhece, pois faz reviver o momento crucial em que ocorre a separação definitiva do corpo materno, quando do próprio nascimento.
A ansiedade mais expressiva que surge refere-se à data aproximada do parto: "quando será?". Nesta questão, escondem-se outras: "como será o parto, como será o bebê, como serei enquanto mãe, terei condições de assumir o compromisso com esta nova vida..."
O conflito entre os conteúdos conscientes e inconscientes, que aparecem mais especialmente nesta etapa, facilita a revivência de conflitos infantis da gestante com seus pais de origem ou irmãos, que antes permaneciam reprimidos.
Desta maneira, surge a oportunidade de renegociar suas relações com a história familiar, encontrando novas possibilidades de solução ou então se intensificam os conflitos, o que certamente irá afetar a relação mãe-bebê.
Com os movimentos fetais, há, também, uma percepção maior das contrações uterinas, muitas vezes sobressaltando e atemorizando ainda mais a futura mamãe.
Pouco antes do oitavo mês, pode se produzir a versão interna, que é o momento em que o feto posiciona-se de cabeça para baixo, à entrada do canal do parto.
A percepção deste movimento provoca, inconscientemente, uma intensa crise de ansiedade, cuja sensação consciente é de algo estranho acontecendo, podendo provocar certos processos somáticos, como: diarreias, constipação, aumento de peso excessivo, câimbras intensificadas, crises de hipertensão e outros, cada um com seu significado psicológico próprio. O mais grave deles é o parto prematuro, quando as crises de ansiedade chegam a níveis insustentáveis. Não tolerando mais a situação ansiógena e precisando livrar-se dela com urgência, a dinâmica psíquica desencadeia o parto, funcionando como uma defesa ante a possibilidade de uma desestruturação psicológica.
Todos estes sintomas expressam, além do conflito, um pedido de ajuda e proteção por não conseguir suportar e elaborar a crise de ansiedade.
Vale dizer que os temores mais comuns que se expressam na gravidez apresentam um caráter de autopunição, do tipo: temor à morte no parto, à dor, incapacidade de criar bem o filho, ter leite fraco ou mesmo não conseguir produzir leite suficiente, parto traumático por fórceps ou cesariana, morte do filho, filho disforme... enfim, a gestante sente que não é capaz de defrontar-se com o parto e superá-lo.
Frequentemente, nestes momentos de intensa crise, deixa de perceber os movimentos fetais, cuja vivência é extremamente dolorosa e angustiante, pois é associada à possibilidade de morte do bebê. Essa ausência de percepção deve-se à intensidade da angústia, bem como, pelo fato de o feto estar bem desenvolvido e não haver espaço intra-uterino suficiente para suas evoluções, além de que já existe certo grau de encaixamento.
É importante lembrar que não são apenas as primíparas a apresentar as fobias do parto. Por serem fobias profundamente enraizadas, ligadas à história da mulher, a esta gravidez, ao modo como sua mãe relatou o seu próprio nascimento, à história do casal e ao que ela espera deste filho, podem atingir as gestantes em outra gravidez e não necessariamente na primeira.
É muito comum as futuras mamães terem sonhos referentes ao parto, ao bebê, às alterações do seu corpo e às expectativas em relação a si mesma e ao bebê. O sonho tem uma função fundamental nestes casos, pois oferece a oportunidade de enfrentar antecipadamente a tensão do parto, numa tentativa de dominá-la, não devendo, porém, ser considerado como premonição, pois o verdadeiro significado só poderá emergir durante um trabalho analítico.
Atualmente, sabe-se que o futuro papai não fica imune às angústias durante a gestação de seu filho e elas também podem ser expressas através de sonhos e, muitas vezes, de distrações e esquecimentos, o que provocam grandes tensões entre o casal.
Por não ter com quem expressar o sofrimento que o atinge, ocorre de modo inconsciente e mais comumente do que se possa pensar, todo tipo de acidentes, depressão e comportamentos de fuga, como excesso de trabalho, novos interesses fora do lar e que atuam como uma forma de chamar a atenção e de reclamar o seu lugar, já que o ambiente imediato está às voltas com a gestante e esta com os preparativos para a chegada do bebê, tendo de lidar, também, com suas próprias ansiedades.
