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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

O bebê não é de vidro: saiba como cuidar do recém-nascido sem exagerar



FONTE - Site UOL MULHER/GRAVIDEZ
POR - Ivonete Lucírio
*Com colaboração de Adriana Nogueira
                    

Dentro da barriga da mãe, o bebê estava protegido da maior parte das ameaças do mundo exterior. Agora que está do lado de fora, ele dá a impressão de que qualquer coisa pode quebrá-lo. Mas a criança não é tão frágil quanto parece.
É verdade que alguns cuidados são necessários, mas você não precisa enlouquecer imaginando que tudo pode fazer mal a seu filho. A infectologista pediátrica Daisy Maria Machado, da USP; a pediatra Alessandra Kimie Matsuno, da FMRP (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto), da USP, e o pediatra Renato Procianoy, presidente do Departamento Científico de Neonatologia da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), apontam o que é exagero e com o que você deve se preocupar no início da vida da criança.

É melhor pedir para que as visitas não venham no primeiro mês do bebê?

Não é proibido receber visitas nos primeiros 30 dias de vida da criança. A chegada de um bebê traz alegria para toda a família e é natural que os parentes queiram conhecê-lo. O que se recomenda é evitar muitas pessoas de uma única vez e que as visitas sejam demoradas. O tempo ideal de permanência é de, no máximo, 45 minutos. Assim torna-se possível respeitar o período de descanso da mãe –que ainda está se adaptando ao novo ritmo de sono– e do bebê. Além disso, é preciso combinar o melhor horário de modo a não atrapalhar as mamadas.
As visitas podem pegar o bebê no colo?
Essa não é a situação ideal, já que o recém-nascido precisa de sossego e de interação com o pai e a mãe, não com desconhecidos. Mas, como muitas vezes é impossível evitar, peça aos visitantes que lavem bem as mãos com água e sabão antes. E não permita que peguem a criança se estiverem com qualquer doença infecciosa, ainda que seja aparentemente um simples resfriado. E não é preciso usar álcool em gel para desinfetar as mãos. Basta lavar bem com água e sabão.

É preciso esterilizar mamadeiras e chupetas?

Pelo menos nos primeiros seis meses de vida, o ideal é que a criança receba apenas leite materno. Caso precise usar a mamadeira, ela deve ser esterilizadas antes de cada uso. Para isso, leve os utensílios ao fogo em uma panela com água até que levante fervura (consulte o modo de higienização na embalagem da mamadeira). Se preferir, é possível usar esterilizadores, que permitem controlar o tempo de exposição ao calor e evitar de danificar o produto. No caso da chupeta, basta esterilizar uma vez por dia (isso se ela não cair no chão, por exemplo).

O bebê não deve sair de casa no primeiro mês?

Pode sair de casa, só não deve frequentar lugares com aglomeração de pessoas, como festas infantis, supermercados e shoppings. Desde que o tempo esteja bom, os passeios ao ar livre estão liberados também. O sistema imunológico da criança é frágil e por isso é bom evitar expô-la a vírus e a bactérias que circulam no ar.

Atenção, ter tomado as primeiras doses das vacinas não garante que a criança esteja completamente imunizada. O bebê só completa o chamado primeiro esquema de vacinação por volta de seis meses, por isso o que vale é o bom senso ao escolher os primeiros passeios.É preciso visitar o pediatra periodicamente nos primeiros meses?

Sim, isso é imprescindível para que o crescimento e o desenvolvimento do bebê sejam acompanhados de forma bem orientada. Segundo a SBP, o bebê deve fazer a primeira consulta com o pediatra ainda na primeira semana de vida. Estando tudo bem, a criança retorna quando estiver prestes a completar o primeiro mês. No primeiro semestre de vida do bebê, as visitas devem ser mensais. A partir do segundo semestre, podem acontecer de dois em dois meses.

A casa deve ficar na penumbra e em silêncio?

Não, a casa deve manter seu ritmo e rotina. Assim o bebê vai, aos poucos, reconhecer o ambiente e diferenciar o dia da noite. É claro que é melhor evitar muito barulho, para não assustar a criança nem deixá-la agitada demais.

É proibido usar lencinhos umedecidos nos primeiros meses de vida?