Um dos temores mais comuns é não saber reconhecer os sinais do parto e ser pega de surpresa. Assim, a qualquer sinal percebido como estranho, geralmente a gestante vai para a maternidade.
Os alarmes falsos têm duas funções tranquilizadoras: além de permitir a liberação da ansiedade, funciona como um exercício da maneira como deverá se comportar no momento de ir para o hospital. Muitos homens aproveitam para cronometrar o tempo dispendido no percurso, pois o fato de saber em quanto tempo suas parceiras estarão sob cuidados médicos e hospitalares, acalma-os.
No caso de existirem outros filhos, estes devem ser preparados para a ausência materna, quando for ter o bebê. Utilizar-se sempre de palavras que expressam a realidade e que estejam de acordo com a compreensão de cada um. Mesmo as crianças de pouquíssima idade e até as que ainda não dominam o vocabulário conseguem captar o sentido do que vai sendo dito e isto as tranquiliza.
No momento em que o parto se aproxima, o ambiente mais próximo, preferencialmente as futuras vovós, entram num estado de grande agitação, fazendo planos e oferecendo assistência e colaboração após o nascimento do bebê.
O modo como este movimento será interpretado pela gestante depende de sua história, principalmente na relação com a mãe nos momentos mais precoces de sua vida. Ela poderá se sentir mais segura e agradecida ou, ao contrário, encarar como um comportamento invasivo que vem para confirmar a sua incapacidade em exercer a maternagem adequadamente.
Muitas vezes o ambiente imediato não consegue funcionar como continente para todas as angústias, temores, ansiedades e culpas que despertam na futura mamãe, porque também estão revivendo, de forma menos dramática, é verdade, seus próprios temores frente à vida. Assim, a gestante se percebe muito só, sem apoio e proteção, completamente indefesa, o que, por certo, aumentará a angústia, podendo chegar à depressão.
Faz-se extremamente prudente e necessário a ajuda de um profissional capacitado que possa acolhê-la, orientá-la e reassegurar-lhe a confiança e o bem-estar neste momento de crise ou mesmo de todo o período gestacional.
quinta-feira, 13 de agosto de 2015
Após uns meses sem postar....aqui retomo com uma matéria muito interessante
Fonte - http://www.educacaofisica.com.br
Atividade física na infância ajuda no desenvolvimento do repertório motor
Estudos mostram que o risco de uma criança obesa se tornar um adulto obeso é de 40%. Já o adolescente obeso se torna um adulto obeso em 80% dos casos, ou seja, o dobro se compararmos a uma criança obesa.
Estudos mostram que o risco de uma criança obesa se tornar um adulto obeso é de 40%. Já o adolescente obeso se torna um adulto obeso em 80% dos casos, ou seja, o dobro se compararmos a uma criança obesa. Por isso, atenção na alimentação e no sedentarismo na infância!
Quando a alimentação da criança é pobre em nutrientes, ela pode ter anemia. Outro problema é a falta de cálcio. Quase 50% da massa óssea é obtida até os 18 anos e 99% do cálcio está nela. A falta de cálcio reflete no déficit de crescimento, déficit de desenvolvimento, maior chance de obesidade e osteoporose.
Recomenda-se 1300mg de cálcio ao dia, ou seja, três porções de derivados lácteos (iogurte, leite e queijo, por exemplo). O cálcio também está presente nas folhas verdes escuras, brócolis, repolho, espinafre. Além do cálcio, é importante consumir também o ferro, encontrado principalmente na carne vermelha.
E os benefícios da atividade física? Além de fazer a criança se mexer e sair do sedentarismo, os exercícios ajudam a emagrecer. Isso reflete no colesterol, risco de diabetes, risco cardiovascular, risco de câncer e também melhora o humor, concentração e estado de alerta.
Os pais devem dar o bom exemplo sempre, desde cedo. Estudos mostram que 90% dos filhos de pais ativos também são ativos. Até os 14 anos é recomendado que a criança faça diversas modalidades esportivas para desenvolver o repertório motor.
A Organização Mundial da Saúde recomenda 2 horas/dia de exercícios para crianças de até cinco anos e 1 hora/dia para crianças e adolescentes até os 17 anos. Esse tempo deve ser distribuído ao longo da rotina diária.
Matéria publicada no site G1
sexta-feira, 29 de maio de 2015
PARA REFLETIR
FONTE

Há um discurso corrente que reforça a ideia de que mulheres que se tornam mães se tornam, também, super heroínas.
Que são
super mulheres que dão conta de diferentes demandas e acumulam diferentes
tarefas.
Mulheres maravilhas, dotadas de capacidade diferenciada do
restante da população, capazes de modificar agendas, de se transformar em
múltiplas e até, quem sabe, multiplicar os pães.
Tudo isso para dar conta da casa, da
vida profissional, dos filhos, da alimentação, das roupas, de suas demandas
individuais e mais as demandas individuais das pessoas de sua convivência.
E
então nós, as mães, batemos no peito, ostentamos nosso orgulho e bradamos ao coletivo: SIM,
SOMOS FODA. Somos mulheres maravilhas e damos conta de tudo. Dane-se que você não
dê, dou conta no seu lugar, faço a sua parte e faço muito bem feito.
Sabe o que é isso? Não é um super poder.
Sabe o que é isso? Não é um dom, uma dádiva.
Sabe o que é isso?
Isso se chama: falácia. Isso se chama: opressão.
Isso se chama: discurso criado pelo senso comum (machista, patriarcal e
opressor) e reverberado por nós mesmas e que não, não nos representa. Não nos
privilegia. Não nos ajuda. E nos oprime. Ainda mais.
Veja. À medida que reforçamos o fato de termos poderes que não
temos (porque não, gente, não temos...), dizemos à sociedade: “Tudo bem essa sobrecarga, eu aguento”. “Tudo bem
esse acúmulo de tarefas, eu dou conta”. “Tudo bem que você não queira fazer sua
parte com seus filhos, eu faço”. Nós dizemos: “Tudo bem. Eu aceito. E faço
desse limão uma caipirinha”. “Deixa pra mim, eu faço o que você deveria fazer”.
E assim, aceitando esse discurso que nos sobrecarrega, nos cansa, nos
esgota, vamos tocando em frente, achando que, por isso, somos especiais.
Nós
não somos especiais.
Nós nos cansamos, e sofremos, e sentimos, e choramos de exaustão,
e fingimos que não dói e que tudo bem, somos resilientes e vamos superar.
Porque o que não nos mata faz o que? “Nos torna mais fortes”. Pode ser que sim.
Mas também pode ser que não. Querem te fazer acreditar que sim. Mas tente
perguntar a si mesma: está legal como está?
E
assim, as pessoas vão deixando sobre nossos ombros, disfarçado de
“elogio
e reconhecimento de nossas capacidades e habilidades”, tarefas que não
são
nossas, responsabilidades que deveriam ser divididas, papéis que não
deviam
estar sendo desempenhados apenas por nós. Emocionalmente, fisicamente,
moralmente, financeiramente. É como se você, sendo CEO de uma empresa
cujo bom
desenvolvimento depende da atuação equilibrada e equânime de toda a
equipe,
depositasse sobre um único funcionário as tarefas e responsabilidades de
dois, três,
sabe-se lá quantos. E, a respeito desta carga desrespeitosa e desumana, é
como
se você dissesse: “Parabéns, Fulano. Você é nosso melhor funcionário.
Faz o que
dois ou três deveriam fazer, e ainda faz bem feito”. Sai dando tapinha
no ombro
e enaltecendo o cara – desrespeitado e violado em seus direitos – por
sua
admirável capacidade de... fazer o que todos deveriam estar fazendo.
Esse
funcionário tem algumas alternativas para sobreviver dentro desta
organização, entre
elas duas: fantasiar que, sim, ele é especial, tem habilidades
diferenciadas e
essa sobrecarga na verdade o enaltece e engrandece perante os demais e
"Puxa! Isso é ótimo! É um sinal de alto reconhecimento social e
profissional". Ou...