Os lenços umedecidos devem ser evitados no dia a dia. O melhor é limpar a região genital da criança com algodão embebido em água morna no momento da troca da fralda, pois algumas crianças apresentam reações alérgicas às substâncias químicas contidas nesse tipo de produto. No entanto, o lencinho umedecido pode ser utilizado em casos especiais, como em um passeio ou em lugares em que a mãe não tenha possibilidade de realizar a limpeza da maneira recomendada.

Se o casal tiver um animal, é melhor deixá-lo na casa de alguém até o bebê crescer?

Não há necessidade de retirar o animal da casa, mas é conveniente não deixar que ele tenha acesso ao quarto da criança. É também aconselhável evitar o contato direto do bebê com o bicho, pelo menos nos seis primeiros meses de vida. Mas como não há um consenso da comunidade científica sobre o assunto –porque há crianças com problemas de alergia e diferentes tipos de bichos– é bom que os pais tomem orientações com o pediatra do filho e observe se ele apresenta algum sintoma.

O recém-nascido não deve ter contato com outras crianças?

O recém-nascido pode e deve ter contato com as crianças da família. Mas, se possível, é melhor evitar receber muitas visitas de crianças pequenas, que sempre querem tocar o bebê e pegá-lo no colo.
Devido à imaturidade do sistema imunológico, e pelo fato de ainda não ter recebido todas as vacinas contra as doenças da infância, o ideal é que crianças não frequentem escolas ou creches nos primeiros meses de vida. Mais uma vez, não há consenso entre os especialistas, mas, em linhas gerais, os pediatras costumam sugerir esperar até o segundo ano da criança, quando seu sistema imunológico estará fortalecido.
Mas os pais que precisam deixar seus filhos nesses locais mais precocemente não precisam se culpar. Nem sempre o ideal é o possível, e isso deve ser levado em consideração. Nesses casos, uma conversa com o pediatra do bebê pode ajudar. O especialista pode informar sobre quais são as doenças mais comuns em crianças que frequentam berçários e escolas e suas formas de prevenção. O médico do bebê ainda pode dar dicas para os pais escolherem melhor a instituição que irá cuidar de seus filhos, auxiliando-os a observar aspectos de higiene do lugar, se exige caderneta de vacinação em dia e como a instituição controla o acesso de crianças doentes.

O bebê pode dormir sozinho no quarto?

Sim, pode e deve. Muitos pais têm dúvidas sobre a melhor posição para o bebê dormir. A recomendação do Ministério da Saúde e da SBP, entre outras instituições, diz que o bebê deve dormir de barriga para cima, pois pesquisas mostram que essa posição reduz em até 70% o risco de morte súbita, uma das principais causas de óbitos de crianças com até um ano.

A moleira do bebê não deve ser tocada?

Não existe apenas uma moleira ou fontanela (seu nome científico) na cabeça do bebê. Mas a que está localizada no alto da cabeça, chamada de fontanela anterior, é a mais conhecida e temida pelos pais. Realmente, trata-se de uma região um pouco mais sensível, uma vez que nela os ossos do crânio não se encontram totalmente unidos. Mas isso não significa que não possa ser tocada. A mãe pode passar a mão tranquilamente na hora do banho, fazer carícias, pentear. E não se impressione ao ver a região pulsar, o que é resultado da pressão arterial no cérebro. Isso é normal, especialmente quando a criança chora. Até por volta do 15º mês de vida, ela deve estar fechada

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Informação importante para mamães que já fizeram mais de duas cesáreas


Juliana Zambelo
Do UOL, em São Paulo
08/10/201207h17
 
Segundo médicos ouvidos por UOL Gravidez e Filhos, as mulheres podem passar por duas cesáreas ao longo da vida sem que isso implique em riscos a mais para sua saúde ou a de seu bebê. Depois disso, se ela voltar a engravidar, será maior a possibilidade de que ocorram problemas na hora de realizar mais uma cesariana.

De acordo com Maria Rita de Souza Mesquita, diretora da Sogesp (Associação de Obstetrícia e Ginecologia de São Paulo), isso acontece porque, após cada operação, o tecido do útero fica mais fino e frágil, o que também contraindica –e nesse caso totalmente– um parto normal. A solução passa a ser uma nova cesárea, que precisa ser monitorada bem de perto pelo obstetra.

Renata Gebara Di Sessa, ginecologista e obstetra do Hospital Santa Catarina, em São Paulo, explica que uma das consequências possíveis, a partir da terceira cirurgia, é de inserção baixa de placenta ou placenta prévia –quando há fixação da placenta na parte baixa do útero, perto do colo–, o que aumenta as chances de sangramento durante a gravidez. Trata-se de uma ocorrência contornável, se detectada cedo, mas, sem os cuidados adequados, pode causar a morte do bebê.

Entre outros problemas que podem acontecer a partir da terceira cesárea estão uma chance maior de infecções, sangramentos uterinos anormais e desenvolvimento de aderências pélvicas, que podem causar dor crônica na região, dificuldade a evacuação e dor durante a relação sexual. Maria Rita acrescenta que a recuperação do pós-parto também tende a ser mais lenta.
"Há ainda maior risco de acretismo placentário, quando a placenta fica tão grudada no útero que pode provocar dificuldade de contração uterina no pós-parto (reação necessária para que o órgão recupere seu tamanho de antes da gestação), aumentando o perigo de sangramento e de morte da mãe", diz Renata.
Os especialistas afirmam, no entanto, que cada gestação tem suas características próprias e é possível passar por mais de duas cesáreas sem problemas, apesar de não ser o indicado. Luís Henrique Silva, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade Assunção, da Rede D’Or – São Luís, em São Bernardo do Campo (SP), diz ter realizado, sem complicações, uma cesárea em uma paciente com cinco cirurgias anteriores.

Parto normal deixa de ser opção

Uma mãe que teve seu primeiro filho por cesárea, há mais de dois anos, tem a possibilidade de dar à luz seu segundo bebê por parto normal. Contudo, após duas cesarianas, o parto vaginal não é mais aconselhado.

Apesar dos riscos, a cesariana ainda é a melhor opção nesses casos e o nascimento da criança deve ser agendado para evitar que a mãe chegue a entrar em trabalho de parto.

"Depois de duas cesáreas, é obrigatório que os partos seguintes também sejam assim”, afirma Maria Rita. Luís Henrique explica que, após duas cirurgias, com a parede do útero fragilizada, corre-se um risco muito grande de que as contrações de um parto normal provoquem hemorragias ou mesmo o rompimento do útero na cicatriz.

De acordo com Renata, do hospital Santa Catarina, quanto maior o número de cirurgias no útero, sejam elas cesárea ou outros tipos de operações –como retirada de miomas (tumores sólidos benignos)–, maiores são os riscos. "Assim, devemos sempre ficar atentos e analisar caso a caso", afirma a obstetra.

Aprendendo a falar desde cedo



Fonte - Site Guia do Bebê (uol)
Bruno Rodrigues

A bola é lalanja". "Cadê meu binquêdo?". Qual pai ou mãe não se derrete de alegria ao ouvir a criança pronunciando algumas palavras com pequenos erros. Alguns chegam até a estimular o filho a falar dessa forma, pois soa bonitinho. Lógico que a pronúncia incompleta de algumas palavras é perfeitamente normal para uma criança entre 1,5 a 4 anos de idade, já que ainda não possui o processo de fala em estágio completo. Entretanto, é recomendado que os pais ensinem o filho a falar corretamente desde o início de vida.
A ausência de estímulos à musculatura oral pode acarretar em problemas de fala no futuro. O distúrbio na fala, caso não seja tratado corretamente, pode inclusive afetar mais tarde na alfabetização da criança.

A fonoaudióloga Jamile Elias Canetto explica que algumas atividades simples e aparentemente sem grande importância são essenciais no desenvolvimento oral do bebê. Expressões faciais como mandar beijinho para as crianças ou mostrar a língua funcionam como bons exercícios.

"A criança deve ser estimulada logo após o nascimento. Faça a seguinte atividade: converse de frente para ela e faça gestos e caretas com a boca. É engraçado que o bebê, inconscientemente, tentará reproduzir o gesto. Ao tentar copiar os movimentos labiais, a criança estará indiretamente praticando um excelente exercício de musculatura oral", informa Jamile Canetto.

Segundo a fonoaudióloga, o processo de aquisição da fala por parte da criança está totalmente ligado à educação exercida pelos pais. Para ela, pai e mãe devem orientar a criança a pronunciar a palavra corretamente, de forma suave, evitando palavras no diminutivo. "Não é interessante que os pais se comuniquem com o filho utilizando diminutivos. Além da criança ter muito mais facilidade em pronunciar 'boneco' do que 'bonequinho', ela terá mais facilidade de nomear e gravar as palavras por serem mais fáceis de falar", explica.