Ele pode perceber a exploração e a sobrecarga e recusá-la. E se
manifestar. E
mostrar que não, aquilo não é uma benesse, é um prejuízo. E pode se
rebelar,
exigir melhores condições para desempenhar suas tarefas, reivindicar
tratamento
equânime e tudo mais que sabemos ser justo para a busca do equilíbrio
coletivo.
Pode ser que ele seja demitido. E tudo bem para a empresa, porque, ao
ser demitido,
outras pessoas farão o seu papel – afinal, o mundo capitalista produz
gente
implorando por vaga de trabalho, logo ele será substituído, quiçá por
alguém
que aceite sem reclamar e sem “fazer beicinho ou dar xiliquinho” o
acúmulo de
tarefas e a sobrecarga de funções que ele se recusou a aceitar.
Tal
qual a analogia, mães podem perceber a exploração e sobrecarga. Mães
podem se manifestar. E mostrar que, não, não é uma benesse, é um
prejuízo, um
desrespeito. E podem se rebelar sim, e exigir melhores condições para
desempenhar suas tarefas, para ser e viver como mãe sem que se sinta
funcionária, podem reivindicar tratamento equânime e tudo mais que
sabemos ser
justo em busca do equilíbrio coletivo. Mas sabe o que elas não podem
fazer? Não
podem se demitir. Porque, paradoxalmente, parece que ali não entra a tal
relação mercadológica de oferta e procura. Porque não, NÃO HÁ NINGUÉM
PARA
FAZER EM SEU LUGAR. E não é porque talvez existam 3, 4, 5 ou 6% de
“personagens” que fazem seu papel e contribuem para a manutenção
da equidade nas relações familiares e nas demandas necessárias – e estou
sendo
bem, bem generosa -, vamos pintar com cores mais coloridas os 97, 96, 95
ou 94%
que não fazem e que, por não fazerem, estão sobrecarregando essas mesmas
proporções de mulheres mães. Elas não podem deixar de fazer porque isso
significaria deixar crianças ao deus dará, soltas no mundo, no “cada um
por si
e deus contra todas”. E a sociedade se esforçou muito para incutir
nessas
mulheres a crença de que NÃO PODEM fazer isso e oferecer a elas doses
alopáticas de CULPA por todo e qualquer pensamento que tenham nesse
sentido.
Então, ladies queridas, tenham cautela ao se proclamarem super mulheres e
heroínas porque vocês possuem múltiplas habilidades, suficientes para suprir
ausências. Vocês não são. Nós não somos. Isso foi uma grande falácia criada
para nos sentirmos especiais por fazer o que TODOS deveriam estar fazendo. Não
há coerência nenhuma em defender o tão sábio e verdadeiro discurso do “É
PRECISO TODA UMA ALDEIA PARA CRIAR UMA CRIANÇA” se, quando a aldeia falta – e parece
que ela sempre falta – disfarçamos essa ausência sob rótulos maravilhosos de
heroínas.
Se somos mulheres maravilhosas? Sim, somos. Mas não porque damos conta
daquilo que outras pessoas não dão. Somos maravilhosas porque estamos organizadas e nos organizando em busca
de apoio social, de formação de redes que nos apoiem mutuamente, em busca de
educação não violenta para nossas crianças, porque estamos fugindo dos rótulos
medicalizantes, porque nos dedicamos às nossas vidas pessoais e profissionais INCLUINDO
nossas crianças – e não pensando no próximo horário para nos livrarmos delas.
Somos maravilhosas porque sobrevivemos em um mundo chauvinista, machista,
segregador, agressivo e violento. Especialmente com a gente.
Se
somos heroínas? Não somos. Estamos é sobrecarregadas. Não porque
trabalhamos. Mas porque continuam a achar que as crianças são
responsabilidades apenas nossa - ou principalmente nossa. E não são.
Não douremos a pílula nem banalizemos o mal. Nunca foi uma capa. Era um
vestido mesmo. E a moça do vestido continua sem rosto, despersonificada no meio
da multidão, bastante cansada. E cuidando da aldeia. Mesmo sem querer ser e estar assim, mesmo sem ser isso. Não queremos capas. Queremos respeito e equidade. Super mulheres? Mulheres
maravilhas? Não queremos mais esse título, obrigada. Pegue-o para si, aldeia.
segunda-feira, 20 de abril de 2015
Entenda um pouco mais sobre "NATAÇÃO PARA BEBÊS"
Por - Cecília Leite
Do UOL, em São Paulo 16/04/2015
Bebê não precisa parar natação no frio?
Veja respostas a 11 dúvidas
A partir dos seis meses, a prática de natação pode trazer muitos benefícios para a criança. Tire suas dúvidas sobre a atividade com 11 perguntas respondidas por especialistas.
1 - Quando começar?
É preciso consultar um pediatra e ter em mãos um atestado médico. "A medida serve para garantir que o bebê está com todas as vacinas tomadas para a sua idade, e que ele não está com nenhum problema de saúde que o impeça de fazer atividades na água", diz Evandro Palanca, professor de natação infantil da unidade Morumbi da Academia Gustavo Borges, de São Paulo.A natação é indicada a partir dos seis meses, mas a liberação para a prática da atividade depende da criança e da análise do pediatra. "É preciso esperar até o sistema imunológico oferecer proteção mínima para levá-la a ambientes coletivos por períodos prolongados, como acontece em uma aula na piscina", declara Felipe Lora, pediatra do Hospital Infantil Sabará, também na capital paulista.
Ps- no meu grupo de mães do face (Mamães de primeira e segunda...viagem) tem uma referência sobre a matéria em 5 partes escrita por drº Moises Chensink pediatra que tem uma coluna no site Guia do bebê Uol
2 - Por que é legal praticar?
A movimentação na água estimula a coordenação motora de membros superiores e inferiores e a percepção visual, por meio de objetos coloridos colocados na piscina como material de apoio. Há ainda o ganho de desenvolvimento pela interação com os colegas durante os exercícios."Em função do gasto energético, a natação também aumenta o apetite, além de fazer o bebê ficar mais relaxado, devido à liberação de endorfinas", fala Débora Passos, pediatra da Maternidade Pro Matre, em São Paulo.A prática ainda auxilia no desenvolvimento da fala, que é estimulada em aulas com músicas e brincadeiras, que promovem socialização. O esporte é aliado da formação de resistência cardiorrespiratória e do fortalecimento do tônus muscular e da postura", afirma Carla Giorchino, professora do programa baby da unidade Anália Franco da academia Cia. Athletica, em São Paulo.
3 - Quando usar touca e óculos?
Bebês não precisam usar touca ou óculos, pois eles devem se sentir à vontade e, como as aulas são de curta duração, cabelos, olhos e a própria pele não ficam expostos por muito tempo ao cloro. O uso desses acessórios só é obrigatório a partir dos três anos e depende da adaptação.Se os pais preferirem, no entanto, é possível, desde cedo, acostumar a criança a usar touca, que só não deve ser apertada demais. Mas é interessante ir para a piscina sem óculos, para aprender a abrir os olhos debaixo d'água.
"Fora da academia, ele também vai precisar estar acostumado ao ambiente aquático, por isso é legal não depender da proteção dos óculos", explica Rafael Rodrigo dos Santos, professor de natação para bebês da unidade Vila Olímpia da academia Rebook Sports Club, de São Paulo.
4 - As piscinas precisam ter um sistema de tratamento da água diferente?
As academias, normalmente, oferecem água tratada com cloro, substância que pode ser agressiva para a pele, os cabelos e os olhos dos bebês. No entanto, os pais podem ficar tranquilos, já que é tomado um cuidado especial para que as aulas sejam de curta duração –no máximo, 40 minutos–, tempo insuficiente para que isso aconteça."Na verdade, o cloro sempre está presente na água, mas há tratamentos complementares com sal ou ozônio, indicados para aulas de bebês, que minimizam os malefícios da substância e impedem que bactérias proliferem na piscina", diz o professor Rafael Rodrigo dos Santos.