Falando com carinho – A correção da pronuncia não significa reprimir cada erro cometido pelo filho. Ao contrário, os pais devem ser carinhosos e explicativos, ensina a fonoaudióloga. "Se o filho diz que quer beber 'acá' (água), a mãe deve responder: - Você quer água? Vou pegar água pra você". "Com isso, a criança aprende a palavra certa, além de unir figura e palavra".

Mamadeira e chupeta - Personagens famosos do mundo infantil, a mamadeira e a chupeta não são indicadas na aquisição da fala, pois a língua não é estimulada a buscar o alimento, como acontece quando o nenê é amamentado. "Não há o que negar os benefícios gerados pela chupeta e mamadeira em outras situações. Porém, no que se refere ao desenvolvimento da fala, o trabalho de sucção é prejudicado pela presença do bico desses acessórios", define Jamile Canetto.

Audição – Problemas auditivos também influem no desenvolvimento da fala. A criança com algum tipo de inflamação no ouvido, como a otite, por exemplo, costumam apresentar desatenção por não ouvir direito, o que dificulta no processo de aprendizagem das palavras.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Dica de uma colaboradora e super profissional, confiram!!!!

Fonte - Odontopeditra drª Greice Paes de Almeida


Uma geração livre de cáries

O melhor remédio contra a cárie é a prevenção. A prevenção começa na gestação. Depois do nascimento da criança, ela deve ser acompanhada por um odontopediatra, mesmo que os dentes não tenham nascido.

Os pais têm responsabilidade perante a saúde bucal de seus filhos e o Odontopediatra (dentista de criança) terá de usar todo o seu conhecimento para promover e manter a saúde. Uma experiência agradável no contato com o dentista na infância evitará o medo do tratamento odontológico, tão comum nos adultos de hoje. O Odontopediatra tem um importante papel de educador: é ele que introduz a criança na odontologia, monitorando seu crescimento e desenvolvimento, tanto no aspecto psicológico como no bucal. Não existe gratificação maior para os pais e profissionais do que ver seus filhos e pacientes adultos sem cárie.

Todo alimento causa cárie, inclusive o leite materno. O hábito de mamar e ir dormir sem escovar os dentes e, mais grave ainda, acordar de madrugada e fazer outras mamadas quando os dentes já nasceram provocam cárie. Quando o bebê dorme diminui a produção de saliva (que tem a função de lavar os dentes), o alimento em contato com a placa bacteriana libera ácido e se inicia a "cárie de mamadeira".

Quando a alimentação é exclusivamente o leite materno, não precisa fazer a limpeza a cada mamada, pode ser apenas uma vez por dia, após a última mamada. Quando se oferece outro leite e alimento, limpe a boca mesmo que não tenha dente, após cada refeição, pois a criança se acostuma e evita a proliferação de bactérias. Com o dedo envolvido em uma gaze embebida em água filtrada, limpe toda a boca da criança: gengiva, céu da boca (palato), língua e lado interno da bochecha.  Quando nascer o dente, inicie a escovação sem pasta de dente ou com pasta sem flúor.

O Odontopediatra deve aplicar medidas preventivas (controle de placa, dieta alimentar); Ensinar a criança sobre a importância dos cuidados com sua própria boca; Aplicar de 6 em 6 meses  flúor verniz (que protege os  dentes e não tem risco de  intoxicar);  Aplicar selantes (resina  da cor dos dentes) usados  na parte mais "rugosa" dos  dentes posteriores para  evitar o depósito de alimentos nestas áreas;  Controlar hábitos como mamadeiras, chupetas,  sucção de dedo, respiração  bucal etc.;  Identificar precocemente  as cáries (manchas brancas  no esmalte entre outras  medidas preventivas).

A visita ao Odontopediatra deve ser aproximadamente com um mês de idade, quando os pais são orientados sobre alimentação noturna , nascimento dos dentes e hábitos. O Odontopediatra faz o exame da boca do bebê e ensina como fazer a limpeza bucal. Proporcione a seus filhos a oportunidade de terem uma saúde bucal utilizando todos os conhecimentos e recursos de prevenção atuais.

Contatos - Consultório (Av. 9 de julho,95 sala 31 Vila Adyanna)
                  Tel. 3942-4592 / 3027-7975
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FLÁVIA HELENA VALENTINI
 
 

 

 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Prisão de ventre....quem já não sofreu com isso?

Fonte - Do UOL (Notícias), em São Paulo
Por -Ana Sachs
Publicada em 27/09/2012


Bom funcionamento intestinal pode evitar o aparecimento de doenças no futuro

Ter um bom funcionamento intestinal é fundamental para garantir a saúde do organismo. Quem não vai no banheiro com a frequência ideal e não evacua em quantidade suficiente pode ter problemas no futuro. "O mau funcionamento a longo prazo pode acarretar o aparecimento de constipação de difícil controle, uso inadequado de laxantes, podendo causar colite (inflamação do cólon), aparecimento de distúrbios anatômicos pélvicos por excesso de força, como retocele (pressão do reto junto ao assoalho da vagina), deslocamento retal e doenças anais, como hemorroidas, fissuras e até fístulas", aponta Sidney Klajner, gastroenterologista do hospital Albert Einstein

Em casos mais graves, a constipação pode contribuir para o aparecimento de diverticulite (inflamação nos apêndices do cólon) e até obstruir o intestino, necessitando de uma cirurgia de emergência para liberar a passagem.

Além dos problemas de saúde, a prisão de ventre pode causar outros males, como desconforto intestinal, gases em excesso e cólicas pelo acúmulo de fezes. "O bom funcionamento do intestino evita o maior contato de substâncias carcinogênicas, isto é, que induzem ao aparecimento de câncer, com a mucosa intestinal, para não sobrecarregarmos o aparelho evacuatório na pelve com força excessiva", explica o gastroenterologista. "Enfim, o mau funcionamento acaba interferindo no próprio humor das pessoas", completa ele.

Um intestino que funcione a contento não significa, no entanto, que você tenha de ir ao banheiro todos os dias. Nesse quesito, não existe regra para o hábito intestinal. "A frequência pode variar de três vezes ao dia a três vezes por semana, dependendo da pessoa. O importante é que se tenha uma sensação de evacuação completa", explica o gastroenterologista Sender Miszputen, membro da Federação Brasileira de Gastroenterologia.

A evacuação tem de ser precedida por vontade de evacuar, não deve exigir esforço (força) e deve apresentar consistência pastosa. "O simples fato de haver fezes em 'bolinhas' endurecidas, pode significar presença de constipação", diz Klajner.

Hoje em dia, é fácil achar quem tenha problemas para evacuar ou sinta que não vai ao banheiro tantas vezes quanto deveria - ou gostaria. "A vida moderna tem sido uma grande vilã para a saúde intestinal. Estamos trabalhando em horários cada vez mais alargados, sem fazer as refeições com regularidade e tempo ideais, o que faz com que não tenhamos tempo para evacuar", alerta o médico do Albert Einstein.

Segundo ele, nosso intestino tem um ritmo que avisa o momento da evacuação e, se este aviso não for seguido, talvez só volte a acontecer no dia seguinte. "Aí, nós perdemos aquele dia de evacuação. No seguinte, as fezes já estarão mais ressecadas e com dificuldade maior para a evacuação", afirma ele.

Para evitar que isso aconteça, a orientação é respeitar o momento da evacuação, não inibindo a vontade. Nestes casos, as mulheres são as que mais sofrem, pois têm muita dificuldade de ir ao banheiro fora de casa, segundo revelou pesquisa da Federação Brasileira de Gastroenterologia.

O consumo excessivo de comidas pobres em fibras, como as vendidas em fast-foods, e de produtos industrializados, aumenta ainda mais o problema. As fibras são essenciais para o bom funcionamento intestinal. De acordo com Carolina Daher Rolfo, nutricionista do hospital Albert Einstein, a American Dietetic Association (ADA), recomenda que um indivíduo sadio consuma de 20 a 35 gramas de fibra por dia (veja alimentos que ajudam o intestino no álbum abaixo).