5 - Qual a temperatura ideal da piscina?
A temperatura da piscina deve estar entre 31,5°C e 32°C. "Para os
adultos, o número indicado é mais baixo, entre 28,5°C e 29,5°C, mas
bebês e crianças não podem passar frio durante a aula, pois, se ficam
incomodados, não rendem nas atividades", afirma Santos, da Rebook Sports
Club.
Como a temperatura da água é mais elevada, os
pais precisam se informar se a região da piscina oferece ambiente
climatizado também, para que os filhos não sofram com a queda de
temperatura.
"Terminada a aula, é importante esperar
cerca de meia hora para ir embora, sempre com ouvidos protegidos e corpo
agasalhado. A temperatura da piscina, do banho e do vestiário será
maior que a externa e, tomando esse cuidado, é possível evitar o impacto
das variações. Faço essa recomendação mesmo quando o bebê não toma
banho na academia", diz Rafael Constantino, coordenador aquático da
unidade Morumbi da Academia Gustavo Borges.
6 - Que tipo de traje o bebê precisa usar?
Os pais devem providenciar fraldas específicas para água, pois elas não encharcam. Elas duram o suficiente para o período da aula e é importante usá-las para prevenir "acidentes" dentro da piscina, preservando a limpeza e a qualidade da água. "O bebê usa a fralda e o traje de banho por cima. Por questões de higiene e conforto, se fizer cocô ou xixi, precisa ser trocado imediatamente e só depois retornar para a atividade", diz Ivo Parizan, coordenador de natação da Academia Competition, em São Paulo.7 - Os pais precisam participar?
Dos seis meses até um ano, é necessário a presença de um dos pais na piscina. Se não for possível, o ideal é que seja uma pessoa próxima do bebê. "A presença dos pais funciona como um elemento de segurança, além de ser um momento de contato especial, de prazer e aproximação entre a criança e seu cuidador", fala Parizan, da Competition.8 - Como são as aulas?
As aulas podem ser divididas em temas: força, equilíbrio, mergulho, segurança ou para trabalhar cognição. "Os bebês são motivados com cores, números e animais de brinquedo. A música é a base das aulas. Como eles ainda não sabem falar, as canções ajudam a assimilar os exercícios e as atividades", afirma o professor Rafael Rodrigo dos Santos.9 - É preciso dar banho logo depois da aula?
O banho é importante para retirar o cloro e assim preservar a hidratação da pele do bebê. "É interessante que aconteça ao término da aula, para que a criança descanse e fique mais confortável. Os pais devem usar produtos de higiene específicos para a idade e, especialmente nas crianças acima de dois anos, sempre fazer uso do chinelo", diz Felipe Lora, pediatra do Hospital Infantil Sabará. O calçado protege contra infecções por fungos, seres que gostam do calor e da umidade das piscinas aquecidas.As academias que oferecem aulas específicas para bebês, normalmente, possuem estrutura para a saída da piscina, além de vestiário equipado com banheiras, trocadores e chuveiros elevados, para que o responsável não precise se abaixar e ficar em posição desconfortável.
10 - O que comer antes da aula?
Segundo o pediatra Felipe Lora, é indicado alimentar as crianças com uma hora de antecedência. Os bebês podem ser amamentados, e as crianças maiores devem ingerir frutas sólidas, que garantem energia, além de algo líquido, como água e suco, para evitar desidratação mais rápida durante a aula.11 - É melhor suspender a natação no inverno?
Não necessariamente. Depende de cada criança. O afastamento deve ser consenso entre família e pediatra. Mas, como a temperatura fora da piscina está mais baixa, é preciso ter em mãos roupão atoalhado com capuz, para deslocar o bebê da piscina até o vestiário. "Durante a temporada mais fria do ano, os bebês e as crianças ficam mais suscetíveis às doenças respiratórias, mas a natação é aliada, pois melhora a musculatura respiratória, diminuindo a incidência de doenças", diz Ivo Parizan, da Competition.
Assinar:
Postagens (Atom)