A baixa ingestão de líquidos é outro fator que leva à prisão de ventre. Isso porque os líquidos ajudam a hidratar as fezes e melhorar sua consistência. "A ingestão de líquidos hidrata e amolece o bolo fecal, levando à redução do seu peso e facilitando o trânsito intestinal e a expulsão das fezes", diz Daher Rolfo. "Caso ocorra um baixo consumo hídrico, o indivíduo poderá apresentar efeitos adversos causados pelo consumo de fibras, entre estes, podemos observar desde a produção excessiva de flatulência e gases, até obstrução em qualquer parte do tubo digestivo", alerta a médica. O ideal é que se beba pelo menos dois litros de água por dia, sempre fora das refeições.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Cérebro das mulheres apresenta DNA masculino após gravidez de meninos, diz estudo

Publicado em - 27/09/2012
Do UOL
Em São Paulo


Os cérebros de grávidas que esperam meninos podem apresentar DNA masculino até o fim da vida, mostra nova pesquisa divulgada nesta quinta-feira (27) no periódico PLoS ONE. Já é conhecido que as células e o DNA trocado entre as mães e os fetos na gravidez podem persistir no sangue e nos ossos das mulheres após o nascimento do bebê – condição chamada de microquimerismo fetal.

Mas os resultados obtidos pelo centro de pesquisas de câncer Fred Hutchinson, em Seattle, nos Estados Unidos, mostram que o material pode ultrapassar essa barreira e se alojar em outros órgãos das mulheres – e isso acontece com bastante frequência no cérebro feminino, revela o estudo.

Para fazer a pesquisa, o time liderado pelo reumatologista J. Lee Nelson examinou autópsias feitas em cérebros de 59 mulheres que tinham entre 32 anos e 101 anos quando morreram. O grupo encontrou evidências do cromossomo Y em múltiplas regiões do cérebro, afetando 63% das amostras analisadas. Além disso, eles detectaram que o DNA masculino perdurou no organismo das mães até o fim da vida – a mulher mais velha com microquimerismo fetal cerebral tinha 94 anos.

Riscos do DNA masculino

Mesmo os efeitos secundários do alojamento de DNA no cérebro ainda serem pouco conhecidos, os pesquisadores levantam a hipótese de que esse material genético intruso pode combater o mal de Alzheimer.

Isso porque, das 59 mulheres analisadas, 33 delas apresentavam sinais da doença degenerativa e outras 26 não tinham problemas neurológicos. As portadoras da síndrome, no entanto, estavam no grupo de mulheres com a menor concentração de células fetais masculinas no cérebro - ou seja, a maioria tinha pouca proteção contra a doença de Alzheimer, afirma o estudo.

Os pesquisadores lembram, ainda, que o microquimerismo fetal pode tanto ajudar a saúde feminina, com a reparação de tecidos e a melhora na imunidade do organismo, quanto reagir negativamente, com a aparição de doenças autoimunes e câncer.

Gestante deve tomar cuidado com a ingestão de alimentos crus, mas sem paranoia

Publicado em - 01/10/2012
Por - Katia Deutner
Do UOL, em São Paulo


O senso comum diz que mulher grávida não pode passar vontade de comer nada, mas no dia a dia –por implicações na saúde da gestante e do feto– a história é bem diferente. É importante que a mulher tome cuidado com a ingestão de alimentos crus, mas sem paranoias –não há necessidade de parar de comer frutas com casca, por exemplo; elas só precisam estar bem limpas. O ponto principal é estar atenta à higiene do local onde se faz a refeição e a certeza da boa procedência dos alimentos.

Qualquer pessoa corre riscos de ter contato com alimentos preparados sem higiene, mas uma infecção alimentar em uma grávida gera mais preocupação por dois motivos: o sistema imunológico da gestante está fragilizado e tudo o que ela come reflete no feto.

"Não há problema em comer alimentos crus na gravidez. Só é necessário lembrar que o processo digestivo é mais difícil e o organismo da gestante precisa de mais enzimas para fazer a digestão", afirma Durval Ribas-Filho, médico nutrólogo e presidente da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia). E o especialista diz que não é necessária uma postura alarmista. "A grávida precisa saber a origem dos alimentos, se eles estão higienizados corretamente, se foram bem armazenados ou ficaram expostos por muito tempo sem refrigeração, o que acontece, geralmente, em restaurantes por quilo", diz.

Onde moram os riscos


"O maior perigo existe se a gestante nunca teve contato com o agente chamado toxoplasma (protozoário encontrado em alimentos crus e mal-lavados), que provoca a toxoplasmose. Na maioria das vezes, essa doença se manifesta como uma gripe forte, que, na gravidez, compromete a saúde do bebê", afirma a ginecologista Rosa Maria Neme, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

A infecção pode atravessar a barreira placentária e afetar o feto, provocando graves sequelas cerebrais. "O modo mais comum de contrair a doença é a partir do contato com fezes de gatos ou quando se come carnes cruas, ou pouco cozidas, e contaminadas pelo parasita”, explica a nutricionista Roseli Rossi, especialista em nutrição clínica funcional, de São Paulo.

O toxoplasma pode ser encontrado ainda em leite não pasteurizado, ovos crus e vegetais que não foram devidamente limpos (e possam ter tido contato com fezes animais). “Quando uma grávida contrai toxoplasmose pela primeira vez, há 40% de chances de transmissão para o feto. Assim mesmo, o risco e a gravidade da infecção no bebê dependem do momento em que a mãe contrai a doença”, diz a nutricionista. Quanto mais perto do começo da gestação, mais sérias são as consequências para o feto, que pode sofrer malformações como catarata congênita, surdez, retardo de crescimento ou mental e até morte intrauterina. Para a grávida, o risco é de aborto ou parto prematuro.

A listeriose é outra doença transmitida por alimentos contaminados. Nesse caso, pela bactéria listeria. Patês crus, queijos de pasta mole –como brie, camembert e roquefort– e leites não pasteurizados e seus derivados são os principais vetores de contaminação. "Ainda pode aparecer em refeições mal cozidas, saladas e quiches (se tiver como ingrediente um queijo de pasta mole)", conta a nutricionista Tânia Rodrigues, da RG Nutri Consultoria Nutricional, de São Paulo. Se contraída, principalmente no primeiro trimestre, a listeriose pode provocar aborto espontâneo, parto prematuro ou a morte do feto.

Por fim, outra infecção alimentar que merece atenção é a salmonelose, problema provocado por diferentes espécies da bactéria salmonela, presentes em alimentos crus ou mal cozidos e contaminados por fezes. Os itens que oferecem maior risco são as carnes em geral, os ovos, o leite não pasteurizado e seus derivados e a água. "Independentemente da gravidez, todos deveriam evitar pratos com ovos crus, como maionese caseira, mousses e cremes", diz Tânia Rodrigues. A doença provoca diarreia e vômito severos na grávida e, mais uma vez, risco de parto prematuro.

O médico nutrólogo Durval Ribas-Filho, no entanto, afirma que os perigos podem ser contornados. "Se tudo o que se comer durante a gravidez passar por cuidados básicos de higiene, as possibilidades de contaminação são nulas."

Mitos e verdades


Verdade: peixes crus devem ser evitados
Os peixes podem se deteriorar facilmente quando manipulados de forma inadequada ou expostos a temperaturas impróprias. "Certos peixes têm níveis elevados de metilmercúrio, substância que causa danos neurológicos e problemas de desenvolvimento no bebê. O ideal é limitar o consumo, mesmo que cozido, a 350 gramas por semana", diz Roseli Rossi.


Verdade: carne crua ou mal passada deve ser evitada
"Podem conter microrganismos prejudiciais à saúde. Se fossem completamente cozidas, eliminariam os contaminantes e assim não haveria risco de infecções", afirma Tânia Rodrigues. Portanto, o quibe cru da cozinha árabe oferece risco, assim como o carpaccio.


Mito: é preciso tirar a casca das frutas antes de comer
"Muitas vitaminas, minerais e fibras encontram-se nas cascas ou próximas a elas. Não vale a pena tirar. O importante é lavar e higienizar corretamente", fala Tânia.


Verdade: risque a maionese caseira do cardápio
“O produto contém ovos crus –veículo que transporta as variedades de salmonela. “Esqueça também gemada e sorvete caseiro”, lista Roseli.


Mito: verduras e legumes crus são prejudiciais
“Não há problema se forem higienizados em solução de hipoclorito de sódio, seguindo as recomendações de cada fabricante. Depois, devem ser escorridos e lavados novamente em água filtrada para retirar o produto”, recomenda Roseli.


Mito: é proibido comer fora de casa
Não, se a grávida tomar alguns cuidados e souber da qualidade e das condições de higiene do restaurante.